terça-feira, 8 de agosto de 2017

GirlWritesWhat Selecta - 3

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Você está automaticamente saltando para uma situação onde mulheres têm uma clara vantagem e convenientemente ignorando onde tais vantagens não existem.

Não, não estou. Talvez você seja simplesmente incapaz de absorver um argumento e processá-lo. Então permita-me quebrá-lo em minúsculas partes digeríveis para você:

  1. enquanto cotas não existem de ponta a ponta em toda companhia, elas existem em muitas. Tais companhias comumente têm políticas para ativamente promover mulheres, agressivamente buscar talentos femininos, e priorizar mulheres na linha de carreira.

  2. não obstante estas medidas artificiais extensivas, a reserva de mulheres que são

    1. qualificadas, e
    2. interessadas

    nas posições ou assentos corporativos superiores permanece lamentavelmente pequena comparada aos homens. Estas companhias não conseguem preencher as posições que elas voluntária ou involuntariamente reservaram às mulheres, mesmo que estas empresas tenham suportes e infraestrutura massivos para buscar e promover tais mulheres.

  3. você mesmo indicou que as mulheres que estas grandes companhias estão agressivamente procurando não estão no alto escalão ou ao longo de "outro lugar" (isto é, em companhias menores). Elas não estão.

  4. firmas pequenas são isentas de todos os tipos de requerimento de diversidade que aplicam-se a companhias maiores. Por quê? Porque buscar, recrutar e agressivamente promover mulheres como política custa tanto que firmas pequenas não podem proporcionar isso. As iniciativas e medidas necessárias são caras demais para o restante da base trabalhadora compensar os custos.

Então, onde estão essas mulheres? Elas estão sendo convidadas. Estão sendo bem-vindas. Estão sendo encorajadas. Estão sendo procuradas. Estão sendo promovidas acima dos homens, com tudo o mais sendo igual (ou próximo de ser igual). Elas estão recebendo uma vantagem formal em um monte de grandes corporações. E elas são também as beneficiárias de vantagens informais na contratação (todo mundo está desesperado para melhorar a "diversidade de perfis" nesses dias).

Eventualmente você vai ter que se perguntar: "é este tipo de sucesso que a maioria das mulheres realmente quer?". Se não é isto o que a maior parte das mulheres quer, então como é que isto pode ser um problema? Se as mulheres que querem mesmo isso são capazes de fazê-lo, e as mulheres que não são capazes de fazer o que elas quiserem, isto é mesmo um problema real? Se isso não é um problema, como os ADHHM podem afirmar que mulheres são "o problema", ou que são "seus próprios problemas"?

A principal razão por que mulheres não são promovidas tão comumente quanto homens é que elas não querem ser promovidas. Adicionalmente, mesmo mulheres que têm nobres e exaltadas aspirações de ser parte ou chegar ao ofício executivo estão encontrando-se a si mesmas desencantadas e acabam escolhendo sair deste caminho. E não, não é porque elas encontram barreiras institucionais, ou porque "é mais difícil para mulheres que para homens" -- elas observam o que homens ao redor delas têm que fazer ali e dizem a si mesmas: "bem, dane-se, não quero parte alguma nesse monte de merda. O esforço é demais para a recompensa.

Eu não vejo problema algum nisso. Eu recusei toneladas de promoções no passado, e até mesmo requeri uma demoção antes (consegui a demoção e 15% de aumento com ela, longa história). Minha irmã está em posição bem alta na administração de serviços de saúde a nível federal, e ela recusou um porrilhão de promoções. Ela simplesmente não está interessada em gastar 1/3 de sua vida em aviões e hotéis em países estrangeiros. Outros homens e mulheres em volta dela tomaram essas promoções, e conseguiram o status e pagamento maiores (e mais stress, e nunca estar em casa, e a coisa toda).

O que é isto, além de indivíduos fazendo as escolhas que são corretas para eles? Se a você está sendo oferecida uma promoção, ou uma posição na escada, e você decide que a recompensa não vale o investimento, a você não está sendo negada igualdade de oportunidade.

Agora eu te garantirei, estas mulheres são de fato um problema para o feminismo.

Mas aí é que tá. Se às mulheres estão sendo oferecidas promoções e elas estão recusando, então a insuficiência de mulheres nos quadros corporativos e no alto escalão é "culpa das mulheres". De quem mais seria?

Agora vamos olhar para a custódia das crianças. Que quero te perguntar, e quero que você seja tão honesto contigo mesmo quanto puder possivelmente ser (o que provavelmente não é muito, mas enfim), mas digamos que tomássemos essa abordagem agressiva de recrutamento com homens e custódia.

Você acha que se você dissesse a qualquer outro pai médio de fim de semana "você gostaria de que te concedêssemos mais tempo com seus filhos?" a resposta principal destes homens seria "Obrigado, mas não, obrigado. É muito trabalho pelo que vale"?

Se estivessem disponíveis cotas e iniciativas e vieses favorecendo a concessão de mais tempo para os pais homens com seus filhos, você acha que homens, em geral, não tomariam vantagem disso? Que eles diriam "bem, você fez um bom caso, mas eu simplesmente não estou interessado"?

Você acha mesmo que este seria o resultado?

E agora eu quero que você realmente olhe para as duas situações.

Para mulheres e o alto escalão executivo, mesmo as companhias que são agressivas em termos de recrutamento e promoção de mulheres, que lhes dá mentoramento extra e suporte bem como prioridade de ação afirmativa na contratação e promoção, não temos representação 50-50. Estudos têm indicado que a razão para isso e que, na maior parte, mulheres não querem.

Agora observe a custódia. Há evidência que quando homens e mulheres requerem qualquer nível de custódia física, mulheres a recebem 65% mais comumente que homens. Então sim, mesmo quando homens pedem pela custódia, eles são significativamente menos propensos a obtê-la do que mulheres o são.

Temos evidência (anedótica, sim, mas informada) de advogados de direito de família que vão direto ao ponto e advertem seus clientes homens para não tentar a custódia a não ser que eles tenham bolsos profundos e um bom tanto de tempo. E apesar disso, há muitos homens que pedem por custódia. A proporção de homens que pedem por custódia quase certamente excede a proporção de mulheres comparada com homens no alto escalão ou nos quadros corporativos.

