domingo, 25 de junho de 2017

Feminismo e Eugenia [Prentice Reid]

Feminismo e Eugenia: Engenhando o Totalitarismo Reprodutivo

Feminismo e Eugenia: Engenhando o Totalitarismo Reprodutivo

Hoje em dia o feminismo é corretamente creditado por auxiliar a inauguração de uma revolução no planejamento familiar. Infelizmente, apresentar essa obsessão com o controle da fertilidade feminina sem examinar as motivações e filosofia por detrás deixa as pessoas tolas e com um entendimento superficial de onde esta forma de pensamento originou-se.

O argumento rotineiramente usado por feministas de hoje em dia é que o governo deve ficar de fora das vaginas das mulheres; porém, o que é deixado de fora do argumento é o fato de que as pioneiras feministas demandavam que o governo não apenas se colocasse dentro das vaginas das mulheres (e dos corpos dos homens também) mas que os governos forçosamente esterilizassem homens que a elite julgasse inaptos. Estas pioneiras feministas que promulgaram estas ideias são hoje em dia celebradas, enquanto os homens que as promulgaram são, com justiça, condenados.

A íntima conexão do feminismo com a eugenia e a perfeição reprodutiva começa com Victoria Woodhull [l01]. Woodhull foi a primeira mulher a candidatar-se à presidência dos EUA em 1872, uma líder do movimento pelo sufrágio feminino, a primeira mulher corretora de ações e a primeira pessoa a publicar o Manifesto Comunista em inglês em seu periódico Woodhull & Claflin’s Weekly.

Seu periódico também foi famoso por promover saias curtas e prostituição licenciada junto com outras ideias feministas e incluía escritos regularmente de outras feministas proeminentes como Elizabeth Cady Stanton, a qual foi talvez a mais influente de todas elas. Woodhull constantemente promovia a ideia de que o governo deveria impedir o casamento e portanto a procriação daqueles considerados inaptos para a reprodução, com declarações como:

Um governo humanitário deveria estigmatizar os casamentos dos inaptos como crimes; ele legislaria para impedir o nascimento do criminoso em vez de legislar para puni-lo após ter nascido.

O termo "eugenia" foi cunhado pelo primo de Charles Darwin, Francis Darwin, e basicamente significa controlar a reprodução humana usando instituições do estado e a instituição científica para obstar a classe inferior de procriar e favorecer a reprodução da classe superior ou daquela que eles julgassem ser a geneticamente propícia. Adolf Hitler foi inspirado pela popularidade dos movimentos eugenistas americanos e britânicos e os capitalizou para fanaticamente maquinar sua "solução final".

Victoria Woodhull não originou as ideias que resultaram na cunhagem do termo mas ela foi provavelmente a primeira pessoa a arriscar tão audaciosamente sua reputação [l01] para popularizar a ideia, de acordo com o historiador Michael W. Perry:

Ela não foi a primeira a ter a ideia, ou a primeira a escrever sobre [explica ele], mas ela pode ter sido a primeira a escorar sua reputação na eugenia tornando-se uma causa.

Em seu livro "The human body the temple of God" [l02] ela enaltece as cirurgias forçadas nos ovários das garotas consideradas inaptas e recomendava os métodos que os antigos gregos utilizavam para eliminar crianças indesejáveis da população:

Nova Zelândia realizou ovariotomia em garotas jovens ... o precedente indica que certos selvagens têm pelo menos alguma preocupação com os membros de sua comunidade ... eu recomendaria o remédio dos antigos gregos...

Em 1972 a decisão da Corte, em Buck v. Bell, determinou que a esterilização forçada daqueles considerados inaptos para a reprodução pelas mãos do governo não violava direitos constitucionais. Uma mulher de nome Carrie Buck foi subsequentemente forçada a ter suas tubas ligadas sob supervisão policial.

Victoria Woodhull, próxima ao final de sua vida, em maio daquele ano, aplaudiu a decisão [l03] e orgulhosamente afirmou que ela originou a ideia de o estado controlar a fertilidade das mulheres (e homens):

Sra. Martin, que escreveu e palestrou por trinta anos sobre eugenia, notou que ela estava satisfeita em ler que a Lei de Eugenia de Virginia logrou sucesso em estabelecer o direito de esterilizar os retardados. "Eu defendi isso cinquenta anos atrás em meu livro "Casamento dos Inaptos", dizia ela.

Emilia Murphy, a famosa feminista canadense, e primeira magistrada do império britânico, acreditava que os inferiores chineses e a classe imigrante [l04] estava reproduzindo-se mais que a população branca nativa e portanto apelou ao governo canadense pela esterilização forçada daqueles considerados inaptos para a reprodução.

Seus escritos ... posicionam uma crítica à família inadequada ou degenerada junto a um sentimento racista anti-imigrante, intimando que o vício estava relegado à imoralidade desenfreada dos imigrantes chineses ... acoplado a uma forte convicção que a população (branca) fundadora do Canadá estava sob ameaça devido à super-reprodução e falida moralidade dos imigrantes ... Ela também argumentou que as crianças mentalmente defeituosas eram "uma ameaça à sociedade, e um enorme custo ao estado" que deveriam ser cerceados ... mediante eugenia negativa, como a esterilização.

A obsessão de Murphy com o controle reprodutivo da população resultou em ela também promover controle de natalidade, em especial suas formas permanentes. Este era o clima e a mentalidade da qual a expressão controle de natalidade teve sua gênese. Marie Stopes, uma antiga feminista britânica que criou a Marie Stopes International, uma organização não governamental que fornece serviços de contracepção e aborto em pelo menos 38 países ao redor do mundo, também era uma fanática propagandista da eugenia e admiradora de Adolf Hitler.

