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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

"Mansplaining" por JT

Mansplaining


Numa embalagem de quatro gizes de cera, as cores são azul, amarelo, vermelho e verde. Quatro grandes blocos Lego são exibidos na entrada da Legoland: eles são azul, amarelo, vermelho e verde.

Por que verde?

Eu entendo o azul, amarelo e vermelho: são cores primárias. Verde é secundária, mas laranja e púrpura também. Então por que raramente vemos azul, amarelo, vermelho e laranja numa embalagem de gizes de cera? Por que não vemos azul, amarelo, vermelho e púrpura na entrada da Legoland? Por que verde é sempre a quarta cor?

Eu suponho que verde seja confortável ou prazeroso ao olhar.

Mas por quê?

Talvez porque tenhamos uma preponderância de receptores verdes dispostos na retina.

Mas por quê?

Porque quando os ancestrais do homem desceram das árvores eles precisavam estar de prontidão para ameaças na grama. Aqueles sem receptores verdes poderiam não estar seguros de que havia algum leão escondendo-se na grama alta. Plantas são verdes porque a clorofila reflete a luz verde - ela não é utilizada para extração de energia.

Mas por quê?

Provavelmente porque assim que o sol se levanta, a luz disponível concentra-se na extremidade azul do espectro, e quando ele se põe, concentra-se na extremidade vermelha; e verde está sempre no meio. Portanto, plantas evoluíram para rejeitar o meio verde e extrair dos extremos do espectro a fim de obter mais energia. Eu acho. Não sei. Posso estar errado. Se você acha que estou errado, poste.


Feministas estão iradas - elas são irritadas e amargas. Quando não são? Elas dizem que estudantes dão melhores pontuações de ensino para professores homens. Artigos de professores homens, dizem elas, são mais propensos a incluir as palavras "brilhante", "inteligente" ou "esperto", e muito mais dispostos a conter a palavra "gênio". Enquanto isso, mulheres são mais propensas a serem descritas como "odiosas", "duras", "injustas" ou "estritas" e muito mais propensas a serem chamadas "enfadonhas".

É possível que homens gostem de repetir o que aprenderam, mas reconstruam na mente para garantir clareza?

É possível que nossa habilidade de recapitular - ensinar - é afiada pelo nosso constante desejo de explicar e re-explicar?

Sim, homens recusam-se a pedir por direção. Nós queremos descobrir as coisas por nós mesmos; e quando conseguimos, nós explicamos. Aborde um grupo de homens na rua e pergunte por uma direção. Prepare-se: eles todos vão explicar de uma vez só e gesticular em todas as direções, oferecendo toda sorte de melhoras e considerações: jubile neste momento masculino.


Por que os testículos ficam fora dos nossos corpos? Diz a literatura que é porque eles precisam estar em uma temperatura mais baixa a fim de funcionar.

Mas por quê?

Como qualquer explicação pode ser tão simples? Deve haver mais além disso.

Bem, quando envelhecemos, a gravidade puxa nossos órgãos para baixo, comprimindo-os na cavidade abdominal. O projetista da natureza notou que seria mais seguro se os testículos estivessem livres de compressão, então o corpo os forçou para fora a fim de protegê-los da pressão induzida pelos intestinos. Como resultado, os testículos agora funcionam a uma temperatura mais baixa.

A questão da temperatura não é uma causa: é uma consequência.

É importante fazer perguntas, tentar responder, tentar explicar para si mesmo, tentar estabelecer a resposta de formas novas, tentar questionar e re-explicar; e fazer isso em alto e bom som. Se alguém discorda, incorpore a objeção - faça dela a sua própria. Se alguém ficar irritado e te acusar de patronizar, sorria; e tente incorporar algum humor da próxima vez para suavizar sua explicação.


Mansplaining é a combinação das palavras man e explaining, definida como "explicar algo a alguém, de uma maneira considerada condescendente ou patronizante". Lily Rothman da The Atlantic define como "explicar sem considerar o fato que o explicando entenda mais que o explicador, geralmente feito por um homem para uma mulher". A autora e ensaísta Rebecca Solnit atribui o fenômeno a uma combinação de "hiperconfiança e falta de noção". Blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah, blah.

Recentemente até o NYTimes entrou na briga, legitimando a palavra e sua visão negativa de masculinidade.