Ninguém está estendendo o tapete vermelho a homens no que concerne a custódia na forma que se tem feito por décadas com mulheres e empregos superiores. Ninguém está oferecendo a eles custódia a fim de que eles possam recusar, e de fato, profissionais no assunto estão lhes informando que pedir por isso é tipicamente sem sentido. E mesmo quando eles pedem, eles são menos propensos a obter qualquer medida de custódia do que as mulheres.

Eu só posso imaginar sua reação se eu alegasse o mesmo para mulheres em qualquer situação.

Certamente. Exceto pelo fato que a avassaladora evidência neste ponto é que não apenas mulheres não estão pedindo por promoções para o topo tão frequentemente quanto os homens, mas que quando tais promoções lhes são oferecidas, elas não aceitam -- que mulheres não aceitando promoções que lhes são oferecidas sem sequer terem pedido é a principal razão de serem sub-representadas no topo.

Você acredita mesmo que estas duas situações são remotamente comparáveis?


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Autor Karen Straughan
Link Original https://www.reddit.com/r/PurplePillDebate/comments/6dhe4e/_/dibui0e/
Link Arquivado http://archive.is/4yxEL

segunda-feira, 10 de julho de 2017

GirlWritesWhatSelecta - 2

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BigBigHoe

Eu nunca vi um artigo, ou um TIL [1] ou qualquer forma de história indicando que ADHs estão de fato fazendo algo e angariando fundos e organizando-se para fazer uma mudança nesses problemas. Eu apenas ouço estas questões sendo trazidas a lume pelos ADH quando eles tentam argumentar que mulheres não são oprimidas e nem são sujeitas a discriminações reais. [E]

Earl Silverman fez. Ele botou para funcionar uma linha-de-crise para homens abusados do seu próprio bolso por vinte anos. Durante esse tempo, ele conseguiu um crédito do governo de $800.

Quando ele quis abrir um abrigo, ele aplicou para o departamento de saúde e serviços humanos do governo da província (HHS; eles são o único corpo que realmente concedem fundos para essas coisas). Eles disseram que tinham que obter aprovação do ministério federal responsável pela Situação das Mulheres (SOW - status of women) antes que pudessem liberar quaisquer fundos.

Veja, no Canadá violência doméstica é considerada uma "questão feminina" e qualquer negócio do governo que possa impactar mulheres deve ser vetado pela SOW.

A SOW falou para ele ir passear. Elas disseram que o mandado delas era lidar com questões que se referem a mulheres, e vítimas masculinas não tinham nada a ver com elas - volte ao HHS provincial e pergunte lá.

Ele disse que tinha feito isso, e eles o enviaram à SOW. Eles disseram que não tinham nenhuma ordem de liberar fundos para homens. Então ele voltou ao HHS e eles lhe disseram que como a violência doméstica era considerada uma questão feminina, eles não podem liberar fundos para um abrigo masculino sem a aprovação da SOW.

Quatro anos se passaram nesse vaivém. Finalmente, em 2006 se não me engano, ele apresentou uma ação na Comissão de Direitos Humanos (HRC - human rights commission). Ele afirmou que o governo estava discriminando contra homens. A HRC é interessante, porque eles têm largos poderes discricionários (eles podem confiscar propriedades sem mandado judicial), podem aplicar multas massivas quando encontram um caso de discriminação, podem registrar estas multas em uma corte comum e neste ponto se você não vai ou não pode pagar, você vai preso, e um monte do que acontece ali não é matéria de anotação pública.

De qualquer forma, sua primeira tentativa de audiência, em estágio preliminar, ele representou a si mesmo e estava contra dois advogados: um do HHS e outra do Alberta Provincial Network of Women's Shelters (estas nobres feministas).

Eles argumentaram com sucesso que, apesar de estatísticas do governo indicarem que quase metade das vítimas de violência doméstica são homens, ele não demonstrou a necessidade de tais abrigos. E adicionalmente, desde que não existia um corpo do governo cuja responsabilidade seja financiar serviços de violência doméstica para homens, não existia nenhum corpo formal do governo para ele processar. Também, no Canadá não é ilegal discriminar contra homens. Mesmo o governo tem permissão para essa discriminação.

Earl teve sua audiência negada.

Ele não desistiu. Ele abriu um abrigo em sua própria casa com seu próprio dinheiro. Ele tentou (não muito bem, dado que ele não era entendido de internet) publicizar e obter doações. Ele estava tão desprovido de grana que teve que cobrar $20 por noite dos homens para cobrir os custos com as refeições. Mas ele fez. Ele recebeu homens, alguns deles com crianças. Ele fez isso a fim de poder rebater o argumento de que não havia necessidade. Se ele abrisse um abrigo para homens abusados e homens abusados começassem a aparecer, então obviamente havia uma necessidade. Talvez não para igual financiamento, mas para alguma coisa que seja. A província recebe dezenas de milhões de dinheiro de impostos para serviços de violência doméstica para mulheres todo anos (eu já vi algumas estimativas de centenas de milhões), e o diretor médio de um abrigo recebe seis dígitos. Earl queria fundos operantes suficientes para manter as portas de um abrigo abertas.

Ele também construiu um argumento legal que ele pensou que funcionaria, e foi uma segunda vez para o HRC.

Precedentes Jurisprudenciais são uma coisa ardilosa. Pense nisso: A Ação Judicial 1 alega que mulheres estão em desvantagem, e o querelante vence e a desvantagem é remediada. Quando a Ação Judicial 2 está sendo discutida, eles apontam a Ação Judicial 1 e dizem "este julgado claramente reconhece a desvantagem contra as mulheres". Eles vencem, ainda mais facilmente que a Ação Judicial 1, porque agora a desvantagem das mulheres é uma matéria da jurisprudência. Então paralelamente vem a Ação Judicial 3. Eles apontam as duas decisões anteriores, ambas indicando em termos inequívocos que mulheres são desprivilegiadas, e seu caso é ainda mais fácil de vencer - ainda que ambas as desvantagens tenham sido remediadas. Cada caso que as feministas têm vencido melhorou as desvantagens das mulheres, mas reforçou sua posição como pessoas desprivilegiadas diante da lei. E em razão de como a nossa Carta de Direitos e Liberdades foi escrita, isso pode prosseguir indefinidamente.

