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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

"Não Existe Tal Coisa Como Estupro Marital" por Judgybitch

Não Existe Tal Coisa Como Estupro Marital


O escritor de ficção científica Vox Day e a feminista Louise Mensch foram ao Heat Street recentemente para debater se estupro marital é uma coisa real. É uma leitura interessante, mas o resumão é que Day acredita que casamento inclui consentimento com o sexo, o que só pode ser revogado com divórcio, e Mensch pensa que se você consentiu com o sexo uma vez, isto não implica que você deu consentimento tácito a todo sexo futuro.

Mensch é uma feminista bastante razoável, reconhecendo que mulheres geralmente dizem não quando querem dizer sim, mas insistindo que se uma mulher está irritada e genuinamente quer dizer que não quer fazer sexo, seu marido a terá estuprado se ela forçá-la a ter o sexo que ela não quer.
Estou postulando onde uma mulher claramente disse não, claramente quis dizer isso, ela sente-se mal, acabou de ter uma grande briga com o homem, e qualquer número de tais situações bastante óbvias. A mulher disse naquele momento, mesmo que eles regularmente tenham sexo como casal, ela não quer ter sexo e ele a força sobre ela. Isto é claramente estupro e não remove o fato que ela tinha uma obrigação geral de ter sexo com ele e ele com ela. Quando você extrapola isto de cada vez que ele se sente assim, eu não veja justificação em seu argumento tão largo para este passo.

É aqui que as credenciais feministas de Mensch são mais óbvias: olhe para as suposições que dirigem a última sentença. Ela sente como se fazer sexo, sua esposa estando mal ou irritada, e Mensch trabalha na suposição que ele a forçará a ter sexo sempre. Como sempre, na terra do feminismo, homens são monstros.

Eu penso que nós temos que distinguir claramente entre ter um direito e exercer este direito. Sob a Segunda Emenda da Constituição americana, todo americano tem o direito de manter e portar armas. Muitos americanos escolhem não exercer este direito. Eles ainda têm tal direito, quer usem ele ou não. A questão sob consideração neste debate em particular é se o casamento confere consentimento ao sexo o qual não pode ser restringido exceto pela dissolução do casamento.

Se você tivesse me perguntado a algumas semanas atrás, eu teria concordado com Mensch. Se eu digo não a meu marido, eu espero que ele respeite isso, apesar de que, se eu for bem honesta, eu ficaria muito insultada e irritada se ele rejeitasse meus avanços. Nestes 18 anos em que vivemos juntos, eu não me recordo de ele ter me rejeitado, e posso contar nos dedos de uma mão o tanto de vezes que eu absolutamente recusei ter sexo com ele. Ponderando mais cuidadosamente a ideia, agora eu cheguei à conclusão que Day tem razão - estupro não pode existir em um casamento. Se estupro marital fosse algo, então 100% do sexo que eu já tenha feito com meu marido foi estupro.

Eu nunca obtive consentimento dele e nem ele de mim.

Consentimento é pressuposto como função básica do casamento. Consentimento ao sexo é parte do que é o casamento. Mensch reconhece a obrigação geral que casados têm um com o outro, mas recusa o consenso geral. Eu acho que a parte mais interessante da discussão circunda o uso de força e violência. Casamento confere o direito de ter sexo com seu consorte, mas não te confere direito algum de atacá-lo. Por que meios um consorte força sexo que não quis sem o uso de força? Mensch é bastante inflexível no que a maioria dos estupros maritais será de maridos estuprando esposas, porque ela tem dificuldades imaginando sob que circunstâncias uma mulher poderia forçar um homem ao sexo penetrativo. Eu claramente tenho uma imaginação mais vívida que a de Mensch, mas pelo bem do argumento, digamos que ela esteja correta.

Então eu me recuso a fazer sexo com meu marido, e ele avança em fazer sexo comigo, contra minha vontade.

Como?

Como ele pode fazer isso sem usar força ou violência?

Ele não tem meios de executar seu direito. Isto não significa que seu direito não exista. Feministas irão geralmente fazer sensacionalismo barato sobre estupro marital legalizado até os anos 1990 na maioria dos estados dos EUA, mas talvez haja uma razão para tal: leis contra assalto eram perfeitamente eficazes em assegurar que homens não pudessem exercer seus direitos sem o consentimento da mulher.

Então, qual o ponto das leis de estupro marital? De acordo com Day:
... o conceito de estupro marital é criado por marxistas culturais numa tentativa de destruir a família e destruir a instituição do casamento ...

Essencialmente, leis de estupro marital dão à mulher uma pistola carregada. Teoricamente homens têm a mesma arma, mas na prática, como nota Mensch, a maior parte dos estupros maritais será de maridos como agressores e esposas como vítimas. Todo e qualquer sexo pode ser definido como estupro, dependendo dos caprichos da mulher envolvida. Como pode um homem provar consentimento para toda e cada ocorrência? Ele não pode. Nem pode a esposa também, mas quantas mulheres serão prováveis de encarar essa acusação? Eu não consigo encontrar um simples exemplo.

A consequência mais insidiosa de toda ideia de estupro marital é que ele reforça a narrativa do homem como monstro. Sexo é atrelado a perigo, e não de uma forma excitante. A qualquer momento, o homem que você ama, respeita, admira, deseja - a qualquer momento, ele pode te atirar na sala e te estuprar. Eu penso que Day tinha o melhor argumento sobre por que o consentimento é uma parte essencial do casamento, mas eu queria que Mensch e Day tivessem discutido os cenários em maiores detalhes. Em um certo ponto, Mensch pergunta se seria aceitável que uma mulher sentasse na cara de seu marido até ele satisfazê-la oralmente, e Day concorda que sim, ela tem esse direito.

Mas quem faria isso? E que tipo de relacionamento você esperaria nutrir com este tipo de comportamento? Isto é grosseiro, e intimidador, e egoísta, e desagradável, e muito francamente, qualquer mulher que fizesse isso seria uma imbecil. Mas aí é que está: o mesmo vale para qualquer homem. O que está deixado de fora de toda essa conversa é a suposição automática que homens estuprarão suas esposas se não existir uma lei específica proibindo isso.

Se estou me sentindo mal ou estou exausta ou apenas de mau humor por qualquer razão, meu marido não vai me pressionar para sexo. Assim como eu jamais demandaria sexo dele se eu visse que ele está cansado ou não se sentindo bem. Uma massagem nas costas e dormir mais cedo é uma reação mais provável, porque eu não sou uma retardada e nem ele é.