Stopes era "uma elitista, idealista interessada em criar uma sociedade onde apenas os melhores e os mais belos deveriam sobreviver ... Ela compareceu ao congresso inaugural da Sociedade Eugenista de 1912 e tornou-se participante em 1921 ... Stopes escreveu sobre casamento e controle de natalidade refletindo suas teorias eugênicas. Ela defendia "a total esterilização daqueles totalmente inaptos para a paternidade [seja] feita em possibilidade imediata, de fato feita compulsória"

Em 1935 [l05] Stopes compareceu no International Congress for Population Science em Berlim, feita no segundo ano do governo de Hitler. Stopes era também anti-prussiana, anticatólica e anti-Rússia, se for possível julgar pela seguinte peça não publicada de um verso, escrito em 1942, sob o peso da luta com os poderes do Eixo.

Católicos, Prussianos,
Judeus e Russos
São todos maldição
Ou coisa pior então...

Stopes, que estava sempre pronta a promover seus escritos, enviou uma cópia de suas Canções para Jovens Amantes a Adolf Hitler com a seguinte carta:

Caro Herr Hitler,

Amor é uma das maiores coisas do mundo: assim, aceita de mim estes (poemas) que você pode permitir ao jovem povo de sua nação que as tenha?

Os jovens devem aprender o amor desde o particular até que sejam sábios o bastante para o universal.

Eu também espero que você mesmo possa encontrar algo para desfrutar no livro.

- carta de Marie Stopes a Hitler, agosto de 1939

Marie Stopes é congratulada hoje em dia com seu próprio selo postal do governo inglês, junto com outras honrarias.

Margaret Sanger [l06] é hoje em dia considerada a feminista pioneira na América em controle de natalidade e planejamento familiar. Sua American Birth Control League [tr01] veio a tornar-se a Planned Parenthood [tr02], a mais poderosa e ativa organização para aborto e controle de natalidade nos Estados Unidos.

Sanger também foi uma incansável promotora da eugenia e da esterilização forçada dos inaptos. Em um certo ponto de 1925, ela estava tão firme de suas convicções que de fato queria que a American Birth Control League se juntasse ao movimento eugenista.

Sra. Margaret Sanger, fundadora da American Birth Control League, declarou que a liga estava pronta para juntar-se ao movimento eugenista quando os eugenistas estiverem prontos.

Em 1950 Sanger instou o governo americano [l07] a iniciar um sistema de esterilização de pessoas que ela rotulava de retardados.

Toda essa informação raramente é discutida quando a história do feminismo é examinada no discurso diário, mas não podemos dar ao feminismo o crédito pelo lado positivo de suas líderes históricas sem também discutir o lado negro também.


Notas e Links

[tr01]"Liga Americana pelo Controle de Natalidade"
[tr02]"Parentela Planejada"
[l01](1, 2) http://tinyurl.com/mmn3lqy ; http://archive.is/IIs9q
[l02]Livro no Archive.org: https://archive.org/details/humanbodytemple00cookgoog
[l03]http://tinyurl.com/pm9hzrw
[l04]http://tinyurl.com/qjdjfl5
[l05]https://en.wikipedia.org/wiki/Marie_Stopes#Advocacy_of_eugenics
[l06]http://tinyurl.com/ob5n4jw
[l07]http://tinyurl.com/qjq8wv8

META
Título Original Feminism and eugenics: Engineering reproductive totalitarianism
Autor Prentice Reid
Link Original https://www.avoiceformen.com/feminism/feminism-and-eugenics-engineering-reproductive-totalitarianism/
Link Arquivado http://archive.is/Irvya

sábado, 24 de junho de 2017

Mulheres juntam-se a homens para falar de direitos dos homens e meninos [Bettina Arndt]

Mulheres juntam-se a homens para falar de direitos dos homens e meninos

Mulheres juntam-se a homens para falar de direitos dos homens e meninos

Como uma garota de 18 anos de rosto limpo, Daisy Cousens deixou a escola firmemente a bordo do vagão feminista. Como muitas mulheres mileniais, ela fora seduzida pelo que agora ela vê com uma "mentalidade vitimista petrificada", convencida que as balanças estavam inclinadas contra ela em razão de seu sexo. "Eu assumi que tinha que trabalhar em dobro pela metade do reconhecimento e que predadores violentos espreitam em cada esquina", afirma ela.

Levou anos para ela descobrir que foi tapeada. "Eu notei que a visão feminista não refletia minhas experiências de vida. Eu me tornei mais e mais desconfiada. Eu não podia acreditar que de alguma maneira na sociedade ocidental mulheres eram menos remuneradas ou tinham menos direitos que homens. E dada minha experiência com homens, eu recusava-me a crer que existia uma subcorrente de misoginia entre todos os maravilhosos homens na minha vida", diz a mulher de 28 anos, que é parte de um crescente grupo global de mulheres ativistas falando sobre a demonização dos homens. Algumas das lideranças deste grupo chegarão em nossas praias mês que vem a fim de palestrar numa conferência internacional sobre questões dos homens [l01].

A virada de Cousens aconteceu quando ela estava trabalhando como pesquisadora assistente no Menzies Research Centre, o que a levou a fazer perguntas. Ela descobriu, por exemplo, que a tão anunciada "disparidade salarial" poderia ser largamente explanada por diferenças entre os trabalhos e estilos de vida das mulheres - escolhas. Este foi o início.

Cousens descobriu um próspero mundo online questionando a narrativa feminista e revelando o silenciamento de assuntos críticos afetando homens e meninos. Ela agora está escrevendo - principalmente para o The Spectator da Austrália e o Quadrant - sobre o que ela vê como "uma silenciosa guerra contra os homens".

Ela é uma das muitas mulheres que estão hospedando projeções do controverso documentário de Cassie Jaye, The Red Pill, no qual a jovem cineasta feminista olha seriamente para as questões dos homens e decide que estas questões merecem a devida atenção. Jaye renunciou seu feminismo em protesto contra a forma que extremistas estavam silenciando a discussão de tais assuntos. Ironicamente a Austrália é o único país a banir uma série de projeções em resposta aos protestos de pequenos grupos de feministas.

Cousens está confiante sobre uma casa cheia para sua projeção, dada a cobertura de mídia para a aparição de Jaye no International Conference on Men’s Issues em Gold Coast em 12 de junho, sexta-feira. A conferência promete ser um momento interessante para Cousens, porque, como aspirante a ´*Honey Badger*, ela também vai se encontrar com Karen Straughan e nada pode ser melhor que isso.

