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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

"SUMMA GENDERRATICA" por YetAnotherCommenter

SUMMA GENDERRATICA: A Anatomia de um Sistema de Gênero


Nota do autor: Este é um sumário da minha teoria sobre como o sistema de gênero da sociedade opera e como ele se originou. Sua intenção é ser um "mapa" das normas sociais sobre masculinidade e feminilidade. Eu creio que isto pode explicar todas as normas de gênero em nossa sociedade. O Movimento pelos Direitos dos Homens e Meninos requer uma teoria integrada e consistente sobre gênero a fim de competir com sucesso com a segunda e terceira ondas radicais do feminismo - esta teoria é uma tentativa de prover uma.

O que se segue não menciona cada aspecto singular do sistema de gêneros de nossa sociedade, mas eu creio que qualquer aspecto não mencionado de normas de gênero pode ser explicado com sucesso nesta teoria (sinta-se livre para propor desafios do tipo "explique esta norma como produto do sistema de gêneros" nos comentários).

Note que enquanto eu chamei este post "Summa Genderratica", eu não quero acarretar que a teoria abaixo é aceita (em sua integridade) por qualquer um além de mim mesmo. Eu apenas estou ilustrando minha teoria aqui, e isto não é para ser tomado como uma "filosofia oficial" do Genderratic como um todo. A razão para o título pe porque eu sou um idiota pretensioso e como tal eu me divirto na auto-importante conotação/referência aos trabalhos de Aquino.


Vamos à teoria!

Parte 1 - A Primeira Premissa: O Propósito das Normas Sociais


De onde surgem as normas sociais?

Esta teoria tomará como axiomático o fato que normas sociais surgem por razões de sobrevivência e praticidade. Normas sociais surgem como respostas aos desafios da existência física.

O Desafio


O sistema de gênero surgiu nos primordiais dias de nossa espécie. Durante aqueles dias, comida e recursos eram escassos, acumulá-los era difícil e propenso a falhas, e era o trabalho manual que realizava tais tarefas; trabalho físico era a fonte primária das melhorias de sobrevivência e o padrão de vida (ao contrário de hoje, onde o capital tecnológico e trabalho de conhecimento proveem isso (é notável que os primeiros protestos contra o sistema de gênero só surgiram com o Iluminismo e a Revolução Industrial... períodos nos quais a economia tornou-se menos dependente do trabalho e mais do capital devido aos avanços tecnológicos. Também é notório que os protestos contra o sistema de gênero surgiram inicialmente no meio de grupos abastados na sociedade.))

Como o trabalho físico era o meio principal de produção, a importância era voltada para meios de produzir trabalho físico, i.e. reproduzir e aumentar a população. Porém, somente uma minoria das crianças sobrevivia até alcançar a idade adulta, e para tal taxas de natalidade muito mais altas eram requeridas para aumentar o tamanho global da população.

Mas apenas metade da população poderia ter filhos.

A Resposta


Biologia combinada com a necessidade de agressiva reprodução essencialmente forçou as mulheres a se "especializar" e devotar grandes quantidades de seu tempo em engravidar e produzir crias (e quando gestantes elas eram menos móveis e portanto mais vulneráveis).

Desde que os homens não podiam realizar esta importante tarefa, eles providenciavam proteção e provisão de recursos (em essência, todo o restante).

Normas sociais se erigiram para levar as pessoas a suas tarefas guiadas pelo sexo. A "boa fêmea" e o "bom macho" eram aqueles que contribuíam para a sua sociedade cumprindo seu papel designado; a "boa fêmea" era a mãe fértil, o "bom macho" era o forte guerreiro e caçador produtivo. Estas normas sociais estavam refletidas em todas as instituições da sociedade, incluindo religião (veja os deuses guerreiros e as deusas mães para mais).

Sumário 1

  1. Normas sociais erigiram como respostas aos desafios de viver e desenvolver-se
  2. Sociedades de baixa tecnologia são dependentes de labuta física para sobreviver
  3. Taxas altíssimas de nascimento eram requeridas a fim de aumentar o suprimento de labuta
  4. Apenas metade da raça humana poderia dar à luz
  5. Papés de Gênero emergiram para encorajar especialização na base do sexo

Parte 2 - Maturidade e Gênero


Como já afirmado, a "boa fêmea" e o "bom macho" eram entendidos em termos daqueles que contribuíam para a sociedade ao cumprir seus papéis designados pelo sexo. Porém, crianças de ambos os sexos são fisicamente incapazes disso.

Uma mulher precisa estar em pós-puberdade a fim de dar à luz. Homens jovens são em média significativamente menos desenvolvidos fisicamente e portanto em geral nao têm a força necessária para sequer ter a chance de realizar com sucesso sua tarefa designada pelo sexo.

Assim sendo, existe uma associação entre maturidade e conformidade ao gênero. Uma fêmea precisa sofrer um processo de maturação biológica a fim de efetuar a contribuição feminina para a sociedade, porém este processo é essencialmente automático e é basicamente assumido ocorrer ao longo do tempo, com a menstruação servindo como um indicador biologico de aptidão para realizar a tarefa.

Com machos, as coisas são mais tênues. Proficiência ou mesmo capacidade de executar a função masculina, quanto mais executá-la bem, não são biologicamente garantidas. Além disso, não existe um indicador claro de "está pronto" entregue pela biologia masculina.

Enquanto fêmeas crescem em direção a serem mulheres, machos não crescem automaticamente em direção a serem "homens de verdade".

Feminilidade Aristotélica, Masculinidade Platônica, e a Dicotomia Sujeito-Objeto


Uma fêmea jovem simplesmente se torna mulher automaticamente, devido a propriedades inatas de sua biologia. Sua menstruação evidencia maturação. Sua mulheridade simplesmente é. Ela é assumida ser conformada ao gênero e portanto socialmente contributiva por padrão.

Um macho jovem tem de demonstrar, mediante ação, a capacidade de realizar tarefas masculinas com sucesso. Um jovem macho deve provar que "já é crescido" e tornou-se um "homem de verdade". Machos não são pressupostos serem conformes ao gênero (e portanto socialmente contributivos) por padrão; por si só, ele é apenas outra boca para ser alimentada mediante trabalho de "homens de verdade". Um homem deve validar sua homenidade por ação, caso contrário ele não é homem de fato, mas garoto (i.e. imaturo, macho-não-adulto).

Assim sendo, podemos entender corretamente papéis tradicionais de gênero como observados no essencialismo epistemológico, porém tipos diferente de essencialismo epistemológico escoram cada papel. Feminilidade é majoritariamente compreendida como inata à biologia feminina, como uma essência imanente, enquanto masculinidade é majoritariamente compreendida como um ideal a aspirar, uma "forma" da qual uma pessoa "participa" a fim de ganhar uma identidade.

É uma idiossincrasia particular da psicologia humana que tendamos a distinguir agência moral (a capacidade de fazer coisas) e a paciência moral (a capacidade de ter coisas feitas a ti) dicotomicamente, mesmo que seres humanos sejam de fato ambos. Assim sendo, a associação de agência com a homenidade combinada com o entendimento inatista da mulheridade (bem como, talvez, o fato que gravidez torna uma mulher menos movimentável e mais dependente de recursos) leva à associação da mulheridade com a paciência moral. Homens são vistos como atores, e mulheres são vistas como sendo atuadas sobre. Esta é a tradicional dicotomia sujeito-objeto.

A Dicotomia Descartável-Acalentável


Uma pessoa conformada ao seu gênero, de qualquer dos sexos, é vista como valiosa à sociedade (dado que está agindo conforme às normas orientadas à sobrevivência). Porém, supõe-se que fêmeas estão ou estarão conformadas ao gênero; mulheres naturalmente inférteis são exceção em vez de regra e portanto a pressuposição é de que qualquer mulher em particular é ou será capaz de gerar filhos em razão de sua biologia.

Assim sendo, às fêmeas é dado um valor inato simplesmente por serem fêmeas. Fêmeas são vistas como inerentemente acalentáveis já que são as incubadoras do futuro.

Machos não têm isso. Sua conformidade ao gênero não é vista como um atributo inevitável de sua maturação biológica mas em vez disso como um ideal pelo qual viver. Machos não são nem se tornarão "homens de verdade" por padrão. Assim sendo, eles nãi têm nenhum valor inato. O valor de um homem é exclusivamente contingente às consequências de sua agência, e por si só ele é completamente descartável.

Como homens são valorizados não por propriedades de sua biologia mas pelos resultados de suas ações, a morte de um homem é 'ceteris paribus' uma tragédia menor para uma sociedade que a morte de uma mulher. Afinal, quando tragédias acontecem, as contagens de mortes tipicamente especificam a porcentagem de mulgeres e crianças (i.e. o futuro).

