quarta-feira, 18 de julho de 2018

GirlWritesWhatSelecta - 27

GirlWritesWhatSelecta - 28

GirlWritesWhatSelecta - 28

[Eu fiz um vídeo sobre este assunto](https://www.youtube.com/watch?v=a9XDb0nxSO4).

Resumão da minha hipótese (cuidado, generalizações a seguir):

  1. Mulheres (e homens, para sermos justos aqui) são programados para ver homens fracos como pesos mortos na melhor hipótese, e como uma ameaça à sobrevivência na pior. Isto está ligado a fatores evolutivos. Homens fracos ativam uma reação de revulsão sexual em mulheres, e uma resposta de desgosto/hostilidade em homens. Esta é uma atitude implícita ou inconsciente.
  2. Feministas provavelmente acreditam sinceramente, bem diante de seus cérebros, que homens devem ser capazes de serem fracos, vulneráveis, não-atraentes, etc., e não serem penalizados por isso.
  3. Quando estas feministas sentem seu desgosto instintivo acerca de homens de formas que as deixam enojadas (ser fraco, vulnerável, suplicante, não-atraente), e especialmente quando aqueles homens expressam interesse sexual (o que as deixa apavoradas 1), elas precisam de uma "desculpinha feminista" de por que elas não estão sendo preconceituosas com homens fracos.
  4. "Misóginos manipuladores que sentem que mulheres lhes devem sexo em retorno de boa educação" fazem esse truque de permitir que feministas sintam nojo e repulsa sem ter que violar seus valores feministas.

1 META

Table 1: META
Autor Karen Straughan - AKA GirlWritesWhat
Link Original https://old.reddit.com/r/MensRights/comments/8qbj4r/_/e0kpveo/
Link Arquivado http://archive.is/Y61HQ

Footnotes:

1

No original, creep.

Created: 2018-07-18 qua 06:31

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GirlWritesWhatSelecta - 26

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Ah, e fique sabendo você que as suffragettes na Bretanha não engajaram-se em desobediência civil. Elas atiraram bombas incendiárias em estações de trem, incendiaram museus, amarraram caixas de correio com ácido dentro, tentaram assassinar o primeiro ministro lançando-lhe uma machadinha (acabou acertando o ministro da Irlanda em vez disso), e engajaram-se em outros atos de terrorismo doméstico.

Enquanto muitas foram postas na prisão, o pior que aconteceu a qualquer uma delas foi ser forçada a comer (como qualquer um teria sido) quando faziam greves de fome.

Da mesma forma, ativistas das mulheres nos EUA, como a Carrie Nation, podiam empenhar-se em destruição de propriedade, intimidação com armas e tudo que é tipo de trapaça e trote e até onde eu sei, ninguém – nem mesmo os homens donos dos saloons que elas destruíram, nem os clientes dentro destes saloons – as expulsavam e batiam.

A única suffragette britânica que morreu no decurso de sua militância foi Emily Davison, que tentou pregar um banner suffragette no cavalo do rei durante uma corrida e acabou pisoteada.

Coisa de uns meros quarenta e poucos anos antes, mais de duzentos cartistas 1 apresentaram uma petição assinada por milhões e entregue por milhares de demonstradores, exigindo o voto para todos os homens, foram mortos a bala pelos militares e pela polícia especial. Outros, como mencionei em meu outro comentário, foram processados por traição e dissidência e sentenciados à prisão (onde alguns acabaram morrendo), exílio para a Tasmânia, ou morte.

Enquanto isso, nos EUA durante o período do movimento suffragette, trabalhadores grevistas e piquetistas eram espancados e mortos por espancadores-de-sindicalistas. O mais eficaz advogado em termos de conseguir a eles o direito de se sindicalizarem e realizar acordos coletivos? Uma mulher: Mary Harris Jones.


1 META

Table 1: META
Autor Karen Straughan - AKA GirlWritesWhat
Link Original https://old.reddit.com/r/PurplePillDebate/comments/8uxpse/_/e1k1yvm/
Link Arquivado http://archive.is/aMDnk

Footnotes:

1

Cartismo foi um movimento trabalhista na Bretanha, por volta de 1838 até 1857. Seu nome advinha da Carta do Povo de 1838, e propunha reformas políticas e eleitorais a fim de combater corrupções eleitorais e estender o voto à classe operária.

