quinta-feira, 11 de maio de 2017

"A Garota de Bronze Tem que Ir Embora" [Terrence Longmont]

A Garota de Bronze Tem que Ir Embora

A Garota de Bronze Tem que Ir Embora

O escultor da famosa estátua "Charging Bull" [NT1] dos arredores de Wall Street recorreu à cidade para remover a nova garota de bronze da cena. A garota, da artista Kristen Visbal, foi adicionada em sete de março, como uma campanha coincidindo com o dia internacional das mulheres, e foi planejada para permanecer por uma semana, antes do prefeito Bill de Blasio ter estendido sua permanência por pelo menos um ano.

O Charging Bull de Arturo Di Modica está entre as mais populares peças de arte pública dos Estados Unidos. Perfeitamente localizado em um canto de paralelepípedos a uma quadra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, ele representa perfeitamente o livre mercado: poderoso, selvagem, e menos que domável. Um casamento perfeito entre objeto, local e significado.

Di Modica inspirou-se na quebra da bolsa de 1987 para criar um símbolo de "força e poder do povo americano". Trabalhando longe do olhar público, ele gastou aproximadamente 350.000 a fim de produzir o massivo touro de 3200 quilos e 5 metros de largura. Secretamente, Di Modica fixou-se num lugar do subúrbio de Manhattan, até mesmo cronometrando a frequência das patrulhas policiais, para que assim ele soubesse quão rapidamente tinha que trabalhar. Então, nas primeiras horas da manhã de 15 de dezembro de 1989, sem qualquer notícia para a cidade, ele e uma trupe transportaram o touro até Manhattan e instalaram-no como uma peça de arte-de-guerrilha. A cidade rapidamente o removeu, mas, em resposta à adoração pública da estátua, logo ela recebeu uma morada permanente no parque Bowling Green ao extremo sul da Broadway.

O Charging Bull tornou-se uma coroação para Di Modica. Sua audácia imprudente, sua ousadia, e o risco foram recompensados dado que sua estátua tornou-se um icônico símbolo da força e energia do capitalismo. Isto até sete de maio de 2017, quando uma segunda estátua foi posta em diálogo com a dele, deliberadamente modificando o significado do touro, e minando seu propósito artístico.

A firma de investimentos Street Global Advisors sonhou a garota de bronze como uma propaganda para seu "Fundo de Índice de Diversidade de Gênero" (etiqueta símbolo NASDAQ "SHE") cujo website descreve como focado em "companhias que são líderes em seus respectivos setores industriais no avanço das mulheres mediante diversidade de gênero em seus conselhos de diretores e posições seniores de liderança".

State Street comissionou Kristen Visbal a fim de fazer a escultura, e obteve uma permissão de uma semana para colocá-la ao pé do nariz do touro, e diretamente no caminho de sua investida. A diminuta garota situa-se em um vestido de verão, mãos nos quadris, pés afastados, olhos para frente, olhando como uma menina exigindo sorvete. No chão diante dela está uma placa, onde se lê "Conheça o poder das mulheres na liderança. ELA faz diferença". Artisticamente, o posicionamento da garota drena o poder do touro, reduzindo-o a um bichinho de estimação gigante. O material e o fim da garota casam os do touro, assumindo que o espectador absorva ambos como um par.

Visbal nomeou a estátua "Fearless Girl" [NT2], porém um nome mais revelaedor poderia ser "A Garota A Quem Você Não Pode Dizer Não" ou mesmo "Neotenia Em Bronze". Intencionada em evocar força e resolução, a garota de Visbal falha. Compare, por exemplo, com outra estátua com o mesmo tema, o Memorial de Martin Luther King. Dr. King está esculpido em pedra, bracos cruzados, emergindo de uma extremidade de um montanhoso

Sem palavras, o monumento declara que nenhuma força pode impedir King. De frente, ele pode parecer um mero homem, mas suas costas são fortalecidas com toneladas de pedra maciça.

Não há o mesmo na garota. O touro poderia esmigalhá-la facilmente diante de seus pés. Seu suposto destemor na realidade é apenas confiança na simpatia e deferência do touro. Você não vai atropelar a garotinha, vai? A garota é uma peça de arte derivada. Ela não tem substância em si mesma, apenas aquela que surrupia do touro.

Perturbado pela visão da garota de Visbal, Di Modica importunou a cidade e ameaçou tomar as medidas legais cabíveis. Por meio de seu advogado, Di Modica argumentou que a garota nulificava a mensagem otimista e positiva e a transformou em uma força negativa e uma ameaça. O Visual Artists Rights Act dá aos artistas proteções contra alterações e modificações não autorizadas de suas obras, mas como ela aplica-se somente a obras de arte feitas após sua promulgação em 1990, o Charging Bull foi instalado um ano cedo demais para ser protegido.

Isto deixa Di Modica apelando que o respeito seja acordado pela integridade de sua obra e legado como artista. Tal respeito e consideração parecem estar em falta, dado que uma petição online para tornar a garota permanente agora permanece com mais de 37.000 votos.

A garota de Visbal é reveladora como uma peça de arte feminista, apontada para protestar a dominância masculina nos topos das posições de Wall Street. Mas por que usar uma forma de garota? Poderia ter sido uma mulher adulta, uma matadorres, uma guerreira preparada para confrontar e derrotar o touro, mas em vez disso é uma garotinha, cujo único poder é que ela é preciosa. É assim que feministas promovem batalha: nem direta nem honestamente, mas em vez disso fazendo-se de donzela-em-perigo, alavancando sua atuação de vulnerabilidade, abusando das boas intenções do homem, sabendo que homens não conseguem resistir às suas petulâncias.

O prefeito De Blasio certamente não consegue. Em resposta às reclamações do artista do touro Di Modica, De Blasio tweetou em 12 de abril de 2017 "Homens que não gostam de mulheres ocupando espaço são exatamente o porquê de precisarmos da Fearless Girl". Aparentemente Di Modica tem que ou amar a estátua ou odiar as mulheres. Ele não pode sequer defender a integridade de sua própria arte. A garota não apenas priva o touro de seu poder, mas também muda seu simbolismo, de tal forma que agora representa o establishment bancário de Wall Street, em vez do livre mercado.

Por ora, o governador de Nova Iorque diz que "está com as mulheres", mesmo as pobremente concebidas em bronze. Ironicamente, a decisão de deixá-la naquele lugar é um exemplo das coisas que ela precisamente significa: o poder da insistência mimada em um mundo que não pode ver uma mulher amuada.


Notas e Links

[NT1]Algo como "Touro Desafiante".
[NT2]"Garota Destemida".

META
Título Original Bronze girl needs to go
Autor Terrence Longmont
Link Original https://www.avoiceformen.com/art-entertainment-culture/bronze-girl-needs-to-go/
Link Arquivado http://archive.is/t1HmM

sábado, 6 de maio de 2017

A Verdadeira Feminista [Karen Straughan]

A Verdadeira Feminista

A Verdadeira Feminista

Disclaimer: este é um trecho de uma discussão na Internet, em que Karen Straughan responde, de maneira contundente, uma feminista de reddit que alega que "as que fazem coisas ruins não são feministas de verdade". Eu tomei a liberdade de reformatar para melhor leitura.

Então você está dizendo que você, uma comentaristas usando um nome-de-usuário em um fórum na Internet, é a verdadeira feminista, e as feministas realmente responsáveis por modificar as leis, escrever a teoria acadêmica, lecionar nos cursos, influenciando as políticas públicas, e as fundações feministas massivas bem-financiadas com milhares e milhares de membros, todos eles autodeclarados feministas ... eles não são "feministas de verdade".

Isso não é apenas uma falácia do escocês. É um auto-engano delirante.

Preste atenção numa coisa: se você quer autodenominar-se feminista, eu não ligo a mínima. Eu tenho investigado o feminismo por mais de nove anos agora, pessoas como você costumavam me irritar, porque na minha cabeça tudo que vocês faziam era prover escudo e balastro para as poderosas políticas e acadêmicas feministas que você alega serem imbecis. E, acredite em mim, elas são imbecis. Se você soubesse metade do que sei sobre as coisas que estão debaixo da propaganda do feminismo, talvez você parasse de se definir assim.

Mas eu quero que você saiba. Eu não ligo.