Nossa sociedade pode entronizar seus heróis machos que se dirigem à morte para que os outros possam viver, mas como estabelecido anteriormente, normas sociais surgem para levar indivíduos a realizar tarefas socialmente benéfica; a veneração do auto-sacrifício heroico do macho é uma forma de encorajar os homens a verem suas mortes por causas nobres como uma contribuição valiosa para a sociedade, e portanto torna os homens mais propensos a morrer pelos outros.

As Normas de Gênero em uma Casca de Noz


Como consequência de tudo que foi estabelecido acima, machos são sujeitos inatamente descartáveis, fêmeas são objetos inatamente acalentáveis.

Todas as normas de gênero são em última análise redutíveis a isto.

Sumário 2

  1. Maturidade, para cada sexo, é conceitualizada como conformidade ao gênero
  2. Maturidade feminina é vista como um resultado natural de seu desenvolvimento biológico
  3. Maturidade masculina não é vista como garantida, mas em vez disso como algo provado/conquistado
  4. Homens agem, mulheres são, pois a homenidade é sobre agir e a mulheridade apenas "é"
  5. Como conformidade ao gênero é vista como valiosa e mulheres são inatamente conformadas ao gênero, mulheres são vistas como inatamente valiosas.
  6. Como homens não são inatamente conformados ao gênero, homens são vistos como inatamente prescindíveis
  7. Ergo, a dicotomia sujeito-objeto é sobreposta com a dicotomia descartável-acalentável, lançando machos como sujeitos inatamente descartáveis e fêmeas como objetos inatamente acalentáveis

Parte 3 - Algumas Implicações Avançadas

Agência e Poder Feminino


Cada um deriva um senso de poder - usado aqui como significando eficácia ou competência - quando efetua com suceso uma tarefa que tem o resultado final de fornecer suas necessidades. Isto faz sentido evolutivo - se coisas que elevam a sobrevivência não dessem prazer e coisas que mitigam a sobrevivência não causassem dor, um organismo teria menos chance de sobreviver.

Mas a realização de tarefas foi tipicamente atribuída aos machos; feminilidade não foi associada com agência e devido à utilidade reprodutiva inata da mulher, mulheres foram mantidas em segurança e longe de perigo potencial onde fosse possível (o que, por sua vez, gerava uma pressuposição auto-consolidada (e talvez de certo modo auto-realizável) de competência feminina diminuída - uma suposição que era de certa forma verdadeira durante a gravidez (e pode ser talvez verdadeira em média com tarefas que requeiram força corporal muito grande) mas claramente tornou-se exagerada e supergeneralizada).

Porém, todo ser humano tem necessidades materiais para sobreviver, e essas necessidades materiais devem ser satisfeitas mediante ação (comida deve ser adquirida, proteção deve ser encontrada). Então, como poderia uma mulher, alguém culturalmente percebida como e encorajada à direção de permanecer deficiente em agência, adquirir tais necessidades?

A resposta é que mulheres são encorajadas a confiar nos homens, e não mramente no sentido passivo, mas ativamente recrutar a agência dos machos para prover o de sua sobrevivência. Poder masculino é então equacionado a qualquer coisa que eleve agência favorável/competente (p.ex. músculos grandes), e poder feminino é equacionado a qualquer coisa que melhore o alistamento de agentes favoráveis/competentes. Poder masculino é o que aumenta a agência, poder feminino é aquele que aumenta a aquisição e preservação da agência de forma indireta.

O sistema de gênero, portanto, sempre conteve uma forma de poder feminino - i.e. formas pelas quais mulheres podiam agir para servir suas necessidades materiais. Enquanto reservava aquisição direta mediante agência para os homens, o sistema também reservava agência por via indireta para mulheres.

Hierarquia Masculina


O entendimento social de homenidade como um ideal platônico a se aspirar explica o fato de como podem existir "homens melhores" e "homens piores" (enquanto homens), bem como o porquê de machos biológicos podem não ser "homens de verdade" - o uso do "de verdade" como significando "ideal" é revelador.

Como a masculinidade é é demonstrada realizando certas tarefas, homens são classificados de acordo com o quão bem cumprem tais tarefas. Homens são classificados por outros homens e por mulheres - sua identidade de gênero é pesadamente sujeita à revogação e validação sociais. Isto significa que a "real homenidade" é uma posição social que é hierárquica,competitiva e dependente do coletivo, e homens podem ser socialmente emasculados a qualquer momento. Identidade masculina é feita contingente à competição entre si e os outros a fim de provar que se é "um homem melhor".

Como estabelecido acima, maturidade é ligada à "real homenidade" mas maturidade social é mais uma vez socialmente validada devido ao fato que o desempenho masculino nas tarefas não é biologicamente garantido - isto significa que machos mais velhos (pais em particular) são postos em uma posição de avaliadores de onde eles julgam os machos prospectivos a fim de separar "garotos" de "homens".

A hierarquia masculina pode ser efetivamente dividida em três categorias básicas (da mais baixa à mais alta posição social)
  • Machos que não são homens de verdade. Os socialmente emasculados. Garotos. Machos ômega.
  • Machos que são homens de verdade mas não são capazes de revogar a posição de outro homem de verdade. Machos beta.
  • Machos que são homens de verdade com a capacidade de revogar a posição de outros homens de verdade. Machos alfa.

A divisão entre os dois últimos é contextual e geralmente dependente de outros arranjos institucionais bem como dos machos em volta - alguém pode ser alfa em uma hierarquia e ômega em outra.

Este arranjo bem ironicamente compele o beta a ser submisso ao seu alfa a fim de evitar ser classificado como ômega. Em outras palavras, o gênero masculino não é totalmente sobre dominância mas em vez disso demanda submissão a homens melhores.

Gêneros Sociais


Tipicamente, "gênero" é visto como binário - como uma referência à masculinidade ou feminilidade. Porém, isso é difícil de reconciliar com a situação acima - machos que não são "homens de verdade" não são tratados como tendo homenidade (i.e. eles não contribuem com vlor masculino). Eles são "garotos" em vez de homens, de acordo com o sistema de gêneros.

Eles não recebem muitos aspectos do 'privilégio masculino' porque muito do 'privilégio masculino' é de fato 'privilégio para homens de verdade'. E enquanto eles são socialmente emasculados não recebem privilégios femininos também, porque devido à sua biologia eles não podem realizar a tarefa feminina essencial de gerar filhos.

Resumindo, homens socialmente emasculados não são vistos como masculinos ou femininos mas em vez disso são notados, tratados e categorizados como um terceiro gênero. Eles não são nem homens nem mulheres (socialmente falando, em vez de biologicamente).

Parte 4 - Desafios


Há diversos problemas clássicos em estudos de gênero que qualquer exame prospectivo do sistema de gêneros precisa explicar. Abaixo, eu tomo diversos estudos desses fenômenos e reconcilio-os com a teoria proposta acima.

O Duplo Padrão da Promiscuidade


O Duplo Padrão da Promiscuidade (doravante DPP) de nossa cultura é bastante conhecido; um homem é visto como valioso e viril por dormir com muitas, mas uma mulher é vista como degradada e vagabunda barata por fazer o mesmo.

Tipicamente, DPP é tratada como uma construção unitária - como se os imperativos de gênero do DPP surgissem de uma mesma fonte. Isto é contra-intuitivo pois os imperativos do DPP estão em conflito - homens são encorajados a sair com muitas e mulheres são desencorajadas, significando portanto que homens não podem aquiescer com o sistema sem as mulheres falharem em aquiescer (e vice-versa). O DPP certamente não está nos interesses do homem, dado que encoraja mulheres a impedir os homens de serem pegadores (mediante a retenção de acesso sexual).

Análise feminista típica vê o DPP como um construto masculino inventado para controlar a sexualidade feminina. O fato que interesses dos homens não são servidos encorajando a castidade feminina complica esta explicação, mas ela complica ainda mais pelo fato empírico que a maioria da difamação relacionada à promiscuidade sexual é perpetrada por mulheres contra si mesmas. Se homens criaram e compelem o DPP, seria de se esperar que eles são os maiores difamadores de vadias.

Assim sendo, pode ser mais preciso ver o Duplo Padrão de Promiscuidade não como um construto simples, mas como dois construtos distintos, propostos e compleidos por partidos diferentes para propósitos diferentes.

Uma coisa interessante acerca do conceito de "vadia" é que mulheres que são vadias são vistas como "desvalorizando-se ou rebaixando-se a si mesmas" - elas são vistas como liberando aceso sexual de forma muito fácil (i.e. dando de graça uma coisa boa sem obter muito em troca). Vamos observar a moldura transacional aqui: um mercado existe, mulheres são as fornecedoras do acesso sexual e homens são o lado da demanda na equação. Mulheres são encorajadas a não dar sexo "com tanta facilidade", i.e. elas são encorajadas a receber algo em troca de sexo. Majoritariamente são mulheres que escandalizam outras mulheres por dar sexo fácil.