Created: 2018-07-18 qua 06:26

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quarta-feira, 11 de julho de 2018

GirlWritesWhatSelecta - 25

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Coisas como desobediência civil e protesto têm um custo social (e potencialmente legal) maiores para ativistas dos direitos dos homens do que teve até mesmo para as primeiras feministas. Direitos dos homens atingem direto no coração do papel de gênero do homem – produzir mais do que consome, resolver os problemas individuais sozinho bem como resolver os problemas dos outros, e incorporar um personagem que abraça o sacrifício e não reclama de sua sina.

Eu acredito que isso é uma combinação de um paradigma muito velho (um que existe na maioria das espécies) de descartabilidade masculina, e um muito recente (ao menos em termos evolutivos) de utilidade masculina para as fêmeas e a prole.

A combinação destes dois paradigmas (descartabilidade e utilidade masculinas) tem sido fundamental para nos levar aonde estamos hoje - cérebros maiores, ferramentas complexas, vitaminas nutritivas de chocolate para diabéticos disponíveis na sua doceria local, aviões que voam e também não colidem entre si, &c.

Mantenha em mente que a descartabilidade masculina existe na maioria das espécies, se não em todas. Utilidade masculina é uma coisa diferente.

Por outro lado, parte do papel das mulheres ao longo da história tem sido levantar reclamações e alarmes. E com razão, dado seu papel como parturientes e cuidadoras de primeira mão. Elas evoluíram não meramente como mulheres, mas como a díade mãe/filho. (Esta é possivelmente a razão pela qual mulheres são menos tolerantes ao frio e ao calor - porque seus filhos são menos tolerantes ao frio e ao calor. Quando a mãe sente frio, ela sabe que seu infante mais vulnerável que usualmente está por perto pode estar com frio e irá querer fazer algo acerca disso.)

Tanto mãe quanto criança tornaram-se cada vez mais desamparados, menos móveis e muito tempo mais vulneráveis enquanto evoluímos, em razão dos nascimentos prematuros e os caprichos de lidar com uma pelve designada para caminhar em vez de dar à luz. Homens que atendiam às reais reclamações e temores proferidos por suas parceiras teriam filhos com maior probabilidade de sobrevivência. Homens que atendiam às reais reclamações e temores proferidos por parceiras de outros teriam a gratidão e respeito de outros homens.

Prover e proteger estão no coração do papel de gênero do homem.

Para proteger, tem que ser durão. Caras durões não reclamam de seu próprio sofrimento enquanto homens, embora seja permissível para eles reclamar do sofrimento de outros, ou de sofrimento que não esteja atrelado à sua homenidade mas talvez a algum outro aspecto de sua identidade.

Para prover, deve-se produzir mais do que se consome, e dar os excedentes a mulheres e crianças. Homens produtivos e orientados a servir não reclamam que não recebem o bastante em incentivos financeiros, serviços, ajuda, apoio.

Homens que fazem amostras de queixas sobre seu próprio fado na vida deixam a maior parte das pessoas irritada e enojada. Quando aqueles que reclamam subvertem diretamente o papel protetor/provedor (como reclamar de alimônia ou pensão para os filhos, ou reclamar sobre medidas que protegem mulheres de abuso doméstico), nunca são bem recebidos. Estes tipos de reclamação batem diretamente de frente contra os assim-percebidos melhores interesses de mulheres e crianças, que são considerados os beneficiários apropriados do papel de gênero protetor/provedor dos homens.

Agora, relembre, descartabilidade masculina existe na maioria das espécies. A descartabilidade forma um pilar para o papel protetor/provedor, mas este papel é um que melhora a descartabilidade. Homens são aqueles de quem se espera que cumpram este papel porque são descartáveis, mas tomando esse papel eles tornam-se menos descartáveis. Abandonando ou falhando em assumir este papel os torna mais descartáveis.

Agora imagine um grupo de homens que está fazendo as pessoas sentirem-se enojadas e irritadas porque estão incomodando as pessoas ao reclamar de seus próprios problemas enquanto homens e as respostas da sociedade às suas falhas em cumprir seus papéis. Imagine esses homens engajando-se em desobediência civil - agora eles não são mais meramente descartáveis, eles são perigosos.