Moralmente, estupro marital não é possível. Legalmente, mais que certamente o é. A função principal destas leis é demonizar homens e instrumentalizar a sexualidade das mulheres, de modo que ela possa ser usada para punir os homens que não sejam mais úteis para as mulheres. Isso parece um todo de uma ideologia, não? Agora não é mais mistério para mim por que feministas amam tanto o estupro marital. Este é o todo de sua ideologia, sumarizado em um claro meme.

Homens são estupradores.

Mulheres são vítimas.

E feminismo é câncer.

Com muito amor,

JB

META
Título Original There is no such thing as marital rape
Autor Janet Bloomfield - AKA Judgybitch
Link Original http://judgybitch.com/2016/09/12/there-is-no-such-thing-as-marital-rape/
Link Arquivado http://archive.today/wLauM

sábado, 5 de novembro de 2016

"Não, feministos não podem ter um diálogo útil com ativistas pelos direitos dos homens e meninos" por ToySoldier

Não, feministos não podem ter um diálogo útil com ativistas pelos direitos dos homens e meninos


Não. Não se pode ter um diálogo aberto se apenas um dos lados fala. Este é o problema fundamental em qualquer diálogo entre feministas e ativistas pelos direitos dos homens. Ambos os lados discordam entre si, mas apenas um lado está disposto a ouvir o que o outro diz. Já o outro requer que suas visões sejam aceitas sem questionamentos. Qualquer dissidência, não importa o quão minúscula ou o quão justificada, é tratada como teimosia, mente fechada e sexismo. Isto é particularmente verdadeiro para muitos feministos. Eles tendem a levar mais a sério os ideais e teorias feministas em comparação às mulheres feministas, muitas vezes por uma necessidade de provar que não estão sendo falsos no seu apoio. O resultado é que eles são muito menos propícios que suas contrapartes femininas a aceitar quaisquer posições não-feministas, em especial qualquer posição pelos direitos dos homens.

Thomson demonstra o problema inerente com o diálogo entre os dois campos no começo de seu artigo:

Como homens podem ajudar?

Olhando para a questão, sua reação visceral pode ser que devemos estar além do ponto em que esta é uma linha válida de investigação. Deixe que eles notem. Deixe que eles sejam aliados. Ou melhor, um quinta-coluna [NT1]. Faça o que pessoas de senso comum já dizem. De toda forma, se um homem quer ser desperto, ele pode fazer o trabalho sujo. Temos internet para isso.

Como alguém pode ter um diálogo aberto se a sua posição é de que ele não tenha que explicar as próprias visões? Como isso funciona? Por que alguém interessado na sua ideologia deveria fazer o "serviço sujo" de se educar sobre as suas visões? Estas são suas visões. Quem melhor para explicá-las que você?

Como de praxe entre feministos, Thomson oferece a típica contenção feminista:
Tende a ser concordado, porém, que a melhor direção na qual homens feministas podem dirigir suas energias é para si mesmos e para outros homens. Eles podem localizar e neutralizar sua própria misoginia, advogar por mudança em seus locais de trabalho, apontar sexismo onde o virem - fazer uma miríade de coisas que mulheres tem que fazer por padrão.

Auto-antipatia não é um bom ponto de se iniciar uma conversação, quanto mais uma conversão. E também não é um bom ponto demandar submissão a esta auto-antipatia. A pessoa já vê como esta atitude impediria qualquer diálogo entre feministos e ativistas pelos direitos dos homens. Aqueles de plano veem homens como inerentemente maligos, enquanto estes não.

Claro, isso piora muito quado lidando com homens. Thomson nota que homens são mais propensos a ouvir outros homens:
E nisto homens têm uma irônica vantagem desfortunada: outris homens são mais propensos a seguir o alerta e exemplo de homens que mulheres, incluindo quando se trata de vulnerabilidade emocional, reformas progressivas do local de trabalho, e por aí vai.

Que horroroso. Deve fazer mais sentido para homens ouvir aqueles que não compartilham de suas experiências do que aqueles que compartilham.

Escavações em homens como esse acima não fomentam diálogo. Apenas colocam pessoas na defensiva. Elas demonstram um vício inerente do falante em direção a qualquer ideia que não conforme sua visão de mundo. Thomson mostra isso em sua resposta a um artigo submetido ao seu website. O artigo continha frases como "lute para acabar com a violência contra as mulheres" e "genuína masculinidade".

Como qualquer pessoa objetiva, Thomson leu o artigo, viu que discordava, e mesmo assim decidiu publicá-lo dado que era um aspecto da posição de algum homem sobre a masculinidade.

Na realidade ele fez o oposto:

Huh, pensei, um ativista pelos direitos dos homens.

Por um momento eu fiquei orgulhoso. Homer foi [um site] projetado para atingir homens assim. A submissão, porém, tinha uma misoginia calculada, endurecida, então polidamente eu a rejeitei.

E adorei a resposta do autor: "Seu ódio e discurso preconceituoso e sexista são repugnantes".

Tive um segundo de arrependimento. Me arrependi de não ter tentado me ocupar dele. Se eu tivesse apenas abordado, o que poderia ter acontecido?

Além de um argumento comprido? Nada.

O fato de a reação imediata de Thompson ter sido rejeitar o artigo, o que a julgar pelo sei tom provavelmente foi feito em um tom sarcástico e nada polido, é que é o problema. Eu não concordo com as visões de Thomson, mesmo assim é importante permitir que ele expresse-as como elas são e então discuti-las. Ao recusar-se a publicar o artigo e então declará-lo sexista, ainda que ninguém além de Thomnpson e do autor saberem o conteúdo do artigo, Thomson cria uma atmosfera de desconfiança.

Por um lado, ele dá mais munição para o viés de confirmação das outras feministas ao implicar que ativistas pelos direitos dos homens aportam alguma "misoginia calculada, endurecida". Por outro lado, ele dá mais munição às suposições dos ativistas dos direitos dos homens de que feministas simplesmente odeiam homens e são incapazes de lidar com críticas. Nenhum diálogo pode surgir desse tipo de disposição mental.

A recente liberação do documentário A Pílula Vermelha causou o desejo por diálogo em Thomson:

A Pílula Vermelha vende a si mesmo como uma incursão intrépida porém imparcial de uma autoproclamada feminista, Cassie Jaye, no mundo do ativismo pelos direitos dos homens, onde homens lutam por trazer atenção às formas que a sociedade desprivilegia homens - mais que as mulheres, de acordo com o que eles dizem.

