domingo, 16 de outubro de 2016

"Como o Feminismo Corrompe a Pesquisa Sobre Violência Afetiva" por Murray Straus

Como o Feminismo Corrompe a Pesquisa Sobre Violência Afetiva

Processos Explicitando o Escamoteamento e Distorção da Evidência da Simetria de Gênero


O estudo de Graham-Kevan documenta plenamente a esmagadora evidência que a teoria da "dominância patriarcal" acerca da violência afetiva (doravante, VA) explica somente uma pequena parcela da mesma. Além disso, mais evidência do tipo está rapidamente emergindo. Para citar apenas um estudo recente, análises de dados de trinta e duas nações no International Dating Violence Study (Straus 2007; Straus and International Dating Violence Research Consortium 2004) encontraram taxas quase iguais de perpetração e uma predominância de violência mútua em todas as trinta e duas amostras, inclusas nações não-ocidentais.

Adicionalmente, dados deste estudo também mostram que, dentro de um relacionamento de casal, dominação e controle por mulheres ocorre com tanta frequência quanto por homens e são tão fortemente associadas com perpetração de VA por homens quanto por mulheres (Straus 2007). Graham-Kevan também documenta a ausência de evidência indicando que a abordagem de prevenção e tratamento baseada na teoria de dominância patriarcal tenha sido efetiva. Em minha opinião, seria ainda mais apropriado dizer que seja lá qual sucesso tenha sido obtido na prevenção e tratamento da VA, ele tem sido alcançado apesar dos ônus impostos ao focar exclusivamente na eliminação da misoginia e dominância masculina, importando tanto quanto se fossem meios em si mesmas.

O artigo de Graham-Kevan levanta a questão de como uma teoria explanatória e modalidade de tratamento podem ter persistido por trinta anos e ainda persistem, apesar de centenas de estudos que proveem evidência que VA tem muitas causas, não apenas dominância masculina. A resposta é que ela emergiu da convergência de um tanto de diferentes fatores históricos e sociais. Um deles é que simetria de gênero na perpetração de violência afetiva é inconsistente com a teoria de dominância masculina em quase todos os outros crimes, inclusive os violentos. Outro é a maior taxa de injúria sofrida por mulheres vítimas de VA traz a vitimação feminina à atenção do público com muito mais frequência.

Embora exista muitas causas de persistência do foco na dominância patriarcal, eu acredito que a causa da predominância tem sido os esforços das feministas em escamotear, negar e distorcer a evidência. Além disso, tais esforços incluem ameaças e intimidação, e têm sido levados a cabo não apenas por defensores e provedores feministas de serviços, mas também por pesquisadores feministas que permitiram que seus ideais ideológicos prevalecerem sobre os compromissos científicos.

Ao mesmo tempo, é importante reconhecer a tremenda contribuição para os relacionamentos humanos e controle do crime feitos pelos esforços feministas de acabar com a violência contra as mulheres. Este esforço tem gerado atenção pública ao fato que VA possa ser a forma mais prevalente de violência interpessoal, criado uma determinação mundial em não mais ignorar VA, e tomar decisões a fim de combater a VA. Isto tem trazido o império da lei para uma das últimas esferas da vida onde a "justiça de autoajuda" (Black 1983) prevalece ao mudar a situação legal das violências domésticas, ao mudar as práticas da polícia e dos juizados de uma ignorância e minimização da VA para uma impulsão do sistema criminal a comparecer e intervir.

Além disso, feministas criaram duas novas instituições sociais: abrigos para mulheres espancadas e programas de tratamento para homens perpetradores. Porém, o foco exclusivo em homens perpetradores e o foco exclusivo em apenas uma das muitas causas tem bloqueado esta extensão do império da lei e do esforço em eliminar a violência doméstica. Ironicamente, isto também tem debilitado esforços em proteger as mulheres da VA e acabar com a VA pelos homens (Feld and Straus 1989; Medeios and Strauss 2006; Straus 2007; Straus and Scott, na prensa). Consequentemente, informação sobre como isso pode ter ocorrido pode ser útil a fim de trazer a lume uma mudança. Este comentário identifica sete desses métodos.