De uma perspectiva econômica, estamos vendo uma configuração de cartel; vendedoras confabulando entre si para elevar o preço do sexo ao restringir a quantidade de acesso sexual que está imediatamente disponível.

Então, qual é o 'preço' do sexo? Como explicado acima, mulheres são encorajadas a recrutar a agência masculina a seu serviço, dado que o sistema de gênero as desencoraja a desenvolver o seu próprio. Portanto o preço do sexo é a agência masculina, tipicamente emoldurada como um relacionamento compromissado. Quando mulheres são promíscuas e portanto "dão fácil demais", a pressão competitiva derruba o preço do sexo e portanto danifica os interesses femininos (como tradicionalmente entendidos).

As implicações aqui são bastante deprimentes; já que mulheres são encorajadas a experimentar poder mediante recrutamento da agência masculina, promiscuidade opõe-se ao poder feminino tradicional erodindo a posição de barganha das mulheres. Mulheres sao encorajadas pelo sistema tradicional de gêneros a experimentar sua sexualidade sendo vencidas e conquistadas, em vez de obtendo algo que elas desejam (i.e. satisfação sexual). Mulheres também são encorajadas a ver homens como adversários, e a ver a defesa da liberação sexual feminina por parte dos machos como uma ameaça à sua segurança material ("eles apenas querem sexo fácil, esses cafajestes!").

Em conclusão, o DPP não foi "inventado pelos homens" - pelo menos metade do DPP é um padrão mantido pelas mulheres intencionado a sustentar o poder feminino tradicional mediante a preservação do valor do sexo e portanto maximizando a agência que as mulheres podem recrutar em retorno por conceder acesso sexual. Os imperativos do DPP conflitam entre si, e o transacionalismo sexual implícito do DPP estabelece uma situação adversarial que sabota a satisfação sexual para ambos os sexos.

O Duplo Padrão de Conformidade de Gênero na Infância


Um duplo padrão comum em nossa sociedade é aquele relacionado à conformidade de gênero entre crianças. Observe a facilidade com que nossa sociedade aceita meninas passando por uma fase tomboy. Compare isso com a preocupação que acompanha qualquer menino que possa querer brincar de bonecas. É um "isso é normal, ela vai crescer e deixar essas coisas em alguns anos" para a jovem menina que quer brincar com os meninos, mas se um garoto confessa gostar de rosa ele é imediatamente suspeito de ser homossexual ou uma falha de gênero.

Esta é uma cnsequência óbvia do fato que maturação biológica da fêmea (e portanto conformidade de gênero) é visto como uma coisa automática que "simplesmente acontece". Como mulheridade é vista como biologicamente inata, as ações da mulher não são vistas como a fonte primária de valor com a qual ela possa contribuir para a sociedade.

Maturação biológica masculina, por outro lado, não é garantia de ser capaz de realizar as tarefas socialmente requisitadas para o macho. Ser um "homem de verdade" (i.e. capaz de contribuir com virtude masculina para a sociedade) não é algo biologicamente garantido. Desde qe conformidade do gênero masculino é avaliada não pelo que ele é mas pelo que ele faz, as ações de um homem colocam todo seu valor social em risco.

Muitos teóricos de gênero argumentam que a sociedade se preocupa mais com os machos porque nossa sociedade alegadamente valoriza tratos masculinos em detrimento dos femininos; isto conflita com o fato que tratos femininos são elogiados quando são exibidos por mulheres (e também conflita com o fato que historicamente as sociedades têm sacrificado os homens para proteger as mulheres; sociedades não sacrificam membros de alto valor por membros de menor valor). Biologia implica que um homem que age como fêmea não pode realizar a tarefa feminina principal socialmente estabelecida (dar à luz), e portanto para ele ser feminino representa um potencial perdido (mas quando uma mulher age femininamente isso não é uma ameaça). Portanto, um homem que age de forma feminina não é notado como uma mulher social, mas como um neutro social (um macho ômega).

Porém, dado que tanto homem quanto mulher são (de fato) agentes e a virtude masculina é dependente não do que se é mas do que se faz, fêmeas podem de fato contribuir com valor masculino em algum grau pelo menos (e o movimento feminista tem tem influenciado as pessoas a aceitar a realidade da agência feminina, e até mesmo celebrar quando mulheres trangridem papéis de gênero). Como tal, mulheres podem "acrescer valor" mediante a não-conformidade de gênero, enquanto homens não; fêmeas podem ser socialmente andróginas enquanto homens (devido sua incapacidade de realizar a tarefa feminina principal sob o sistema de gênero) só podem ser neutros sociais.

Portanto, é a Dicotomia Sujeito-Objeto (e não qualquer suposta valoração da masculinidade como superior à feminilidade) que forma a base para o Duplo Padrão de Conformidade de Gênero na Infância.

O Complexo Madonna-Whore e Evaluações do Caráter Moral em Gênero


Nosso sistema de gênero influenciou os padrões éticos que são colocados em ambos os sexos. No caso deste problema, enquanti homens são sujeitos aos padrões éticos normais, as mulheres não o são; questionamentos sobre o caráter de uma mulher são inteiramente centrados em volta de ela ser ou não casta.

Este é um subproduto óbvio da dicotomia sujeito-objeto, que classifica mulheres como pacientes morais. Como mulheres não são vistas como agentes morais, elas não tratadas como sujeitas a padrões morais ou como se possuíssem capacidade para grande virtude moral (ou vício).

Difamação de promiscuidade debaixo do sistema de gênero é explicada acima, porém é óbvio que as normas religiosas influenciara, o Complexo Madonna-Whore (é só olhar o nome!). Religião é um sistema separado do de gênero (apesar de ambos claramente interagirem), e religiões abraâmicas monoteístas condenam a promiscuidade em ambos os sexos (não somente mulheres). Mulheres, porém, são difamadas sob ambas as normas, a religiosa e a de gênero, enquanto homens são difamados por transar "por fora" em um conjunto de normas mas são elogiados por fazer essa mesma coisa diante do outro sistema.

Esta confluência das normas de gênero e religiosa, aliada à objetificação da mulher debaixo do sistema de gênero, explica por que a castidade e promiscuidade são tão fortemente enfatizadas em discussões sobre o caráter da mulher: mulheres tipicamente são liberadas da obrigação com os padrões relacionados a outros assuntos (minimizando tanto seus vícios quanto suas virtides), então o padrão Madonna-Whore preenche esse vácuo.

Conclusão


O texto acima é um sumário de toda minha teoria de gênero como expressa em todos os meus artigos anteriores. Eu acredito ser esta uma explicação superior do sistema de gênero, para ambos os sexos, que as teorias correntes aceitas na maioria dos departamentos de estudos de gênero. Retornos, comentários, sugestões e críticas são encorajados.

META
Título Original SUMMA GENDERRATICA: The Anatomy of the Gender System
Autor YetAnotherCommenter
Link Original http://honeybadgerbrigade.com/2014/02/27/summa-genderratica-the-anatomy-of-the-gender-system/
Link Arquivado https://archive.today/RHsei

domingo, 13 de novembro de 2016

"Estoicismo é uma Virtude Feminina" por Jim Doyle

Estoicismo é uma Virtude Feminina

Estoicismo é uma virtude feminina tanto quanto masculina. É de fato o centro da vida adulta, tanto do homem quanto da mulher. É comum hoje em dia ouvir estoicismo denunciado como uma forma de "masculinidade tóxica". A resposta a isto foi melhor colocada em um comentário do blog (que não consegui achar): "Nós temos saído de uma cultura de dignidade para uma de vitimismo". As denúncias de serenidade estoica diante da adversidade, mesmo que pouco articuladas certas vezes, são um sintoma desta mudança cultural.

Em minha família as mulheres de ambos os lados eram bastante duronas. Eu notei agora que de suas diversas maneiras elas eram todas estoicas. Epíteto diz que o melhor caminho é determinar o que se pode controlar e o que não se pode; mudar o que se pode e aceitar o que não se pode. Em anos recentes tem havido um dito "É o que é", e eu acho que é basicamente a mesma coisa. As mulheres de minha família tinham um ditado "Você pode chorar se quiser, mas apenas vai acabar com dor de estômago e a mesmo maldito problema".

Eis um surpreendente exemplo de estoicismo e provocação e de força para ajudar os outros que isso dá. Nós comumente ouvimos sobre como colocar mulheres em combate será desastroso porque elas irão desabar de medo e precisar de proteção. Claramente isto não é verdadeiro para todas elas (ou mesmo para muitas). Da News Tribune (Tacoma):
Quando era uma garotinha, Mary Dague sonhou que elas iria crescer para exercer superpoderes. Ela os usa no Iraque. É lá onde ela se coloca entre um explosivo e seu time num esquadrão antibombas do Exército. Ela "abraçou a bomba", perdendo ambos os braços a fim de proteger os parceiros da explosão. Agora duplamente amputada, Dague ainda está salvando vidas.