Straughan, outra palestrante no ICMI, é uma das fundadoras da Honey Badger Brigade, um grupo de espirituosas e impetuosas mulheres ativistas que tomaram parte na luta por um trato melhor para homens e meninos. Há seis anos, Karen era uma garçonete canadense e mãe divorciada de três, e começou a blogar sobre quão fácil seria para ela usar o sistema legal das varas de família a fim de destruir seu ex-marido. Ela ficou espantada com o quão enviesadas contra os homens estão a lei e as instituições sociais.

Straughah postou no blog (girlwriteswhat) que incluía este enérgico sumário do casamento hoje: "Para mulheres, o casamento é só benefício e zero riscos, e é por isso que mulheres estão choramingando acerca da relutância masculina em travar laços. Mas para homens, é algo oposto - nenhum benefício garantido, e o tipo de risco que um viciado em adrenalina recusaria". Depois veio um vídeo no Youtube, Feminismo E o Homem Descartável [v01], que ancorou mais de um milhão e meio de visualizações.

Mediante suas atividades nas mídias sociais, Straughan veio a conhecer outras mulheres interessadas nas questões dos homens, como Alison Tieman que, juntas, iniciaram o programa de rádio Honey Badger. Temos também a blogueira Janet Bloomfield, cujo estilo de escrita não-fazemos-prisioneiros rapidamente atraiu uma grande audiência para seu blog Judgybitch, promovendo "a noção radical que mulheres são adultas".

Quando protestantes ameaçaram derrubar uma conferência sobre direitos dos homens em Detroit no ano 2011, a Honey Badger Brigade compareceu para agir como "escudo humano". Isto ajudou a ter as mulheres envolvidas porque mulheres ativistas não podem ser desconsideradas como más perdedoras, sugere Straughan. "Homens correm o risco de serem tidos como perigosos ou ameaçadores quando discursam", diz ela, acrescentando que homens ativistas tendem a ser "escarnecidos como bebês chorões ou desprezados como extremistas reacionários perigosos que querem tornar legal o espancamento de esposas".

E o nome Honey Badgers? Ele vem de um vídeo engraçado no YouTube - The Crazy Nastyass Honey Badger - que mostra um depravado animal enfiando seu nariz em buracos de abelha, roendo ratos, estraçalhando cabeças de cobras e sacudindo cobras venenosas. É bem doentio, admite Straughan, mas reparem elas dando de ombros para o constante abuso que recebem das feministas ou reduzindo Naomi Wolf a uma pilha trêmula num painel de televisão e você verá que há algo nisso.

Durante a visita de Straughan a Sydney no mês que vem, ela aparecerá no programa Outsiders da Sky News’s, dará uma palavrinha no Sydney Institute e fará uma seção de perguntas com os espectadores da página de Mark Latham no Facebook.

Então ela irá até Gold Coast onde juntar-se-á a impressionantes palestrantes presentes na conferência dos homens, incluindo um notável número de mulheres - tais como Jaye, que apresentará uma filmagem exclusiva de seu filme.

Então eis Erin Pizzey, mundialmente renomada como fundadora do primeiro abrigo para mulheres, ela que desde 1970 atraiu a ira das feministas ao falar da violência feminina. Sua determinação em promover a verdade sobre a violência doméstica - que ela não é uma questão de gênero - levou a ameaças de morte, forçando-a a depois de um tempo mudar de país. Ela tem feito campanha por mais de 40 anos sobre esta vital questão social. Infelizmente, problemas de saúde têm impedido Pizzey de viajar, e ela dará sua palestra via Skype.

Outra palestrante canadense, Janice Fiamengo, é professora de literatura inglesa, cujo programa semanal imensamente popular no Youtube, o Fiamengo File, traz a lume o danoso impacto do feminismo na academia. Ela ataca mordazmente os estudos femininos, que ela acredita terem se desenvolvido em uma disciplina intelectualmente incoerente e desonesta, substituindo uma bisonha compilação de slogans por pensamento de verdade.

Mulheres ativistas pelos direitos dos homens estão excitadas pela possibilidade de discutir com estes astros como trazer os assuntos masculinos na agenda pública. Mulheres como a defensora mental em Melbourne, Rae Bonney, cujo trabalho em locais de trabalho dominados por homens revela muitas das contribuições para a alta taxa de suicídio masculina, tais como encarar um sistema legal enviesado nas varas de família.

Ela diz: "É ao mesmo tempo alarmante e desolador que tantos de nossos sistemas sociais impedem homens de obter a ajuda e o apoio que eles tão desesperadamente precisam. Todos os dias eu ouço outra história de um homem que perdeu absolutamente tudo, geralmente encarando acusações não-provadas de violência e abuso".

Bonney está em alta após hospedar uma filmagem recente do filme The Red Pill em Melbourne, uma das muitas que eu organizei mediante o Fan-Force, um sistema que permite às pessoas hospedar filmagens locais de filmes de sua escolha.

"Nós tivemos quase 200 pessoas, inclusas jovens mulheres, casais e, é claro, muitos homens. Teve algumas lágrimas e muitos aplausos antes e depois do filme terminar. Existe um real sentido em que pelo menos as questões dos homens estão obtendo a atenção que elas merecem", diz a encantada Bonney.

Um real sinal de mudança no diálogo cultural é um evento próximo no HackLive pela ABC2 em 20 de junho, "Is Male Privilege Bullsh!t?" [nt01], um debate onde Jaye e várias HoneyBadgers terão a rara oportunidade de mostrar que existem dois lados nessa história.


Notas e Links

[l01]https://icmi.info/
[v01]https://www.youtube.com/watch?v=sTD1Vp3Zv28 - o melhor vídeo que verás!
[nt01]"Privilégio Masculino é Besteiragem?"