Earl estava novamente representando a si mesmo contra dois advogados nos procedimentos preliminares que determinariam se ele obteria uma audiência.

Ele argumentou que as coisas mudam. A Justiça não é uma coisa estática, é orgânica. Como uma árvore, alguns ramos secam e outros se formam. Não seria possível que as desvantagens das mulheres tenham sido remediadas tal que agora os homens é que estejam sofrendo injusta discriminação? Ele argumentou que havia uma necessidade. Ele abriu um abrigo, vítimas masculinas tomaram refúgio ali.

E novamente ele teve sua audiência recusada.

Neste ponto ele estava desesperado em ter obtido todo esse fiasco no registro público, então ele empregou o que ele chamou de "Gambito [2] Rosa Parks". Ele redigiu uma citação aonde fez uma ameaça inverossímil contra um dos advogados da oposição. Eu creio que foi algo na linha de um "Se X, eu vou arrancar sua face". E claro, ele pesquisou no Google sobre se era realmente possível arrancar a face de alguém. Ele queria ser preso. Ele queria ser processado. Porque então, tudo o que ele fez estaria nos registros públicos.

A Polícia veio e apreendeu seus computadores, todos os arquivos, cada lasca de tudo que ele fez nos últimos anos. Eles o prenderam e o processaram. E, acredito eu, no decorrer de coletarem seus e-mails e pesquisar no histórico, descobriram o que ele pretendia fazer. Os processos foram silenciosamente descartados.

Mais ou menos um ano depois, incapaz de manter os pagamentos da hipoteca, ele foi forçado a vender sua casa. No dia que o novo morador tomou posse, ele encontrou Earl enforcado na garagem.

Este cara literalmente tentou fazer as coisas. Ele enfrentou o ministério federal responsável pela situação das mulheres, o departamento provincial de saúde e serviços humanos, e advogados contratados pela rede provincial de abrigos para mulheres, bem como uma Carta de Direitos e Liberdades canadense que permite discriminação contra homens, e quarenta anos de jurisprudência justificando e reforçando isso.

Mas si. A rede de abrigos para mulheres de Alberta arrecada $250 milhões anualmente (por uma das estimativas que vi), e Earl conseguiu uma única concessão de $800 no decurso de vinte anos de advocacia e mundo real, na assistência de base para homens abusados.

Por volta de uns oito anos antes de sua morte, Earl estava numa apresentação pública chamada Alberta Prime Time discutindo acerca das vítimas masculinas. A então chefe da rede de abrigos para mulheres, Jan Reimer (que era um tipo de celebridade local) foi convidada. Ela declinou. Produtores da apresentação falaram a ele, detrás das câmeras, que ela lhes disse que comparecer para discutir sobre vítimas masculinas levaria à falsa legitimidade da noção que tais vítimas existem.

E claro, depois de sua morte, feministas saíram da toca para a mídia mainstream a fim de retratá-lo como um maluco com um parafuso solto que era difícil e hostil e simplesmente "não queria trabalhar por dentro do sistema". Que compassivo da parte delas.

-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=

[1]TIL = Today I Learned - uma comunidade do reddit onde as pessoas comentam curiosidades que aprenderam por acaso.
[2]"Gambito" é como os enxadristas chamam, genericamente, estratégias de sacrifício, onde eles abrem mão de uma peça (um peão, um cavalo, uma rainha &c.) a fim de obter algo mais vantajoso no futuro (e.g. um xeque-mate ou uma peça mais valiosa).
[E]Contexto: o redittor BigBigHoe fez esse comentário, ao qual Karen respondeu com este post.

META
Autor Karen Straughan
Link Original https://www.reddit.com/r/Documentaries/comments/6b40ud/the_red_pill_2017_movie_trailer_when_a_feminist/dhkng70/
Link Arquivado http://archive.is/U0VeL

sábado, 8 de julho de 2017

GirlWritesWhatSelecta - 1

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Neste post, Karen responde um comentário falando sobre aquela velha lorota de "as feministas da primeira onda tinham um ideal justo e puro", que tenta sempre isentar as feministas de suas visões classistas, elitistas e supremacistas - resumindo: a luta por "iguais direitos" nunca existiu.

É óbvio que o feminismo foi iniciado por pessoas que não tinham os mesmos direitos que os homens. Homens e mulheres tinham conjuntos distintos de direitos.

Então vamos olhar para maridos e esposas (pois esta é a principal área onde homens e mulheres tornaram-se sujeitos da direitos diferentes).

Uma mulher tinha direito ao suporte financeiro do seu marido. Um homem não tinha direito ao apoio financeiro de sua esposa. Um homem tinha o direito de administrar a propriedade de sua esposa. Uma mulher tinha o direito a um interesse vitalício sobre na propriedade de seu marido (direitos de dote).

Então, basicamente o marido tinha o direito de administrar a renda e propriedade de todos os membros da família (sua esposa e seus filhos). Ele também tinha a responsabilidade de suportá-los no melhor de sua capacidade. Se os impostos não fossem pagos, ele seria penalizado por evasão de divisas, sua família não. Se os débitos da família entrassem em incumprimento, ele era enviado para a prisão dos devedores, sua família não.

Começando em 1860 no Reino Unido e propagando-se daí, as leis de propriedade marital foram reescritas. Isto deu às mulheres "direitos de propriedade iguais" no âmbito do casamento.

É claro que isso não é precisamente o que alguém chamaria de igual.

Primeiro, homens ainda eram 100% responsabilizados pelo suporte financeiro à esposa e aos filhos -- ainda era seu trabalho prover todas as suas "necessidades".

Anteriormente, ele teria a propriedade e renda da esposa e filhos à sua disposição a fim de habilitá-lo a fazer isso. Agora, a renda e propriedade de sua esposa era dela e dela somente, e ele não tinha nenhuma pretensão de direito sobre tais coisas e nem tinha direito algum de tocar nelas (ou sequer ser informado delas).