O apelo é que talvez - talvez - exista alguma base comum aqui, ou apenas desentendimentos que poderiam ser resolvidos, se apenas ouvíssemos um ao outro.

Apesar de protestos contra as filmagens terem encontrtado oposição de algumas feministas, a idea que o diálogo que o filme habilita é útil é difícil de ser defendida.

Thompson nunca justifica esta alegação, e novamente, alegações como essa interrompem qualquer diálogo logo de cara. Novamente é uma admissão que Thomson não está disposto a desafiar suas próprias visões sobre sociedade e questões dos homens. É irônico porque é precisamente a mesma situação que a diretora do filme, Cassie Jaye, se encontrou. Enquanto ela entrevistava ativistas pelos direitos dos homens, ela dobrava a aposta em suas posições feministas. Críticas às posições profundamente enraizadas de uma pessoa podem ter esse efeito. Isto não quer dizer, porém, que elas não devam ser desafiadas.

Igualmente, não quer dizer que as visões de alguém são as únicas que devem ser consideradas. Thomson rejeita completamente a visão que David Williams, fundador do Men’s Rights Melbourne, apresenta. Williams argumenta que a sociedade abriga uma negatividade injusta contra os homens. Thomson repudia isso sem a menor consideração, afirmando mais sobre o movimento pelos direitos dos homens:
As crenças dos ADH procedem da ideia que a sociedade agora percebe os homens meramente como pessoas que usam, subjugam e abusam das mulheres, e que este é um erro das feministas. ADHs não contam que, entre feministas, novas escolas de pensamento estão selecionando masculinidades e experiências masculinas à taxa de nós.

Não, não estão. Espaços masculinos voltados ao feminismo meramente revendem as mesmas teorias feministas de uma maneira autoproclamada "amigável aos homens". Eles não examinam se a teoria em si é enviesada ou sem valor. Em vez disso, aplicam-na aos problemas dos homens sem examinar a natureza dos problemas em seusn próprios méritos. Como Thomson demonstra:
É aí que entra um site como Homer. Ele pode ser capaz de chegar aos homens de formas que mulheres geralmente não podem (ou não deveriam ter que). Para isso funcionar, ele requer que tais homens devotados a "genuínas" masculinidades encontrem um lugar na conversação, implicando que precisamos evitar tanto a alienação deles quanto a validação das suas crenças retrógradas.

Quem decide que crenças são "retrógradas"? Quem decide que masculinidade é "genuína"? Como ter uma conversação genuína com alguém quando sua atitude em direção a outrem é esta:
Mesmo homens feministas, porém, deveriam ir apenas até este ponto. ADH fazem alegações que respeitam mulheres, que eles apenas desejam um lugar para homens e meninos em discursos de gênero. Eles têm a responsabilidade de provar isso - mostrar solidariedade quando feministas advogam (como é comum) pela melhoria do bem-estar de homens e meninos. Muito frequentemente o discurso não passa de mero abuso.

Antes que ativistas pelos direitos dos homens virem a esquina para disprovar o espantalho acima, talvez Thomson e outros feministas devam primeiramente provar que feministas engajam-se em qualquer ativismo que realmente melhore o bem-estar de homens e meninos. Corriqueiramente o discurso das feministas não passa de mero abuso, indo de noções a "ensine os homens a não estuprar" até enfiar a ideia que homens vítimas de estupro beneficiam-se e causam seu próprio abuso via "cultura do estupro".

O documentário de Jaye é um exemplo perfeito de como feministas reagem a qualquer discussão sobre questões dos homens. Ao longo d processo de filmagem, feministas opuseram-se ao esforços de Jaye. No filme, ela mostra feministas menosprezando a violência doméstica contra homens. Isto acontece de impulso. Jaye não induz ninguém a dizer coisas ou atacar esforços para ajudar homens atacados. Feministas fazem isso por si só.

São estas as pessoas com quem os ativistas dos direitos dos homens devem ter um diálogo aberto? Pessoas que os veem como estupradores, racistas, homofóbicos, misóginos que mentem sobre os problemas dos homens? Por que qualquer ativista dos direitos dos homens iria querer falar com feministas se esta é a atitude que eles terão que enfrentar?

Da mesma forma, por que eles iriam trabalhar com feministas quando este é o objetivo feminista desejado:
Mesmo assim muitas das objeções que os homens têm sobre seu papel na sociedade são abordadas mediante feminismo. Homens como um grupo podem perder poder enquanto mulheres ganham igualdade, mas também ganhamos liberdade - e há poder nisso também.

Se o objetivo do feminismo é desempoderar homens e ativistas dos direitos dos homens acreditam que homens já estão desempoderados, por que ativistas dos direitos dos homens seguiriam esse plano dado que ele apenas os desempoderaria ainda mais, em sua visão?

Isto é o que acontece quando uma pessoa não está realmente interessada em um diálogo e apenas quer que os outros calem-se e ouçam-no falar. Thomson admite isso em sua conclusão.
Quando se trata de abrir uma conversa difícil, porém, alguém sempre tem que começar. Eu estou tentando - e gostaria de convidar homens que se identificam como feministas - e ADHs também - a juntar-se, respeitosamente.

Não, Thomson não está tentando, nem quer que ativistas dos direitos dos homens juntem-se, respeitosamente ou não. O que ele quer é completa concordância, e se ele não puder ter isso, então ele vai querer absolutamente nenhuma crítica ao feminismo. O que Thomson quer em seu site é o que já ocorre em espaços masculinos inclinados ao feminismo: silenciamento de objeções.

Claro, isso acaba silenciando a maioria dos homens não-feministas, que são ironicamente os homens que feministas alegam querer alcançar. Isto também bloqueia qualquer análise crítica sobre as visões feministas sendo vendidas em tais espaços. Nas raras circunstâncias em que as críticas não sejam eliminadas ou severamente moderadas, geralmente elas são silenciadas pelo travamento de comentários ou pelo emprego de numerosos alertas a fim de impedir qualquer um de fuçar furos demais em um modelo já frágil.

Nenhum "diálogo" pode acontecer em tais espaços. Em vez disso, o melhor que se tem são clichês e um monte de elogios mútuos entre feministas. Um diálogo verdadeiramente aberto significaria permitir os artigos "misóginos" e discutir as opiniões presentes neles. Como um grupo, homens podem decidir os méritos de tais ideias, se são válidas ou se são preconceituosas, e se eles abordam os assuntos dos homens coletivamente ou se não passa de outra venda ideológica.