META
Título Original Women join men in speaking up for men’s rights
Autor Bettina Arndt
Link Original https://www.avoiceformen.com/mega-featured/women-join-men-in-speaking-up-for-mens-rights/
Link Arquivado http://archive.is/m484S

sábado, 17 de junho de 2017

"Mulheres! Não Podemos Viver Sem Elas, Você Diz? Certamente Podemos" [Bryan Scandrett]

Mulheres! Não Podemos Viver Sem Elas, Você Diz? Certamente Podemos

Mulheres! Não Podemos Viver Sem Elas, Você Diz? Certamente Podemos

O moderno Movimento pelos Direitos Humanos dos Homens e Meninos que eu ingressei nos idos de 2011 tem tido uma contagiante transição ao longo dos anos, caracterizada por uma animadora série de vitórias.

Foi uma dura trabalheira manter a obra e o moral neste ambiente de potente oposição e quase completo silêncio da mídia mainstream, quebrado apenas ocasionalmente por uma sequência de propaganda odiosa e deliberada desinformação do que viria a ser conhecido como masculinosfera.

Como os tempos mudaram!

Com nosso sucesso vieram algumas dores crescentes e eu tentarei abordar uma delas agora.

Mulheres!

Sem dúvida, as mais fortes vozes do MDHHM são mulheres. Nós apenas precisamos pensar em Karen Straughan e sua legião de assinantes no Youtube ou em Cassie Jaye e o foco central que ela comanda atualmente. Apenas duas de uma larga variedade de mulheres lançando energia e reputação sobre a mesa para um gênero diferente do delas mesmas.

E ainda este fato vez com uma crítica persistente do MDHHM, de dentro do próprio MDHHM, lamentando a fraqueza de seus homens ao dar espaço para tais mulheres e um temor que estejamos em risco de ser 'feminizados' e/ou emasculados por estas femme fatales [wkl01].

Pessoalmente, eu não compreendo tal preocupação.

Em vez disso, sob o risco de ser rotulado de corno submisso pelos estúpidos e ignorantes, eu me alegro na presença e no poder que estas mulheres empenham em nossas muralhas. O antigo termo Donzela Escudeira basta para que eu dê uma risada perplexa.

Esta insegurança masculina sobre a voz das mulheres no MDHHM ser mais poderosa que a dos homens apóia-se em uma falta de entendimento da história do MDHHM e do próprio ginocentrismo.

O MDHHM tem centenas de anos [ln01] e até redentemente era depressivamente minúsculo e quase completamente masculino. Por muito tempo era coisa simples ignorar, denunciar, condescender e ignorar essas vítimas masculinas. Qualquer mulher precisava apenas fazer-se de vítima e todo o movimento simplesmente falharia em avançar.

Isto foi horrível para gerações de homens mortos em pilhas cada vez maiores.

Quando eu era menino, o suicídio masculino e a disparidade da expectativa de vida eram realidades estatísticas e em quantidades conhecidas, e mesmo assim ainda hoje são ignoradas mais de meio século depois!

O moderno MDHHM porém tem quatro antídotos para este prolongado e aparentemente intartável problema.

  1. A internet. A capacidade de publicar na auto-estrada da informação é um evento revolucionário por si só.

  2. De bom grado suportando o caminho da vergonha e recusando-se ter seu tom policiado.

    Não há tração em falar a um homem que ele tem pinto pequeno e que ele deve sentar e calar a boca se ele recusa-se a responder e continua a usar sua própria voz. Ele tomou seu caminho da vergonha e não voltará à lavoura canavieira. É por isso que o termo Direitos dos Homens não deve jamais ter seu tom reduzido para acalmar as sensibilidades dos pagãos. No instante que nos permitirmos ser policiados, estaremos cooptados. Comprometidos e inclinados a ser dominados por algo além da verdade e da cmpetição abrta de ideias.

    Veja a playlist de Alison Tieman sobre Narrativas de Medo, Papéis de Gênero, Escravidão e Ascensão e Queda de Impérios.

    Sim, é longa, é pesada e você precisa assistir a essa porra toda ou poderá perder sua própria liberdade.

  3. Ser "inignorável". Pense em Paul Elam e no Mês de Bater na Vadia Violenta. Uma das trolladas mais importantes da história humana. Ainda alegremente rendendo frutos hoje. A mídia mainstream ainda recusa-se largamente a reconhecer que o site Jezebel foi o real sexista neste épico ou que as mulheres são mais perpetradoras de violência doméstica.

  4. Mulheres ADHM. É um fato pleno do ginocentrismo que você não pode ignorar, denunciar, condescender, e ignorar uma mulher falando sobre o comportamento lixoso de mulheres da mesma forma que um homem pode ser ignorado como sexista por causa do que está entre suas pernas.

    Ela tem uma vagina, mas é óbvio!!!!!

As Karens e Cassies e outras tantas nulificam os cavaleiros brancos e desnudam os ginocentristas de sua violência por procuração, sua âncora central de poder arrendatário.

Nenhum homem vai socar a cara de Cassie Jaye a fim de calá-la.

Cassie não tem vítimas femininas.

De fato seus clamores por ajuda para os homens são tão poderosos quanto as falsas alegações de nossos adversários.

É por isso que o feminismo está tão absurdamente desesperado em aniquilar seu filme.

É isto o que faz o filme The Red Pill ser decisivo para nós. Este documentário pode iluminar uma feminista australiana durona, hiper privilegiada, domesticamente violenta em duas horas limpas. Eu mesmo não acreditaria nisso se não tivesse visto com meus próprios olhos. Como um Almirante a bordo de um porta-aviões comandando um farol marítimo a sair de seu caminho, seus paradigmas globais vão esbarrar em uma bela contusão.

O balido incessante de alguns homens nas mídias sociais sobre os ADH sendo bichinhas por aceitarem mulheres em seu movimento, simplesmente porque mulheres têm uma voz mais forte em face do ginocentrismo que os homens, é uma insegurança tardia.

Pessoalmente eu estou feliz por isso dado que precisamos dessas vozes para derrotar o ginocentrismo que invoca os cavaleiros brancos. A capacidade do trabalho de Cassie em derrubar um porco-do-mato australiano é de um calibre suficiente para mim.

E finalmente, nem o feminismo e nem mulheres podem derrubar o MDHHM por causa do segundo ponto, enquanto nos recusarmos a permitir-nos ser policiados em razão do ginocentrismo.