Quando vou para meus negócios diários, eu explico coisas. Eu explico coisas a mim mesmo e a ouvintes imaginários. Mesmo que eu não saiba a resposta final, eu gosto de falar sobre a questão. Algumas vezes não consigo distinguir se estou falando alto ou comigo mesmo. (Sim, isso mesmo: eu falo comigo mesmo.) Algumas vezes, eu me faço de idiota quando falo. Quer dizer, quem quer ouvir esta infinta onda de questões e possíveis respostas? Deste modo, quando alguém me fala para parar, eu aprendo até onde vai a linha.


Então, por que azul é a cor dos meninos e rosa a das meninas?

Vermelho costumava ser a cor dos meninos.

Mas por quê?

Nos tempos primitivos, nos sentávamos em volta do fogo e nos maravilhávamos da chama vermelha, convencendo-nos sobre a energia vermelha. Nossa linguagem tem mais palavras para vermelho que para azul. Mas então isso mudou.

Mas por quê?

Por volta de 1905, Einstein propôs o Efeito Doppler para a luz. Ele propôs o desvio para o vermelho onde a extremidade progressiva de nossa galáxia em expansão leva ao extremo azul do espectro, mas a extremidade regressiva desvia para o vermelho. Azul é uma cor muito mais energética: tem frequência mais alta, estrelas azuis são mais quentes, e se você estudar a base da chama de uma vela, o azul é mais quente. Então, por volta de 1920, a mudança foi: azul tornou-se a cor dos meninos.

Existe alguma relação, Não tenho ideia. Existe também um período azul e um vermelho em Picasso. Mas não tenho ideia de como as coisas se relacionam. Eu não vi nada na literatura, mas gosto de falar sobre este assunto. Se eu continuar falando sobre, talvez alguém o explique melhor.


Feminismo é uma neurose perplexa. De um lado, feministas atacam homens. Do outro lado, elas atacam homens. Entre os ataques aos homens, elas dizem que não atacam homens, e então elas atacam homens; e estão sempre tentando entender por que homens vão bem.

Você consegue imaginar quão melhor nossos meninos seriam se mulheres parassem de atacar os homens? Consegue imaginar quão melhores nossas meninas seriam se feministas aprendessem algo dos homens?

Elas nos atacam por causa do mansplaining e nos atacam por conseguir melhores avaliações enquanto professores.


"Olá! Meu nome é JT. Eu admito que sou incapaz contra o mansplaining. Faz um dia desde meu último mansplaining. Eu fiz mansplaining três vezes neste ensaio, e vou fazer de novo".


Considere esta nova pesquisa surpreendente: um novo estudo co-autorado por acadêmicos de Paris e UC Berkeley descobriu que estudantes tendem a pontuar melhor professores homens que suas correspondentes mulheres.


O nome da autora era Annie Boring[NT1]. Preciso dizer mais alguma coisa?

Digo, não entendo isso. Feministas dizem que a razão para que professores homens tenham melhores avaliações é sexismo; mas existem mais estudantes mulheres que homens na universidade: os homens são minoria no campus. Apesar de haver menos homens estudantes, professores homens ainda recebem avaliações mais altas. Apesar da maioria feminina nos campi, homens levam a culpa quando as estudantes dão melhores avaliações aos homens.

Por que homens recebem avaliações tão boas?

Quando homens explicam as coisas repetidamente (mesmo para pessoas que já entenderam), estamos organizando nossos pensamentos, deslocando-os, reformulando as causalidades, procurando falhas na nossa compreensão, consertando nosso entendimento, concretizando as conexões, tentando dominar o assunto em pauta (essa é uma coisa boa - não estamos fazendo isso para as mulheres; estamos fazendo pelo assunto em pauta), olhando para formas de se pôr mais acima.

Sim, homens são mansplainers. Sim, homens conseguem melhores avaliações dos estudantes. Você acha que feministas algum dia mostrarão modéstia o suficiente para sair do pedestal e notar que o sexismo não explica essa ligação? Você acha que feministas verão essa conexão um dia?


Eu amo mansplaining, e meus estudantes apreciam isso - eles me dizem isso em suas avaliações. Meus filhos amam. Quando minha filha tinha seis anos, nós levamos os seus porquês até o nível subatômico. O que a impressionou mais que as respostas (que ela lembra, ela me contou) foi o fato que nós prosseguíamos nisso, induzindo-a continuar perguntando "Mas por quê? Mas por quê? Mas por quê? Mas por quê? Mas por quê? Mas por quê?". Hoje, aos quatorze, ela fala e fala e fala e fala e fala e fala e eu mal consigo pescar uma palavra de esguelha - ela tem opinião para tudo, e a profere como um adulto, com confiança e tranquilidade.

Eu faço mansplaining com minha esposa, mas minha esposa me ama e eu a amo. Ela diz que eu falo dormindo.