Métodos Usados para Escamotear e Distorcer a Evidência de Simetria na Violência Afetiva

Método 1. Suprimir Evidência


Pesquisadores que têm um viés ideológico com a ideia de que homens são quase sempre os únicos perpetradores geralmente escondem evidências que contradigam essas crenças. Entre pesquisadores não comprometidos com essa ideologia, muitos (incluindo eu e alguns dos de meus colegas) têm escondido resultados mostrando a simetria de gênero a fim de não se tornarem vítimas de denúncias corrosivas e ostracismo (veja o Método 7 abaixo). Portanto, muitos pesquisadores têm publicado apenas os dados sobre os homens perpetradores ou as mulheres vítimas, deliberadamente omitindo dados de mulheres perpetradoras e homens vítimas.

Esta prática se iniciou com uma das primeiras pesquisas gerais de população acerca de violência familiar. A pesquisa feita pela Comissão Sobre a Situação da Mulher de Kentucky obteve dados tanto sobre homens quanto sobre mulheres, mas somente os dados sobre homens perpetradores foram publicados (Schulman 1979). Entre os tantos outros exemplos de pesquisadores respeitados publicando somente os dados sobre violências dos homens estão Kennedy and Dutton (1989); Lackey and Williams (1995); Johnson and Leone (2005); e Kaufman Kantor (1987).

Método 2. Evitar Obter Dados Inconsistentes com a Teoria de Dominância Patriarcal


Em pesquisa, este método de escamoteamento pergunta às mulheres participantes sobre ataques de seus parceiros homens e evita perguntar-lhes se elas bateram em seus parceiros homens. A Pesquisa Canadense Sobre Violência Contra a Mulher (Johnson and Sacco 1995), por exemplo, usou o que pode ser chamado a versão feminista das Escalas de Táticas de Conflito para medir a VA. Esta versão omitia questões acerca de perpetração por mulheres no estudo. Para a Pesquisa Americana Sobre Violência Contra a Mulher (Tjaden and Thoennes 2000), o Departamento de Justiça dos EUA originalmente planejou a mesma estratégia. Felizmente, o Centro de Controle de Doenças adicionou um exemplar de homens ao projeto. Mas quando Johnson e Leone (Johnson and Leone 2005) investigaram a prevalência de "terroristas íntimas" entre os participantes de tal estudo, eles garantiram que não haveria nenhuma terrorista íntima mulher, ao usar somente dados de homens perpetradores.

Para uma apresentação em Montreal, eu examinei doze estudos canadenses. Dez dos doze só reportavam agressões de homens. O exemplo mais recente ocorreu no verão de 2006 quando um colega de equipe abordou o diretor de um centro de pesquisas de uma universidade acerca de conduzir uma pesquisa sobre violência afetiva se um subsídio recentemente submetido fosse concedido. Um membro da faculdade naquela universidade opôs-se a incluir questões sobre perpetração feminina, e o diretor do centro disse que ele não estaria disposto a realizar a pesquisa se os fundos fossem recebidos.

Método 3. Citar Apenas Estudos Acerca da Perpetração Masculina


Eu poderia listar um grande número de artigos em jornais mostrando citação seletiva, mas em vez disso ilustrarei o processo com exemplos de documentos oficiais a fim de mostrar que este método de escamoteamento e distorção é institucionalizado em publicações de governos, das Nações Unidas, e Organização Mundial de Saúde. Por exemplo, as publicações do Departamento de Justiça dos EUA quase sempre citam somente o Estudo Nacional de Vitimação de Crimes, o qual mostra predominância masculina (Durose et al 2005). Eles ignoram as críticas publicadas ao Departamento de Justiça, que levaram a uma revisão da pesquisa a fim de corrigir o viés. Porém a revisão foi apenas parcialmente bem-sucedida (Straus 1999), eles ainda continuam a citá-la e ignorar outros estudos mais precisos dos que o que eles têm patrocinado e que mostram simetria de gênero.

Após atrasar a liberação dos resultados do Violência Nacional Contra Mulheres por quase dois anos, o anúncio da publicação liberado pelo Departamento de Justiça forneceu apenas os dados da "prevalência em tempo de vida" e ignorou os dados da "prevalência do ano passado", porque os dados em tempo de vida mostravam uma perpetração predominantemente masculina, enquanto os mais precisos dados do ano passado mostraram que mulheres perpetraram 40% das violências afetivas.