O Império Gino está morto e ainda não sabe disso.

O dia que Karen ou Alison começarem a promover ginocentrismo, elas serão cobradas. Imediata e selvagemente. Elas não serão poupadas pelo que têm entre as pernas. A difundida afeição que todas essas mulheres comandam está resumida em seus intelectos e integridades pessoais.

O MDHHM é uma competição aberta de ideias. Uma simples meritocracia.

Eu acredito que a própria ideia de que homens de dentro do MDHHM tenham algum problema com as mulheres deste movimento seja uma ideia francamente feminista.


Notas e Links

[wkl01]https://en.wikipedia.org/wiki/Femme_fatale
[ln01]http://mensrightsmovement.info/

META
Título Original Women! Can’t live with ‘em you say? Sure we can
Autor Bryan Scandrett
Link Original https://www.avoiceformen.com/women/women-cant-live-with-em-you-say-sure-we-can/
Link Arquivado http://archive.is/jkVYL

domingo, 11 de junho de 2017

Super-Homem VS Super-Mulher: Por que Um É Mais Popular Que O Outro [Tom Golden]

quinta-feira, 11 de maio de 2017

"A Garota de Bronze Tem que Ir Embora" [Terrence Longmont]

A Garota de Bronze Tem que Ir Embora

A Garota de Bronze Tem que Ir Embora

O escultor da famosa estátua "Charging Bull" [NT1] dos arredores de Wall Street recorreu à cidade para remover a nova garota de bronze da cena. A garota, da artista Kristen Visbal, foi adicionada em sete de março, como uma campanha coincidindo com o dia internacional das mulheres, e foi planejada para permanecer por uma semana, antes do prefeito Bill de Blasio ter estendido sua permanência por pelo menos um ano.

O Charging Bull de Arturo Di Modica está entre as mais populares peças de arte pública dos Estados Unidos. Perfeitamente localizado em um canto de paralelepípedos a uma quadra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, ele representa perfeitamente o livre mercado: poderoso, selvagem, e menos que domável. Um casamento perfeito entre objeto, local e significado.

Di Modica inspirou-se na quebra da bolsa de 1987 para criar um símbolo de "força e poder do povo americano". Trabalhando longe do olhar público, ele gastou aproximadamente 350.000 a fim de produzir o massivo touro de 3200 quilos e 5 metros de largura. Secretamente, Di Modica fixou-se num lugar do subúrbio de Manhattan, até mesmo cronometrando a frequência das patrulhas policiais, para que assim ele soubesse quão rapidamente tinha que trabalhar. Então, nas primeiras horas da manhã de 15 de dezembro de 1989, sem qualquer notícia para a cidade, ele e uma trupe transportaram o touro até Manhattan e instalaram-no como uma peça de arte-de-guerrilha. A cidade rapidamente o removeu, mas, em resposta à adoração pública da estátua, logo ela recebeu uma morada permanente no parque Bowling Green ao extremo sul da Broadway.

O Charging Bull tornou-se uma coroação para Di Modica. Sua audácia imprudente, sua ousadia, e o risco foram recompensados dado que sua estátua tornou-se um icônico símbolo da força e energia do capitalismo. Isto até sete de maio de 2017, quando uma segunda estátua foi posta em diálogo com a dele, deliberadamente modificando o significado do touro, e minando seu propósito artístico.

A firma de investimentos Street Global Advisors sonhou a garota de bronze como uma propaganda para seu "Fundo de Índice de Diversidade de Gênero" (etiqueta símbolo NASDAQ "SHE") cujo website descreve como focado em "companhias que são líderes em seus respectivos setores industriais no avanço das mulheres mediante diversidade de gênero em seus conselhos de diretores e posições seniores de liderança".

State Street comissionou Kristen Visbal a fim de fazer a escultura, e obteve uma permissão de uma semana para colocá-la ao pé do nariz do touro, e diretamente no caminho de sua investida. A diminuta garota situa-se em um vestido de verão, mãos nos quadris, pés afastados, olhos para frente, olhando como uma menina exigindo sorvete. No chão diante dela está uma placa, onde se lê "Conheça o poder das mulheres na liderança. ELA faz diferença". Artisticamente, o posicionamento da garota drena o poder do touro, reduzindo-o a um bichinho de estimação gigante. O material e o fim da garota casam os do touro, assumindo que o espectador absorva ambos como um par.

Visbal nomeou a estátua "Fearless Girl" [NT2], porém um nome mais revelaedor poderia ser "A Garota A Quem Você Não Pode Dizer Não" ou mesmo "Neotenia Em Bronze". Intencionada em evocar força e resolução, a garota de Visbal falha. Compare, por exemplo, com outra estátua com o mesmo tema, o Memorial de Martin Luther King. Dr. King está esculpido em pedra, bracos cruzados, emergindo de uma extremidade de um montanhoso

Sem palavras, o monumento declara que nenhuma força pode impedir King. De frente, ele pode parecer um mero homem, mas suas costas são fortalecidas com toneladas de pedra maciça.

Não há o mesmo na garota. O touro poderia esmigalhá-la facilmente diante de seus pés. Seu suposto destemor na realidade é apenas confiança na simpatia e deferência do touro. Você não vai atropelar a garotinha, vai? A garota é uma peça de arte derivada. Ela não tem substância em si mesma, apenas aquela que surrupia do touro.

Perturbado pela visão da garota de Visbal, Di Modica importunou a cidade e ameaçou tomar as medidas legais cabíveis. Por meio de seu advogado, Di Modica argumentou que a garota nulificava a mensagem otimista e positiva e a transformou em uma força negativa e uma ameaça. O Visual Artists Rights Act dá aos artistas proteções contra alterações e modificações não autorizadas de suas obras, mas como ela aplica-se somente a obras de arte feitas após sua promulgação em 1990, o Charging Bull foi instalado um ano cedo demais para ser protegido.

Isto deixa Di Modica apelando que o respeito seja acordado pela integridade de sua obra e legado como artista. Tal respeito e consideração parecem estar em falta, dado que uma petição online para tornar a garota permanente agora permanece com mais de 37.000 votos.