É por isso que a vasta maioria dos artigos e blogs negativos sobre o movimento pelos direitos dos homens e meninos contêm variações de dois ataques ad hominem contraditórios:

  1. "não lhes dê atenção, eles são perdedores patéticos e fracotes"
  2. "não lhes dê atenção, eles são assustadores e perigosos"

Perdedores patéticos não são assustadores ou perigosos, pelo menos não são vistos assim no geral. Mas esses são insultos prontinhos que nossos oponentes usam para barrar nossos esforços. E é assim que uma "marcha pelos homens em Washington" seria vista. Como patética e perigosa ao mesmo tempo.

É por isso que mulheres são geralmente mais bem-sucedidas que homens em conseguir espalhar a mensagem, e por isso que devemos tomar uma abordagem diferente para o ativismo que os outros grupos em termos de táticas (como protestos e comícios). Também é por isso que frequentemente temos que emoldurar coisas como direitos dos pais em termos de direitos da criança aos seus pais. É por isso que, quando falamos de direitos dos pais, falamos mais dos efeitos da falta do pai sobre as crianças, em vez dos efeitos sobre os pais sendo separados dos filhos. Pessoas se preocupam mais com aquele do que com este, porque o homem não está mais incorporando seu papel e portanto é completamente descartável, ou pior, descartável e perigoso.

É por isso que quando abordamos o mainstream, temos que emoldurar um monte de questões dos homens em termos de como ajudar os homens ajuda as mulheres e crianças, ou a sociedade, em vez de como deveríamos ajudar os homens em razão deles mesmos. Convencer pessoas que homens são utilidades que deveriam ser cuidadas e mantidas a fim de que eles possam e estejam dispostos a continuar a ser úteis, ou para que eles não acabem agindo de maneiras destrutivas que machuquem mulheres e crianças, por que a maioria das pessoas não vai se convencer a cuidar dos homens "porque sim".

Existe um bom tanto de grupos por aí fazendo um bom trabalho com pouco auxílio, contribuição financeira ou alarde. Eles são geralmente comandados por homens e mulheres de alto status e educação, alguns dos quais têm acesso a políticos e que apresentam seus casos calmamente e sem agitar bandeirinhas. Geralmente são grupos focados em questões únicas:

  • Women Against Paternity Fraud
  • Stop Abusive and Violent Environments
  • Leading Women for Shared Parenting
  • Parental Alienation Awareness Organization
  • Equitable Child Maintenance and Access Society
  • Victims of Immigration Fraud
  • Families Advocating Campus Equality
  • Men's Health Network

Estes grupos lidam com questões que afetam homens, em sua maioria ou de forma exclusiva, mas a PAAO também auxilia as poucas mães alienadas que vêm a eles pedindo ajuda, e tenho certeza de que a FACE apoiaria uma mulher acusada que teve negado seu direito a um devido processo legal em um processo de assalto sexual em um campus. LWSP não é um grupo de direitos dos pais, mas um grupo que advoga guarda compartilhada, baseado nos melhores interesses da criança em vez do direito do pai a um relacionamento com seus filhos.

É aqui que estamos agora. Talvez em algum momento isso vá mudar, mas você pode pensar em alguma coisa. Lá atrás, quando as suffragettes estavam engajando-se em desobediência civil pelos seus objetivos e sendo tratadas com luvinhas de pelica (sem espancamento, assassinato ou morte na prisão), homens protestando pelo direito de se sindicalizar e ter condições humanas de trabalho estavam levando tiro na perna e morrendo. E mais de oitenta anos precedendo o sufrágio feminino, homens protestando por votos para homens eram espancados, assassinados a bala e sentenciados ao exílio ou à morte por traição e dissidência.

Mas ei, se você quiser organizar um grande protesto ou comício, completo com direito a bloqueio de estradas e desobediência civil, se prepare bem. Eu divido que isso vai acabar bem.


1 META

Table 1: META
Autor Karen Straughan - AKA GirlWritesWhat
Link Original https://old.reddit.com/r/PurplePillDebate/comments/8uxpse/_/e1jzyyq
Link Arquivado http://archive.is/cwaRq

Created: 2018-07-05 qui 01:46

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quinta-feira, 5 de julho de 2018

GirlWritesWhatSelecta - 24

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A maioria das feministas que conheço apoia o fim do alistamento. De fato, na Suécia, a maior adas feministas lutou contra.