Isto não pode acontecer, porém, quando se começa da posição que o feminismo está correto e o ativismo pelos direitos dos homens está errado "porque sim".


FootNotes
  • NT1: Quinta-coluna: no artigo original, turncoat, que pode ser traduzido por 'vira-casaca, renegado, infiltrado, traidor'.
META
Título Original No, feminist men can’t have a useful dialogue with men’s rights activists
Autor ToySoldier
Link Original https://toysoldier.wordpress.com/2016/11/02/no-feminist-men-cant-have-a-useful-dialogue-with-mens-rights-activists/
Link Arquivado http://archive.today/RXJdq

"Feministas Não Entendem de Bolo" por Hannah Wallen

Feministas Não Entendem de Bolo



A maioria das pessoas conhece o ditado "Não é possível ter um bolo e também comê-lo". Este ditado é uma forma de expressas que quando uma escolha possível torna uma condição impossível, não se pode esperar fazer tal escolha ao mesmo tempo que se retém a dita condição. Se você comer o bolo, ele some. Você não pode portanto ainda ter o bolo também.

O que isso tem a ver com o feminismo?

Quando ativistas pelos direitos dos homens advogam por reformas legais, feministas tentam contra-atacar culpando o "Patriarcado" pelas leis más e alegando que tais reformas deveriam originar-se do movimento feminista. Os obstáculos que os homens encaram, nos é dito, são todos em razão dos papéis de gênero, e feministas estão lutando para eliminá-los, então deveríamos parar nosso próprio ativismo e permitir que nosso movimento seja absorvido para o delas.

A resposta a isso é negativa, e a razão é o histórico acadêmico e de influência do feminismo. Como nossa razão para rejeitar o movimento, antifeministas e ativistas dos direitos dos homens e meninos têm ambos citado pesquisas feministas deliberadamente viciadas, o movimento de lobby que as usa, e as leis e políticas discriminatórias anti-homem que elas estão acostumadas a promover.

A história do feminismo é uma de 'generizar' falsamente questões de direitos humanos. Elas então advogam como se somente a experiência das mulheres sobre tais assuntos fosse importante, e somente mulheres merecessem alívio das condições que causaram tais questões, enquanto somente homens devem carregar a culpabilidade por elas. Este tem sido o raciocínio que feministas usam para advogar "reformas" que criam benefícios para seu movimento e para algumas mulheres às expensas de obrigação e sacrifícios masculinos e de homens de família.

A teoria feminista da cultura do estupro é baseada no trabalho de mulheres como Susan Brownmiller, que em 1987 juntou-se a diversos de seus comparsas num movimento para mentir ao Congresso americano sobre a abrangência, prevalência e demografia de gênero da violência doméstica como parte de um esforço de décadas rumo a uma lei discriminatória de violência familiar. Contribuindo para este esforço estava Gloria Steinem, um ícone do movimento, cuja promoção do método de pesquisas fraudulento de Mary P. Koss (via publicação) pavimentou o caminho para que se tornasse a agenda padrão na pesquisa de violência sexual. Ms. Magazine patrocinou uma pesquisa usando o método de Koss e publicou os resultados em 1987. Os resultados das pesquisas publicadas por Koss figuraram proeminentemente em esforços para substituir o Family Violence Services and Protection Act de 1984 (o qual era neutro quanto ao gênero) com uma nova versão discriminatória: o Violence Against Women Act, assinado em 1994. Essa nova lei levou a terríveis abusos e estragos tanto nas Cortes Criminais quanto nas de Família.

Quando confrontadas com esta e outras críticas da influência legal anti-homem da segunda onda, feministas modernas fazem sempre o mesmo argumento: "Estas não são feministas de verdade!". Ignorando o fato que as críticas estão falando sobre as mães da teoria que elas referenciam quando nos falam por que creem que as questões dos homens e meninos são na realidade questões feministas, elas apontam para a definição de feminismo no dicionário como o Único e Verdadeiro Feminismo e insistem que aqueles excessos ao feminismo moderno devem ser as feministas radicais, portanto não são representativas. Isto, elas parecem crer, isenta o feminismo da responsabilidade de sua história de influência totalmente anti-homem no sistema legal.

Só tem um problema com isso.

As suffragettes não eram nada melhores que a segunda onda.

Para começo de conversa, a história do sufrágio ocidental não foi dividida tão fortemente dividida o quanto as pessoas aprendem na escola. Quando as suffragettes do Reino Unido começaram a agitar, apenas um quarto dos homens no Reino Unido podia votar, e este número só foi alcançado após décadas de esforços reformistas. Durante muito desse tempo, padrões econômicos tais como detenção de propriedades, nível de renda auferida, e taxas de votação foram usadas para limitar o ato de votar aos membros mais abastados da sociedade ... e apesar de poucas delas atingirem tais padrões, mulheres não foram originalmente impedidas de votar. Nos EUA, classe e pano-de-fundo étnico eram ambos barreiras que mantiveram muitos homens longe do exercício do direito ao voto.

Alpem disso, essas provocadoras violentas não estavam nessa de igualdade para todos. Elas não advogavam para que mulheres enfrentassem as mesmas responsabilidades dos homens, e de fato tiveram que reassegurar a mulheres que se opunham às suas atividades que o sufrágio feminino não resultaria em mulheres sendo sujeitas ao alistamento para guerra, a exemplo dos homens. Isto, apesar do envolvimento suffragette nas Campanhas da Pluma Branca com o intuito de humilhar homens, meninos e até veteranos para alistarem-se durante o período de guerra. Também entre as suffragettes existia um significativo contingente de racistas, cuja retórica incluía oposição à cidadania para minorias e objeção à possibilidade de homens das minorias poderem ajudar a eleger legisladores cujas decisões afetassem mulheres brancas não votantes.

Dado isto como um exemplo de feminismo, as suffragettes mostravam a mesma combinação embaraçosa de hipocrisia e sexismo que a por vezes negada segunda onda, pelos padrões do argumento do Feminismo Único e Verdadeiro, elas também deveriam ser radfems. Por este padrão, elas não poderiam ser mais representativas do movimento do que Brownmiller, Steinem, e Koss. Claro, isto deixa o feminismo com muito pouca história, especialmente no que se trata de ativismo real. Não existe uma mudança de lei ou política feita a mando de feministas que não foi defendida para as mesmas mulheres que as feministas-de-dicionário excomungariam do movimento; nem as violentas, racistas e ginocêntricas suffragettes nem as sexistas, predatórias (e por vezes racistas) da segunda onda.