Sua assistência online é chamada "Mary Wonderburns" e isto sumariza toda sua abordagem.
Ela trabalha com um humor negro comum entre veteranos, o que mostra que ela entende as repercussões duradouras das guerras do Iraque e Afeganistão, mas que ela não deixará que a incapacitem. "Eu não poderia deixar que todo este incidente mudasse o que eu era", ela dizia; "Caso contrário, eles venceriam".

Em seu caso o fato de ela confrontar e aceitar a realidade lhes dá credibilidade com aqueles caras.
"Ela desarma veteranos lidando com experiências traumáticas, usando uma combinação de conversa franca sobre sua própria vida, humor negro e uma persona online chamada Mary Wondernubs. Ela traz pessoas da beira do suicídio e aflitas com esposas de soldados fora de combate. Eu não poderia estar aqui se Mary não tivesse me atendido ao telefone", diz um veterano em lágrimas num vídeo recente que a Kleenex produziu para a divulgação do Dague. "Eu não estaria aqui".

Provavelmente sua própria experiência de dor e cura é o que a orienta quão difícil pode ser a superação para alguém com o mesmo tipo de dor.
Dague também aparece proeminentemente em um livro de fotografias chamado "Always Loyal", que foi distribuído no mês passado pelo artista Michael Stokes. Ele mostra em sua maioria imagens desnudas de amputados de guerras em poses atordoantes. Muitos são homens musculosos. Stokes mostra Dague como uma versão da estátua sem braços, a Vênus de Milo. Ela também aparece em outras imagens como um anjo. Stokes em entrevistas a chamou de herói várias e várias vezes. E, no último verão, Kleenex liberou um vídeo de dois minutos focado em um veterano cuja esposa Dague salvou quando ela pediu por um soldado pensando em suicídio. Dague dialogou com o estranho. Ela queria contar-lhe que ela sobreviveu ao Iraque, ao câncer de mama e ao divórcio. Ele podia prosseguir. "Eu deixei uma mensagem", ela disse. "Eu lhe expliquei quem eu era, pelo que passei. Eu disse 'cara, não desista; por favor não desista; nós podemos superar isso. Algumas horas depois ele começou a me escrever. Ele começou com 'Ah, me deixa em paz'. Eu disse 'De jeito nenhum'. A conversa ajudou o veterano a superar sua crise e eventualmente reconectar-se com a família.

Quando alguém sofre imensa dor e a canaliza para esse tipo de cura, tudo o que se pode fazer é se recolher e aplaudir, e esperar que se seja capaz de encontrar a mesma força sob as mesmas circunstâncias. Qualquer um que imagine que isto glorifica a guerra que causou tais injúrias está deliberadamente desviando-se do ponto. Não existem exemplos não-militares disso, mas eu não me lembro de ninguém que tenha enfrentado tamanha adversidade. Estoicismo é uma virtude feminina. Existe um monte de mulheres e homens que poderiam entrar em contato com esse tipo de feminilidade.

META
Título Original Stoicism is a feminine virtue
Autor Jim Doyle
Link Original
http://honeybadgerbrigade.com/2015/12/15/stoicism-is-a-feminine-virtue/
Link Arquivado https://archive.today/wshfI

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

"A Exposição de Hillary Clinton Revela Uma Perturbadora Desigualdade Entre os Sexos" por Hannah Wallen

A Exposição de Hillary Clinton Revela Uma Perturbadora Desigualdade Entre os Sexos



Em 2014 um escândalo sexual expôs o conluio antiético entre a mídia jornalística dos [video] games e as conexões com a indústria dos games, junto com a corrupção dentro de ambos, a mídia e a indústria, incluindo censura, competições de cartas marcadas, e invasão por facções políticas inclinadas a forçar sua perspectiva nos consumidores dessa indústria.

A revolta resultante por parte dos consumidores, conhecida pelo nome da hashtag do twitter que foi seu primeiro eixo não-censurado de comunicação (#Gamergate), foi para muitos indivíduos que de outra forma estavam sem interesse na política o primeiro vislumbre de um problema que estava se montando na mídia e na política por décadas.

Dois anos após o GamerGate, assistir a como as descargas de informação do Wikileaks se sucederam foi uma verdadeira jornada. Há segmentos do público que claramente não estavam surpresos, apenas contentes de ver tais coisas expostas. Outras ficaram chocadas e consternadas, com a óbvia privação de voto dos apoiadores de Bernie Sanders como resultado. Estes votantes agora sabem que o processo de eleição das primárias de seu partido é uma farsa, com candidato escolhidos pelas elites do partido e manobrados em seus lugares por quaisquer meios necessários. Seu interesse como eleitor importa bem muito menos no processo que os objetivos dos líderes do partido. Republicanos reagiram a uma revelação similar nos hábitos de voto dos legisladores de seu partido pela rejeição de cada um dos internos na primária em favor de um candidato que as elites imploraram para que não fosse escolhido.

Com os despejos do Wikileaks das últimas semanas, nós apendemos que o que foi revelado sobre o processo da eleição primária era só uma parte da história, com os escândalos recém expostos incluindo uma macabra lista de condutas antiéticas, corruptas e, em diversas instâncias, ilegais . A mídia corrupta que estava mancomunada com a campanha de Clinton e com departamento de estado lutou para manter tudo isso longe de explodir na sua cara. A imprensa de inclinação esquerdista perceptivelmente ignorou a história. Mídias sociais como o Twitter tentaram estrangular o debate mediante manipulação artificial das hashtags e suspensão ou banimento-branco[NT1] críticas a Clinton durante a controvérsia. O público ainda conseguiu se arranjar para discutir a informação, apesar disso. Tão rápido quanto o twitter artificialmente removia hashtags relacionadas às controvérsia dos trendings, os usuários criavam outras, compartilhando suas próprias observações juntamente a ligações para canais alternativos de mídia que reportavam a história.

Uma das coisas mais interessantes, porém, tem sido as táticas de distração cuidadosamente cronometradas. Entre republicanos atacando o histórico sexual de Bill Clinton e o campo de Hillary procurando desviar a sua crescente lista de escândalos , a corrida final da eleição começou numa batalha de acusações sexuais.

É ao mesmo tempo fascinante e horripilante ver como estas acusações, vindo de ambos os lados da cerca política, podem ser tão facilmente utilizados para distrair dos assuntos mais pesados que mesmo o mais frágil deles ganha a atenção do establishment midiático no meio de uma forte tropeçada das entregas dos emails de Podesta. A mídia alternativa achou uns buracos muito suspeitos nessas acusações, mesmo assim eles permaneceram no foco dos especialistas e comentaristas. Até as liberações dos emails de Podesta se tornarem uma mancha grande demais para ignorar, coisas como o aparelhamento da campanha de Clinton ser colocada em segundo plano em para as acusações de má conduta sexual, o reporte nisto aparenta seguir o caminho da história "Jackie", da Rolling Stone [NT2].

Então, para o que apoiadores de uma agora abertamente corrupta campanha para uma agora abertamente corrupta política recorrem quando a reputação de seu candidato favorito está tão ruim a ponto de não ser mais alavancada por alegações de má conduta sexual contra seu oponente?


Imagine tentar silenciar uma discussão sobre a corrupção criminal de um político homem alegando que seus críticos estão apontando-o por causa de seu sexo. Uma tentativa estúpida de desvio como essa nunca funcionaria.

Nem as anteriores táticas baseadas no sexo que foram usadas pela campanha e pelos apoiadores de Hillary. Candidatos homens não levam a sério citar seu sexo como razão de considerarem-nos qualificados para o ofício. Eles não saem impunes com alegações de estarem representando todo o seu gênero. Apenas candidatas mulheres têm o privilégio de substituir esforços reais de campanha com tais insultos à inteligência do eleitorado. Que vexaminoso deveria ser para uma mulher quando isto realmente funciona!

Será que tantos são apanhados nesse chamado de trombeta de "primeira mulher presidente" que vão ignorar tudo o mais acerca de seu candidato?

Nós estamos falando sobre uma secretária de estado que sabida e deliberadamente envolveu-se numa egrégia violação de protocolos de segurança nacional , vendeu cargos comissionados a seus benfeitores de campanha e fundação, e fez negócios de armas com governos sob a mesma espécie de arranjo financeiro. Hillary Clinton é tão corrupta que a exposição das comunicações dela e de seus associados revelou tantos escândalos que teria espaço para uma lista dos cem mais.

O que significaria se ela fosse capaz de usar narrativas de mulher vítima e a cartada vaginal para desviar as coisas do seu caminho ao longo da eleição? Como uma mulher isenta de responsabilidade por suas ações pode ser capaz de explorar o ofício da Presidência dos Estados Unidos?

A tolerância dos americanos traduzir-se-á numa Madame Presidente vendendo posições de autoridade para os benfeitores financeiros da sua fundação? Ela escaparia de vender a nação a interesses estrangeiros que a estão financiando hoje? Istro incluiria também aqueles que estão financiando o ISIS?