E mesmo assim a marcha das mulheres em Washington DC foi toda pautada em Roe VS Wade, uma decisão com tanto precedente subsequente a ela que tem aproximadamente zero chance de ser revogada.

E elas marcharam depois de Trump ter dito que deixaria de lado Roe VS Wade (e a decisão do casamento gay).

Você sabe o que seria necessário para matar o aborto legal nos EUA? Seria necessário que a Suprema Corte dos EUA derrubasse não apenas Roe VS Wade, mas mais de quarenta anos de precedentes legais baseados nela, algo que até mesmo os mais conservadores juízes da bancada consistentemente recusaram-se a votar no passado. Ou seria necessária uma emenda constitucional, o que significa uma supermaioria dos estados votando nela.

Conseguiríamos quinhentas mil mulheres para marchar pela conscrição neutra de gênero? Que tal cinquenta mil? E cinco mil?

Conseguiríamos que Ashley Judd e Michael Moore e Madonna dividissem um palco em frente a uma audiência desse tamanho e lançassem poesias sobre acrescentar mulheres ao Serviço Seletivo, ou livrar-se dele completamente?

Você pensa que conseguiríamos que Morgan Freeman e Patrick Stewart e Beyonce e Jane Lynch e Oprah e Emma Watson e Angelina Jolie e Patricia Arquette e Lena Dunham fizessem um vídeo colaborativo apoiando a injunção da National Coalition for Men na Suprema Corte sobre o Serviço Seletivo exclusivamente masculino?

Algumas dessas pessoas tiraram um tempo em suas agendas lotadas para fazer um anúncio público a fim de banir a palavra "bossy" 1 porque eles sentem que isso "esmaga" as meninas. Então não venha me dizer que eles estão ocupados demais.

Digo, existem lutas e lutas, certo? Patricia Arquette devotou um grande discurso sobre igual pagamento para mulheres. Jennifer Lawrence veio a público com suas queixas de ter sido sub-remunerada em comparação com suas duas co-estrelas masculinas (Christian Bale e Bradley Cooper), não obstante o fato que ela foi mais bem-paga que qualquer um dos dois em uma comparação de dias-no-set-de-filmagem. Oprah subiu em um pódio e declarou que "acabou o tempo" de os homens abusarem de seu poder a fim de vitimar sexualmente mulheres.

Não vejo nenhum deles lançar sua significativa influência social em prol de um alistamento neutro ou do fim do alistamento nos EUA.

Que a NOW seja favorável ao alistamento neutro de gênero em sua carta de intenções não tem nada a ver com nada! Quanto dinheiro eles despendem nisso? Quantos porta-vozes eles estão colocando em noticiários e eventos para discutir sobre isso? Quão diligentemente eles estão fazendo campanha por isso?

E se eu pessoalmente fosse em favor de um sistema horizontal de impostos com uma renda base de 40 mil por ano livres de impostos para uma família de quatro? Eu tornei minha posição pública. Está em minha carta de intenções pessoal. Estou organizando marchas em Washington para demandar tal coisa? Estou enviando delegados para influenciar no Capitólio fazendo pressão sobre isso? Estou demandando um encontro com o presidente dos EUA a fim de explicar o quanto eu quero isso? O quanto de meus recursos estou colocando em prol do meu plano de tributação?

Quinhentas mil pessoas marcharam em Washington a fim de protestar por algo que só existe em suas imaginações - a nanométrica possibilidade de uma reviravolta em Roe VS Wade. Eu tenho uma chance maior de ser acertada por um raio nos próximos cinco minutos.

E o registro exclusivamente masculino para o Serviço Seletivo continua.

A NOW escreveu qualquer opinião na qualidade de amicus a fim de apoiar a injunção constitucional da NCFM, que passou por vários marcos históricos e moções de exoneração? Eles contribuíram com algum dinheiro para a ação? Não? É, nunca imaginei que tivessem contribuído.


1 META

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Autor Karen Straughan - AKA GirlWritesWhat
Link Original https://old.reddit.com/r/MensRights/comments/8ua7jl/_/e1h2c66/
Link Arquivado http://archive.is/NkoRU

Footnotes:

1

Em tradução livre, "mandona". A ideia é que o uso dessa palavra estigmatiza e desencoraja atitudes assertivas de meninas, impedindo-as de alcançar posições de prestígio.