Isto deixa as feministas de dicionário, iniciadas no Feminismo Único e Verdadeiro, com uma escolha assaz inaceitável. Eles podem ficar com seu bolo, sua alegação que feminismo é todo ele a defesa pela igualdade, a defesa pela total igualdade, e nada mais que a defesa pela igualdade, mas isto implica que o feminismo é só teoria e retórica, sem impacto no mundo real ... ou elas podem devorar o bolo, e o feminismo pode ter sua história, suas vitórias contaminadas pelas atitudes e preconceitos de suas matriarcas, e sua retórica questionada pelos vícios nas pesquisas sobre as quais ela se baseia, e ser potencialmente contra-atacado por argumentos não-feministas.

Para fazer o primeiro, as discípulas do Feminismo Único e Verdadeiro de dicionário terão que deliberada e desavergonhadamente mentir sobre seu bolo, afirmando a todos que é um fato provado e qualquer um que não acredite apenas não entendeu o feminismo. Ao fazer o último, terão que admitir o óbvio: O bolo é uma mentira, e não é tão fácil descartar críticas das feministas históricas simplesmente negando quem - e o que - eles são.

Não-feministas não são persuadidos por definições de dicionário e negações excessivas da história registrada, e contra-argumentos de parquinho não vão silenciar nossa crítica ao movimento feminista. Ou, como a compilação de Fidelbogen coloca:
META
Título Original Feminists Don't Understand Cake
Autor Hannah Wallen
Link Original http://honeybadgerbrigade.com/2016/09/13/feminists-dont-understand-cake/
Link Arquivado https://archive.today/qJE3g

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

"As Mulheres eram Oprimidas no Passado?" - Parte XII

Epílogo - Primeira Guerra Mundial


O trágico epílogo ao 'The Legal Subjection of Men' não pode ser ignorado. Apenas seis anos após a publicação da edição pela New Age Press, Aquele que foi o maior conflito armado na história europeia se desenrolou e homens ao longo de toda Europa foram conscritos e enviados às trincheiras.

Em resposta, a celebrada sufragista Emmeline Pankhurst temporariamente suspendeu sua campanha terrorista pela emancipação das mulheres para em lugar disso fazer discursos exortando os homens a se alistar, enquanto suas assistentes entregavam penas brancas a homens em vestimentas paisanas.

Obviamente, não existia nem uma leve piscadela destas pretensas campeãs da igualdade de gênero que mulheres deviam ser forçadas a lutar lado a lado com os homens. De fato, as Pankhursts rejeitavam explicitamente essa noção.

"Não é necessário que mulheres vão 'para as trincheiras'", Emmeline é citada, notando "desde que são as mulheres que trazem filhos ao mundo e portanto perpetuam a raça humana" (Purvis, Emmeline Pankhurst: A Biography: at p269). Enquanto isso, sua filha Christabel observava "Vocês devem se lembrar que se os homens lutam, as mulheres são mães" e concluiu "se mulheres de fato não tomam parte na guerra ... isto não implica diminuição de sua luta pela igualdade política" (Marwick, Women at War 1914-1918: at p30).

O próprio Bax já havia proposto uma resposta a esta linha de argumentação, observando que, embora mulheres dessem à luz, "não existe compulsão governamental para que seja dessa forma" e que "elas o fazem na realização de uma função natural, não como um dever público" (Bax 1909). Qualquer analogia com a conscrição é portanto completamente descabida.

Porém, no 'The Legal Subjection of Men', os autores focam na então presente situação no UK. Eles não discutem o assunto do serviço militar porque, naquele tempo, a Bretanha, sozinha entre as Grandes Potências Europeias, não contava com a conscrição.

Com a chegada da Primeira Guerra Mundial, isso logo mudou. Em 1916, o Parlamento aprovou o Military Service Act, introduzindo conscrição para homens solteiros.

Homens casados, inicialmente, estavam liberados. Uma coisa era homens perderem suas vidas - outra totalmente diferente era esposas perderem seus maridos, tíquetes-refeição e principais fontes de renda.

Porém, pouco depois a conscrição foi estendida a homens casados, e ao fim da guerra, setecentos mil homens britânicos foram mortos, enquanto em toda Europa as casualidades computavam dez milhões.

Historiador Martin Van Creveld observa que "No mundo ocidental desde a Revolução Francesa o direito de votar geralmente era uma consequência direta de, ou pelo menos vinha junto com, a conscrição" (Men, Women, and War: p210). Mesmo assim, em coisa de um ano do fim da Primeira Guerra, às mulheres foi concedido votar. Um ano depois, os EUA seguiram o mesmo exemplo.

Perversamente, esta reforma foi ovacionada como uma 'recompensa' pela 'contribuição das mulheres nos esforços de guerra' - uma contribuição que consistia, em primeiro lugar, de fazer trabalhos seguros na qualidade de civis, da mesma forma que homens já faziam antes mesmo da guerra, e, em segundo lugar, distribuindo penas brancas. Enquanto isso, homens cuja contribuição à guerra era comparável a isto (i.e. objetores de consciência) foram na realidade penalizados com o seu direito a voto sequestrado por uma década (Goodall, A Question of Conscience: p70).

"Existe Algo de Bom nos Homens?" - Partes XI-XII

No que Homens São Bons


Com isto, podemos agora retornar ao questionamento de no que os homens são bons, da perspectiva de um sistema cultural. O contexto é de sistemas competindo contra outros sistemas, grupos contra grupos. Os sistemas de grupo que usaram seus homens e mulheres mais eficazmente capacitou estes grupos a sobrepor seus rivais e inimigos.

Eu quero enfatizar três formas principais de como a cultura usa os homens.

Primeiro, cultura depende de homens para criar as grandes estruturas sociais que a compõem. Nossa sociedade é formada de instituições como universidades, governos, corporações. A esmagadora maioria delas foi fundada e construída por homens. Novamente, isto provavelmente tem menos a ver com mulheres sendo oprimidas ou qualquer coisa do tipo e mais a ver com homens sendo motivados para formar redes grandes de relacionamentos superficiais. Homens são muito mais interessados em formar grupos abrangentes e trabalhar e evoluir rumo ao topo neles.