Como uma candidata que não pode ser tomada por responsável por agir imprudentemente com a segurança nacional como Secretária de Estado pode ser confiada para proteger-nos como Comandante Suprema das Armadas?

Durante uma entrevista com a Vogue, no comecinho deste ano, Hillary Clinton foi perguntada se os EUA estão prontos para uma mulher na presidência. Esta foi uma questão suave, preparada para dar-lhe a oportunidade de inferir que qualquer um que não votasse nela deve estar nutrindo atitudes e crenças sexistas ultrapassadas, e é exatamente isso que ela fez.

Fazendo isso, ela inadvertidamente deu ao público uma dica de como ela, sua campanha e as respostas de seus contribuidores a seus mais recentes escândalos deixam claro: a resposta é não.

Permitir a qualquer um que esteja acima de críticas manejar esse montante de autoridade é extremamente perigoso. Isto deixa o país incapaz de demandar qualquer grau de integridade e responsabilidade de nossa liderança ... que seja improvável, talvez mesmo incapaz de verificar esse poder com a decisão de removê-la de sua posição acaso ela abuse de tal. Nós já temos um problema sério o bastante com isso simplesmente em razão da lealdade partidária. Não podemos nos dar ao luxo de piorar. Se ser uma mulher significa estar acima de críticas, então não estamos prontos para uma mulher deter um ofício com comando e influência associado à Presidência dos Estados Unidos. Nós jamais estaremos prontos para uma mulher na Casa Branca enquanto a cartada vaginal ainda for tratada como um passe livre de culpas.

FootNotes:
  • NT1: No original, shadowban, uma forma de banimento em que a pessoa ainda tem sua conta ativa e funcional na rede social, porém suas postagens não ficam visíveis ou destacadas para seus seguidores.
  • NT2: resumindo muito, mas muito mesmo (isso merecerá uma pesquisa!): uma acusação de estupro coletivo contra uma república de estudantes nos EUA ganhou as páginas da revista Rolling Stone; isto obrigou a dita fraternidade a fechar. Depois, descobriram-se muitos furos e desencontros no caso, o que fez a revista retratar-se. "Jackie" é o nome da garota. O nome da reportagem é "A rape on campus".
META
Título Original Hillary Clinton’s exposure reveals a disturbing inequality between the sexes
Autor Hannah Wallen
Link Original http://honeybadgerbrigade.com/2016/11/05/hillarys-campaign-shows-its-not-time-to-put-a-woman-in-the-white-house/
Link Arquivado http://archive.is/kS5sH

terça-feira, 27 de setembro de 2016

"Homens precisam mudar" por El Ratel

Homens precisam mudar - o resto de nós está bem!


Esta peça é inspirada em um artigo (não é uma resposta completa ao mesmo) publicado no New York Times em 4 de abril de 2016. Ela é escrita por Andrew Reiner e é intitulada "Ensinando homens a serem emocionalmente honestos". Você pode encontrar o artigo original aqui:

http://www.nytimes.com/2016/04/10/education/edlife/teaching-men-to-be-emotionally-honest.html?_r=1

Então, este artigo me trouxe sentimentos misturados. Ele parece ser escrito por um homem doutrinado pelo feminismo que começou a ver rachaduras no muro feminista, e fez algumas observações interessantes, apesar de ele geralmente prender-se à narrativa. Eu irei lhes dar alguns pensamentos aqui:

O artigo basicamente faz um caso contra os homens emocionalmente mutilados nas nossas sociedades, descrevendo como somos ensinados desde a tenra idade a engolir nossos sentimentos e quão mau isto é para todos. Ele baseia-se em Michael Kimmel e explica a toxicidade do "Bro Code" na qual nossos homens jovens estão se desenvolvendo.

O autor deseja que homens chorem mais, expressem mais suas tristezas, suas frustrações, porque ele considera isto um traço de personalidade desejável para todas as pessoas, inclusive homens. Ele nota como homens estão perdendo para mulheres e,m educação, mas ele culpa este "código masculino" que compele todo garoto a ser mais bruto que o cara do lado, a fim de sentir-se validado por seus pares. Ele também nota que não existem recursos focados para os homens nos câmpi, mas ele vagamente acusa deste fato "homens e mulheres igualmente", que desafiem e protestem pela necessidade de tais recursos. Ele não acusa o feminismo, o principal detrator das questões dos homens no colégio.

Para sumarizar, o artigo diz que homens necessitam mudar. "É para seu próprio bem e para o bem da sociedade", nos diz o autor. Vamos compartilhar alguns pensamentos sobre isso:

1 - O autor diz que homens devem ser mais emotivos. Se é este o caso, então isto deve significar que mulheres já são "emotivas o bastante". Segue logicamente que homens precisam ser mais como as mulheres. Isto só prova que ele considera mulheres como sendo o default em termos de emoções, e que homens precisam parecer mais com elas. "Ser emocionalmente honesto", como Hannah Wallen disse há algum tempo, na verdade quer dizer "ser mais feminino". O autor sente que emocionalidade, aquela emocionalidade aberta e descontrolada mediante choro (em particular) é um trato de personalidade bom e desejável para todo mundo. Se ele tivesse lido um pouco de Tom Golden, por exemplo, ou mesmo se ele prestasse mais atenção aos homens ao seu redor, ele saberia que homens são profundamente emocionais, mas apenas expressam isso à sua maneira. Homens tendem a expressas seus sentimentos indiretamente e mediante ação. Eles não se encontram usualmente apenas para falar sobre seus sentimentos e chorar nos ombros uns dos outros. Eles geralmente se encontram para jogar futebol, pescar, ou apenas jogar uns videogames, e enquanto fazem isso, começam eventualmente a falar. Ao mesmo tempo, eles estão interligando; mediante cooperação e amigável competição agonística. É assim que homens geralmente se relacionam entre si. Você não vai ouvir seus mais profundos pensamentos se forçá-los a olhar em seus olhos e perguntar diretamente. O autor parece acreditar que homens ficam vexados de terem emoções; que eles sejam proibidos de expressá-las, que constantemente empregam uma máscara. Ele não pode compreender que homens de fato sentem e expressam seus sentimentos, eles apenas fazem isso de uma forma diferente. E isto está bem. Pensar que todo mundo que não reage às situações como você reage é emocionalmente deficiente é apenas uma forma egoísta de pensar.

2 - O autor não põe valor algum no estoicismo - o conceito de controlar e dominar suas emoções, permitindo que direcione-as de uma certa forma, a fim de não ser por elas dominado. Suportar a dor e o medo não significa nada para ele; ele quer que as pessoas chorem e reclamem, Mas ele não nos conta que chorar e reclamar jamais trouxe nada aos homens, nada além de escárnio. E este não é uma coisa de "bro code": mulheres compelem isso com tanta intensidade quanto homens. O autor não compreende que homens são fortemente atraídos por mulheres, em tal extensão que eles farão o que elas quiserem que eles façam, ou o que aparentar ser o que elas querem. Se todas as mulheres repentinamente se atraíssem honestamente por homens emocionais, no dia seguinte teríamos rebanhos de homens chorosos com olhos vermelhos. Mas mulheres não são naturalmente atraídas por homens reclamões chorões. Por isso homens competem entre si a fim de fazer o melhor que podem, de acordo com as regras das mulheres. Seleção sexual funciona na maioria das espécies (a nossa inclusa) mediante competição masculina e seleção feminina. É a natureza. Dizer acintosamente que isso é "coisa de homem" é pura covardia.

3 - O autor também menciona o desempenho inferior dos homens na educação, mas ele culpa as "normas sociais sobre masculinidade". Como vemos, nenhuma menção acerca de ações afirmativas em favor das meninas, nenhuma menção acerca de mudanças no sistema educacional para torná-lo mais adequado a estudantes mulheres. É só uma coisa de homem, e precisamos idar com isso. Não precisamos de ajuda, nós apenas precisamos ser homens e chorar mais (por mais louco que isso possa soar). Apesar de a superfície do artigo aparenta ser a favor dos "homens como vítimas", o autor está colocando a responsabilidade somente nos ombros dos homens. Então na realidade é "homens como vítimas de umas coisinhas que eles mesmos criaram". Nada legal. Ele não leva em conta a óbvia influência do pensamento feminista na educação. Se nós concordamos que homens são seres opressores, malignos e desprezíveis, então por que deveríamos alocar qualquer recursos para sua educação em específico? Por que deveríamos nos preocupar com modelos de atuação para eles, se eles são inerentemente danificados, causas perdidas? Em tal ambiente desolado, de descuido e desprezo, é mais que natural que homens e meninos recorram a versões mais primitivas, básicas, tribais, de ligação em irmandade. É um fenômeno que vai acontecer não importa o que façamos, é assim que somos programados. De quem é a culpa se homens jovens se voltam para o crime, atividade em bando, bebedeira, video games, pick-up artistry [NT1] e cultura de sedução amorosa (atividades listadas no artigo) a fim de encontrar validação de outros homens? É sua própria culpa, porque a masculinidade é tóxica? Ou poderia ser porque lhes foram tirados todos os outros sistemas de validação?