Debaixo desse novo conjunto de lei, ela ganhava os direitos do homem mas não as responsabilidades. De fato, se ocorresse um período (digamos que ele acabasse desempregado ou perdesse dinheiro em um investimento) onde ela fosse forçada a sustentar a ele, às crianças ou mesmo a si mesma com sua própria renda, ela tinha uma pretensão legal válida contra a propriedade dele para reembolso.

Isso levou a um número de desastres, um dos quais foi aproveitado pelas suffragettes no Reino Unido nos anos 1910 ao longo do ativismo de resistência à tributação. O lema delas era "sem voto, sem imposto", porém, embora a propriedade e a renda das mulheres casadas era tributada, as mulheres que detinham essa propriedade e renda não eram aquelas responsabilizadas por pagar as taxas sobre ela. Isto era considerado uma "necessidade" e portanto caía debaixo do guarda-chuva das responsabilidades do marido. A única maneira de absolver um homem dessa responsabilidade era mediante um divórcio onde ele tinha causa, o que era extremamente difícil de assegurar (e algumas vezes nem isso o absolvia).

Talvez o caso mais famoso desse tipo foi o de Mark Wilks, um professor de escola, e sua esposa Dra. Elizabeth Wilks, uma médica. Ele foi aprisionado por evasão de divisas quando sua esposa recusou-se a pagar os impostos dela mesma. Não apenas ele era incapaz de pagar os impostos sobre a opulenta renda de sua esposa com seu salário de professor (depois de pagar tudo o mais, dado que era seu dever como marido, não esqueça disso), em sua defesa diante das cortes ele atestou que mesmo que ele fosse capaz de proporcionar esse pagamento, ele era praticamente incapaz de fazê-lo porque sua esposa recusava-se a providenciar-lhe a documentação que ele precisava a fim de calcular os impostos e pagá-los. E a lei daquele tempo não lhe dava o direito de sequer demandar a documentação da renda dela a fim de que ele pudesse pagar os impostos dela.

Da parte dela, ela deu muitas entrevistas com jornalistas encorajando outras mulheres suffragettes, que ela descrevia como sendo quase totalmente "mulheres de posses" a seguir seu exemplo e recusar-se a pagar seus tributos e transformar seus maridos em ativistas de prisão involuntários.

Depois de passar algum tempo na prisão, a saúde do Sr. Wilks, que já não estava muito boa para começo de conversa, começou a deteriorar. Ele foi liberado sob fundamentação humanitária e morreu alguns meses depois.

Então você tinha literalmente uma mulher médica ricaça que era legalmente intitulada ao suporte do seu marido menos rico. Ela não tinha nenhuma obrigação financeira com respeito a si mesma, nem mesmo para si mesma, nem para o governo. E ela sentou-se e assistiu seu marido enfermo adoecendo na prisão enquanto assentada em dinheiro mais que suficiente para pagar os impostos devidos à sua renda que eram responsabilidade dele pagar. Não apenas ela julgou ser isso uma coisa boa, ela recomendou isso a outras suffragettes ricas.

Eu tenho visto algumas feministas responderem a esse caso com o argumento de que mulheres como a Dra. Wilks estavam lutando pela igual responsabilidade das mulheres (em pagar seus próprios tributos), mas não há nada nos contratos das sociedades de resistência à tributação, nem em qualquer documentação deste caso em particular, indicando que este era um objetivo. O ponto dessas sociedades era coagir o governo a dar o voto às mulheres, e não coagir o governo a forçar as mulheres a pagar seus próprios impostos.

Agora você pode argumentar que mulheres devem ter direitos de renda e propriedade iguais aos de seus maridos e que a reforma das leis era necessária. Eu não contestarei isso. Mas sinto informar que o feminismo de primeira onda não tinha interesse algum em abordar as grandes responsabilidades impostas sobre os homens, quanto mais removê-las.

Nos anos 1970, muitas dessas responsabilidades em homens permaneceram em voga nos EUA. Phyllis Shlafly dirigiu um balanço da opinião pública contra a passagem da Equal Rights Amendment [1] baseada parcialmente no fato que a ERA não daria direitos legais às mulheres que elas já não tivessem, mas removeria privilégios, intitulações e isenções que elas desfrutavam em razão de seu sexo, incluindo o direito de ser financeiramente sustentadas pelos maridos e o direito de não ser responsabilizada pelos débitos maritais. E mulheres ainda têm direitos de dote em alguns estados como Michigan que permitem-lhes legalmente impedir seus maridos de vender qualquer peça imobiliária porque a esposa está intitulada a continuar vivendo na propriedade às custas do marido se ela assim decidir.

"Por que isso importa?", você pergunta mais abaixo. Isso importa porque a figura completa importa, e não um pequeno pedaço dela.

-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=

[1]Emenda de Direitos Iguais; como o nome tenta sugerir, foi uma emenda proposta a fim de impedir discriminações legais em razão do sexo. Antes que a emenda alcançasse a meta para ser devidamente promulgada, Phyllis de fato organizou um movimento para impedir sua concretização. Entre muitas das razões contrárias à ERA, havia o financiamento público ao aborto, leis acerca do serviço militar e também a outras tantas leis que privilegiam mulheres "por serem mulheres" - e até mesmo algumas que privilegiam homens, como certos benefícios concedidos aos veteranos militares (que, por mero acaso, são majoritariamente homens).

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Autor Karen Straughan
Link Original https://reddit.com/r/PussyPass/comments/54b5af/_/d81yx8h
Link Arquivado http://archive.fo/CLXKR

domingo, 25 de junho de 2017

Feminismo e Eugenia [Prentice Reid]

Feminismo e Eugenia: Engenhando o Totalitarismo Reprodutivo

Feminismo e Eugenia: Engenhando o Totalitarismo Reprodutivo

Hoje em dia o feminismo é corretamente creditado por auxiliar a inauguração de uma revolução no planejamento familiar. Infelizmente, apresentar essa obsessão com o controle da fertilidade feminina sem examinar as motivações e filosofia por detrás deixa as pessoas tolas e com um entendimento superficial de onde esta forma de pensamento originou-se.