Isto ainda parece ser verdadeiro hoje em dia. Diversos artigos recentes na mídia têm chamado a atenção para o fato que mulheres agora começam mais pequenos negócios que os homens. Isto geralmente é tratado pela mídia como sendo um ponto positivo sobre as mulheres, o que de fato é. Porém, mulheres predominam somente se contarmos todos os negócios. Se restringirmos o critério para negócios que empregam mais de uma pessoa, ou aqueles que trazem dinheiro suficiente para se sustentar por si sós, então homens criam mais. Eu suspeito que quanto maiores os grupos que se olhar, mais certo que eles serão feitos por homens.

Com certeza, hoje em dia qualquer pessoa de qualquer gênero pode iniciar um negócio, e se há algo, há alguns incentivos e vantagens que ajudam mulheres a tal. Não existem obstáculos ou bloqueios escondidos, e isto é demonstrado pelo fato que mulheres iniciam mais negócios que homens. Mas as mulheres se contentam em permanecer pequenas, tal como operar um negócio de tempo parcial em um quartinho sobressalente,fazendo um dinheirinho extra para a família. Elas não parecem serem levadas a constituir estes negócios em gigacorporações. Há exceções, é óbvio, mas existe uma grande diferença média.

Portanto, tanto homens quanto mulheres se apoiam nos homens para criar as estruturas sociais mais abrangentes que oferecem oportunidades a ambos. E é claro que homens e mulheres podem ambos atuar muito bem nestas organizações. Mas a cultura ainda confia principalmente nos homens para fazer tais estruturas em primeiro lugar.

O Homem Descartável


Um segundo pensamento que faz os homens úteis para a cultura é algo que eu chamo "descartabilidade masculina". Isto referencia aquilo que eu disse no início, que culturas tendem a usar homens em projetos de alto-risco&alto-retorno, onde uma significativa porção de tais pessoas vão sofrer sérias consequências indo desde ter seu tempo desperdiçado até mesmo serem mortos.

Qualquer homem que leia os jornais encontrará a expressão "até mesmo mulheres e crianças" um bom tanto de vezes no mês, geralmente acerca de mortes. O significado literal desta frase é que a vida dos homens tem menos valor que a das outras pessoas. A ideia é comumente "é mau quando as pessoas morrem, mas é especialmente ruim quando mulheres e crianças acabam mortas". E eu penso que a maioria dos homens sabe que numa emergência, se há mulheres e crianças presentes, é esperado que eles desfaçam da própria vida sem argumento ou reclamação para que outros possam sobreviver. No Titanic, os homens mais ricos tiveram uma taxa de sobrevivência mais baixa que as mulheres mais pobres (34% contra 46% - apesar de que não é assim que aparece no filme). Por si só, isto é notável. Os ricos, poderosos, e bem-sucedidos homens, os manda-chuvas, aqueles para quem supostamente a cultura foi totalmente projetada para promover - em apuros, suas vidas foram menos valorizadas que aquelas mulheres que dificilmente tinham qualquer dinheiro, poder, ou posição social. Os pouquíssimos assentos nos botes salva-vidas foram para mulheres que nem eram ladies, em vez daqueles patriarcas.

A maior parte das culturas têm tomado a mesma atitude. Por quê? Há razões pragmáticas. Quando um grupo cultural compete contra outros, em geral, o grupo maior tende a vencer a longo prazo. Por isso, a maioria das culturas promove o crescimento populacional. E isto depende das mulheres. Para maximizar a reprodução, uma cultura depende de todos os ventres que puder ter, mas uns poucos pênis podem fazer o seu trabalho. Geralmente há um excedente de pênis. Se um grupo perder metade de seus homens, a próxima geração ainda pode atingir seu tamanho máximo. Mas se ele perde metade de suas mulheres, o tamanho da próxima geração será severamente reduzida. Por isso, a maior parte das culturas mantêm suas mulheres afastadas dos riscos enquanto usa homens para os trabalhos perigosos.

Estes trabalhos arriscados estendem-se além dos campos de batalha. Muitas linhas de atuação requerem que algumas vidas sejam perdidas. Exploração, por exemplo: uma cultura pode enviar dúzias de partidos, e alguns podem acabar se perdendo ou sendo mortos, enquanto outros retornam com riquezas e oportunidades. Pesquisa acadêmica é de certa forma semelhante: pode haver dúzias de teorias possíveis acerca de um certo problema, e apenas uma delas é correta, portanto as pessoas testando as outras teorias erradas acabarão perdendo seu tempo e arruinando suas carreiras, em contraste com o sortudo que ganha o Prêmio Nobel. Quando os escândalos sobre os perigos da indústria mineira na Grã-Bretanha estouraram, o Parlamento baixou as leis de mineração, proibindo que crianças abaixo dos dez anos e mulheres de todas as idades de serem enviadas às minas. Mulheres e crianças eram preciosos demais para serem expostos à morte nas minas: portanto, só homens para este trabalho. Como eu já disse antes, a disparidade de gêneros em trabalhos perigosos persiste ainda hoje, com homens contabilizando a vasta maioria das mortes no trabalho.

Outra base para a descartabilidade masculina está embutida nas diferentes formas de ser social. Descartabilidade vem com grupos grandes que a sociedade masculina cria. Em uma relação íntima, de par, nenhuma pessoa pode realmente ser substituída. Você pode casar-se novamente se sua esposa morre, mas não é o mesmo casamento ou relacionamento. E obviamente ninguém pode sequer substituir o pai ou mãe de uma criança.

Em contraste, grupos grandes podem substituir e de fato substituem qualquer um. Pegue qualquer organização de grande porte - a Ford Motor Company, o Exército, os Green Bay Packers - e você verá que a organização segue em frente apesar de ter substituído cada uma de suas pessoas. Além disso, cada membro de tais grupos sabe que pode ser substituído, e provavelmente será substituído algum dia.

Portanto, homens criam o tipo de redes sociais aonde indivíduos são substituíveis e dispensáveis. Mulheres favorecem o tipo de relacionamento no qual cada pessoa é preciosa e não pode ser verdadeiramente substituída.

sábado, 1 de outubro de 2016

"Existe Algo de Bom nos Homens?" - Parte III

Estereótipos em Harvard


Eu tenho dito que hoje em dia a maioria das pessoas adota estereótipos mais favoráveis às mulheres que aos homens. Nem sempre foi assim. Até por volta da década de 1960, a psicologia (bem como a sociedade) tendia a ver os homens como a norma e as mulheres como uma versão ligeiramente inferior. Durante a década de 1970, houve um breve período no qual se disse que não havia real diferença, apenas estereótipos. Só por volta da década de 1980 que a visão dominante foi de mulheres sendo melhores e homens sendo a versão inferior.