4 - Então homens precisam mudar e serem mais emocionais, mas de alguma forma ainda devem lidar com os mais sujos e perigosos da sociedade. Eles precisam mudar e ser mais emocionais, mas de alguma forma precisam ser dominantes a fim de as mulheres sentirem-se atraídas por eles. Eles precisam mudar e deixar suas atitudes atrevidas e paqueradoras direcionadas às mulheres, mais ainda se espera que eles iniciem o contato com os homens. Esta é praticamente uma lei na interação homem-mulher: mulheres dão dicas, mas é o homem que tem que arriscar a cara.

5 - Por que devemos ensinar os homens a ser emocionalmente honestos, se desconsideramos e zombamos seus interesses de qualquer forma? Como um comentador do artigo escrevera: "Homens decidirão não mostrar seus sentimentos assim que notarem como serão tratados por todos". Que bem há em homens chorando publicamente, se eles ainda não terão lugar em abrigos para vítimas de violência doméstica, nenhuma concessão orientada a homens (graças a Deus por Milo e Margaret!), se eles ainda serão esmigalhados nas Varas de Família? É isso que mais me emputece na maior parte desse artigo: ele reclama e demanda e mostra desgosto por comportamento masculino inapropriado, mas faz isso de um lugar seguro, e não sente necessidade alguma que seja de olhar para a figura maior dos homens. Ele reclama das manchas de fuligem nas paredes e quer que alguém as limpe, mas não inquire de onde veio o fogo pra começo de conversa.

FootNotes:
  • [NT1] Pick-up Artist, sigla PUA, refere-se a uma pessoa que aplica técnicas de sedução, bem como a grupos envolvidos com tais práticas.
META
Título Original Men need to change - the rest of us are fine!
Autor El Ratel
Link Original http://honeybadgerbrigade.com/2016/05/15/men-need-to-change-the-rest-of-us-are-fine/
Link Arquivado http://www.archive.today/56Ah4

sábado, 17 de setembro de 2016

"Cultura do Estupro" por Observing Libertarian

Cultura do Estupro


"Cultura do estupro", vamos examinar ... tem ocorrido muito falatório sobre isso. Devemos mergulhar nisso de cabeça?

Bem ... maior parte do que as pessoas pensam que sabem sobre isso, elas não sabem. Todos temos ouvido que uma em quatro mulheres será estuprada por um homem no decurso da sua vida. Esta estatística vem da feminista Mary P. Koss, que fez um estudo para a Ms. Magazine. Neste estudo ela determinou a estatística 1 em 4, exceto por uma coisa: ela ignorou os próprios dados do teste. 73% das mulheres que ela alega serem vítimas de estupro afirmaram especificamente que não foram estupradas. Quando você faz as contas e elimina esses 73%, o número cai de 1 em 4 vertiginosamente para 1 em 22. E, de acordo com estatísticas compiladas pelo FBI, a taxa de estupro tem de fato decaído mais de 58% nos últimos 30 anos. Portanto o número agora está próximo de 1 em 34.

Em The Rape 'Epidemic' Doesn't Actually Exist, Caroline Kitchens reporta:
O reporte de "Violent Victimization of College Students" do Bureau of Justice Statistics nos conta uma história diferente e mais plausível sobre a cultura do campus. Ao longo dos anos pesquisados, 1995 a 2002, o DOJ descobriu que houve seis casos de estupro ou violência sexual por mil ao ano. Ao longo das quatro milhões de mulheres estudantes da nação, isto vela a cerca de uma vítima a cada quarenta estudantes. Outra estatística do DOJ mostra que a taxa total de estupros está em acentuado declínio: desde 1995, a taxa estimada de vitimizações de estupro ou violência sexual contra mulheres tem caído por volta de 60%.
Bem, agora, veja que interessante: muito do que pensávamos saber sobre a "cultura do estupro" é baseado em uma mentira. Dados enganosos e intencionalmente manipulados. Então, por que a retórica? Por que a propaganda? A verdade suja é que mulheres estupram homens com a mesma frequência que homens estupram mulheres. Certas feministas tem ido realmente bem longe, e métodos incrivelmente subversivos, para ocultar este fato. Homens não são simplesmente responsáveis por uma cultura de estupro.

Digamos, por exemplo, que estamos a tomar Mary P. Koss em seu valor de face: uma em quatro mulheres serão violentadas por um homem em suas vidas. Nós já sabemos que isso é um completo nonsense: nós sabemos que as mulheres que ela pesquisou disseram que isso era completo nonsense. Nós sabemos que as instituições responsáveis por rastrear e analisar os arquivos de caso e dados em uma escala de massa mostram inequivocamente que isso é sem noção. Porém, apenas pelo bem do argumento, vamos tomá-lo em seu valor de face. Eu me sinto incrivelmente, irracionalmente generoso, de fato.

Em "Sexual Coercion in Gay/Lesbian Relationships: Dexcriptives and Gender Differences", publicado em 1997 no jornal Violence and Victims, 12 (1), 87-98, Lisa K. Waldner-Haugrud e Linda Vaden Gratch reportam que relacionamentos lésbicos admitem e reportam que até 50% deles experimentam abuso sexual cometido sobre elas por outra mulher. Isto é o dobro do volume de abuso sexual que Koss nos quer fazer crer que homens cometem contra mulheres!

Semelhantemente, de acordo com o reporte da CDC NISV em 2010, 43% de lésbicas tem experimentado estupro, violência física, ou perseguição por uma parceira íntima. Maioria dos estudos no assunto encontra taxas superiores a 30%, de acordo com Lori Girschick, autor de "Woman-to-woman Sexual Violence: Does She Call it Rape?".

Então, ainda que sejamos total e irracionalmente generosos e aceitar a estatística fraudulenta de 1 para 4 de Koss, mulheres estupram outras mulheres mais comumente que homens estupram mulheres.

Agora que colocamos um abafador inicial na ideia de uma cultura do estupro dominada pelos homens, vocês gostariam de ver uma cultura do estupro de verdade? Oh sim, ela existe - vocês apenas não ouviram falar dela.

Violência Sexual
Exemplos de violência sexual incluem: descontar os sentimentos do parceiro acerca de sexo; criticar o parceiro sexualmente; tocar o parceiro sexualmente de maneiras desapropriadas e desconfortáveis; negar sexo e afeição; sempre exigir sexo; forçar o parceiro a despir-se como forma de humilhação (provavelmente em frente de crianças); presenciar atos sexuais, participar de sexo desconfortável ou sexo após um episódio de violência, ter sexo com outras pessoas; e usar objetos e/ou armas para ferir durante o sexo ou ameaças para garantir demandas por sexo.
"descontar os sentimentos do parceiro acerca de sexo; criticar o parceiro sexualmente; negar sexo e afeição;"

Caramba, feministas! O que aconteceu com o "meu corpo minhas regras"? -- Ah, mas quando é um homem que não quer foder vocês, é ele quem lhes inflige "violência sexual" contra vocês? Não deveria ser o corpo dele as regras dele? E quanto àquele não quer dizer não? - Ah, desculpa, tá certo, isto é só para mulheres, não se aplica aos homens, oh, não, não, não...

Escória hipócrita!

Agora, a qualquer momento que um homem não quiser sexo, a mulher pode acusá-lo de violência sexual e usar isso como coerção para obter sexo - o que, por definição legal, é estupro!

Estupro / Violência Sexual Apesar de a definição legal variar de estado para estado, estupro é geralmente definido como contato sexual forçado ou não consensual.
Estupro e/ou assalto sexual é contato sexual forçado, manipulado ou coagido por um estranho, amigo ou conhecido. É um ato de agressão e poder combinado com alguma forma de sexo. Uma pessoa é forçada ao contato sexual mediante coerção verbal, ameaças, restrição física, e/ou violência física. O consentimento não é dado.
A definição de estupro envolve ser manipulado ou coagido ao ato sexual. Uma pessoa é coagida ao contato sexual mediante coerção verbal, ameaças.

Então, agradeçamos às feministas - elas deram rédeas soltas para mulheres ameaçarem reportar homens por "violência sexual" se eles não quiserem sexo. Elas instrumentalizaram como arma as diretrizes anti-estupro, possibilitando às mulheres estuprar homens mediante manipulação, coerção, e ameaças.

Agora uma mulher pode coagir e ameaçar reportar um homem por violência sexual a qualquer hora que ele não quiser sexo com ela. Incluso, quando ela estiver alcoolizada; assim ela pode denunciá-lo por violência sexual se ele não fizer sexo com ela ou estupro se fizer. Hoorah! Está frito se fizer, frito se não fizer.