  • Você não é a diretora da Feminist Majority Foundation e editora Ms. Magazine, Katherine Spillar, que disse acerca da violência doméstica: "Bem, é só um termo limpinho para espancar a esposa", e segue em acrescentar isto aqui acerca de homens vítimas de violência afetiva: "nós sabemos que não se trata de meninas espancando meninos, mas meninos espancando meninas".
  • Você não é Jan Reimer, ex prefeita de Edmonton (Canadá) e por muito tempo cabeça da Rede de Abrigos para Mulheres de Alberta, que há alguns poucos anos recusara-se a aparecer num programa de TV discutindo sobre homens vítimas de violência doméstica, porque para ela o mero comparecimento e discussão daria legitimidade à ideia da existência desses homens.
  • Você não é Mary P. Koss, que descreveu homens vítimas de mulheres estupradoras como não sendo vítimas de estupro porque eles eram "ambivalentes acerca de seus desejos sexuais" (se você não entendeu o que essa frase quer dizer, ela quer dizer que eles na verdade estavam querendo), e então quis retirá-los da definição de estupro na pesquisa do CDC porque é inapropriado cogitar o que aconteceu a eles como sendo estupro.
  • Você não é a National Organization for Women (NOW) e suas fundações legais associadas, que pressionaram a fim de substituir a lei federal neutra Family Violence Prevention and Services Act de 1984 pela pornograficamente enviesada por gênero Violence Against Women Act de 1994. A promulgação dessa lei eliminou de homens vítimas os serviços de apoio e assistência legal em mais de sessenta passagens, somente em razão de serem homens.
  • Você não é capítulo da Flórida da NOW, que com sucesso pressionou a fim de que obter do Governador Rick Scott o veto não de uma, mas de duas leis de reforma das alimônias nos últimos dez anos, bulas que passaram em ambas as casas legislativas com esmagador apoio bipartidário, e era apoiada por mais de 70% do eleitorado.
  • Você não é o grupo feminista em Maryland que convenceu cada mulher membro da Casa dos Representantes de ambos os lados da coxia a sair do recinto quando um projeto de lei veio à votação, acarretando que o quórum não pode ser alcançado e o projeto de lei morreu, naquele momento e naquele lugar.
  • Você não é as feministas do Canadá agitando a fim de eliminar o assalto sexual das cortes criminais comuns para dentro de cortes quasi-criminais de equidade onde o ônus da prova seria diminuído, o réu seria compelido a testemunhar, a descoberta poderia tomar ambas as direções, e os réus não teriam o privilégio legal de um defensor público.
  • Você não é a Professora Elizabeth Sheehy, que escreveu um livro advogando que mulheres não apenas têm o direito legal de matar seus maridos sem medo de processo criminal se elas fizerem uma alegação de abuso, mas que elas têm a responsabilidade moral de assassinar seus maridos.
  • Você não é as advogadas e juristas feministas que modificaram com sucesso as leis de estupro a fim de que o histórico de uma mulher sobre realizar múltiplas alegações mentirosas de estupro possa ser excluído das evidências no julgamento porque isto "é parte de seu histórico sexual".
  • Você não é as feministas que agitou a mídia com a falsa alegação que colocar seu pênis na boca de uma mulher chapada "não é crime" em Oklahoma, porque o promotor foi um incompetente e acusou o réu sob um artigo inapropriado (sodomia forçada) e a corte superior recusou-se a expandir a definição de tal estatuto além de seu escopo pretendido, quando já existia um estatuto perfeitamente adequado (assalto sexual). Você não é as feministas idiotas mentindo para o público e potencialmente colocando as mulheres de Oklahoma em perigo ao informar a potenciais bandidos que existe uma maneira "legal" de violentá-las.
  • E você não é nenhuma das centenas ou milhares de estudiosas, escritoras, pensadoras, pesquisadoras, professoras e filósofas feministas que construíram e propagaram o corpo de estúpidas teorias sob as quais todas essas atrocidades são embasadas.

Não. Você é a feminista de verdade. Uma pessoinha aleatória da internet.


META
Título Original NONE
Autor Karen Straughan
Link Original https://np.reddit.com/r/videos/comments/68v91b/woman_who_lied_about_being_sexually_assaulted/dh23pwo/?st=j2auiy45&sh=e9d0fd5f
Link Arquivado http://archive.is/kf3y2

domingo, 19 de fevereiro de 2017

"Agora Todos os Homens São Tom Robinson" por Dean Esmay

"O Sol É Para Todos": Agora Todos os Homens São Tom Robinson

Nota dos Editores: Harper Lee, autora de O Sol É Para Todos, faleceu hoje [1]. Como recordação, nós repostamos esta clássica análise desta história sob o prisma dos Direitos dos Homens e Meninos feita por Dean Esmay.

Recentemente fui perguntado sobre alguém ainda aprendendo sobre o Movimento pelos Direitos Humanos dos Homens se existiam quaisquer livros, filmes, ou outras mídias que fossem geralmente populares com ou ilustrativas do que o movimento se trata. Ele ficou realmente surpreso quando mencionei a obra-prima de Harper Lee, O Sol É Para Todos [2]. Para mim isto foi engraçado; eu acredito que esta obra-prima de Harper Lee é mas relevante hoje do que nunca.

Talvez uma das grandes tragédias de se forçar crianças a "ler os clássicos" enquanto estão na escola - e O Sol é Para Todos é leitura assinalada em escolas em toda a América do Norte - é que elas não aprendem a amar livros como esse, elas aprendem a vê-lo como tarefa. Assim elas passam tão rapidamente por eles quanto podem, e então os esquecem. Por outro lado, talvez seja uma bênção escondida, já que um artigo como esse pode repentinamente induzi-los a lembrar do livro, e olhá-lo novamente como adultos.

O que a maior parte das pessoas vagamente lembra sobre O Sol É Para Todos é que ele é um filme sobre racismo no Velho Sul da América. E enquanto o racismo é um componente inegável da história, um exame mais aprofundado mostra que trata-se de bem mais, e que se a única lição que se pode traçar é "racismo é mau", nós perdemos quase tudo do livro. De fato, enquanto Harper Lee é notoriamente avessa a falar com a imprensa ou falar de seu próprio trabalho, de acordo com múltiplas [3] fontes [4], em 1962 ela disse isso ao Birmingham Post-Herald:
Meu livro tem uma temática universal, não é uma novela 'racial'. Ele retrata um aspecto da civilização. Eu tentei mostrar o conflito da alma humana - reduzido a seus termos mais simples. É uma novela sobre a consciência do homem ... universal no sentido que poderia acontecer a qualquer um, em qualquer lugar onde pessoas vivem juntas...

Por feliz coincidência, se te falta tempo e paciência para ler novelas (mesmo que eu tenha escrito uma novela eu mesmo, eu raramente tenho a energia para livros), a adaptação em filme de 1962 é uma obra por si mesma, largamente disponível, e consegue ser um dos poucos casos em que um filme é fiel a ambos a substância e espírito do livro.

Se você esqueceu-se ou nunca leu o livro ou viu o filme, eu vou dar uma curta sinopse aqui, desavergonhadamente copiada do Sparknotes e algumas outras fontes online. E sim, alerta de spoiler, estou entregando toda a história aqui:

Situado durante a Grande Depressão, uma menina pré-adolescente de nome Jean Louise Finch, que insiste em ser chamada pelo seu apelido Scout, vive om o irmão Jeremy ("Jem") e seu pai viúvo Atticus. Atticus Finch é um advogado e apesar da terrível economia os Finch estão razoavelmente bem cuidados e educados se comparados ao restante da sociedade.

As crianças fascinaram-se por uma casa próxima, velha e assustadora, chamada "o palácio de Radley", onde um homem branco recluso de nome Arthur "Boo" Bradley viveu por muitos anos. As crianças criam historinhas e jogos sobre o cara estranho e certamente doente mental, Boo Radley, mas quando Atticus descobre isto ele ensina as crianças sobre não fazer julgamentos sobre as pessoas que não se conhece e também tentar ver a vida pela perspectiva de outra pessoa antes de traçar conclusões. Uma série de eventos esquisitos acontece nas redondezas da cidade, e de alguma forma misteriosa parece que Boo Radley possa estar de alguma forma envolvido.

Então a cidade fica em polvorosa quando uma mulher branca de nome Mayella Ewell alega que foi espancada e estuprada, e acusa um homem negro chamado Tom Robinson de ser o culpado. Atticus concorda em defender Tom Robinson, e como muitos da cidade assumem a culpa de Robinson, Scout e seu irmão são submetidos ao abuso das outras crianças bem como o povo da cidade, enquanto o próprio Atticus também sofre ameaças:

Enquanto Robinson espera na cadeia pelo julgamento, uma multidão se reúne para confrontá-lo e possivelmente linchá-lo. Atticus os encara, e é aparentemente salvo em parte pelas próprias crianças:

No fundo da história, o misterioso Boo Radley parece ainda estar furtivo, e por vezes até parece ser ele a parte culpada, ou de alguma forma envolvida. Por outro lado, há razão para especular que talvez sequer tenha ocorrido o estupro. Ainda assim, enquanto lemos, parece que houve um ataque, e talvez o estranho e recluso Boo esteja envolvido de alguma forma. Mas ele é um homem branco, e as autoridades legais e os habitantes da cidade podem estar ignorando-o porque, bem, ele é branco. É tudo muito misterioso.