A coisa surpreendente para mim é que levou pouco mais de uma década para se ir de uma visão até a sua oposta, a saber, de pensar que os homens são melhores que as mulheres do que pensar que as mulheres são melhores que os homens. Como isto foi possível?

Estou certo que vocês estão esperando que eu fale sobre Larry Summers em algum momento, então vamos logo com isso! Vocês lembram que ele era presidente de Harvard. Como sumarizado no The Economist, "Sr. Summers injuriou a instituição feminista ao questionar em voz alta se o pré-julgamento sozinho poderia explicar a falta de mulheres no topo da ciência". Após inicialmente dizer que é possível que talvez não existam tantas professoras de Física em Harvard porque não há muitas mulheres com esta habilidade inata, apenas uma possível explicação entre outras, ele teve que se desculpar, se retratar, prometer altas somas de dinheiro, e pouco tempo depois ele renunciou.

Qual foi seu crime? Ninguém o acusou realmente de discriminação contra mulheres. Sua imoralidade foi pensar coisas que não são permitidas pensar, a saber, que possam existir mais homens com grande habilidade. A única explicação permissível para a falta de mulheres no topo é o patriarcadao - que homens estão conspirando para manter as mulheres inferiores. Não pode ser habilidade. Na realidade, há alguma evidência que homens são um pouco melhores em Matemática, mas vamos assumir que Summers estava falando de inteligência em geral. Pessoas podem apontar para montanhas de dados apontando que o QI médio de homens adultos é o mesmo que o das mulheres. Então sugerir que homens são mais espertos que mulheres está errado. Não é de se espantar que algumas mulheres se ofenderam.

Mas não foi isso o que ele disse. Ele disse que há mais homens nos níveis mais altos de habilidade. Isto poderia ainda ser verdadeiro apesar da média ser a mesma - se existirem também mais homens nos níveis mais baixos da distribuição, mais homens seriamente estúpidos que mulheres. Durante a controvérsia acerca destas notas, eu não vejo ninguém levantar questionamentos, mas os dados estão aí, realmente abundantes, e são indisputáveis. Existem mais homens que mulheres com QIs realmente baixos. De fato, o padrão do retardo mental é o mesmo do gênio, a saber, que quanto mais se vai do moderado para o médio e para o extremo, a preponderância dos homens aumenta.

Todos aqueles garotos retardados não são fruto das obras do patriarcado. Homens não estão conspirando entre si para fazer os seus filhos serem retardados.

Quase certamente, é algo biológico e genético. E meu palpite é que a maior proporção de homens em ambos os extremos da distribuição de QI é parte do mesmo padrão. A natureza joga dados com os homens mais do que com as mulheres. Homens vão a extremos mais que mulheres. Isto é verdade não somente com QI mas com outras coisas também, até mesmo altura: a distribuição masculina de altura é mais plana, com mais homens muito altos e muito baixos.

Mais uma vez, existe uma razão para isso, para a qual eu logo retornarei.

Por ora, o ponto é que isto explica como podemos ter estereótipos opostos. Homens vão a extremos mais que mulheres. Estereótipos são sustentados por viés de confirmação. Quer pensar que homens são melhores que mulheres? Então olhe para o topo, [homens] heróis, inventores, filantropos, entre outros. Quer pensar que mulheres são melhores? Então olhe para baixo, [homens] criminosos, drogados, fracassados.

Em um sentido importante, homens são de fato melhores e também piores que mulheres.

Um padrão de mais homens em ambos os extremos pode criar toda sorte de conclusões enganosas e outros desastres estatísticos. Para ilustrar, vamos assumir que homens e mulheres são em média exatamente iguais em todos os aspectos relevantes, mas com mais homens em ambos os extremos. Se você então medir as coisas que são ligadas a um dos extremos, isto bagunça os dados para fazer parecer que homens e mulheres serem significativamente diferentes.

Considere a pontuação média na faculdade. Graças à inflação de classes, a maior parte dos estudantes consegue notas A e B, mas poucos vão até o limite do F. Com este tipo de limite inferior baixo, os homens de maior desempenho não conseguem elevar a média dos homens, mas os homens fracassados a derrubarão. O resultado será que mulheres conseguirão maiores médias que homens - novamente, apesar de não haver diferença na qualidade média do trabalho.

O resultado oposto vem com os salários. Existe um salário mínimo, mas não um máximo. Portanto, os homens de maior desempenho podem elevar a média enquanto os de menor desempenho não podem derrubá-la. Resultado? Homens obterão médias salariais maiores que mulheres, mesmo se não houver diferença na média em qualquer entrada de dados relevante.

Hoje em dia, com toda certeza, mulheres conseguem notas maiores mas salários menores que os homens. Existe muita discussão sobre o que isso significa e o que deve ser feito acerca disso. Porém, como vocês podem ver, ambos os fatos podem ser meramente uma estranheza estatística que se hasteia a partir dos extremos masculinos.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

"Modelo Duluth camufla fatos-chave sobre violência doméstica" por Erin Pizzey

Modelo Duluth camufla fatos-chave sobre violência doméstica


Por volta dos anos 80 havia suficentes abrigos e financiamentos para as feministas tornarem sua atenção para o assunto do 'autor do abuso'. Isto as habilitou a abrir um novo fluxo de renda. Este movimento jamais foi ajudar homens a chegarem em um acordo com sua violência. De fato, de acordo com suas ideologias políticas a violência doméstica é definida singularmente como homens espancando suas esposas. Essa violência, alegam as feministas, é uma brutal expressão do poder patriarcal em casa.

A ideologia delas também assevera que homens são impenetráves a qualquer intervenção terapêutica, cortesia de seus profundamente arraigado privilégio patriarcal.

De acordo com este novo modelo elas impossibilitam tudo que não seja tratamento criminal para a alegada violência do homem contra mulher e filhos. Leis que proibiram especificamente qualquer intervenção terapêutica de casais para homens acusados foram aprovadas.

Eu estava ciente de que nos anos 90 pesquisadores estavam estudando reelacionamentos entre pares do mesmo sexo. Lie and Gentlewarrior: Intimate Violence in Lesbian Relationships, Journal of Social Science Research, 15, 41-59. Eles estudaram 1099 lésbicas e descobriram que 52% dos entrevistados foram abusadas por uma parceira ou amante. Disto supus asseguradamente que era prova de que violência doméstica não era nem nunca foi questão de gênero.