Created: 2018-07-05 qui 01:43

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quarta-feira, 4 de julho de 2018

GirlWritesWhatSelecta - 23

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O alistamento não será posto em prática. Seriamente, esta não é a coisa mais importante agora.

Sério. Você está sabendo disso. Pegou sua bola de cristal e determinou que não existirá outra conscrição. Okay.

Você sabe que existem algumas nações desenvolvidas com serviço militar obrigatório. Estava falando com uns caras da Coreia do Sul ontem. Homens têm que servir uns dois anos nas Forças Armadas antes de alcançarem uma certa idade, e mulheres não têm essa obrigação.

Acontece que antes os homens podiam usar esse serviço como um crédito parcial para entrar na universidade. Esta opção existia para ajudá-los a alcançar suas colegas mulheres que tinham dois anos de vantagem. Um par de anos atrás o governo decidiu que isto daria uma "vantagem indevida" dos homens sobre as mulheres na educação, e parou de permitir isso.

De qualquer forma, claramente o governo dos EUA acredita que uma conscrição pode um dia ser necessária. O Serviço de Registro Seletivo custa dinheiro do erário para gerenciar, e eles estão dispostos a gastar com isso não obstante terem um grande exército voluntário.


1 META

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Autor Karen Straughan - AKA GirlWritesWhat
Link Original https://old.reddit.com/r/MensRights/comments/8ua7jl/_/e1g12l6/
Link Arquivado http://archive.is/HWcxN

Created: 2018-07-05 qui 01:40

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quinta-feira, 7 de junho de 2018

GirlWritesWhatSelecta - 22

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Sendo esta a ideia de que mulheres te estraçalharão no divórcio, fazendo alegações de abuso, tirar seu dinheiro e seus filhos, e te botar na cadeia por um crime que você não cometeu.

A ideia não é que mulheres sejam más. É que mulheres podem ser más, podem fazer coisas más e podem ser motivadas por intenções más.

Tal mulher pode e por vezes fará todas essas coisas citadas, e o sistema a auxiliará nisso. De fato, o sistema (ou aspectos dele) por vezes ativamente encorajará a mulher a tal. Já conversei com mulheres que, quando divorciadas, descreveram ter um advogado de um lado e uma assistente social do outro, estimulando-as a solicitar uma ordem de restrição temporária.

"Você nem precisa dizer que ele te bateu, apenas que tem medo de que ele possa vir a fazer algo de mal com você ou as crianças. O juiz vai mandar que ele fique longe de você e das crianças, e até o dia em que tudo estiver acertado, o que será daqui a meses, você terá a custódia factual das crianças e da casa. Neste ponto é só questão de protocolar."

Uma das coisas mais terríveis acerca dessa situação é que não se dá aos homens nenhum tipo de educação, formal ou o que seja, sobre como identificar mulheres que possam ser inclinadas a fazer essas coisas. Uma enorme proporção de mulheres que fazem isso têm traços de distúrbio limítrofe (borderline), isso quando não têm uma completa desordem de personalidade borderline.

O problema com isso é que estes tipos de mulheres inicialmente exibem comportamentos que comumente são extremamente atrativos para os homens - paixão, intensidade, hiper-sexualidade. Elas cultivam ligações emocionais extremamente intensas com homens … num nível de desespero quase igual ao de Romeu e Julieta. Homens acabam tragados, e ou estão cegados demais pelas suas emoções a fim de notar os sinais de alerta, ou sequer teve alguém que lhes explicou tais sinais. E só piora com o fato de que tais mulheres, a exemplo de homens abusadores, estarem sempre em seu melhor humor até a hora de te laçarem. É somente quando elas sabem que você não vai ou não pode sair – quando elas detêm alguma ferramenta de poder (emocional, financeira, um filho) que possam utilizar – que elas começam a te torturar.

Nós ensinamos jovens moças a como notar os sinais de alerta em potenciais parceiros – como identificar certos padrões que podem indicar uma personalidade abusiva em um homem. Nós vamos além do necessário para avisar às mulheres que comportamentos por parte dos homens constituem abuso. Nós realmente não fazemos nada disso para homens.