No julgamento, Atticus fornece evidências convincentes de que Tom Robinson não pode possivelmente ter estuprado Mayella Ewell e, de fato, mostra que não há evidência alguma que ela tenha sido estuprada, mas apenas atacada. Mayella, filha de um homem pobre, e ela mesma também pobre, usa xingamentos e histrionia a fim de tentar calar os quesntionamentos de Atticus sobre sua história de estupro:

Há uma clara falta de evidências da culpa de Robinson, e forte evidência inocentadora sugerindo que ele não era sequer fisicamente capaz seja do alegado estupro seja do assalto físico. Atticus até mesmo produz evidências que o real culpado que que atacou Mayella é provavelmente seu pai, que bateu nela a fim de puni-la por beijar um homem branco, e que sua real motivação em mentir é para evitar ser envergonhada a seus olhos e aos da população da cidade. Os argumentos finais de Atticus em defesa de seu cliente são aparentemente impossíveis de esquecer:

E ainda assim, ao final, baseado em nenhuma evidência mas somente na palavra da mulher, um júri de brancos condena Tom Robinson. O jovem, tolo, semi-letrado e vem pobre Tom Robinson tenta então escapar da prisão, e é morto na tentativa.

Apesar do veredicto de culpado, o pai de Mayella Ewell, Bob, sente que Atticus Finch o desonrou com a evidência de que ele teria batido em sua filha. Ele ameaça a viúva de Robinson, tenta invadir a casa do juiz, e finalmente até mesmo ataca Jem e Scout enquanto eles andam sozinhos para casa à noite - só para ser repentina e inesperadamente interrompido pelo estranho recluso Boo Bradley, que acidentalmente mata Bob Ewell com uma faca enquanto tenta defender as crianças. Boo Radley era um homem decente afinal de contas, e fora apenas culpado se ser estranho.

No fim de tudo, Scout nota que seu pai estava certo sobre se colocar nos sapatos das outras pessoas, e que preconceito não é algo que apenas as outras pessoas sofrem, mas algo que todos os seres humanos, ela mesma inclusa, precisam estar atentos.

E, a propósito, se você passou pela história e as palavras "Ei, Boo!" ao final não derreteram seu coração, você é feito de pedra - e realmente não entendeu nada do livro afinal.

Certamente O Sol É Para Todos retrata racismo. Mas em um nível muito mais profundo, como a própria Harper Lee afirmou, a história não é sobre raça. Não, é sobre preconceito. E enquanto provavelmente este não era seu intento, o livro também ilustra o fato que, por séculos, a melhor forma de deixar as pessoas irracionalmente irritadas e defensivas é acusar um "homem mau" de machucar uma mulher.

Como Alison Tieman mostrou em sua extraordinária série Threat Narrative, no capítulo Son of Threat Narrative: The Ugly Tropes:
As vulnerabilidades de uma nação, etnia, classe são sempre incorporadas por suas mulheres. Por causa disso, as mais poderosas figuras de narrativa revolvem-se num conceito simples: "Eles vão atacar nossas mulheres!".

Esta é bem auto-explicativa, mas eu gostaria de notar uma progressão particular nestas narrativas de ameaça: elas são corretamente identificadas como classistas, racistas, e anti-semitas quando são direcionadas contra homens negros, homens chineses, homens judeus, homens irlandeses, mas quando são direcionadas e qualquer outro grupo de homens [ enquanto homens ], elas de alguma maneira morfam em "justiça social progressiva".


O enredo central de O Sol É Para Todos é sobre um homem falsamente acusado de estupro, e uma comunidade inteira que presume que ele é culpado e presume que todo aquele que o defenda é escória, enquanto nós algumas vezes somos levados - muitas vezes por nossos próprios preconceitos - a crer que outro homem inocente é culpado (de uma coisa ou outra) simplesmente por ser estranho: "estranho" implica "diferente", "diferente" implica "perigoso", não sabe?

Eu já disse muitas vezes que nós enquanto homens somos todos Tom Robinson agora. Eu tenho visto pessoas coçando suas cabeças em confusão sobre isso, ou tornando-se imediatamente irritadas comigo, sugerindo que esta história é sobre racismo no Antigo Sul - ainda que em uma das poucas entrevistas que ela já deu sobre seu próprio trabalho, Harper Lee inequivocamente estabelece que o livro não é sobre racismo afinal.

O que Harper Lee quis que pensássemos sobre, além de sua história realmente boa, é sobre preconceito, e a falta de empatia que nós desenvolvemos quando não tentamos entender outras pessoas como pessoas em si mesmas - a empatia que vem de se colocar nos sapatos de outras pessoas.

O que muitos dos Ativistas pelos Direitos Humanos dos Homens e meninos notam é que, desde que O Sol É Para Todos foi lançado, em vez de nos tornarmos uma sociedade mais iluminada que acredita que um homem negro merece o direito básico a um devido processo e a presunção de inocência que devem ser direitos de nascimento de todas as pessoas livres, nós nos tornamos mais "iluminados" colocando presunção de culpa em todos os homens.

Além disso, considere o contexto em que Harper Lee escreveu sua obra-prima: não havia nada chocante em sugerir que uma mulher pudesse mentir sobre estupro; as audiências americanas de 1960 estavam chocadas pela natureza inter-racial do relacionamento, mas não pela ideia que uma mulher pudesse mentir sobre um estupro inexistente. Mesmo as jovens crianças do livro, longe de ficarem "apavorados" ou traumatizados pela ideia de que assaltos sexuais ocorressem, discutem a ideia racionalmente e gastam algum tempo cogitando entre si se Tom Robinson a estuprou ou se ela foi ou não estuprada afinal.

De fato, enquanto tornou-se tabu sujeito a discussão na academia, voltando aos 1990, o pesquisador herético Eugene Kanin descobriu, enquanto estudava por que mulheres em particular mentiam sobre estupro, que as razões mais comum eram "... servir a três principais funções para os litigantes: prover um álibi, buscar vingança, e obter simpatia e atenção. Falsas alegações de estupro não são consequência de uma aberração ligada a gênero, como frequentemente alegado, mas refletem esforços impulsivos e desesperados de abordar com situações de tensão pessoal e social".

O que, a propósito, é exatamente o que Harper Lee nos mostra em sua obra de 1960, dado que a história deixa absolutamente claro que Mayella Ewell estava mentindo para proteger sua família e acobertar a humilhação pública de ter beijado um homem negro - um homem negro que tinha rejeitado seus avanços e tentou fugir dela.

Avançando para nossos dias, enfurece as pessoas sugerir que falsas alegações acontecem com qualquer frequência significativa, e nos é dito que mesmo que uma mulher não minta, isto não importa pois a maioria dos estupros é acaba não sendo reportada de qualquer modo - o que, como Angry Harry tão eloquentemente explicou, é uma afirmativa desprovida de significado porque não existe ligação entre falsas alegações e alegações que acabam não reportadas.

Além disso, mesmo se falsas alegações de estupro fossem muito raras, o fato é que as consequências de uma são frequentemente piores que um real estupro: um homem falsamente acusado pode ter sua vida arruinada, pode ter sua família destruída, pode ser estuprado na prisão, ou, como no caso de Tom Robinson, pode ultimamente terminar morto, o que continua a acontecer até hoje.

Líderes dos Defensores dos Direitos Humanos perguntam uma questão simples: Nós de fato nos preocupamos apenas com mulheres, ou de fato nos preocupamos com justiça para todos?

Alguns podem chamar isso de "progresso" ou "justiça social", que tratemos todos os homens acusados tão malignamente quanto Tom Robinson foi tratado no clássico livro de Harper Lee, mas eu penso que isto seria abaixar demais o nível. Que tal tratar todos os homens melhor do que Tom Robinson foi tratado?

Eu já disse antes e direi de novo, e não me importo com quem isso possa ofender, porque a verdade é ofensiva. Quando acusados, todos os homens são presumidos Culpados Até Que Se Provem Inocentes. Em outras palavras:

Agora somos todos Tom Robinson.


PostScript: enquanto pesquisando para este artigo, eu descobri uma alegação (na ideologicamente contaminada e nada confiável Wikipédia) que ninguém jamais tentou editar uma tese de doutorado sobre O Sol É Para Todos, o que, se for verdadeiro, não deve surpreender. Enquanto esta é uma das novelas mais aclamadas do século XX, vencendo não apenas popularidade mas um número imenso de prêmios e traduzido em incontáveis línguas, é impossível fazer qualquer coisa mais que uma revisão superficial deste livro sem abordar o fato que seu enredo mais central e dominante é uma mulher que mentiu sobre ser estuprada.