Nos últimos dez anos mais e mais e mais estudos acadêmicos publicaram seus achados, os quais provam que a violência doméstica é praticamente idêntica entre homens e mulheres e portanto o Modelo Duluth está morto. Seu único valor remanescente é como fonte de fundos para o movimento feminista. Como o movimento feminista levou quarenta anos para criar um estrangulamento em qualquer informação que saia da academia, ele tornou bastante difícil para as pessoas buscar informação válida para trabalharem à sua maneira entre as resmas de publicações feministas desonestas.

Todas as amostras de pesquisa postas pelas agências de apoio feministas internacionlmente são tentativas grosseiras de esconder a verdade. A motivação0 por detrás destas amostras de pesquisa não é nem mesmo uma tentativa de trazer alento àqueles que sofrem de violência doméstica mas sim manter um fluxo de alegações histéricas que encorajarão o público a continuar doando para seu já obeso império bilionário.

Um exemplo famoso é o mito do Super Bowl americano que naquele dia muitas mulheres serão assaltadas por seus parceiros. O livro de Christina Hoff Summers, "WHO STOLE FEMINISM" expôs o boato do 'Abuso do Bowl'. Mesmo agora na Inglaterra regularmente vemos histórias que durante os principais jogos televisionados as mulheres serão atacadas. Natal e Dia de São Valentim também são dias em que nos é dito que os homens voltar-se-ão a suas esposas e parceiros.

O real Projeto de Intervenção do Abuso Doméstico é uma tentativa tosca de forçar os homens em, como Thomaz me explicou, "...uma classe em que você é doutrinado a acreditar que todos os homens são predadores e você deveria se envergonhar pelo simples fato de ter nascido". Muitos homens são comandados a estes cursos sem haver evidência alguma de violência dos seus parceiros contra eles. Eles estão ali por causa de acusações falsas de seus parceiros contra eles mas têm que concordar que são violentos porque se não o fizerem então não serão possibilitados a completar o curso. Se eles falham no curso então serão banidos de ver seus filhos ou então só terão permissão mediante supervisão. Nestes cursos homens também devem confessar que são culpados de "usar seu privilégio de homem".

A parte mais sinistra do Modelo Duluth para mim é o uso de técnicas de lavagem cerebral que vi pessoalmente nos dias dos "programas de reeducação" da China comunista. Rússia também tinha o mesmo tipo de programas, mas direcionados a ambos os sexos. Aqui, homens têm que ser reeducados para abandonar sua masculinidade porque ela traz consigo os males de nascer com um cromossomo Y que dirige ao estupro, violência e destruição.

Ao longo de todo o mundo ocidental governos têm recebido entusiasticamente este programa e rejeitado todas as outras tentativas de permitir que homens paricipem de programas terapêuticos que sejam primariamente voltados para ajdar homens a entender e chegar em um consenso em casos (na maior parte das vezes) de parentela abusivos e tóxicos. Estes programas não demonizam homens e não aderem ao mantra feminista de que todos os homens são violentos.

O Modelo Duluth tem programas para mulheres que são violentas; elas são enviadas a um programa similar, mas nestes programas elas são ensinadas a "como não permitir que o controle dos homens sobre elas as faça reagir inapropriadamente". Homens ainda são recriminados como sendo iniciadores de violência.

Na Inglaterra nosso governo deu aval a programas para homens perpetradores para uma organização chamada "Respect", um grupo administrado por feministas ideologicamente enviesadas. Não estou surpresa que o "Respect" tenha recusado a dar aval a outros programas que não fossem o Modelo Duluth.

A fim de duplicar suas arrecadações os funcionários feministas (tanto homens quanto mulheres) falam acerca deste modelo como um "projeto baseado na comunidade". Parte do projeto é que para as mulheres, que em muitos casos são tão violentas quanto os homens que denunciam, são oferecidos "funcionários de segurança da comunidade". Estes funcionários são designados para manter as vítimas em segurança. A mulher é sempre a "vítima" neste modelo e ela tem seu segurança para informar-lhe o progresso ou falta de progresso de seu parceiro.

Ela também está numa posição poderosa porque ela pode dizer se decide ter seu parceiro de volta, não importando se ele está tendo sucesso em controlar sua violência ou não. A qualquer momento ela pode falar ao seu segurança que ele não está se controlando e ele ou será encarcerado ou removido da casa e impedido de ver seus filhos até que recomece o programa.

Eu creio que o Modelo Duluth é antiético já que vem de uma ideia agora largamente desacreditada que somente os homens são violentos em relacionamentos íntimos. Eu creio também que ele seja provavelmente ilegal.

Esse é um programa projetado por pessoas que são abertamente hostis aos homens. Qualquer homem ameaçado por este programa não tem representação legal oferecida a ele. Ele é culpado desde o nascimento e a ideiade seu gênero ter o direito humano de "um julgamento justo" jamais é considerada. Este programa é pernicioso a homens e mulheres porque não permite às mulheres o direito de tomar responsabilidade por seu próprio comportamento, o que em termos traz impacto aos filhos que são deixados nas mãos de uma mãe abusiva. Esse programa não reconhece que o lugar mais seguro para crianças é com seu próprio pai biológico e longe de uma mãe abusiva e de outros perigos que as crianças vierem a enfrentar em face a parceiros ou amantes dessa mãe.

É chegada a hora que devemos erguer a voz e pôr um fim a este modelo perigoso e brutal. É uma desgraça internacional que estas pessoas, sedentas por financiamento, tenham forjado o abuso contra homens por todos esses anos. É óbvio que eu concordo que muitos dos homens nestes programas são de fato abusadores, mas envergonhá-los, ameaçá-los [NT1] e recusar a olhar as circunstâncias que os levaram a seu comportamento abusivo não tem lugar em uma sociedade civilizada.

"Perpetrator programmes for partner violence: Are they based on ideology or evidence?" <http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.2044-8333.2011.02029.x/abstract>, Louise Dixon, John Archer and Nicola Graham-Kevan.

FootNotes:
  • [NT1] Definitivamente, não existe uma tradução muito boa para "to bully"...
META
Título Original Duluth Model buries key facts on domestic violence
Autor Erin Pizzey
Link Original http://honest-ribbon.org/mega-featured/duluth-model-buries-key-facts-on-domestic-violence/
Link Arquivado https://archive.today/kMSgt

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