De fato, a ideia de um homem julgando mesmo o caráter de uma mulher em específico, quanto mais uma "natureza feminina" mais generalizada, é realmente uma espécie de tabu. Mulheres devem ser aceitas como são. E mesmo quando somos postos para julgar o comportamento feminino, somos muito menos propensos a ver um comportamento idêntico como abusivo quando trata-se de uma mulher fazendo contra um homem, comparando com a situação reversa. Isto aplica-se até mesmo a psicólogos, quando foram apresentados a uma lista de comportamentos abusivos randomizados por gênero. Eles eram 50% mais propensos a descrever qualquer situação como abusiva se o homem a pratica contra a mulher do que da forma reversa.

Nós não fazemos nada para ajudar os homens a evitar ou a proteger-se de mulheres tóxicas, e nós até mesmo temos um sistema que tem sido instrumentalizado para o benefício de tais mulheres.

Eu sei que coisas como essas podem ocorrer dado que os sistemas judiciais são lenientes para as mulheres, mas sinto que estes tipos de ideias de medo e raiva contra mulheres são prejudiciais para a mensagem dos direitos dos homens.

Vou usar uma analogia.

Estupro de mulheres sempre foi ilegal. Violação sexual de mulheres ("tirar vantagem de mulher") evoca um montante significativo de censura social além de potenciais sanções legais. Nosso sistema não é de forma alguma perfeito, mas estes tipos de violação são punidos criminalmente quando possível e são considerados um mal social.

Você criticaria uma mulher por temer homens se nossa sociedade aceitasse a violação sexual de mulheres pelos homens?

Se, em vez de te punir por, digamos, ter feito sexo com uma colega de quarto chumbada e daí postar as fotos na internet, o sistema judicial te desse acesso a oficiais uniformizados que a segurariam de forma que você pudesse estuprá-la mais facilmente? Que defenderia então seu direito absoluto de distribuir as fotos? Que daí então prenderia sua vítima por expressar raiva pelo que você fez, porque ah meu rapaz, ela ficou irritada e portanto poderia te machucar, quando você não fez nada de errado? Onde não há nenhum recurso legal que seja para ela porque o que você fez sequer é considerado moralmente errado ou civilmente acionável, quanto mais criminalmente punível? Onde, de fato, o sistema judicial foi montado para punir a ela e te recompensar?

E se, nesta hipotética sociedade, somente 25% dos homens fizessem esse tipo de coisa? E se fossem apenas 10% que fizessem esse tipo de coisa? E se apenas 5% dos homens tomassem vantagem do sistema e estuprassem mulheres impunemente?

Se vivêssemos numa sociedade dessa, mesmo se soubéssemos que apenas 5% dos homens tomassem vantagem disso, você criticaria pessoas por alertar mulheres a não ficarem sozinhas onde há homens? A não se colocarem em situações onde elas estariam vulneráveis a homens? A evitar ficar sozinha entre homens custe o que custar?

A realidade é que não vivemos numa sociedade dessas. Nós vivemos numa sociedade que condena a violação sexual de mulheres, tanto social quanto legalmente. E mesmo assim ainda vemos pessoas dando esse tipo de alerta às mulheres. Ainda vemos pessoas postando memes sobre homens e estupro, do tipo "aqui tem um pote cheio de M&Ms. Apenas 10% estão envenenados. Vá em frente, pegue um bocado".

A sociedade em que realmente vivemos é uma na qual o sistema legal irá imobilizar um homem e permitir que uma mulher abusiva faça o que quiser com ele, a recompensará por seu comportamento e até mesmo o punirá por expressar qualquer descontentamento com esta situação porque ele está irritado e portanto é perigoso. E mesmo quando este incrivelmente distorcido sistema pode ser realmente forçado a admitir que facilitou a injustiça de uma mulher contra um homem o sistema ainda recusar-se-á a parar de premiá-la, quanto mais passar a puni-la pelo que ela fez.

Até que este sistema venha a ter alguma forma de balanço, sim, eu vou alertar meus filhos a serem bastante cuidadosos acerca das mulheres com quem eles se relacionam, e das formas como eles se relacionam com elas. Não é que todas as mulheres sejam malignas. É que nosso sistema não faz nada para proteger homens de mulheres más, ele na realidade recompensa tais mulheres.