A garota de Visbal é reveladora como uma peça de arte feminista, apontada para protestar a dominância masculina nos topos das posições de Wall Street. Mas por que usar uma forma de garota? Poderia ter sido uma mulher adulta, uma matadorres, uma guerreira preparada para confrontar e derrotar o touro, mas em vez disso é uma garotinha, cujo único poder é que ela é preciosa. É assim que feministas promovem batalha: nem direta nem honestamente, mas em vez disso fazendo-se de donzela-em-perigo, alavancando sua atuação de vulnerabilidade, abusando das boas intenções do homem, sabendo que homens não conseguem resistir às suas petulâncias.

O prefeito De Blasio certamente não consegue. Em resposta às reclamações do artista do touro Di Modica, De Blasio tweetou em 12 de abril de 2017 "Homens que não gostam de mulheres ocupando espaço são exatamente o porquê de precisarmos da Fearless Girl". Aparentemente Di Modica tem que ou amar a estátua ou odiar as mulheres. Ele não pode sequer defender a integridade de sua própria arte. A garota não apenas priva o touro de seu poder, mas também muda seu simbolismo, de tal forma que agora representa o establishment bancário de Wall Street, em vez do livre mercado.

Por ora, o governador de Nova Iorque diz que "está com as mulheres", mesmo as pobremente concebidas em bronze. Ironicamente, a decisão de deixá-la naquele lugar é um exemplo das coisas que ela precisamente significa: o poder da insistência mimada em um mundo que não pode ver uma mulher amuada.


Notas e Links

[NT1]Algo como "Touro Desafiante".
[NT2]"Garota Destemida".

META
Título Original Bronze girl needs to go
Autor Terrence Longmont
Link Original https://www.avoiceformen.com/art-entertainment-culture/bronze-girl-needs-to-go/
Link Arquivado http://archive.is/t1HmM

sábado, 6 de maio de 2017

A Verdadeira Feminista [Karen Straughan]

A Verdadeira Feminista

A Verdadeira Feminista

Disclaimer: este é um trecho de uma discussão na Internet, em que Karen Straughan responde, de maneira contundente, uma feminista de reddit que alega que "as que fazem coisas ruins não são feministas de verdade". Eu tomei a liberdade de reformatar para melhor leitura.

Então você está dizendo que você, uma comentaristas usando um nome-de-usuário em um fórum na Internet, é a verdadeira feminista, e as feministas realmente responsáveis por modificar as leis, escrever a teoria acadêmica, lecionar nos cursos, influenciando as políticas públicas, e as fundações feministas massivas bem-financiadas com milhares e milhares de membros, todos eles autodeclarados feministas ... eles não são "feministas de verdade".

Isso não é apenas uma falácia do escocês. É um auto-engano delirante.

Preste atenção numa coisa: se você quer autodenominar-se feminista, eu não ligo a mínima. Eu tenho investigado o feminismo por mais de nove anos agora, pessoas como você costumavam me irritar, porque na minha cabeça tudo que vocês faziam era prover escudo e balastro para as poderosas políticas e acadêmicas feministas que você alega serem imbecis. E, acredite em mim, elas são imbecis. Se você soubesse metade do que sei sobre as coisas que estão debaixo da propaganda do feminismo, talvez você parasse de se definir assim.

Mas eu quero que você saiba. Eu não ligo.

  • Você não é a diretora da Feminist Majority Foundation e editora Ms. Magazine, Katherine Spillar, que disse acerca da violência doméstica: "Bem, é só um termo limpinho para espancar a esposa", e segue em acrescentar isto aqui acerca de homens vítimas de violência afetiva: "nós sabemos que não se trata de meninas espancando meninos, mas meninos espancando meninas".
  • Você não é Jan Reimer, ex prefeita de Edmonton (Canadá) e por muito tempo cabeça da Rede de Abrigos para Mulheres de Alberta, que há alguns poucos anos recusara-se a aparecer num programa de TV discutindo sobre homens vítimas de violência doméstica, porque para ela o mero comparecimento e discussão daria legitimidade à ideia da existência desses homens.
  • Você não é Mary P. Koss, que descreveu homens vítimas de mulheres estupradoras como não sendo vítimas de estupro porque eles eram "ambivalentes acerca de seus desejos sexuais" (se você não entendeu o que essa frase quer dizer, ela quer dizer que eles na verdade estavam querendo), e então quis retirá-los da definição de estupro na pesquisa do CDC porque é inapropriado cogitar o que aconteceu a eles como sendo estupro.
  • Você não é a National Organization for Women (NOW) e suas fundações legais associadas, que pressionaram a fim de substituir a lei federal neutra Family Violence Prevention and Services Act de 1984 pela pornograficamente enviesada por gênero Violence Against Women Act de 1994. A promulgação dessa lei eliminou de homens vítimas os serviços de apoio e assistência legal em mais de sessenta passagens, somente em razão de serem homens.
  • Você não é capítulo da Flórida da NOW, que com sucesso pressionou a fim de que obter do Governador Rick Scott o veto não de uma, mas de duas leis de reforma das alimônias nos últimos dez anos, bulas que passaram em ambas as casas legislativas com esmagador apoio bipartidário, e era apoiada por mais de 70% do eleitorado.
  • Você não é o grupo feminista em Maryland que convenceu cada mulher membro da Casa dos Representantes de ambos os lados da coxia a sair do recinto quando um projeto de lei veio à votação, acarretando que o quórum não pode ser alcançado e o projeto de lei morreu, naquele momento e naquele lugar.
  • Você não é as feministas do Canadá agitando a fim de eliminar o assalto sexual das cortes criminais comuns para dentro de cortes quasi-criminais de equidade onde o ônus da prova seria diminuído, o réu seria compelido a testemunhar, a descoberta poderia tomar ambas as direções, e os réus não teriam o privilégio legal de um defensor público.
  • Você não é a Professora Elizabeth Sheehy, que escreveu um livro advogando que mulheres não apenas têm o direito legal de matar seus maridos sem medo de processo criminal se elas fizerem uma alegação de abuso, mas que elas têm a responsabilidade moral de assassinar seus maridos.
  • Você não é as advogadas e juristas feministas que modificaram com sucesso as leis de estupro a fim de que o histórico de uma mulher sobre realizar múltiplas alegações mentirosas de estupro possa ser excluído das evidências no julgamento porque isto "é parte de seu histórico sexual".
  • Você não é as feministas que agitou a mídia com a falsa alegação que colocar seu pênis na boca de uma mulher chapada "não é crime" em Oklahoma, porque o promotor foi um incompetente e acusou o réu sob um artigo inapropriado (sodomia forçada) e a corte superior recusou-se a expandir a definição de tal estatuto além de seu escopo pretendido, quando já existia um estatuto perfeitamente adequado (assalto sexual). Você não é as feministas idiotas mentindo para o público e potencialmente colocando as mulheres de Oklahoma em perigo ao informar a potenciais bandidos que existe uma maneira "legal" de violentá-las.
  • E você não é nenhuma das centenas ou milhares de estudiosas, escritoras, pensadoras, pesquisadoras, professoras e filósofas feministas que construíram e propagaram o corpo de estúpidas teorias sob as quais todas essas atrocidades são embasadas.