Certa feita contratei uma encanadora mulher - pelo bem da equidade. Ela era muito boa, mas não fazia nenhum mansplaining. Eu queria que mulheres fizessem mais mansplaining. Eu desculpo de muito boa vontade a condescendência ostensiva e a interpreto como paixão - porque é isso o que homens fazem: somos gentis. Por que feministas não podem estender essa gentileza aos homens? Feministas são tão mesquinhas...

Então eu voltei a contratar encanadores homens. Eles fazem mansplaining. Mesmo que eu entenda o que eles explicam (e eu raramente entendo), eu venero o aspecto do olhar quando eles explicam sua arte e sua paixão pelo que sabem fazer - é quase como pequenos meninos explicando a primeira vez que transaram. Eu gosto de ouvir homens falando.

O mesmo vale para homens mecânicos de automóvel, eletricistas e carpinteiros. Eu adoro ouvi-los explicar seu trabalho e o amor que têm por ele. Isso traz à tona o menino que existe em mim; e considerando que eu estou chegando aos sessenta, eu gosto de saber que ainda existe um jovem em mim. Você sabe o que acontece quando homens chegam nessa idade, certo?


Eu tenho bolas caídas.

Mas por quê?

Diz a Lei da Gravitação de Newton:

Agora, nós tomamos essa força, dividimos pela área do arco escrotal, aplicamos as propriedades visco-plásticas da pele humana e MEU RAPAZ elas vão estar arrastando no chão quando eu tiver 70!

Mas amo minhas bolas caídas. Amo meu pênis: ele não é mais tão rígido como um giz de cera, mas é legal. Eu amo a linha azul do espectro - e a pequena pílula azul. Eu amo ser homem. Eu amo minha masculinidade.

Eu sou um mansplainer.


FootNotes - NT1: "Boring": chato, enfadonho.
META
Título Original Mansplaining
Autor J T
Link Original http://www.avoiceformen.com/feminism/mansplaining/
Link Arquivado http://archive.is/MpDHP

sábado, 29 de outubro de 2016

"Da Masculinidade" por JT

Da Masculinidade


Michael Kimmel tem razão - masculinidades são tóxicas.

Alguns meses atrás, encontrei uma dessas masculinidades. Uma dupla de meninos adolescentes estava conferindo certas garotas. Isto era cultura do estupro.

Nas duas últimas semanas, a Presidente Drew Gilpin-Faust informou os estudantes de Harvard que em resposta a outra dessas masculinidades tóxicas, ela penalizaria membros de sororidades e fraternidades de mesmo sexo em um esforço para destruir tais organizações.

Ontem mesmo eu soube de uma terceira forma dessas masculinidades tóxicas. Era o caso de um veterano desabrigado - sujo, bêbado, malcheiroso, lamentando aos transeuntes e pedindo esmola: novamente, cultura do estupro (essa de verdade).

Masculinidades são tóxicas. Elas são tão tóxicas como vidro quebrados: seus cacos dilaceram.

Nos nossos dias, Centros Femininos, privados de problemas e tendo que criar mais eles mesmos, estão desconstruindo a masculinidade em masculinidades. Porém, nenhum deles sequer define "masculinidades". Eles nem mesmo definem masculinidade, a propósito. Eles desconstroem o que não definiram em subconjuntos que não definiram - a mentalidade feminista é uma ferramenta algébrica assombrosa.

Não existem masculinidades.

Existe a masculinidade, e podemos apenas descrevê-la, não defini-la. Ela é transparente - um ideal esquivo. Eu a vejo em minha mente. Sua face - negra, branca, asiática, todas de uma vez - é bonita. Seu corpo move-se com a graça de um Nureyev ou um Michael Jordan ou um carvoeiro. Sua mente foca com a força de um Newton ou de um pedreiro de construção civil. Seu peito se eleva com o músculo de um bodybuilder, vibra com a ressonância de um Pavarotti, e sussurra com o riso entre prantos de um Robin Williams. Ela revela a perfídia de um Darth Vader através da sabedoria de Luke Skywalker.

Homens conhecem masculinidade - como homens. Eu a amon tanto que meu desejo em emulá-la beira o sensual - e isso é divertido. O desejo por algo e o desejo de ser algo estão próximos. Eu não temo quando os desejos se cruzam.

Eu compito contra as facetas da "uma" masculinidade; e sempre perco. Porém, a perda me faz competir novamente: dar mais duro na academia, cuidar mais do meu corpo comendo corretamente, estudar mais, trabalhar mais, dormir mais, rir, cantar, dançar, brincar com meus filhos e fazer amor com minha esposa.