O argumento rotineiramente usado por feministas de hoje em dia é que o governo deve ficar de fora das vaginas das mulheres; porém, o que é deixado de fora do argumento é o fato de que as pioneiras feministas demandavam que o governo não apenas se colocasse dentro das vaginas das mulheres (e dos corpos dos homens também) mas que os governos forçosamente esterilizassem homens que a elite julgasse inaptos. Estas pioneiras feministas que promulgaram estas ideias são hoje em dia celebradas, enquanto os homens que as promulgaram são, com justiça, condenados.

A íntima conexão do feminismo com a eugenia e a perfeição reprodutiva começa com Victoria Woodhull [l01]. Woodhull foi a primeira mulher a candidatar-se à presidência dos EUA em 1872, uma líder do movimento pelo sufrágio feminino, a primeira mulher corretora de ações e a primeira pessoa a publicar o Manifesto Comunista em inglês em seu periódico Woodhull & Claflin’s Weekly.

Seu periódico também foi famoso por promover saias curtas e prostituição licenciada junto com outras ideias feministas e incluía escritos regularmente de outras feministas proeminentes como Elizabeth Cady Stanton, a qual foi talvez a mais influente de todas elas. Woodhull constantemente promovia a ideia de que o governo deveria impedir o casamento e portanto a procriação daqueles considerados inaptos para a reprodução, com declarações como:

Um governo humanitário deveria estigmatizar os casamentos dos inaptos como crimes; ele legislaria para impedir o nascimento do criminoso em vez de legislar para puni-lo após ter nascido.

O termo "eugenia" foi cunhado pelo primo de Charles Darwin, Francis Darwin, e basicamente significa controlar a reprodução humana usando instituições do estado e a instituição científica para obstar a classe inferior de procriar e favorecer a reprodução da classe superior ou daquela que eles julgassem ser a geneticamente propícia. Adolf Hitler foi inspirado pela popularidade dos movimentos eugenistas americanos e britânicos e os capitalizou para fanaticamente maquinar sua "solução final".

Victoria Woodhull não originou as ideias que resultaram na cunhagem do termo mas ela foi provavelmente a primeira pessoa a arriscar tão audaciosamente sua reputação [l01] para popularizar a ideia, de acordo com o historiador Michael W. Perry:

Ela não foi a primeira a ter a ideia, ou a primeira a escrever sobre [explica ele], mas ela pode ter sido a primeira a escorar sua reputação na eugenia tornando-se uma causa.

Em seu livro "The human body the temple of God" [l02] ela enaltece as cirurgias forçadas nos ovários das garotas consideradas inaptas e recomendava os métodos que os antigos gregos utilizavam para eliminar crianças indesejáveis da população:

Nova Zelândia realizou ovariotomia em garotas jovens ... o precedente indica que certos selvagens têm pelo menos alguma preocupação com os membros de sua comunidade ... eu recomendaria o remédio dos antigos gregos...

Em 1972 a decisão da Corte, em Buck v. Bell, determinou que a esterilização forçada daqueles considerados inaptos para a reprodução pelas mãos do governo não violava direitos constitucionais. Uma mulher de nome Carrie Buck foi subsequentemente forçada a ter suas tubas ligadas sob supervisão policial.

Victoria Woodhull, próxima ao final de sua vida, em maio daquele ano, aplaudiu a decisão [l03] e orgulhosamente afirmou que ela originou a ideia de o estado controlar a fertilidade das mulheres (e homens):

Sra. Martin, que escreveu e palestrou por trinta anos sobre eugenia, notou que ela estava satisfeita em ler que a Lei de Eugenia de Virginia logrou sucesso em estabelecer o direito de esterilizar os retardados. "Eu defendi isso cinquenta anos atrás em meu livro "Casamento dos Inaptos", dizia ela.

Emilia Murphy, a famosa feminista canadense, e primeira magistrada do império britânico, acreditava que os inferiores chineses e a classe imigrante [l04] estava reproduzindo-se mais que a população branca nativa e portanto apelou ao governo canadense pela esterilização forçada daqueles considerados inaptos para a reprodução.

Seus escritos ... posicionam uma crítica à família inadequada ou degenerada junto a um sentimento racista anti-imigrante, intimando que o vício estava relegado à imoralidade desenfreada dos imigrantes chineses ... acoplado a uma forte convicção que a população (branca) fundadora do Canadá estava sob ameaça devido à super-reprodução e falida moralidade dos imigrantes ... Ela também argumentou que as crianças mentalmente defeituosas eram "uma ameaça à sociedade, e um enorme custo ao estado" que deveriam ser cerceados ... mediante eugenia negativa, como a esterilização.

A obsessão de Murphy com o controle reprodutivo da população resultou em ela também promover controle de natalidade, em especial suas formas permanentes. Este era o clima e a mentalidade da qual a expressão controle de natalidade teve sua gênese. Marie Stopes, uma antiga feminista britânica que criou a Marie Stopes International, uma organização não governamental que fornece serviços de contracepção e aborto em pelo menos 38 países ao redor do mundo, também era uma fanática propagandista da eugenia e admiradora de Adolf Hitler.

Stopes era "uma elitista, idealista interessada em criar uma sociedade onde apenas os melhores e os mais belos deveriam sobreviver ... Ela compareceu ao congresso inaugural da Sociedade Eugenista de 1912 e tornou-se participante em 1921 ... Stopes escreveu sobre casamento e controle de natalidade refletindo suas teorias eugênicas. Ela defendia "a total esterilização daqueles totalmente inaptos para a paternidade [seja] feita em possibilidade imediata, de fato feita compulsória"

Em 1935 [l05] Stopes compareceu no International Congress for Population Science em Berlim, feita no segundo ano do governo de Hitler. Stopes era também anti-prussiana, anticatólica e anti-Rússia, se for possível julgar pela seguinte peça não publicada de um verso, escrito em 1942, sob o peso da luta com os poderes do Eixo.

Católicos, Prussianos,
Judeus e Russos
São todos maldição
Ou coisa pior então...

Stopes, que estava sempre pronta a promover seus escritos, enviou uma cópia de suas Canções para Jovens Amantes a Adolf Hitler com a seguinte carta:

Caro Herr Hitler,

Amor é uma das maiores coisas do mundo: assim, aceita de mim estes (poemas) que você pode permitir ao jovem povo de sua nação que as tenha?