O reporte fortemente aclamado e influente da Organização Mundial de Saúde sobre violência doméstica (Krug et al. 2002) reporta que "onde ocorre violência por parte da mulher, é mais comum que seja na forma de autodefesa. (32, 37, 38)". Isto é citação seletiva porque quase todos os estudos que têm comparado homens e mulheres encontraram taxas quase iguais de autodefesa. Além disso, isto também ilustra o Método 4 (conclusões que contradizem resultados) porque a referência 32 (Saunders 1986) reporta que 70% das pequenas violências e 60% das severas não foi em autodefesa. Referência 37 (Dekeseredy, Saunders, Schwartz et al. 1977) usou um método semelhante, e obteve resultados similares: 37% das violências menores e 43% das severas foram iniciadas por mulheres. Adicionalmente, nenhum desses estudos tinha dados acerca de autodefesa dos homens, portanto nenhum deles fornecia uma base para concluir que violência por mulheres diferia de violência por homens.

Método 4. Concluir Que os Resultados Apoiam as Crenças Feministas Quando Não as Apoiam


Os estudos supracitados, além de ilustrar citação seletiva, são também exemplos da capacidade de o comprometimento ideológico levar pesquisadores a interpretar erroneamente os resultados de suas próprias pesquisas. Um estudo de Kernsmith (2005), por exemplo, estabelece que "obteve-se que homens e mulheres diferem em suas motivações sobre usar violência em relacionamentos" e que "violência feminina pode ser mais relacionada à manutenção de liberdade pessoal em um relacionamento em vez de ganhar poder" (p. 180). Porém, apesar de a Tabela 2 de Kernsmith mostrar que mulheres tenham pontuações mais altas no fator "revide", apenas uma questão neste fator é sobre autodefesa.

As outras questões são sobre ficar irritada e coagir o parceiro. Então, apesar de nomear o fator como "revide", ele é majoritariamente sobre coerção e ira. Portanto, o fator significativamente diferente aponta mulheres, mais que homens, são motivadas por ira pelo parceiro e pelos esforços de coagir o parceiro. Além disso, a conclusão de Kernsmith ignora o fato que as pontuações para homens e mulheres eram aproximadamente iguais acerca de dois dos três fatores ("exercer poder" e "disciplinar o parceiro"). Portanto, o estudo de Kernsmith conclui o oposto do que está estabelecido na pesquisa.

Método 5. Criar "Evidências" por Citação


O estudo de Kernsmith, o reporte da Organização Mundial de Saúde, e o padrão de citação seletiva mostram como a ideologia pode ser convertida no que podemos chamar "evidência por citação" ou o que Gelles (1980) chama de "Efeito Woozle". Um efeito woozle ocorre quando a citação frequente de publicações prévias que não contêm evidências nos leva enganosamente a crer que existe evidência. Por exemplo, subsequente aos estudos da Organização Mundial de Saúde e de Kernsmith, artigos discutindo diferenças de gênero em motivações citarão estes dois a fim de mostrar que violência feminina é predominantemente de autodefesa, o que é o oposto do que a pesquisa de fato mostra. Mas devido a serem citações de um artigo em um jornal científico e uma organização internacional renomada, os leitores do artigo subsequente aceitarão isto como fato. Assim, ficção é convertida em evidência científica que será citada cada vez mais.

Outro exemplo é a alegação que as Escalas Táticas de Conflito (Straus et al. 1996) não fornece uma medida adequada de VA porque mede somente violência relacionada a conflito. Apesar de a base teórica da ETC é a teoria de conflito, a explicação introdutória para os participantes pede especificamente aos participantes para reportar violência expressiva e maliciosa. Ela pergunta aos respondentes sobre as vezes que eles e seus parceiros "... discordam, ficam chateados com a outra pessoa, querem coisas diferentes um do outro, ou apenas dão tapinhas ou brigam porque estão de mau humor, cansados ou por qualquer outro motivo".

Apesar de repetir esta crítica por 25 anos em talvez uma centena de publicações, nenhuma delas forneceu evidência empírica mostrando que somente violência relacionada a conflito é reportada. De fato, onde há ambos dados da ETC e dados qualitativos, como em Giles-Sims (1983), é mostrado que a ETC extrai violência maliciosa bem como violência relacionada a conflito. Não obstante, como existe pelo menos uma centena de artigos com esta afirmação em jornais revisados por pares, afigura-se estabelecer isto como um fato científico aquilo que é somente uma tentativa de culpabilizar o mensageiro pelas más notícias acerca de simetria de gênero em VA.

Método 6. Obstruir Publicação de Artigos E Obstruir Financiamento de Pesquisas Que Possam Contradizer a Ideia que Dominância Masculina É a Causa da VA


Eu tenho documentação de apenas um caso de publicação sendo bloqueada, mas penso que isso ocorre com frequência. O padrão mais frequente é o de autocensura pelos autores temerosos de que tal coisa irá acontecer ou que a publicação de tal estudo minará suas reputações, e, no caso de estudantes graduados, a possibilidade de obter um trabalho.