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Autor Karen Straughan
Link Original https://old.reddit.com/r/MensRights/comments/7uqm10/_/dtmwn6t/
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Created: 2018-06-07 qui 23:24

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sábado, 26 de maio de 2018

"Pós-Estruturalismo e Direitos e Liberação dos Homens" [Eva Barb]

Pós-Estruturalismo e Direitos e Liberação dos Homens

Pós-Estruturalismo e Direitos e Liberação dos Homens

Pós-estruturalismo é uma teoria interessante a se cogitar enquanto o campo acadêmico de estudos dos homens lentamente emerge lentamente para a coerência porque é a própria teoria que forneceu premissas para o feminismo deslindar na segunda e terceira ondas. Só agora – após o feminismo, a teoria queer, e estudos transgêneros – estudos sobre homens e masculinidade são uma disciplina acadêmica factível (ainda que escassamente). Possivelmente esta progressão de discursos de gênero diz o bastante acerca do apagamento da privação de direitos dos homens na sociedade contemporâneas. Afinal, podemos ser realmente tão fúteis a ponto de pensar que homens são criaturas banais indignas de dissertação?

Apenas começando a escassamente descascar uma das muitas espessas camadas que sufocam esta questão, eu identifico a formação básica do pós-estruturalismo bem como ele tem sido mal apropriado na sociopolítica. Eu uso a análise de Michael Messner sobre a formação do movimento de liberação dos homens ("The Limits of the 'Male Sex Role'") porque seu ensaio fornece uma compreensão sobre como esse movimento foi ofuscado, particionado, e confundido pelo feminismo.

O dogma estruturalista da significação saussureana propõe que um signo consiste de duas partes psicológicas: um padrão sonoro (sinal) e um conceito (significação). Portanto, a palavra homem pode ser linguisticamente dissecada no som em português 'homem' e a significação do homem é definida pelas associações culturais com o que o homem é ou representa.

Dois detalhes significativos do modelo de significação de Saussure são que a linguagem é inerentemente arbitrária e é uma instituição social única na qual a "inércia natural [da sociedade] exerce uma influência conservadora sobre ela"1. Portanto, a principal inquirição estruturalista é: Como a linguagem define e daí monitora nossos paradigmas e maneiras nas quais experimentamos o mundo à nossa volta?

Tome, por exemplo, o fenômeno moderno do vocabulário queer: agênero, não-binário, trans, intersexo, andrógino, pangênero, fluidogênero, &c. Linguagem é o próprio escopo que traz esses gêneros não-tradicionais à visibilidade. A "inércia natural" da sociedade no século passado bem como a aguda onda de ativismo (trans)gênero nos anos 1990 influenciou ultimamente a criação de um verbete na Wikipedia intitulado "Linguagem neutra de gênero" 2, que contabiliza algumas dessas palavras mencionadas anteriormente.

O desvanecimento do espectro de gênero visível na sociedade mediante uma evolução gradual da linguagem de sexo para gênero, de hermafrodita para intersexo, de andrógino para bigênero (e assim por diante), corresponde com a mudança de noções na significação destas palavras; portanto, reconfigurando paradigmas linguísticos a fim de encaixar a normativa das maiorias sociais. Ironicamente, esta progressão de comunidades marginalizadas e minoritárias para a esfera principal inatamente "Aliena" o que a sociedade considera ser os opressores privilegiados de tais grupos. A saber, homens brancos héteros.

A desconstrução derrideana (geralmente referida como pós-estruturalismo - traçando a partir de, e desafiando - a teoria da linguagem de Saussure - afirma que um signo é mais que seu sinal e significação; um signo também pode ser desmembrado por dualidades, ou pares binários, que sustêm seu significado. Linguagem nada mais é que uma bagunça de dicotomias; estas dicotomias são os próprios mecanismos que dão significado á palavra, portanto aquele verdadeiro significado é ilusório e em constante estado de deferimento. Semelhante à noção de "antítese abstrata refletida" de Karl Marx 3, cada lado de um par binário reflete e dá significado ao outro - transgênero/cisgênero, preto/branco, hétero/gay, queer/normativo, proletário/burguês, liberal/conservador etc. Apesar de todos esses pares binários que nossa sociedade, dirigida pela linguagem, pode ser dividida, um ressoa sobre todos, para o que provavelmente tem sido o nascimento do moderno "zeitgeist de gênero": homem/mulher, que o feminismo subverteu para: mulher/homem.