Não. Você é a feminista de verdade. Uma pessoinha aleatória da internet.


META
Título Original NONE
Autor Karen Straughan
Link Original https://np.reddit.com/r/videos/comments/68v91b/woman_who_lied_about_being_sexually_assaulted/dh23pwo/?st=j2auiy45&sh=e9d0fd5f
Link Arquivado http://archive.is/kf3y2

domingo, 19 de fevereiro de 2017

"Agora Todos os Homens São Tom Robinson" por Dean Esmay

"O Sol É Para Todos": Agora Todos os Homens São Tom Robinson

Nota dos Editores: Harper Lee, autora de O Sol É Para Todos, faleceu hoje [1]. Como recordação, nós repostamos esta clássica análise desta história sob o prisma dos Direitos dos Homens e Meninos feita por Dean Esmay.

Recentemente fui perguntado sobre alguém ainda aprendendo sobre o Movimento pelos Direitos Humanos dos Homens se existiam quaisquer livros, filmes, ou outras mídias que fossem geralmente populares com ou ilustrativas do que o movimento se trata. Ele ficou realmente surpreso quando mencionei a obra-prima de Harper Lee, O Sol É Para Todos [2]. Para mim isto foi engraçado; eu acredito que esta obra-prima de Harper Lee é mas relevante hoje do que nunca.

Talvez uma das grandes tragédias de se forçar crianças a "ler os clássicos" enquanto estão na escola - e O Sol é Para Todos é leitura assinalada em escolas em toda a América do Norte - é que elas não aprendem a amar livros como esse, elas aprendem a vê-lo como tarefa. Assim elas passam tão rapidamente por eles quanto podem, e então os esquecem. Por outro lado, talvez seja uma bênção escondida, já que um artigo como esse pode repentinamente induzi-los a lembrar do livro, e olhá-lo novamente como adultos.

O que a maior parte das pessoas vagamente lembra sobre O Sol É Para Todos é que ele é um filme sobre racismo no Velho Sul da América. E enquanto o racismo é um componente inegável da história, um exame mais aprofundado mostra que trata-se de bem mais, e que se a única lição que se pode traçar é "racismo é mau", nós perdemos quase tudo do livro. De fato, enquanto Harper Lee é notoriamente avessa a falar com a imprensa ou falar de seu próprio trabalho, de acordo com múltiplas [3] fontes [4], em 1962 ela disse isso ao Birmingham Post-Herald:
Meu livro tem uma temática universal, não é uma novela 'racial'. Ele retrata um aspecto da civilização. Eu tentei mostrar o conflito da alma humana - reduzido a seus termos mais simples. É uma novela sobre a consciência do homem ... universal no sentido que poderia acontecer a qualquer um, em qualquer lugar onde pessoas vivem juntas...

Por feliz coincidência, se te falta tempo e paciência para ler novelas (mesmo que eu tenha escrito uma novela eu mesmo, eu raramente tenho a energia para livros), a adaptação em filme de 1962 é uma obra por si mesma, largamente disponível, e consegue ser um dos poucos casos em que um filme é fiel a ambos a substância e espírito do livro.

Se você esqueceu-se ou nunca leu o livro ou viu o filme, eu vou dar uma curta sinopse aqui, desavergonhadamente copiada do Sparknotes e algumas outras fontes online. E sim, alerta de spoiler, estou entregando toda a história aqui:

Situado durante a Grande Depressão, uma menina pré-adolescente de nome Jean Louise Finch, que insiste em ser chamada pelo seu apelido Scout, vive om o irmão Jeremy ("Jem") e seu pai viúvo Atticus. Atticus Finch é um advogado e apesar da terrível economia os Finch estão razoavelmente bem cuidados e educados se comparados ao restante da sociedade.

As crianças fascinaram-se por uma casa próxima, velha e assustadora, chamada "o palácio de Radley", onde um homem branco recluso de nome Arthur "Boo" Bradley viveu por muitos anos. As crianças criam historinhas e jogos sobre o cara estranho e certamente doente mental, Boo Radley, mas quando Atticus descobre isto ele ensina as crianças sobre não fazer julgamentos sobre as pessoas que não se conhece e também tentar ver a vida pela perspectiva de outra pessoa antes de traçar conclusões. Uma série de eventos esquisitos acontece nas redondezas da cidade, e de alguma forma misteriosa parece que Boo Radley possa estar de alguma forma envolvido.