Um exemplo de negar financiamento para pesquisas que podem contradizer a ideia que VA é um crime exclusivamente masculino é a chamada por propostas para investigar violência afetiva publicado em dezembro de 2005 pelo Instituto Nacional de Justiça. O anúncio declara que propostas de investigação de vitimação masculina não seriam aceitas. Outro exemplo é a objeção por um revisor de uma proposta que um colega e eu submetemos porque nós "... chamamos violência no relacionamento como um problema 'humano' de agressão, e não um problema de viés de gênero". Quando as prioridades de pontuação pelos revisores são ponderadas, isto leva apenas uma pontuação extremamente baixa colocar a proposta abaixo do nível financiável. Outros têm encontrado bloqueios semelhantes; por exemplo, Holzworth-Munroe (2005). Eugen Lupri, um pioneiro canadense na pesquisa de violência familiar, também documentou exemplos de resistência ao financiamento e publicação de pesquisas sobre violência perpetrada por mulheres (Lupri 2004)

Método 7. Importunar, Ameaçar e Penalizar Pesquisadores Que Produzem Evidência que Contradiz Crenças Feministas


Suzanne Steinmetz cometeu o erro de publicar um livro e artigos (Steinmetz 1977, 1977-1978) que mostrou claramente taxas próximas de perpetração por homens e mulheres. A cólera em cima disso resultou em um atentado a bomba no casamento de sua filha, e ela foi objeto de uma campanha de cartas que negavam sua promoção e posse na Universidade de Delaware. Vinte anos depois o mesmo processo resultou em uma conferencista da Universidade de Manitoba cuja dissertação determinou simetria de gênero na VA ter sua promoção e posse negadas.

Minhas próprias experiências incluem ter uma de minhas estudantes de graduação ter sido alertado em uma conferência que ele jamais conseguiria um emprego se fizesse sua pesquisa de PhD comigo. Na Universidade de Massachusetts, fui impedido de falar com gritos e algazarra. O presidente da Comissão Canadense Sobre Violência Contra a Mulher afirmou em duas audiências realizadas pela comissão que nada que Straus publique é digno de confiança porque ele espanca a esposa e explora estudantes sexualmente, de acordo com um artigo da Toronto Magazine. Quando eu fui eleito presidente da Sociedade Para o Estudo de Questões Sociais e me levantei para dar o endereço presidencial, um grupo de estudantes ocupando as primeiras cadeiras do salão levantou-se e saiu.

Conclusão - Comentários


Os sete métodos acima descritos criaram um clima de medo que tem inibido pesquisa e publicação sobre simetria de gênero em VA e explicam majoritariamente como uma ideologia e modalidade de tratamento tenham persistido por trinta anos, não obstante centenas de estudos que fornecem evidência sobre a multiplicidade dos fatores de risco para VA, dentre os quais o patriarcado é apenas um deles. Em razão de limitações de espaço e por eu ser um pesquisador e não um fornecedor de serviços, eu não cobri a ainda maior negação, distorção e coerção nos esforços de prevenção e tratamento. Um exemplo é a diretora de um abrigo para mulheres espancadas que foi demitida porque queria perguntar às residentes se elas bateram em seus agressores e o contexto em que isso ocorreu. Um exemplo de coerção governamental no tratamento é a legislação em diversos estados dos EUA, e restrições políticas e de financiamento em quase todos os estados dos EUA que proíbem terapia de casal para VA.

Finalmente, foi doloroso para mim enquanto feminista escrever este comentário. Eu o fiz por duas razões. Primeiro, eu também sou um cientista e, por esta razão, meus compromissos científicos superam os meus compromissos feministas. Talvez ainda mais importante, eu acredito que a segurança e bem-estar das mulheres requer esforços de acabar com a violência contra mulheres e a opção de tratar a violência afetiva em alguns casos como problema de psicopatologia, ou na grande maioria dos casos, como um problema do sistema familiar (Straus and Scott, na prensa; Hamel e Nicholls 2006).

REFERÊNCIAS

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META
Título Original How feminists corrupt DV research
Autor Dr Murray Straus
Link Original http://www.avoiceformen.com/feminism/how-feminists-corrupt-dv-research/
Link Arquivado https://archive.today/Ml0lJ

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