Possivelmente durante os anos 1960 alguém pudesse ter escrito uma tese acadêmica sobre essa obra, mas aparentemente seria cedo demais quando o livro tinha menos de uma década de lançamento. Nos anos 1970, a doutrinação feminista tornou-se padrão na academia, e apesar do fato de erste livro ter sido escrito por uma mulher, e é indisputavelmente uma das maiores novelas dos últimos cem anos, ninguém vai dar a mínima: feministas os rotulariam apologistas do estupro, e qualquer feminista real que tentasse analisar o livro por si mesma provavelmente teria uma pane ideológica tentando falar disso sem desrespeitar seu autor - e desde que o autor é uma mulher, isto seria impensável.


Notas e Links
[1]http://archive.is/PTJs6
[2]O título original do filme é To Kill a Mockingbird (Matar uma Cotovia). A expressão é explicada em uma cena do filme - não vou dar spoiler!
[3]http://www.smithsonianmag.com/arts-culture/harper-lees-novel-achievement-141052/
[4]http://yourbookdon.com/2012/12/30/harper-lees-mockingbird-as-a-novel-of-white-southern-conscience/

META
Título Original To Kill A Mockingbird: All men are Tom Robinson now
Autor Dean Esmay
Link Original https://www.avoiceformen.com/mens-rights/to-kill-a-mockingbird-all-men-are-tom-robinson-now/
Link Arquivado http://archive.today/yHaZv

sábado, 18 de fevereiro de 2017

"A Dinâmica do Medo" por Paul Elam

A Dinâmica do Medo Masculino


Recentemente, Andy Man postou uma breve introdução e links para uma série de vídeos produzida por Kelly Jones [1]. Esta mulher articulada e obviamente inteligente teve um grande trato para falar da naturza de homens e mulheres, muito do qual eu concordo com ela.

O que foi de particular interesse para mim, porém, foi sua proposta explanação sobre por que alguns homens, aos quais ela refere-se como manginas, parecem desesperadamente incapazes de resistir em conceder e habilitar a neotenia nalgumas mulheres, ou, com outras palavras, por que esses homens (de fato, todos os homens em suas implicações posteriores) assumem o fardo da hiper-agência em seus relacionamentos com mulheres, efetivamente insistindo que aquelas mulheres levam vidas de incompetência e dependência.

Ela prossegue dizendo que sua explanação também abordou o fenômeno da misandria. A resposta, de acordo com Jones, é preguiça:
Homens têm permitido que as mulheres literalmente se tornassem imbecis. É o próprio homem preguiçoso que deseja ser tão estúpido e irracional quanto puder sem comprometer sua sobrevivência, o que é responsável pela misandria em uma grande parte.

Agora, desde o começo eu achei essa resposta insatisfatória, tanto em termos de explicar a predisposição dos homens em tolerar mulheres infantiloides quanto como gênese da misandria.

Eu falarei mais sobre isso quando concluir, mas penso que é mais importante dizer que simplesmente apontar buracos na teoria de Jones não é o objetivo deste artigo. Eu de fato achei muito de sua apresentação convincente. Melhor que isso, ela eloquentemente tocou em questões que eu gostaria de reformular, dado que penso que elas são cruciais para o discurso comum aqui.

Por que tantos homens toleram e de fato parecem insistir em habilitar um comportamento irracional, materialista, auto-absorta e grosseiramente imatura por parte das mulheres?

Por que alguns homens vão tão longe para idealizar este tipo de mulher, atendendo a cada vontade caprichosa e aparentemente sem ter limites do que eles terão que suportar ou abrir mão em seus esforços para agradá-la?

E por que, quando questionados, estes homens, em sua maioria, demonstrarão níveis macabros de negação, inépcia nas palavras ou explanações, ou como último recurso uma ira direta contra qualquer um fazendo as perguntas?

Estas, creio eu, são as questões do século para o homem moderno. E este ponto é um dos poucos lugares onde eles têm uma chance de ultimamente encontrar respostas substantivas.

Minha resposta para isso, como a de Jones, é bastante simples. Eu também penso que é bem mais precisa.

Medo. Mais precisamente, medo do que a maioria dos inconscientes das mentes masculinas interpreta como o vazio sombrio, doloroso e mortal que eles residem sem a validação de seu valor aos olhos da mulher.

Eu devo reconhecer neste ponto que não ofereço estas observações como empíricas. Não tenho fontes, nem duvido que o suporte empírico para estas ideias seja escasso ou inexistente. Estas observações são submetidas unicamente para o julgamento de sua mente racional e nada mais.

É uma questão complicada, e uma que não pode ser explicada sem um entendimento da experiência coletiva e histórica dos homens, de sua educação, e experiências familiares pessoais.

Pense que até a Revolução Industrial famílias estavam mais comumente envolvidas em assuntos de negócios envolvendo todos os seus membros. Seja lá se fossem fazendeiros ou artesãos, a maioria dos homens trabalhava próximo de casa. Eles estavam íntima e continuamente envolvidos nas vidas de seus filhos. Filhos, as únicas crianças relevantes nesta discussão, eram esperados seguir os passos dos seus pais depois de serem tutorados em suas habilidades durante seu desenvolvimento.

A conexão com o pai, mesmo quando carregada com todos os conflitos esperados na luta pela individuação, era a fonte primária de aprovação e identidade para o filho. Era nos olhos do pai, e ultimamente em seus próprios trabalhos, que ele encontrava seu valor, ou sua falha, como homem.

A relação marital em casa era muito diferente daquela dos tempos modernos. A não ser que fosse uma família influente, e poucas eram, mulheres trabalhavam e labutavam junto com maridos e filhos. Elas eram componentes integrais do sucesso familiar. Não é difícil para mim imaginar que o domínio das "necessidades emocionais" para as mulheres era uma prioridade muito menor que é hoje em dia.

E então os homens inventaram as fábricas.

Enquanto em retrospecto é provavelmente inapropriado chamar isto de uma "revolução" industrial, dado que ocorreu em um intervalo de tempo tão abrangente, era não obstante um grande quantia de mudança social associada com o desenvolvimento de processos centralizados de manufatura em larga escala. O número de residentes nas cidades americanas dobrou em 40 anos, de 15 milhões para 30 milhões, entre 1860 e 1900. O crescimento foi lado a lado com a proliferação de fábricas.

Isto teve um significativo impacto na família. A primeira mudança monumental na vida dos homens foi que isso removeu o pai de casa.

Pais, que antes comandavam as preocupações familiares, agora deixaram suas famílias para trabalhar nas fábricas, fosse na manufatura ou no gerenciamento dos negócios. Os filhos, claro, continuaram em casa com a mãe.

Agora, estou certo que esta afirmação poderia ter o efeito de incitar uma feminista a regitrar-se no site apenas para que elas possam apontar que mulheres trabalhavam nas fábricas também. E sim, elas trabalhavam, mas não eram muitas. A maioria das mulheres, mesmo daquele tempo, não era adequada para a natureza fisicamente árdua do trabalho, e a maioria das famílias precisava de alguém em casa para cuidar dos filhos. Fazia sentido que a pessoa com maior capacidade para a labuta, e que não precisasse cuidar dos infantes, tomasse para si tal responsabilidade.

Como a história claramente ilustra, foi isto o que aconteceu.

Então algo mais aconteceu. Enquanto homens labutavam para cuidar de suas famílias, eles começaram a exportar os produtos dos avanços tecnológicos de volta para casa. Comida nas cidades não era cultivada pelos consumidores. Era comprada e preparada. A garrafa de leite foi desenvolvida e patenteada em 1877, e entregadores de leite engarrafado em domicílio vieram em 1878.

O que isso acarretou foi que quanto mais os homens trabalhavam, menos as mulheres tinham que trabalhar. Pela primeira vez na história as mulheres, ao contrário dos homens, começaram a ter opções sobre o que fazer com o tempo que tinham. Algumas escolhiam trabalhar, muitas outras escolhiam estabelecer-se num novo papel, como donas-de-casa.

Por que isto é importante à discussão? Porque este é o momento da história em que as mulheres começam a experimentar um tempo maior de ócio como nunca antes. Este tempo ocioso, creio eu, foi o começo dos problemas para os homens, e para todos nós.

Com o pai removido a fim de produzir renda, e com a mulher tendo tempo para nutrir "necessidades emocionais" em vez de trabalhar, as crianças, em especial os meninos jovens, começaram a ser postos no papel de marido suplente no caso da ausência contínua do pai. É uma forma de incesto emocional que foi conduzido com o conluio do pai, que geralmente tornava seus filhos "o homem da casa enquanto estou fora".