Porém, quando aquela "uma" é desconstruída, ela não mais se revela como faceta do "bem", mas como cacos despedaçados; e então eu me encontro competindo não com a masculinidade, mas na urgência de desviar dos cacos, com meus companheiros homens.

Reis e rainhas, ambos, construíram o código de cavalheirismo a fim de conseguir homens - geralmente, garotos - para morrer por eles. Depois disso, sociedades usurparam este código - o fizeram sobre mulheres. A construção do cavalheirismo leva inevitavelmente à desconstrução da masculinidade. As facetas desconstruídas da masculinidade tornam-se então armas afiadas - para usar, abusar e portar. Cavalheirismo compele homens a não competir com a forma da masculinidade ideal; em vez disso, os leva a competir entre si. É uma profecia auto-realizável que valida Michael Kimmel. Kimmel está correto mas apenas porque ele vive entre os cacos e, como um cavaleiro estéril ou um fofo unicórnio, empreende-se em correr, a peito nu, para salvar homens da dor que sua própria agência tenta nos infligir.

Como Kimmel e as feministas justificam essa desconstrução? Este é o verdadeiro womansplaining aqui: eles espram que respeitemos masculinidades da forma que respeitamos feminilidades. Feministas estão tão ocupadas feministanalisando pluralidades que se esquecem que homens encontram verdade e conforto na busca por singularidades.

De fato, Raewyn Connell, professora de Kimmel, primeiramente validou a palavra masculinidades. Logo após declarar a existência de masculinidades, ela mudou de sexo - bom pra ela - e então idetificou-se como um caco que machuca mulheres. Ela então descreveu mas nunca realmente definiu, diversas dessas masculinidades baseadas em um caco. Porém, Raewin nunca foi um homem. Ela foi uma mulher trans - eu estou feliz que ela tenha notado que era mulher - e isto implica que ela tinha a estrutura cerebral de uma mulher; ela validou as mesmas velhas pluralidades e estava biologicamente limitada para visualizar a beleza de uma singular masculinidade - entendo. Kimmel não. Mesmo se, de alguma torre de marfim, pudéssemos validar um plural, isto ajudaria nossos filhos a serem homens? Não, isto apenas montaria o CV de Kimmel: quanto mais masculinidades, mais artigos - sim, nós conhecemos esse jogo.

Mas vamos conferir algumas feminilidades que são valorizadas pelas feministas - pela diversão da coisa.

Ano passado, feministas aclamaram a música de Meghan Trainor "All about that bass" como um novo hino. A letra era uma cruzada pelo feminismo contemporâneo. Esta cantora não estava recuperando Jerusalém - seu soldado é ambicioso - ela estava "trazendo o bundão de volta". Sir Gawain e o Cavaleiro Verde, inebriados por esse banzé, deporiam suas espadas e escudos e genuflectiriam diante do altar de tamanha inspiração divina

Gloria Steinem protestou do altar para informar às mulheres que mulhgeres precisam de homens como peixes precisam de bicicletas. Em contrapartida, homens precisam de mulheres da mesma forma que Beethoven precisava de audição - ele não precisava. Newton inventou o Cálculo, Michelangelo esculpiu Davi, Dostoevsky escreveu "Os Irmãos Karamazov", caminhoneiros dirigem seus carros, e a América colocou homens na lua e os trouxe de volta em segurança - sem mulheres. Gloria Steinem ainda é um peixe. Sua protégé, Andrea Dworkin, aquela capciosa admiradora de homens, ainda é uma baleia. Gloria nada num submundo que seria privado de arte e ciência se não fossem os homens, enquanto ela informa às suas irmãs que há um lugar no inferno para elas se não votarem como ela demanda. (Na realidade, teria sido Madeleine Albright que disse isso - é uma droga eu não lembrar qual disse. Você sabe como é: uma vez que estas feministas começam a ficar velhas elas soam perversamente parecidas.)

Temos também o feminismo da Beyoncé, que, no mesmo lançamento, canta "Se ele me foder gostoso, eu levo aquela bunda até o Red Lobster". Depois ela pega um bastão nomeado "Hot Sauce" para esmagar janelas de carros porque aquela bunda a traiu. Se essa mulher parasse de inventar desculpas para sua irmã por violência doméstica ela poderia ser capaz de fazer as pazes com sua bunda. Eu aprecio o espírito de suas músicas, mas suas contradições informam minha compaixão por meus irmãos negros que estão sofrendo da arrogância de sua desinformação.