Os jovens devem aprender o amor desde o particular até que sejam sábios o bastante para o universal.

Eu também espero que você mesmo possa encontrar algo para desfrutar no livro.

- carta de Marie Stopes a Hitler, agosto de 1939

Marie Stopes é congratulada hoje em dia com seu próprio selo postal do governo inglês, junto com outras honrarias.

Margaret Sanger [l06] é hoje em dia considerada a feminista pioneira na América em controle de natalidade e planejamento familiar. Sua American Birth Control League [tr01] veio a tornar-se a Planned Parenthood [tr02], a mais poderosa e ativa organização para aborto e controle de natalidade nos Estados Unidos.

Sanger também foi uma incansável promotora da eugenia e da esterilização forçada dos inaptos. Em um certo ponto de 1925, ela estava tão firme de suas convicções que de fato queria que a American Birth Control League se juntasse ao movimento eugenista.

Sra. Margaret Sanger, fundadora da American Birth Control League, declarou que a liga estava pronta para juntar-se ao movimento eugenista quando os eugenistas estiverem prontos.

Em 1950 Sanger instou o governo americano [l07] a iniciar um sistema de esterilização de pessoas que ela rotulava de retardados.

Toda essa informação raramente é discutida quando a história do feminismo é examinada no discurso diário, mas não podemos dar ao feminismo o crédito pelo lado positivo de suas líderes históricas sem também discutir o lado negro também.


Notas e Links

[tr01]"Liga Americana pelo Controle de Natalidade"
[tr02]"Parentela Planejada"
[l01](1, 2) http://tinyurl.com/mmn3lqy ; http://archive.is/IIs9q
[l02]Livro no Archive.org: https://archive.org/details/humanbodytemple00cookgoog
[l03]http://tinyurl.com/pm9hzrw
[l04]http://tinyurl.com/qjdjfl5
[l05]https://en.wikipedia.org/wiki/Marie_Stopes#Advocacy_of_eugenics
[l06]http://tinyurl.com/ob5n4jw
[l07]http://tinyurl.com/qjq8wv8

META
Título Original Feminism and eugenics: Engineering reproductive totalitarianism
Autor Prentice Reid
Link Original https://www.avoiceformen.com/feminism/feminism-and-eugenics-engineering-reproductive-totalitarianism/
Link Arquivado http://archive.is/Irvya

sábado, 24 de junho de 2017

Mulheres juntam-se a homens para falar de direitos dos homens e meninos [Bettina Arndt]

Mulheres juntam-se a homens para falar de direitos dos homens e meninos

Mulheres juntam-se a homens para falar de direitos dos homens e meninos

Como uma garota de 18 anos de rosto limpo, Daisy Cousens deixou a escola firmemente a bordo do vagão feminista. Como muitas mulheres mileniais, ela fora seduzida pelo que agora ela vê com uma "mentalidade vitimista petrificada", convencida que as balanças estavam inclinadas contra ela em razão de seu sexo. "Eu assumi que tinha que trabalhar em dobro pela metade do reconhecimento e que predadores violentos espreitam em cada esquina", afirma ela.

Levou anos para ela descobrir que foi tapeada. "Eu notei que a visão feminista não refletia minhas experiências de vida. Eu me tornei mais e mais desconfiada. Eu não podia acreditar que de alguma maneira na sociedade ocidental mulheres eram menos remuneradas ou tinham menos direitos que homens. E dada minha experiência com homens, eu recusava-me a crer que existia uma subcorrente de misoginia entre todos os maravilhosos homens na minha vida", diz a mulher de 28 anos, que é parte de um crescente grupo global de mulheres ativistas falando sobre a demonização dos homens. Algumas das lideranças deste grupo chegarão em nossas praias mês que vem a fim de palestrar numa conferência internacional sobre questões dos homens [l01].

A virada de Cousens aconteceu quando ela estava trabalhando como pesquisadora assistente no Menzies Research Centre, o que a levou a fazer perguntas. Ela descobriu, por exemplo, que a tão anunciada "disparidade salarial" poderia ser largamente explanada por diferenças entre os trabalhos e estilos de vida das mulheres - escolhas. Este foi o início.

Cousens descobriu um próspero mundo online questionando a narrativa feminista e revelando o silenciamento de assuntos críticos afetando homens e meninos. Ela agora está escrevendo - principalmente para o The Spectator da Austrália e o Quadrant - sobre o que ela vê como "uma silenciosa guerra contra os homens".

Ela é uma das muitas mulheres que estão hospedando projeções do controverso documentário de Cassie Jaye, The Red Pill, no qual a jovem cineasta feminista olha seriamente para as questões dos homens e decide que estas questões merecem a devida atenção. Jaye renunciou seu feminismo em protesto contra a forma que extremistas estavam silenciando a discussão de tais assuntos. Ironicamente a Austrália é o único país a banir uma série de projeções em resposta aos protestos de pequenos grupos de feministas.

Cousens está confiante sobre uma casa cheia para sua projeção, dada a cobertura de mídia para a aparição de Jaye no International Conference on Men’s Issues em Gold Coast em 12 de junho, sexta-feira. A conferência promete ser um momento interessante para Cousens, porque, como aspirante a ´*Honey Badger*, ela também vai se encontrar com Karen Straughan e nada pode ser melhor que isso.

Straughan, outra palestrante no ICMI, é uma das fundadoras da Honey Badger Brigade, um grupo de espirituosas e impetuosas mulheres ativistas que tomaram parte na luta por um trato melhor para homens e meninos. Há seis anos, Karen era uma garçonete canadense e mãe divorciada de três, e começou a blogar sobre quão fácil seria para ela usar o sistema legal das varas de família a fim de destruir seu ex-marido. Ela ficou espantada com o quão enviesadas contra os homens estão a lei e as instituições sociais.

Straughah postou no blog (girlwriteswhat) que incluía este enérgico sumário do casamento hoje: "Para mulheres, o casamento é só benefício e zero riscos, e é por isso que mulheres estão choramingando acerca da relutância masculina em travar laços. Mas para homens, é algo oposto - nenhum benefício garantido, e o tipo de risco que um viciado em adrenalina recusaria". Depois veio um vídeo no Youtube, Feminismo E o Homem Descartável [v01], que ancorou mais de um milhão e meio de visualizações.