Violência sexual se você não fodê-la se ela estiver bêbada; estupro se fodê-la! Nem um pouco parecido com aquelas situações Artigo-22[NT1], não? Vamos lá, todos amam isso. na Universidade de Michigan, o simples encontro com uma mulher te coloca em perigo de chantagem!

Também incluso: "ter sexo com outras pessoas" - o que significa trair o seu parceiro. Traição agora é considerado violência sexual. Sim, é toda a teoria feminista de redefinir o comportamento que elas não gostam como uma forma de violência de homens contra mulheres (Patriarcado!) posta em prática.

Se você fizer sexo com uma mulher intoxicada, automaticamente é estupro. Não apenas levemente alcoolizada, isto é estupro também, mas eu quero dizer a qualquer momento que ela estiver legalmente intoxicada. Não ébria, não balbuciando palavras, não caindo de bêbada, não bêbada-de-cuspir-as-tripas, não cambaleando pela rua. Legalmente intoxicada. Se você fizer sexo com ela enquanto ela estiver neste estado, é estupro. Mesmo que ela esteja consentindo, mesmo que ela tenha iniciado, sempre será estupro porque a qualquer momento que ela estiver legalmente intoxicada ela não pode prover consentimento significativo. Então eis a situação: se você tem sexo com ela enquanto ela está bêbada, é estupro. Se não fizer sexo com ela porque ela está bêbada e ela quer trepar, ela pode te acusar de violência sexual por "negar sexo" e "descontar os sentimentos do parceiro acerca de sexo". O que acarreta dar às mulheres carta branca para chantagear seus parceiros. Se fizer sexo, é estupro; se não fizer, é violência sexual.

Não há opção segura. Não existe forma de coabitar ou levar adiante um relacionamento com uma mulher na Universidade de Michigan - de forma alguma - sem a possibilidade de ser acusado de má conduta, o que pode então te render uma expulsão. E "negação de sexo" - porque eu posso garantir que nenhuma mulher jamais será atrelada a essa norma, apenas homens. Com certeza. Isso implica que se você sequer tiver um encontro com uma mulher, ela pode te estuprar sempre que desejar. Ela pode segurar isso sobre sua cabeça e ameaçar/coagir você com isso. Seu corpo é o brinquedinho dela.

É seu direito dizer não. Elas literalmente retiraram o direito dos homens de dizer não. "Não quer dizer não" não se aplica aos homens. "Seu corpo, sua escolha" não é uma via de mão dupla na Universidade de Michigan. Agora, eles têm outras definições que cobrem coerção, mas o fato simples é que - mais uma vez - tais definições para comportamentos puníveis simplesmente não vão ser seguidas contra mulheres. A equipe que recolhe as reclamações provavelmente é toda de mulheres. Nenhuma mulher jamais irá ser punida em Michigan por usar coerção a fim de obter sexo. Eles irão simplesmente ridicularizar o cara - "Ei, cê conseguiu um encontro! Você é gay, afinal?" - e o dispensarão ou vão menosprezar o que ele diz e esquecer, como um departamento policial local descrevendo um achador de OVNIs.

Eles podem punir uma mulher que usa de coerção contra outra mulher, mas não contra um homem. Nada vai acontecer. Se você está saindo com uma mulher em Michigan, você não tem direito algum ao seu próprio corpo. Elas é que podem brincar sempre que elas quiserem. E feministas querem culpar os homens pela cultura do estupro?

Eu já disse antes, e direi de novo: Se existe uma "cultura do estupro", são as feministas que a estão criando!

De acordo com Hanna Rosin em "When Men Are Raped":
Os dados não foram calculados sob a nova definição do FBI ainda, mas Stemple analisou diversas outras pesquisas nacionais em seu novo artigo, "The Sexual Victimization of Men in America: New Data Challenge Old Assumptions", co-escrito com Ilan Meyer e publicado 17 de abri lno American Journal of Public Health. Uma dessas pesquisas é o National Intimate Partner and Sexual Violence Survey de 2010, para o qual o Center of Disease Control inventou uma categoria de violência sexual chamada "ser levado a penetrar". Esta definição inclui vítimas que foram forçadas a penetrar alguém com suas próprias partes corporais, ou por força física ou coerção, ou quando a vítima estava bêbada ou alterada ou de qualquer outra forma incapaz de consentir. Quando esses casos eram levados em conta, a taxa de contato sexual não-consensual basicamente equalizaram, com 1.270.000 mulheres e 1.267.000 homens afirmando serem vítimas de violência sexual.
Temos a Mary P. Koss - você sabe, da estatística mentirosa do "1 em 4" - para agradecer por ter adicionado "levado a penetrar" à lista de classificações da pesquisa acima do CDC. Ela influenciou o CDC a excluir vítimas homens de predadoras mulheres da classificação de "estupro". Agora se você perguntar a uma pessoa comum "se você fosse levada a ter sexo com alguém sendo fisicamente forçada, ou com uma pistola/faca, coagido por ameaças de violência, ou estando inconsciente, sedado com um boa-noite-cinderela, em coma, ou qualquer outra forma de incapacitação pela qual você é incapaz de prover consentimento ou a atividade sexual é realizada diretamente contra sua vontade, isto seria estupro?", a vasta maioria das pessoas diria que sim, é estupro. Em qualquer momento que alguém conduz sexo contra seu consentimento ou enquanto você é incapaz de prover consentimento, é estupro.

Mas não de acordo com o CDC. Devido às ações tomadas por Koss, "levado a penetrar" foi criado a fim de que homens vítimas de mulheres predadoras pudessem, por definição, serem excluídos da classificação de "vítimas de estupro". Portanto ela pode promover estatísticas feministas sobre mulheres vítimas de estupro, enquanto exclui completamente figuras de homens sendo estuprados por mulheres.

De acordo com o CDC, um homem não pode ser estuprado por uma mulher mesmo que seja fisicamente forçado, intoxicado, inconsciente, dopado, ou de quaisquer outras formas incapacitado por quaisquer outros meios. Por definição legal, ele não pode ser estuprado por uma mulher - não importa o que ocorra. Em vez disso, o caso é referido como "levado a penetrar" e portanto constituído como uma forma de violência sexual, mas não estupro.

Vamos usar um exemplo recente, Ciera Ross. Ross, 25, parou e perguntou a um homem de 33 anos se ele queria uma carona. O homem aceitou a oferta, mas as intenções de Ross se tornaram evidentes quando ela apontou uma arma nele. Ela o forçou a ir para o banco traseiro e lhe falou para fazer sexo com sua amiga. O homem implorou para a mulher parar após elas o terem feito apalpar os peitos e a bunda da mulher.

Ross então ordenou que o homem tirasse suas roupas, e sua amiga começou a violentá-lo sexualmente. A mulher também tomou 200 dólares e cartões de crédito do homem. Quando ele avistou um táxi, ele correu nu do carro e saltou no táxi, e o taxista permitiu que ele usasse o seu celular para capturar o número da placa do veículo de Ross e alertar a polícia.

De acordo com o FBI, e qualquer pessoa com dois neurônios para esfregar, isto é estupro. Isto é claro, inegável e descaradamente estupro. Você ameaça alguém com uma pistola e força-o a realizar sexo. Isto é estupro para qualquer definição razoável, racional, lógica do termo, que é estupro! De acordo com o CDC, isto não é estupro - é "levado a penetrar", uma violência sexual menor que estupro!

Ainda que a consideração por vítimas masculinas esteja no escopo dos estatutos legais, é importante restringir o termo estupro para instâncias onde vítimas masculinas foram penetradas por agressores. É inapropriado considerar como vítima de estupro um homem que trava intercurso sexual não desejado com uma mulher.
Leia de novo mais algumas vezes se precisar. Preste atenção, "instâncias onde vítimas masculinas foram penetradas por agressores", tal que se uma mulher usa um objeto ou seus dedos para penetrar a boca ou o ânus de um homem, isto de fato seja um estupro. Porém, se uma mulher usa força, ameaças/coerção (tais como apontar uma arma, como o caso Ciera Ross acima) para forçar um homem a colocar seu pênis nela ou em outrem, apesar de seus protestos, ou o força em si mesma, como no caso de ele estar inconsciente por causa de álcool e "drogas-de-estupro"... Isto não é estupro. Por quê? Simples: "É inapropriado considerar como vítima de estupro um homem que trava intercurso sexual não desejado com uma mulher". Eu penso que pessoas mais razoáveis, racionais, lógicas unanimemente exclamariam dos lugares mais altos que "intercurso sexual não desejado", quando você disse não, é de fato estupro, não é?