Uma das principais questões com o feminismo - e a política de identidade que ele ajudou a alimentar - é a falha apropriação do pós-estruturalismo sobre as questões de direitos civis. Ao estabelecer posições de 'nós VS eles', estes movimentos abstraíram os seres humanos usando a linguagem para vitimizar/culpar, resultando na redução da complexidade intrínseca tanto da linguagem quanto das pessoas. Movimentos civis modernos consequentemente alienam e demonizam a masculinidade e homenidade porque homens culturalmente evoluíram para a significação do inverso de qualquer forma de privação de direitos. Só precisamos considerar (como faz Messner)4 o homem branco pobre para desmistificar a danação de um homem universalizado e privilegiado.

Rastreando o movimento de liberação dos homens nos anos 1970 (e daí por diante), Messner examina os variáveis discursos da liberação/direitos dos homens e seu uso de ideologias dos papéis homem/mulher para o antifeminismo e pró-feminismo pioneiros e o caminho do meio, o warren-farrelismo. Messner fornece uma linha do tempo bastante completa destas três facções justapostas - e ainda assim divergentes - do movimento de liberação dos homens.

Os antigos ativistas da liberação dos homens forneceram peso equilátero às opressões de homens e mulheres, enquanto mediavam as tensões entre vitimização e privilégio masculinos. Como resultado da crítica feminista, em meados de 1970 os ALH começaram a focar em como homens são inerentemente opressores. Assim nasceu o homem feminista. 5

Messner também discute o lado oposto do fenômeno supra mencionado (a saber, o anti-feminismo):

É instrutivo examinar o declive no discurso da linguagem simétrica de 'iguais opressões' enfrentadas por mulheres e homens do movimento de liberação dos homens de meados dos anos 1970 para a linguagem furiosa de vitimização masculina do movimento anti-feminista do final dos anos 1970 e 1980. 6

Messner implica que este "declive" dos exames simétricos dos papéis de gênero social para a "furiosa" crítica do matriarcado é um resultado do paradoxo que institucionalizou o patriarcado mostrado pelos liberacionistas dos homens. Ele sugere que o catalisador para o anti-feminismo foi quando alguns ALH notaram que o feminismo não era o sundae de creme com cerejinha em cima que eles pensavam ser; de fato, foi explicitamente anti-homem e crítico de qualquer sugestão de que homens pudessem sequer ser vítimas.

Ainda que o ensaio de Messner seja bastante antigo, ele conduz a uma abordagem de como o movimento de liberação dos homens cindiu-se no binário pró-feminismo/anti-feminismo, e como isto incitou o movimento contemporâneo de ativismo pelos direitos dos homens.

Os direitos dos homens, tanto como causa civil como disciplina acadêmica, provavelmente sofreu tal atraso por causa da inconsciente insistência da validade dos modelos binários. Ao subverter um presunçoso gênero binário patriarcal, o feminismo forçou (e está forçando) a homenidade e masculinidade em posições subalternas de emudecimento, o que é reforçado por discursos como o pós-colonialismo e a teoria queer que considera a homenidade branca hétero como seus antitéticos. A todo momento, estes discursos acadêmicos são referidos pela arbitrariedade dos sistemas de gênero. Deixando a desejar em autoconsciência, ao que parece, a academia é uma praça de exclusão ativa do homem. Como, se possível, devemos começar a desenterrar a homenidade do buraco anacronístico em que foi colocada?


Footnotes:

1

Saussure, Ferdinand de. "General Principles: Nature of the Linguistic Sign." Course in General Linguistics. Translated by Roy Harris. Open Court, 1986. 108.

2

"Gender-neutral language." Wikipedia. https://en.wikipedia.org/wiki/Gender-neutral_language. Accessed 26 Apr. 2018.

3

Lefebvre, Henri. "What Is Modernity?" Introduction to Modernity: Twelve Preludes, September 1959-May 1961. Translated by John Moore. Verso, 1995. 178.

4

Messner, Michael A. "The Limits of the 'Male Sex Role': An Analysis of the Men's Liberation and Men's Rights Movements' Discourse." Gender & Society, 12.3 (1998): 265. Accessed 26 Apr. 2018.

5

Ibid. 270-1.

6

Ibid. 268.


Table 1: META
Título Original Post-structuralism and men’s liberation/rights
Autor Eva Barb
Link Original https://www.avoiceformen.com/featured/post-structuralism-and-mens-liberation-rights/
Link Arquivado http://archive.is/onOVM

Created: 2018-05-26 sáb 16:05

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