Isto efetivamente deixou os meninos sozinhos com mães quietamente desapontadas e ociosas que usavam seus filhos para tampar o vazio emocional que surgia de uma vida com muitas opções e pouco para de fato ser feito.

Então o papel do pai modificou-se significativamente. Ele foi demovido de líder familiar para executor e financiador da mãe. Estou certo que não muito depois de massas de pessoas terem migrado para as cidades o dito "Espera só até seu pai chegar em casa" tornou-se uma ameaça comum para assegurar uma conduta aprovável das crianças, em especial meninos mais jovens.

O que desenvolveu-se daí foi o prenúncio da ruína familiar; o pai, o ganha-pão arrimo de família e o autoritário-quando-for-necessário, participando em nada além de uma fração da vida familiar em comparação a seus predecessores; a mãe, beneficiária, dependente, isolada e preenchendo o vazio de sua vida com necessidades emocionais que o pai não pode preencher (porque afinal ninguém pode). Mães voltaram-se para seus filhos e começaram a reverter o papel de cuidador, emocionalmente falando.

É um modelo comum ainda hoje, mesmo em famílias pós-divórcio.

E que mudança isso provocou na psiquê dos meninos? Pois em um ato eles foram de medirem a si mesmos agradando o pai com demonstrações de competência em um ofício ou negócio, para medirem a si mesmos agradando a mãe em termos emocionais.

É simples assim.

E é profundo assim.

Em uma sociedade que cunhou a frase "Se mamãe não está feliz, ninguém está feliz", isto tem profundas consequências no desenvolvimento emocional e psicológico dos homens jovens.

Quando a medida de seu valor, como inculcada todos os dias de sua vida, está em preencher as infindáveis necessidades de um adulto infantilizado, a ausência de aprovação de tal adulto torna-se uma forma de morte.

Pense na norma de como nós percebemos o desrespeito ou mesmo o simples descontentamento de uma mãe nesta cultura. Agora imagine diversas gerações de mães que exploram isso a cada momento, a ponto de transmutar as mentes de seus filhos em maternalistas conformados.

Junte a isso o fato que mesmo quando meninos jovens conseguem um escape temporário de casa na figura da escola, eles entram em um sistema onde a submissão aos desejos femininos é essencial para qualquer medida de sucesso. Imagine o que acontece quando a falha em agradar as mulheres na escola resulta um recadinho da professora.

Bem, espere até seu pai chegar em casa.

Agora junte isso com milhões de anos do instinto humano masculino em ser aprovado pelas mulheres para reprodução, e as expectativas evolutivas e socializadas mescladas para os homens proteger, prover e sacrificar-se pelas mulheres.

Seria um sério exagero imaginativo que em 2013 teríamos uma população de homens que literalmente não podem conceber suas próprias existências sem espelhar sua adequação aos olhos de uma mulher?

Isto não oferece uma explicação plausível de por que a absoluta insanidade do feminismo de gênero ter florescido e encontrado apoio praticamente universal dos homens? E eles têm apoiado, ou pública e notoriamente pondo-se a si mesmos prostrados diante do altar do feminismo (mulheres), ou nocivamente habilitando um silêncio advindo do fato que eles estão apavorados demais para falar.

Depois de eu ter posto meu comentário para Jones, ela respondeu, e pareceu inferir de minha afirmativa inicial sobre medo que talvez o problema fosse o velho "ego frágil masculino".
Você diz, Paul, que manginas auxiliam as mulheres por medo do vazio de identidade advindo de serem rejeitados pelas mulheres. Isto é, você diz que estes homens trabalham como escravos não por preguiça (é claro) mas por medo de não serem agraciados por mulheres. Então seus egos são tão frágeis que eles precisam dessa felação psicológica de terem que ouvir que são escravos bons e úteis?

Eu tenho que rejeitar essa premissa também.

Primeiro, e para clarear rapidamente um detalhe, eu não usei a palavra mangina e nem a tenho usado em meus escritos nesses dias. Não é que eu não ache que estes homens merecem ser envergonhados, mas não no contexto dessa discussão. Eu não estou falando de homnens que são conscientemente obsequiosos, mas dos homens médios, muitos dos quais toleram as mais egrégias condutas e amarras parasíticas das mulheres, mas provavelmente nunca conscientes da degradação.

Isto não é uma questão de alguma deficiência inata ou idiossincrática do ego masculino. Egos intactos são produto de um desenvolvimento emocional e psicológico saudáveis. A maioria dos homens, desde a revolução industrial, tem tido o desenvolvimento da saúde de seu ego sabotado desde o nascimento. Nunca houve uma chance de eles se defenderem da dependência da aprovação feminina. De fato, a sociedade como um todo aderiu à ideia de fazer os homens tão servis quanto possível.

Não finjo ter uma solução para isso também. Reconhecidamente a pílula vermelha está agora disponível para a minoria dos homens que podem digeri-la. E quanto mais homens digerirem então mais os seguirão. Pode levar uma centena de anos ou mais para reverter dessa forma.

Mas, como todo respeito à Sra. Jones, não há nenhuma resposta a ser encontrada para o homem médio nos clichês misândricos. Preguiça, ego fraco, e o resto todo são apenas mentiras cobrindo uma realidade básica: homens patologicamente temem a rejeição das mulheres porque nós os criamos para ser patologicamente dependentes da aprovação feminina.

isto não foi criado por homens e mulheres em um vácuo. Foi um produto cultural de uma sociedade cujos avanços tecnológicos ultrapassaram a capacidade humana de adaptar-se e ajustar-se funcionalmente.

Se existem respostas, e acredito que eventualmente elas aparecerão, elas serão encontradas em um entendimento matizado da condição humana que vá mais profundamente que rotular todo o comportamento disfuncional como falha de caráter.

Se existir um caminho para sair da misandria, é este.


Notas e Links
[1]https://www.avoiceformen.com/misandry/chivalry/introducing-kelly-jones-and-wise-misogyny/ {Na fila}

META
Título Original The dynamics of male fear
Autor Paul Elam
Link Original http://www.avoiceformen.com/men/the-dynamics-of-male-fear/
Link Arquivado http://archive.is/waXMy

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

"Mulheres Querem Mesmo a Igualdade?" por Nikita Coulombe

Mulheres Querem Mesmo a Igualdade?


Mulheres realmente querem igualdade? Esta é uma questão que eu penso que cada um de nós deve perguntar a nós mesmos. Porque eu francamente não penso que muitos de nós façamos, não a real igualdade de toda forma.

Feministas iriam querer que acreditemos que a vida é muito pior para mulheres que para homens, que somos fracas, e que o "patriarcado" está contra nós, e portanto nós merecemos toda sorte de programas e benefícios apenas para estar num campo nivelado com os homens. Mas o fato pleno é: aqui no Ocidente, estamos muito bem. De muitas formas melhor que os homens. E se nós realmente dermos uma observada na vida dos homens, podemos notar isso.

Muitas de nós não querem [1] pagar metade da conta nos encontros, não queremos trabalhar em serviços sujos e perigosos, não queremos ser alistadas se tiver uma guerra, não queremos ter que provar a uma Corte Judicial que nossos filhos dependem de nós depois do divórcio, e não queremos servir como guarda-costas não-remuneradas ou sermos as primeiras a descer as escadas quando se ouve um barulho estranho... e com sorte para nós, não temos que fazer tais coisas!

Porque homens fazem essas coisas. Voluntariamente. Todo dia. Eles não nos pedem um "obrigado" porque está embutido neles o servir, o doar. E, ainda que isso possa surpreender alguns leitores, homens fazem essas coisas porque eles amam as mulheres. Eles fazem tais coisas para nós tal que nós quem sabe os amemos de volta.

Mulheres devem receber o mesmo pagamento que homens por fazer o mesmo trabalho? Absolutamente. Mas a suposta "disparidade salarial" é cheia de manchetes enganosas e dados infundados. Homens trabalham mais horas que as mulheres, e escolhem especialidades que requerem maior responsabilidade. Por exemplo, mais mulheres estão agora participando das escolas de medicina, mas elas gravitam em torno de áreas como pediatria [2] em vez de cardiologia [3] e neurocirurgia [4], que trazem maiores riscos e responsabilidades, têm mais horas de demanda (veja aqui [5] e aqui [6]) e, por consequência, pagam mais [7].

Instituições estão tentando obter mais mulheres entrando nestes programas intensos e estão confusos sobre por que não conseguem elevar seus números. A razão é: mulheres não querem, portanto não vão! A divisa dos gêneros é na realidade mais pronunciada [8] em nações onde as mulheres têm a maior liberdade para perseguir a profissão que quiserem. Existe uma porcentagem maior de cientistas mulheres na Rússia ou na Turquia que no Canadá ou na Alemanha, por exemplo.