Mediante suas atividades nas mídias sociais, Straughan veio a conhecer outras mulheres interessadas nas questões dos homens, como Alison Tieman que, juntas, iniciaram o programa de rádio Honey Badger. Temos também a blogueira Janet Bloomfield, cujo estilo de escrita não-fazemos-prisioneiros rapidamente atraiu uma grande audiência para seu blog Judgybitch, promovendo "a noção radical que mulheres são adultas".

Quando protestantes ameaçaram derrubar uma conferência sobre direitos dos homens em Detroit no ano 2011, a Honey Badger Brigade compareceu para agir como "escudo humano". Isto ajudou a ter as mulheres envolvidas porque mulheres ativistas não podem ser desconsideradas como más perdedoras, sugere Straughan. "Homens correm o risco de serem tidos como perigosos ou ameaçadores quando discursam", diz ela, acrescentando que homens ativistas tendem a ser "escarnecidos como bebês chorões ou desprezados como extremistas reacionários perigosos que querem tornar legal o espancamento de esposas".

E o nome Honey Badgers? Ele vem de um vídeo engraçado no YouTube - The Crazy Nastyass Honey Badger - que mostra um depravado animal enfiando seu nariz em buracos de abelha, roendo ratos, estraçalhando cabeças de cobras e sacudindo cobras venenosas. É bem doentio, admite Straughan, mas reparem elas dando de ombros para o constante abuso que recebem das feministas ou reduzindo Naomi Wolf a uma pilha trêmula num painel de televisão e você verá que há algo nisso.

Durante a visita de Straughan a Sydney no mês que vem, ela aparecerá no programa Outsiders da Sky News’s, dará uma palavrinha no Sydney Institute e fará uma seção de perguntas com os espectadores da página de Mark Latham no Facebook.

Então ela irá até Gold Coast onde juntar-se-á a impressionantes palestrantes presentes na conferência dos homens, incluindo um notável número de mulheres - tais como Jaye, que apresentará uma filmagem exclusiva de seu filme.

Então eis Erin Pizzey, mundialmente renomada como fundadora do primeiro abrigo para mulheres, ela que desde 1970 atraiu a ira das feministas ao falar da violência feminina. Sua determinação em promover a verdade sobre a violência doméstica - que ela não é uma questão de gênero - levou a ameaças de morte, forçando-a a depois de um tempo mudar de país. Ela tem feito campanha por mais de 40 anos sobre esta vital questão social. Infelizmente, problemas de saúde têm impedido Pizzey de viajar, e ela dará sua palestra via Skype.

Outra palestrante canadense, Janice Fiamengo, é professora de literatura inglesa, cujo programa semanal imensamente popular no Youtube, o Fiamengo File, traz a lume o danoso impacto do feminismo na academia. Ela ataca mordazmente os estudos femininos, que ela acredita terem se desenvolvido em uma disciplina intelectualmente incoerente e desonesta, substituindo uma bisonha compilação de slogans por pensamento de verdade.

Mulheres ativistas pelos direitos dos homens estão excitadas pela possibilidade de discutir com estes astros como trazer os assuntos masculinos na agenda pública. Mulheres como a defensora mental em Melbourne, Rae Bonney, cujo trabalho em locais de trabalho dominados por homens revela muitas das contribuições para a alta taxa de suicídio masculina, tais como encarar um sistema legal enviesado nas varas de família.

Ela diz: "É ao mesmo tempo alarmante e desolador que tantos de nossos sistemas sociais impedem homens de obter a ajuda e o apoio que eles tão desesperadamente precisam. Todos os dias eu ouço outra história de um homem que perdeu absolutamente tudo, geralmente encarando acusações não-provadas de violência e abuso".

Bonney está em alta após hospedar uma filmagem recente do filme The Red Pill em Melbourne, uma das muitas que eu organizei mediante o Fan-Force, um sistema que permite às pessoas hospedar filmagens locais de filmes de sua escolha.

"Nós tivemos quase 200 pessoas, inclusas jovens mulheres, casais e, é claro, muitos homens. Teve algumas lágrimas e muitos aplausos antes e depois do filme terminar. Existe um real sentido em que pelo menos as questões dos homens estão obtendo a atenção que elas merecem", diz a encantada Bonney.

Um real sinal de mudança no diálogo cultural é um evento próximo no HackLive pela ABC2 em 20 de junho, "Is Male Privilege Bullsh!t?" [nt01], um debate onde Jaye e várias HoneyBadgers terão a rara oportunidade de mostrar que existem dois lados nessa história.


Notas e Links

[l01]https://icmi.info/
[v01]https://www.youtube.com/watch?v=sTD1Vp3Zv28 - o melhor vídeo que verás!
[nt01]"Privilégio Masculino é Besteiragem?"

META
Título Original Women join men in speaking up for men’s rights
Autor Bettina Arndt
Link Original https://www.avoiceformen.com/mega-featured/women-join-men-in-speaking-up-for-mens-rights/
Link Arquivado http://archive.is/m484S

sábado, 17 de junho de 2017

"Mulheres! Não Podemos Viver Sem Elas, Você Diz? Certamente Podemos" [Bryan Scandrett]

Mulheres! Não Podemos Viver Sem Elas, Você Diz? Certamente Podemos

Mulheres! Não Podemos Viver Sem Elas, Você Diz? Certamente Podemos

O moderno Movimento pelos Direitos Humanos dos Homens e Meninos que eu ingressei nos idos de 2011 tem tido uma contagiante transição ao longo dos anos, caracterizada por uma animadora série de vitórias.

Foi uma dura trabalheira manter a obra e o moral neste ambiente de potente oposição e quase completo silêncio da mídia mainstream, quebrado apenas ocasionalmente por uma sequência de propaganda odiosa e deliberada desinformação do que viria a ser conhecido como masculinosfera.

Como os tempos mudaram!

Com nosso sucesso vieram algumas dores crescentes e eu tentarei abordar uma delas agora.

Mulheres!