Graças ao trabalho da feminista Mary P. Koss com o CDC, "não significa não" não mais se aplica aos homens. Feminista: Mary P. Koss não é apenas uma "apologista do estupro", ela é uma total, comprovada, descarada "culpabilizadora da vítima". Bem claramente na mesma sentença de seu próprio trabalho escrito, em um documento oficial do Department of Justice: National Criminal Justice Reference Service, ela absolve mulheres de estuprar homens, exclamando que homens estuprados por mulheres não são vítimas de estupro. Na mesma sentença, ela, uma feminista, exclama que as vítimas de "intercurso sexual não desejado" não são vítimas de estupro, dado que são vítimas homens de autores mulheres. Ela faz mais que apenas culpar a vítima, ela absolve o autor. Vou repetir mais uma vez: Se existe uma cultura do estupro, são feministas que a estão criando.

Isto foi feito estritamente para que Koss pudesse publicar pesquisa de dados intencionalmente adulterados e com viés de gênero sobre a taxa em que mulheres são vítimas de estupro. Veja, ter um número de homens vitimizados igual ao de mulheres vitimizadas não parece algo bom quando você está tentando falar de um "patriarcado" e da inerente "cultura do estupro" encontrada nele, com uma narrativa de que todos os homens são estupradores em potencial e todas as mulheres são vítimas em potencial.

Se estivéssemos vivendo numa cultura de estupro dominada pelos homens, o estupro teria sido legalizado antes que as mulheres pudessem votar. Feministas, porém, têm passado a usar algumas táticas bem sombrias e dissimuladas para ocultar a taxa com que homens são estuprados por mulhers - indo tão longe a ponto de reclassificar a definição dos termos a fim de excluir homens como sendo capazes de serem estuprados por mulheres. Só para daí então ser possível publicar estatísticas alteradas.

Quer mais prova? Leis de pensão alimentícia para filhos, largamente criadas e pressionadas por feministas. Adivinha o que vem ocorrendo agora? Meninos vítimas de estupro sendo forçados a pagar pensão depois de alcançar a idade do consentimento porque suas estupradoras ficaram grávidas.
  • Nick Olivas, estuprado aos 14 por uma de 20, obrigado a pagar $15.000 de pensão;
  • Nathaniel J., estuprado aos 15 por uma de 34, ganha $800 por mês no Burger King, espera-se que pague $200 por mês de pensão;
  • Shane Seyer, estuprado aos 13 por uma de 17, intimado a pagar pensão, mais $7.000 adicionais.
Falando de garotos estuprados por mulheres, isto desemboca direto em um interessante dileminha. No estudo intencionalmente manipulado realizado por Koss, aquele mesmo no qual ela magicamente decidiu que uma em cada quatro mulheres será estuprada ao longo da vida, há um fato interessante que ela descobriu e simplesmente decidiu não compartilhar com o mundo. Seu estudo concluiu que mais de 95% dos homens jamais cometerá um estupro. Todo estupro de homem contra mulher é, bem literalmente, cometido por menos de 5% da população masculina. Isto não ajuda a agenda feminista, porém: não auxilia a constante retórica que todos os homens são estupradores em potencial. Não dá para se ter uma feminista saindo por aí proclamando ao mundo "Hum, sim, aparentemente a esmagadora vasta maioria dos homens não tem interesse algum em estuprar, e nunca estuprará, em toda sua vida, jamais".

Isto denunciaria completamente a a base ideológica do Estuprador de Scrödinger para a cultura do estupro! Não tem como! Qual a solução para o falso problema? Desumanizar todos os homens como sendo potencialmente malignos, e "ensinar os homens a não estuprar". A campanha "Não Seja Esse Cara" vem à mente. Se você fizer uma busca, encontrará artigos como "Ensine os Homens a Não Estuprar", em um porrilhão de sites de feministas e sites para mulheres. "Ensine os homens a não estuprar" dá mais de seiscentos mil resultados no Google. Zerlina Maxwell tornou-se bastante popular sendo entrevistada para publicações e programas de entrevistas na TV devido a um artigo que ela escreveu, "5 Ways We can Teach Men Not To Rape". Não, você não encontrará o link aqui. Eu não vou fornecer links para uma diatribe desse nível.

Você pode ser perguntar o que o Estuprador de Scrödinger tem a ver com jovens meninos. Tem bastante a ver. Estudos clínicos, psicológicos e de análise de dados têm sido feitos - tranquilamente, pela rebarba, justo fora de moldura - por muitos anos agora. Sabe o que eles determinaram? A maioria dos reais estupradores foram eles próprios estuprados na infância por mulheres. Pílula amarga de engolir, não? Como sociedade, nós simplesmente não gostamos de pensar em mulheres como sendo pedófilas, molestadoras de crianças, estupradoras de crianças. Isso praticamente ofende os sentidos, não? Que pena, mas o fato permanece.

De acordo com Barbara Kay em "Women Are Not Always The 'Gentler Sex'":
A maioria dos estupradores foi submetida a alguma forma de abuso sexual na infância. Um surpreendente montante é cometido por mulheres. Estudos revistos por pares concluem que entre 60% e 80% dos estupradores, abusadores sexuais e homens sexualmente agressivos foi sexualmente abusado por uma mulher.
No mesmo artigo ela também declara:
De acordo com um estudo feito em 2004 com estudantes universitários pelo Departamento de Educação dos EUA, 57% dos estudantes que relataram abuso sexual infantil citou um ofensor masculino, e 42% reportaram um ofensor feminino.
Referido como "reconstituição da vitimização", a ligação entre crianças abusadas que crescem e abusam de outros tem sido extensivamente pesquisada. Dois desses trabalhos publicados para revisão por pares foram conduzidas desde os anos 1970: Lewis D., and Balla, D.: Delinquency and psychopathology. New York, Grune and Stratton, 1976, and Lewis, D., Shanok, S.S., Pincus, J.H., et al.: “Violent juvenile delinquents: Psychiatric, neurological, psychological and abuse factors.” J Child Psychiatry 18:307-319, 1979. Isto não é informação nova, apenas é raramente discutida.

Então, você acha que a resposta é "ensinar os homens a não estuprar"? Já que sabemos que 95% dos homens jamais estuprará, e que 60% a 80% dos estupradores seriais foram estuprados na infância por mulheres, eu tenho uma solução muito mais eficaz. Em vez de repreender todos os homens por algo que apenas 5% da população faz, que tal ensinar mulheres a não estuprar crianças? Isto derrubaria a margem de 5% pela metade, no mínimo.

Se uma "cultura do estupro" existe, ela tem sido criada por feministas e está contra homens e meninos. Além disso, esta cultura do estupro é protegida por feministas que alteram as definições dos termos a fim de excluir homens vítimas de estupro. É protegida por feministas que alteram estudos a fim de esconder seus próprios dados mostrando que a vasta maioria de homens jamais cometerá estupro. É protegida por feministas que usam esses mesmos estudos fraudados para alegar que todos os homens são estupradores em potencial É protegida por feministas que persistem em perpetuar o mito que que mulheres não podem fazer nada de errado e os homens não podem fazer nada além do errado. É protegida por feministas que pressionaram por sentenças reduzidas para mulheres, incluindo violadoras sexuais. É protegida por feministas que pressionaram universidades a fim de mudar as regras, com o intuito de poder remover o direito dos homens de dizer não.

A única "cultura do estupro" na sociedade ocidental é aquela que desencoraja as vítimas masculinas de externarem o abuso que sofreram. A única "cultura do estupro" na sociedade ocidental é aquela que intencional e sistematicamente encerrar as atividades de abrigos para homens vítimas de abuso. A única "cultura do estupro" na sociedade ocidental é aquela que permite que mulheres autoras que são condenadas sirvam suas penas e retornem à sociedade sem serem registradas como violadoras sexuais. A única "cultura do estupro" na sociedade ocidental é aquela em que é esperado que crianças legalmente incapazes de consentir tenham que pagar pensão para as autoras que os estupraram. A única "cultura do estupro" na sociedade ocidental é aquela que tenta "culpabilizar a vítima" de abuso baseada em respostas biológicas além do controle, ao reclassificar seus estupros "levados a penetrar".
Você quer ver uma "cultura do estupro"? Esta é a "cultura do estupro". É uma cultura contra homens e meninos, criada e veementemente apoiada, encorajada e protegida por feministas.


FootNotes:
[NT1] Artigo-22: no original, Catch-22. Trata-se de uma situação paradoxal, da qual um indivíduo não pode se ver livre em razão de um regulamento ou lei com dispositivos contraditórias ou conflitantes. O exemplo clássico vem do romance homônimo, do autor Joseph Heller: Uma pessoa poderia ser dispensada do serviço militar em caso de danos à sanidade mental. Para fazer isso, bastaria pedir. Porém, o ato de pedir indicava sanidade mental perfeita, portanto o pedido tornava-se nulo.


META
Título Original Rape Culture
Autor Observing Libertarian
Link Original http://honeybadgerbrigade.com/2014/10/08/rape-culture/
Link Arquivado https://archive.fo/Q8ZrJ

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