Estudos de longo termo revelam que mulheres preferem trabalhos mais significativos e conectados, que alteiam suas vantagens emocionais mas "conflituam com fazer rios de dinheiro e elevar-se em patamares", como discute a psicóloga Susan Pinker em The Sexual Paradox [9]:
Objetivos intrínsecos como fazer a diferença, ou pertencer a uma comunidade, estão geralmente em oposição direta a objetivos extrínsecos como procurar recompensas financeiras ou prestígio ... mulheres, em média, são motivadas por recompensas intrínsecas no trabalho ... Uma das descobertas foi que a influência das recompensas intrínsecas e autonomia no trabalho aumenta com o grau de educação da mulher ... mulheres mais educadas são também mais interessadas em trabalhar em meio-período, estimulando portanto o fenômeno de não-inclusão de duas formas - mediante sua procura por significado inerente no trabalho, e pelo montante de tempo que elas estão dispostas a comprometer para seus empregos.

E homens tomam menos tempo fora do trabalho depois que têm filhos - dando a eles mais experiência no trabalho e portanto maior potencial de ganhos. Em The Myth of Male Power [10], Warren Farrel fala sobre as três opções que uma mulher cogita quando tem um bebê:
  1. Trabalhar em período integral
  2. Ficar em casa em período integral
  3. Combinação dos dois: trabalhar em meio-período

Homens, por outro lado, cogitam estas três opções:
  1. Trabalhar em período integral
  2. Trabalhar em período integral
  3. Trabalhar em período integral [fazer hora extra pode ser mais uma opção!]

Em geral, diz ele, homens aprendem a amar suas famílias ficando distantes do amor de seus familiares, enquanto mulheres amam suas famílias ficando com o amor de seus familiares.

Mulheres falam sobre se vão ou não "dispor-se para casa ou para o trabalho", enquanto homens nunca tiveram a opção de "dispor-se para a casa". Isto dá aos homens uma vantagem financeira mas impede-os de dar e receber amor.

Em The Father and Child Reunion [11] Farrel escreve:
Mulheres fornecem um útero emocional, relacionado ao amor; homens fornecem um útero financeiro, que lhes tira de seu propósito - amar a apoiar a família, a fim de alcançar seu propósito - amar e apoiar a família. Homens amavam a família estando desconectados; mulheres amavam a família estando conectados. Tradicionalmente, o papel da mulher teve a vantagem do amor e a vantagem emocional.

Mais mulheres estariam dispostas a compartilhar suas vantagens de amor ou compartilhas as pressões financeiras de seus maridos?

Esta é uma consideração por vezes ignorada no debate da disparidade de gênero - se fosse aceitável para homens não ter que trabalhar tão intensamente, mulheres poderiam escolher trabalhos que pudessem gerar mais dinheiro. Porém, isto só aconteceria se mulheres desejassem real igualdade, porque homens seriam então valorizados por algo além de suas carteiras, assim como as mulheres o são.

Não obstante, mulheres largamente ainda querem estar com um homem que ganhe mais dinheiro [12] que elas, realimentando o ciclo em que elas ficam mais tempo fora da força de trabalho do que eles a fim de cuidar dos filhos.

Em Why Women Still Can’t Have It All [13], Anne-Marie Slaughter sugeriu que homens não tenham que fazer o tipo de sacrifícios e compromissos que mulheres fazem, que a hipótese que mulheres poderiam ter carreiras mais potentes se homens fossem dispostos a compartilhar a carga parental igualmente "assume que a maioria das mulheres sentir-se-á tão confortável quanto os homens acerca de estar distante de seus filhos, tão longo quanto seu parceiro está em casa com eles".

Em seu livro conseguinte, Unfinished Business [14], ela explica: "mulheres também encaram a responsabilidade muito mais cultural de serem as cuidadoras, e serem perfeitas nisso, que os homens. Mesmo no século XXI, a América parece perplexa sobre qualquer mulher que não pareça colocar o cuidado de seus filhos acima de sua vida profissional".

Mas quem está pressionando quem?

O que aparenta ser um homem escolhendo trabalho em vez de família é mais um homem sacrificando seus anseios de estar com a família em benefício da sua família.

Onde a mulher pode sentir que é egoísta ao passar tempo longe dos filhos, o homem pode sentir o oposto. Desde que lhe é esperado ganhar mais, ele sente que seria egoísta para ele trabalhar menos horas a fim de gastar mais tempo com as crianças porque ele estaria eliminando a segurança financeira de sua família.

O homem médio ganha mais dinheiro que a mulher média, mas o homem médio trabalha mais horas e está disposto a isso porque ele espera ser recompensado com amor quando ele paga as contas.

Enquanto isso, mulheres são recompensadas com amor quando reduzem suas horas ou saem da força de trabalho depois de ter filhos.

Cuidado infantil acessível permitiria mais mulheres permanecer na força de trabalho se decidissem assim, garantindo menos disparidade salarial em razão da experiência no trabalho. Mas há evidência que isto pode nem mesmo ser suficiente ou ser a solução correta. Mesmo na Suécia, um país com alguns dos mais generosos benefícios de licença parental, as mulheres ainda escolhem [15] ficar quatro vezes o tanto de tempo em casa que os homens, e alguns que inicialmente pensaram que queriam a ajuda do pai para cuidar do filho agora se encontram "invejando mais tempo em casa".

Outra preocupação é como a união de mais papéis tradicionalmente femininos e masculinos em mulheres e homens afetará a identidade de gênero e o sucesso do relacionamento. A questão permanece se ou não mulheres ainda acharão seus parceiros em casa mais atrativos que se eles fossem seus parceiros trabalhando.

Até o presente, parece que esse tipo de homem, por vezes referido como "macho beta", desliga as mulheres, Por exemplo, o psicólogo Lori Gottlieb descobriu que o risco de divórcio é mais baixo quando o marido ganha 60% da renda e a esposa faz 60% do serviço doméstico, e mulheres reportam [16] níveis superiores de satisfação sexual quando há uma divisão mais tradicional de tarefas.

Em outras palavras, iguais oportunidades não necessariamente produzem iguais resultados, e desvios econômicos e mudanças socialmente prescritas nos relacionamentos em direção à "mesmice" não necessariamente resultam em atração sexual e sucesso no relacionamento, coisas essas que não podem ser forçadas.

Ser um homem e um parceiro em casa não é visto como valorosos e não comunicam o comportamento de macho alfa, ao qual muitas mulheres são atraídas [17]. De fato, mesmo quando mulheres se tornam mais financeiramente independentes, elas desejam parceiros mais velhos e mais ricos.

As pilhas foram levantadas, não equalizadas, pelo movimento das mulheres, ao menos para homens. E homens acompanharão qualquer moeda de troca que as mulheres estejam aceitando - significando que eles se adaptarão a qualquer sistema que os recompense.

Crianças assimilam essas mensagens sobre recompensa e valor do amor do pai de formas sutis. Por exemplo, na série de livros Harry Potter, apesar de ambos os pais de Harry, James e Lily, darem sua vida para salvar o filho, apenas a mãe recebe o crédito.

Quando Harry era criança, o mago maligno Lord Voldemort descende ao esconderijo da família por causa de uma profecia em que Harry irá crescer e destruí-lo. James grita para Lily pegar Harry e fugir a fim de que ele possa segurar Voldemort. Ele morre protegendo-os, e então Lily morre protegendo Harry, mas por causa de seu amor, a maldição assassina de Voldemort ricocheteia e o danifica irreparavelmente, deixando Harry com a famosa cicatriz em formato de raio na sua testa.

A mensagem primária é que o amor é mais forte que o ódio. A mensagem secundária é que o amo de uma mãe é mais poderoso que o de um pai, e que a morte da mãe é mais profunda.

Ninguém fala sobre a mensagem secundária porque ela está muito enraizada. O que é surpreendente é que dada a popularidade da série, poucos leitores tomaram a questão do fato que as ações de James e Lily tiveram a mesma consequência e mesmo assim o sacrifício dela foi mais valioso. Esta é mais uma de muitas instâncias em que o propósito do homem é visto como secundário à conexão mãe-filho.

A mensagem que homens ainda estão assimilando é que eles devem prover financeiramente para permanecer relevantes. Em algum nível, meninos sabem que um homem com pouco potencial de ganhos é menos propenso a encontrar uma parceira desejável e é mais propenso a acabar divorciado; eles sabem que uma significativa porção de seu valor e desejabilidade está diretamente atrelada a seus potenciais ganhos (veja aqui [19] e aqui [20])

Meninos também captam o estigma contra pais caseiros - uma pesquisa recente [21] da Pew Research revelou que 51% das pessoas diz que crianças estão em melhor situação se suas mães ficam em casa enquanto apenas 8% sente o mesmo sobre os pais.