Então temos o feminismo do Time Nacional Feminino de Futebol. Elas alegam que geram tanto dinheiro quanto o futebol masculino. O time é inspirador e merecedor de honrarias - o presidente Obama as chamou de fodonas, mas elas não renderam o mesmo dinheiro. Seus argumentos são enganosos, se não hilários.

Se feministas preferem o plural para a feminilidade, quem sou eu para argumentar? - mas masculinidade só há uma.

A forma da masculinidade não machuca ou danifica homens e meninos. Homens veem a uma - nós percebemos com o olho da mente com ambos virtudes e vícios. Bem no outro dia eu peguei meu filho de doze anos para ver um novo filme de super-herói. Ao contrário de Michael Kimmel, meu filme sabe que o filme é tolo - mas meu filho é inteligente. Quando meu filho imagina ter superpoderes, ele sabe que está brincando. Eu não lhe dou sermão sobre sua imaginação desrespeitar mulheres. Eu o guio a respeitar a forma ideal de masculinidade, revelada pelos super-heróis: Newton, Beethoven, Michelangelo e Dostoevsky e os homens que coletam o lixo de nossas casas. Só porque feministas têm peixes e baleias para admirar, não significa que vou me esquivar de admirar as realizações masculinas que construíram a civilização. As realizações positivas da masculinidade empoderam meu filho; as suas negativas lhe afastam do caminho obscuro; e ele deve vê-las ambas como uma só. Nós não desconstruímos homens; nós respeitamos a masculinidade e seu contínjuo fluxo em si mesma entre luz e sombra. O respeito de um homem pelas mulheres deve vir de seu respeito pela masculinidade, não deve precedê-la nem substituí-la. Eu ensino a meu filho a que forma singular da masculinidade é boa, e ele deve aspirá-la e competir contra ela, mas nunca desconstruí-la ou desrespeitar seus companheiros homens.

Somente quando ela é desconstruída as masculinidades tornam-se tóxicas. Se Michael Kimmel quer desconstruí-la e ver um super-herói como tóxico, podemos apenas rir dele. A palavra da rua é que ele agora está convocando uma Guerra Santa: uma cruzada pela ala da Barbie no Toys R Us. na sua batalha sagrada, eu ponho minha aposta na Lady Barbie das Pernas Compridas.

De fato, mais palavras das ruas dizem que os Centros Femininos do país estão agora em conluio para erradicar as masculinidades tóxicas. Eles estão reiniciando um filme clássico. A liderança feminina (eles estão considerando Gilpin-Faust para o papel), enfrentando a carnificina da guerra do país contra os homens - uma carnificina que deixa as mulheres na rua, sujas, bêbadas, malcheirosas, lamentando aos transeuntes e pedindo esmola (esta sim é ficção) - reeditará a famosa frase aterradora modificada para a agenda feminista: "Mas Luke, querida, eu sou sua mãe".

- and Ghostbusters -

Eu também ensinarei meu filho e minha filha que homens e mulheres são fortes, bons, espertos e belos e que o feminismo é um movimento tóxico desde as entranhas. Feministas, preocupadas em serem fodonas, estão se tornando histéricas. (Já notaram que feministas são obcecadas em mulheres fodonas, que levam aquelas bundas ao Red Lobster, trazendo o bundão de volta e sendo atletas fodonas? Qual é a das feministas com o reto?) Em face da guerra sem inimigo definido, armadas até os dentes, elas estão abarrotadas na neurose.

Homens devem continuar a ignorar a palavra "masculinidades": ela é artificial e ridícula. Existe uma masculinidade, e recuperar o coro da Nona Sinfonia é sua satisfação: "E todos os homens se tornarão irmãos debaixo de suas gentis asas". Homens gays e héteros devem continuar a forjar a fraternidade final em respeito à masculinidade. Devemos focar nas suas facetas e nunca nos atrever a defini-la, mas admirar sua singular concepção; não temê-la - aspirá-la a tornarem-se nela e aceitar quando falharem; encorajar os outros homens a escalar novamente; tornar nosso ouvido a uma voz para homens e uma surdez para o feminismo.

Não somos Beethoven; mas, a exemplo de Beethoven, somos homens.
META
Título Original On Masculinity
Autor JT
Link Original http://www.avoiceformen.com/men/on-masculinity/
Link Arquivado https://archive.today/PByR6

Masculinidade Tóxica e Feminilidade Tóxica [Karen Straughan]

Transcrição do Meu Discurso na Simon Fraser University Transcrição do Meu Discurso na Simon Fraser University Masculinidade Tó...