Sem dúvida, as mais fortes vozes do MDHHM são mulheres. Nós apenas precisamos pensar em Karen Straughan e sua legião de assinantes no Youtube ou em Cassie Jaye e o foco central que ela comanda atualmente. Apenas duas de uma larga variedade de mulheres lançando energia e reputação sobre a mesa para um gênero diferente do delas mesmas.

E ainda este fato vez com uma crítica persistente do MDHHM, de dentro do próprio MDHHM, lamentando a fraqueza de seus homens ao dar espaço para tais mulheres e um temor que estejamos em risco de ser 'feminizados' e/ou emasculados por estas femme fatales [wkl01].

Pessoalmente, eu não compreendo tal preocupação.

Em vez disso, sob o risco de ser rotulado de corno submisso pelos estúpidos e ignorantes, eu me alegro na presença e no poder que estas mulheres empenham em nossas muralhas. O antigo termo Donzela Escudeira basta para que eu dê uma risada perplexa.

Esta insegurança masculina sobre a voz das mulheres no MDHHM ser mais poderosa que a dos homens apóia-se em uma falta de entendimento da história do MDHHM e do próprio ginocentrismo.

O MDHHM tem centenas de anos [ln01] e até redentemente era depressivamente minúsculo e quase completamente masculino. Por muito tempo era coisa simples ignorar, denunciar, condescender e ignorar essas vítimas masculinas. Qualquer mulher precisava apenas fazer-se de vítima e todo o movimento simplesmente falharia em avançar.

Isto foi horrível para gerações de homens mortos em pilhas cada vez maiores.

Quando eu era menino, o suicídio masculino e a disparidade da expectativa de vida eram realidades estatísticas e em quantidades conhecidas, e mesmo assim ainda hoje são ignoradas mais de meio século depois!

O moderno MDHHM porém tem quatro antídotos para este prolongado e aparentemente intartável problema.

  1. A internet. A capacidade de publicar na auto-estrada da informação é um evento revolucionário por si só.

  2. De bom grado suportando o caminho da vergonha e recusando-se ter seu tom policiado.

    Não há tração em falar a um homem que ele tem pinto pequeno e que ele deve sentar e calar a boca se ele recusa-se a responder e continua a usar sua própria voz. Ele tomou seu caminho da vergonha e não voltará à lavoura canavieira. É por isso que o termo Direitos dos Homens não deve jamais ter seu tom reduzido para acalmar as sensibilidades dos pagãos. No instante que nos permitirmos ser policiados, estaremos cooptados. Comprometidos e inclinados a ser dominados por algo além da verdade e da cmpetição abrta de ideias.

    Veja a playlist de Alison Tieman sobre Narrativas de Medo, Papéis de Gênero, Escravidão e Ascensão e Queda de Impérios.

    Sim, é longa, é pesada e você precisa assistir a essa porra toda ou poderá perder sua própria liberdade.

  3. Ser "inignorável". Pense em Paul Elam e no Mês de Bater na Vadia Violenta. Uma das trolladas mais importantes da história humana. Ainda alegremente rendendo frutos hoje. A mídia mainstream ainda recusa-se largamente a reconhecer que o site Jezebel foi o real sexista neste épico ou que as mulheres são mais perpetradoras de violência doméstica.

  4. Mulheres ADHM. É um fato pleno do ginocentrismo que você não pode ignorar, denunciar, condescender, e ignorar uma mulher falando sobre o comportamento lixoso de mulheres da mesma forma que um homem pode ser ignorado como sexista por causa do que está entre suas pernas.

    Ela tem uma vagina, mas é óbvio!!!!!

As Karens e Cassies e outras tantas nulificam os cavaleiros brancos e desnudam os ginocentristas de sua violência por procuração, sua âncora central de poder arrendatário.

Nenhum homem vai socar a cara de Cassie Jaye a fim de calá-la.

Cassie não tem vítimas femininas.

De fato seus clamores por ajuda para os homens são tão poderosos quanto as falsas alegações de nossos adversários.

É por isso que o feminismo está tão absurdamente desesperado em aniquilar seu filme.

É isto o que faz o filme The Red Pill ser decisivo para nós. Este documentário pode iluminar uma feminista australiana durona, hiper privilegiada, domesticamente violenta em duas horas limpas. Eu mesmo não acreditaria nisso se não tivesse visto com meus próprios olhos. Como um Almirante a bordo de um porta-aviões comandando um farol marítimo a sair de seu caminho, seus paradigmas globais vão esbarrar em uma bela contusão.

O balido incessante de alguns homens nas mídias sociais sobre os ADH sendo bichinhas por aceitarem mulheres em seu movimento, simplesmente porque mulheres têm uma voz mais forte em face do ginocentrismo que os homens, é uma insegurança tardia.

Pessoalmente eu estou feliz por isso dado que precisamos dessas vozes para derrotar o ginocentrismo que invoca os cavaleiros brancos. A capacidade do trabalho de Cassie em derrubar um porco-do-mato australiano é de um calibre suficiente para mim.

E finalmente, nem o feminismo e nem mulheres podem derrubar o MDHHM por causa do segundo ponto, enquanto nos recusarmos a permitir-nos ser policiados em razão do ginocentrismo.

O Império Gino está morto e ainda não sabe disso.

O dia que Karen ou Alison começarem a promover ginocentrismo, elas serão cobradas. Imediata e selvagemente. Elas não serão poupadas pelo que têm entre as pernas. A difundida afeição que todas essas mulheres comandam está resumida em seus intelectos e integridades pessoais.

O MDHHM é uma competição aberta de ideias. Uma simples meritocracia.

Eu acredito que a própria ideia de que homens de dentro do MDHHM tenham algum problema com as mulheres deste movimento seja uma ideia francamente feminista.


Notas e Links

[wkl01]https://en.wikipedia.org/wiki/Femme_fatale
[ln01]http://mensrightsmovement.info/

META
Título Original Women! Can’t live with ‘em you say? Sure we can
Autor Bryan Scandrett
Link Original https://www.avoiceformen.com/women/women-cant-live-with-em-you-say-sure-we-can/
Link Arquivado http://archive.is/jkVYL

domingo, 11 de junho de 2017

Super-Homem VS Super-Mulher: Por que Um É Mais Popular Que O Outro [Tom Golden]