Este é provavelmente o porquê de mulheres comporem a maioria dos graduados universitários, e mesmo assim homens são ainda maioria [22] nos campos de Ciência&Tecnologia.

Baseados nas proporções e e diferenças de ganhos, em uma primeira olhada, pode parecer discriminação contra mulheres, mesmo assim ambos os sexos sabem de antemão que a rota da Ciência&Tecnologia mais provavelmente levará a maiores rendas.

Uma razão por que homens e mulheres diferem em escolhas maiores é que eles simplesmente têm preferências diferentes. Por exemplo, homens iriam trabalhar [8] com materiais inorgânicos enquanto homens preferem trabalhar com coisas vivas e mulheres matematicamente dotadas são mais propensas a ter fortes habilidades verbais que homens matematicamente dotados, dando-lhes um leque maior de escolhas de carreira.

Outra razão para homens e mulheres diferir é que mais geralmente homens têm que pagar o seu próprio caminho. A tendência de genitores gastando mais na educação de seus filhos meninos nos anos 1970 não apenas equalizou nos anos 1990 mas reverteu final dos anos 2000; genitores agora gastam 25% mais dinheiro na educação das filhas do que na de seus filhos.

Também, existe uma penitude de disciplinas oferecidas a pessoas de todos os sexos e etnias, mas mais disciplinas - tanto acadêmicas quanto atléticas - são oferecidas exclusivamente a mulheres que a homens. Por exemplo, em scholarships.com - um dos sites mais populares para procurar e inscrever-se nos EUA - disciplinas para mulheres superam o de homens na proporção de quatro para um.

Mulheres têm outras vantagens quando se trata de saúde e bem-estar. No mundo todo mulheres vivem mais [23] que homens. Uma quantidade ligeiramente superior de homens é diagnosticada com câncer de próstata em comparação à de mulheres diagnosticadas com câncer de mama, mesmo assim pesquisa sobre o câncer de mama é mais financiada com subsídios federais em relação ao câncer de próstata na razão de quase dois para um (veja aqui [24] e aqui [25]). Homens morrem a taxas mais altas [26] de praticamente todas as quinze maiores causas de morte; as maiores diferenças estão em doenças do coração, suicídios e injúrias fatais causadas por acidentes não-intencionais. Homens também superam mulheres em trabalhos perigosos. 92% das fatalidades de trabalho [27] na América é mnasculina. Construção é responsável pela maioria dessas mortes, com a maioria dos acidentes ocorrendo de quedas e escorregadas.

Mulheres são mais propensas a terem pensamentos suicidas em relação aos homens, porém suicídio masculino é quatro vezes o total do feminino, representanto 4 em cada 5 nos EUA. De fato meio milhão de suicídios [28] masculinos poderia ser evitado nos últimos quinze anos - por volta do mesmo montante de pessoas que morreram na epidemia de AIDS nos EUA até o presente. E homens perfazem a maioria [29] dos sem-teto, tanto abrigados quanto desabrigados. Isto inclui homens veteranos, que perfazem uma porção considerável da população de rua nos EUA.

Em outras palavras, muitos homens são invisíveis. Quando homens não estão ativamente contribuindo para o sistema, o sistema esquece deles. O "patriarcado", portanto, não se preocupa com os homens também. Como disse o psicólogo Roy Baumeister [30], "O que aparenta ter funcionado melhor para as culturas é colocar os homens uns contra os outros, competindo por respeito e outras recompensas que acabam distribuídas muito desigualmente". Enquanto mulheres são recompensadas por "ser", homens são recompensados por "fazer" - "Homens têm que provar a si mesmos produzindo coisas que a sociedade valoriza ... Esta insegurança social básica da homenidade é estressante para os homens ... mas esta insegurança é útil e produtiva para a cultura, para o sistema".

Mulheres vivem num mundo muito mais amigável, muito menos assassino. Como mulher, quando ando na rua, eu posso sorrir para as pessoas e elas sorriem de volta. Eu posso sorrir para crianças, e ninguém pensará que sou pedófila. Se eu chorar, as pessoas me confortarão. Se eu me sentir discriminada, as pessoas me ajudarão. Se eu for sexualmente atacada, as pessoas acreditarão em mim - exceto se a evidência provar o contrário. Homens não podem dizer o mesmo.

Você sabe o que é pior que cantada de rua? Ninguém te acenando. Jamais sentir-se desejável. Sempre ter que tomar a iniciativa sexualmente e acabar rejeitado a maioria das vezes. Um dos privilégios de ser mulher é que não temos que pedir por consentimento afirmativo porque não temos que tomar iniciativa e portanto não somos vistas como responsáveis ou encarregadas por qualquer coisa que acontecer. Com certeza sou menor e mais vulnerável fisicamente, mas a qualquer momento posso acusar qualquer homem de dizer algo sexista ou de tocar-me de maneira inapropriada e ele pdoe perder seu emprego e sua família. Ele é culpado até provado inocente. Mesmo que ele seja inocentado, eu não encararei repercussão alguma.

Ultimamente, se nós realmente quisermos igualdade nós estaríamos nos perguntando com a vida realmente é para eles. Porque enquanto os papéis masculinos estiverem limitados, os femininos também estarão. Se realmente queremos igualdade, deveríamos faalr de iguais responsabilidades juntamente com iguais direitos; nós deveríamos ter conversas honestas acerca das diferenças biológicas e da atração. Até fazermos tais coisas, nós nos encontraremos em um contínuo bloqueio, reclamando de tais coisas triviais como manspreading e nos perguntando por que não podemos ter tudo enquanto erroneamente pensando que homens tenham tudo.


Notas e Links
[1]http://archive.is/aJ0Q8
[2]https://www.aap.org/en-us/about-the-aap/departments-and-divisions/department-of-education/Documents/women_med_demographics.pdf
[3]http://archive.is/axGjh
[4]http://archive.is/c6itM
[5]http://archive.is/BESBj
[6]http://archive.is/qCOlF
[7]http://archive.is/1CIc4
[8](1, 2) http://archive.is/Z0B0K
[9]http://www.amazon.com/gp/product/0743284712/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1789&creative=390957&creativeASIN=0743284712&linkCode=as2&tag=bet0f5-20&linkId=G4FPHTJWX3CBE5XT
[10]http://www.amazon.com/gp/product/B00IDHV5EM/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1789&creative=390957&creativeASIN=B00IDHV5EM&linkCode=as2&tag=bet0f5-20&linkId=WR2B5X2BSWUH65EV
[11]http://www.amazon.com/gp/product/B004YQQSBQ/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1789&creative=390957&creativeASIN=B004YQQSBQ&linkCode=as2&tag=bet0f5-20&linkId=5HH7X5BB3OITMNCC
[12]http://archive.is/VjcxL
[13]http://archive.is/9Nong
[14]http://www.amazon.com/gp/product/0812994566/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1789&creative=390957&creativeASIN=0812994566&linkCode=as2&tag=bet0f5-20&linkId=H2UMGJ5HUHMSVXYQ
[15]http://archive.is/80hup
[16]http://archive.is/i6V2A
[17]http://archive.is/jVdsI
[18]http://archive.is/RQIYe
[19]http://archive.is/FfORH
[20]http://archive.is/7C7Wg
[21]http://archive.is/tLNEg
[22]https://nces.ed.gov/pubs2009/2009081.pdf
[23]http://archive.is/bayne
[24]http://archive.is/LQCdB
[25]http://archive.is/OC5Y0
[26]http://www.cdc.gov/nchs/data/nvsr/nvsr61/nvsr61_04.pdf
[27]http://archive.is/ER5T
[28]http://www.pnas.org/content/112/49/15078.full.pdf
[29]https://www.hudexchange.info/resources/documents/2015-AHAR-Part-1.pdf
[30]http://archive.is/eFRNf

META
Título Original Do Women Really Want Equality?
Autor Nikita Coulombe
Link Original https://www.avoiceformen.com/sexual-politics/do-women-really-want-equality/
Link Arquivado http://archive.today/pP082

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

"Destruindo a Armadilha Kafka Feminista" por August Løvenskiolds

Destruindo a Armadilha Kafka Feminista


Você sabia que as feministas pensam que zero estupros reportados significa que está ocorrendo um tremendo montante de estupro nos campi? Ou que baixas taxas de estupro militar provam o racismo? Por que as feministas pensam de maneira tão bizarra, ilógica e até mesmo pueril? Por que elas cultivam e promovem tal loucura? Algo pode ser feito para parar esse espalhamento cancerígeno de sua inanidade?

Neste artigo, eu inicio reduzindo-te a um estado infantiloide de confusão e dependência. Então eu usarei non-sequitur na forma de acusações para te convencer de que você é culpado de algo do qual você é inocente. Enquanto você se debate contra sua falsa anagnórise [1], então eu te oferecerei a mais minúscula lasca de esperança, disponível apenas enquanto você aderir a meus fracamente especificados padrões para sua salvação.

Parece divertido, não? Bem-vindo ao Introdução ao Feminismo. Bem-vindo à Armadilha Kafka.

Você pode ler mais sobre a Armadilha Kafka feminista aqui e aqui. Como você é sexista, eu sei que você vai querer ler mais sobre isso. É isso o que sexistas fazem. É isso o que você vai fazer.

Oh, que divertido - você acha que não é culpado de sexismo. O simples fato de você negar seu sexismo é prova de que você é sexista. Por que não admite isso? Por que você não avalia seu privilégio? Elimina sua masculinidade tóxica? Que tipo de monstro é você?

O patriarcado criou uma cultura de estupro usada para oprimir as mulheres, e todos os homens beneficiam-se dela às expensas do homem enquanto classe. Se você discorda disso, você é violento. Eu não estou dizendo que "você é parte disso" e que "você é idiota" porque eu quero que você mesmo chegue a essas conclusões. Internalize. Renda-se à minha instrução e perdão amáveis, somente se você for homem o bastante para admitir.

Nós não odiamos os homens apesar de todas as coisas horríveis que alegamos que eles nos têm feito. Nós apenas precisamos que os homens ensinem a si mesmos como ser melhores homens, melhores aliados do feminismo. Você sabe, pequenos escravos de cada capricho nosso.

Quase todo artigo que você ler da mão de feministas escrevendo para homens segue o mesmo script. Elas estão tentando te destruir de tal forma que elas possam te reconstruir à sua imagem (a delas). Este é um plano tomado pela perversão do crescimento da inteligência humana normal.

O crescimento social humano é marcado por transições e recapitulação de várias formas de entender o mundo. Tal qual crianças em um mundo novo e confuso nós aprendemos a procurar e confiar no amor e instrução dos pais. Enquanto crescemos, começamos a buscar apoio de nossos pares. Eventualmente, homens se tornam mais individualistas, buscando distinguir-se de outros mediante realizações. A cada novo estágio, nos rebelamos um pouco ou um muito com as autoridades - parentes, pares etc. - dos estágios anteriores.

Com cada nova experiência de vida, nós regredimos um pouco para reiterar estes passos a fim de construir novos entendimentos da nova experiência. Os primeiros dias da experiência de alguém, digamos, numa nova escola são marcados por temor e confusão enquanto procuramos aprovação e nosso lugar no mundo. Uma vez que nos tornamos familiares e então confortáveis em nossos novos cantinhos, reconstruímos nossas bases de suporte de pares ou reasseguramos nossa individualidade.

Feministas estão cientes do ciclo natural humano de usar a perspectiva de uma criança como base para manter o entendimento. Elas maliciosamente exploram isso a fim de espalhar e regular sua ideologia. Ironicamente, elas são pegas nessa armadilha, uma armadilha construída cuidadosamente e mantida pelos seus pares ideológicos.

É por isso que elas não podem tolerar questionamentos às suas crenças. Papai Noel precisa viver para sempre, e os cercados do bercinho não podem ser derrubados.

Em vez de empoderar mulheres, feministas as mantêm em confusão infantiloide tanto com seu medo de homens quanto com seus "espaços seguros" projetados para assegurar os estados mentais de fraqueza. Por exemplo, depois de Milo Yiannopoulos tentar falar na DePaul University, feministas correram para construir um espaço seguro a fim de reconstruir seu bercinho mental danificado. Enquanto censura e espaços seguros parecem maneiras bizarras de mostrar o empoderamento das mulheres, eles fazem perfeito sentido para uma seita frágil que tenta expulsar pontos de vista competidores que tenham fatos objetivos a seu favor.

Quase toda faceta do feminismo atual pode ser explicada pela Armadilha Kafka:

"Avaliação de privilégio" é uma forma de manter alguém em estado de vergonha, o que incapacita a habilidade de protestar se você é inocente de suas falsas acusações.

Mansplaining e manspreading são termos projetados para te fazer sentir-se culpado sobre miudezas imaginárias contra mulheres. Como "politicamente correto", o termo "microagressão" tem por intenção te manter cauteloso, se não paranoico, sobre tudo o que você vier a fazer. Andar na calçada em direção a uma mulher é microagressão - você está colonizando seu espaço. Evitar caminhar na calçada em direção a uma mulher também é microagressão - você está implicando que ela seja imunda demais para se estar perto. "Sexismo" é um crime tão abrangente e mal definido que tudo pode ser chamado de sexista exceto quando uma mulher o faz - mesmo que esta não seja uma definição de dicionário do sexismo.

Destruindo a Armadilha Kafka

Prevenção é a melhor maneira de frustrar a armadilha. Artigos como esse servem como uma espécie de inoculação - se você sabe sobre a Armadinha Kafka e pode reconhecê-la quando alguém a usa em você, você está naturalmente menos vulnerável a ela. Tiros intensificadores regulares de razão e invectivas contra o feminismo são necessárias a fim de manter a guuarda ativa, o que é a razão por que eu escrevo não muitos artigos engajando as fraquezas do feminismo.

Mesmo que eu apoie a igualdade legal entre gêneros, eu resisti com sucesso à Armadinha Kafja negando repetidamente a acusação que eu era sexista. Quando eles reclamaram que minha negativa era prova de meu sexismo, eu então neguei que era uma borboleta, e perguntei se isso me fazia uma borboleta. Isto fez meus acusadores feministas cada vez mais furiosos ao ponto de tornarem-se fisicamente abusivos. Eu permaneci imóvel. Eu finalmente fui expulso de seu espaço - um homem recalcitrante que apoiava a igualdade era uma ameaça grande demais para seus paradigmas.

A campanha presidencial de Donald Trump mostra outra forma de destruir a armadilha - quando alguém tenta difamá-lo com acusações de alguma maligna misoginia, ele ataca com o dobro de vigor de seus atacantes, geralmente de formas ainda mais bizarras que seus atacantes usam contra ele. A multidão aplaude - eles sentem as gavinhas da armadilha e ficam impressionados com o poder de um homem que revida com tão violenta perícia. "Este é o homem que eu quero para presidente", pensam eles.

É possível que uma feminista pega na Armadilha Kafka escape? É raro, mas acontece. O nascimento de uma criança, em especial de um filho, pode dar à feminista uma nova perspectiva que faz seu ódio anterior contra homens soar vazio. (É por isso que feministas são tão agudas sobre o aborto, e mesmo celebrando abortos - matar bebês defende e reconstrói as muralhas da armadilha.)

Pode uma contra-armadilha à Armadilha Kafka ser criada? Não tenho certeza, mas imagino que seja possível. Já sabemos que a feminista é vulnerável a argumentos bizarros, circulares e não-falseáveis. Empurrar tais argumentos ainda mais até o buraco negro do absurdo no território emocional pode, penso eu, despedaçá-las.

Por exemplo, no último outono a hashtag do Twitter #ShoutYourAbortion deu às feministas a chance de crocitar sobre matar seus filhos. Celebrar tal decisão horrível já é bem maluco, imagine então um homem tentando convencer uma mulher feminista que eles deveriam fazer sexo a fim que ela também possa "gritar seu aborto". Se ela declina, ele utiliza a Armadilha Kafka e exige que ela avalie seu privilégio. Ela é mesmo feminista? Ela tem a chance de tornar-se uma vítima de estupro e uma encorajadora em primeira mão do aborto. Que feminista de verdade resisitiria à chance de patrocinar questões das mulheres?

Isto é um absurdo, obviamente, e este é o ponto: a esperança é que em algum ponto a deliberada suspensão de descrença das feministas colapsará, e elas experimentarão a anagórise [1] - algumas vezes chamada de "momento da pílula vermelha" - por si sós.


Notas
[1](1, 2) Anagnórise: do grego "ἀναγνώρισις", "reconhecimento": um recurso de narrativa, no qual um personagem descobre detalhes essenciais de sua identidade, de entes queridos ou em sua volta, que estavam até então ocultos. Esta revelação altera a conduta e obriga o persoganem a formar uma nova ideia mais exata de si meso e de sua situação.

META
Título Original Destroying the feminist Kafka Trap
Autor
August Løvenskiolds
Link Original https://www.avoiceformen.com/feminism/feminist-lies-feminism/destroying-the-feminist-kafka-trap/
Link Arquivado http://archive.today/BOZs3