Então a cidade fica em polvorosa quando uma mulher branca de nome Mayella Ewell alega que foi espancada e estuprada, e acusa um homem negro chamado Tom Robinson de ser o culpado. Atticus concorda em defender Tom Robinson, e como muitos da cidade assumem a culpa de Robinson, Scout e seu irmão são submetidos ao abuso das outras crianças bem como o povo da cidade, enquanto o próprio Atticus também sofre ameaças:

Enquanto Robinson espera na cadeia pelo julgamento, uma multidão se reúne para confrontá-lo e possivelmente linchá-lo. Atticus os encara, e é aparentemente salvo em parte pelas próprias crianças:

No fundo da história, o misterioso Boo Radley parece ainda estar furtivo, e por vezes até parece ser ele a parte culpada, ou de alguma forma envolvida. Por outro lado, há razão para especular que talvez sequer tenha ocorrido o estupro. Ainda assim, enquanto lemos, parece que houve um ataque, e talvez o estranho e recluso Boo esteja envolvido de alguma forma. Mas ele é um homem branco, e as autoridades legais e os habitantes da cidade podem estar ignorando-o porque, bem, ele é branco. É tudo muito misterioso.

No julgamento, Atticus fornece evidências convincentes de que Tom Robinson não pode possivelmente ter estuprado Mayella Ewell e, de fato, mostra que não há evidência alguma que ela tenha sido estuprada, mas apenas atacada. Mayella, filha de um homem pobre, e ela mesma também pobre, usa xingamentos e histrionia a fim de tentar calar os quesntionamentos de Atticus sobre sua história de estupro:

Há uma clara falta de evidências da culpa de Robinson, e forte evidência inocentadora sugerindo que ele não era sequer fisicamente capaz seja do alegado estupro seja do assalto físico. Atticus até mesmo produz evidências que o real culpado que que atacou Mayella é provavelmente seu pai, que bateu nela a fim de puni-la por beijar um homem branco, e que sua real motivação em mentir é para evitar ser envergonhada a seus olhos e aos da população da cidade. Os argumentos finais de Atticus em defesa de seu cliente são aparentemente impossíveis de esquecer:

E ainda assim, ao final, baseado em nenhuma evidência mas somente na palavra da mulher, um júri de brancos condena Tom Robinson. O jovem, tolo, semi-letrado e vem pobre Tom Robinson tenta então escapar da prisão, e é morto na tentativa.

Apesar do veredicto de culpado, o pai de Mayella Ewell, Bob, sente que Atticus Finch o desonrou com a evidência de que ele teria batido em sua filha. Ele ameaça a viúva de Robinson, tenta invadir a casa do juiz, e finalmente até mesmo ataca Jem e Scout enquanto eles andam sozinhos para casa à noite - só para ser repentina e inesperadamente interrompido pelo estranho recluso Boo Bradley, que acidentalmente mata Bob Ewell com uma faca enquanto tenta defender as crianças. Boo Radley era um homem decente afinal de contas, e fora apenas culpado se ser estranho.

No fim de tudo, Scout nota que seu pai estava certo sobre se colocar nos sapatos das outras pessoas, e que preconceito não é algo que apenas as outras pessoas sofrem, mas algo que todos os seres humanos, ela mesma inclusa, precisam estar atentos.

E, a propósito, se você passou pela história e as palavras "Ei, Boo!" ao final não derreteram seu coração, você é feito de pedra - e realmente não entendeu nada do livro afinal.

Certamente O Sol É Para Todos retrata racismo. Mas em um nível muito mais profundo, como a própria Harper Lee afirmou, a história não é sobre raça. Não, é sobre preconceito. E enquanto provavelmente este não era seu intento, o livro também ilustra o fato que, por séculos, a melhor forma de deixar as pessoas irracionalmente irritadas e defensivas é acusar um "homem mau" de machucar uma mulher.

Como Alison Tieman mostrou em sua extraordinária série Threat Narrative, no capítulo Son of Threat Narrative: The Ugly Tropes:
As vulnerabilidades de uma nação, etnia, classe são sempre incorporadas por suas mulheres. Por causa disso, as mais poderosas figuras de narrativa revolvem-se num conceito simples: "Eles vão atacar nossas mulheres!".

Esta é bem auto-explicativa, mas eu gostaria de notar uma progressão particular nestas narrativas de ameaça: elas são corretamente identificadas como classistas, racistas, e anti-semitas quando são direcionadas contra homens negros, homens chineses, homens judeus, homens irlandeses, mas quando são direcionadas e qualquer outro grupo de homens [ enquanto homens ], elas de alguma maneira morfam em "justiça social progressiva".


O enredo central de O Sol É Para Todos é sobre um homem falsamente acusado de estupro, e uma comunidade inteira que presume que ele é culpado e presume que todo aquele que o defenda é escória, enquanto nós algumas vezes somos levados - muitas vezes por nossos próprios preconceitos - a crer que outro homem inocente é culpado (de uma coisa ou outra) simplesmente por ser estranho: "estranho" implica "diferente", "diferente" implica "perigoso", não sabe?

Eu já disse muitas vezes que nós enquanto homens somos todos Tom Robinson agora. Eu tenho visto pessoas coçando suas cabeças em confusão sobre isso, ou tornando-se imediatamente irritadas comigo, sugerindo que esta história é sobre racismo no Antigo Sul - ainda que em uma das poucas entrevistas que ela já deu sobre seu próprio trabalho, Harper Lee inequivocamente estabelece que o livro não é sobre racismo afinal.

O que Harper Lee quis que pensássemos sobre, além de sua história realmente boa, é sobre preconceito, e a falta de empatia que nós desenvolvemos quando não tentamos entender outras pessoas como pessoas em si mesmas - a empatia que vem de se colocar nos sapatos de outras pessoas.

O que muitos dos Ativistas pelos Direitos Humanos dos Homens e meninos notam é que, desde que O Sol É Para Todos foi lançado, em vez de nos tornarmos uma sociedade mais iluminada que acredita que um homem negro merece o direito básico a um devido processo e a presunção de inocência que devem ser direitos de nascimento de todas as pessoas livres, nós nos tornamos mais "iluminados" colocando presunção de culpa em todos os homens.

Além disso, considere o contexto em que Harper Lee escreveu sua obra-prima: não havia nada chocante em sugerir que uma mulher pudesse mentir sobre estupro; as audiências americanas de 1960 estavam chocadas pela natureza inter-racial do relacionamento, mas não pela ideia que uma mulher pudesse mentir sobre um estupro inexistente. Mesmo as jovens crianças do livro, longe de ficarem "apavorados" ou traumatizados pela ideia de que assaltos sexuais ocorressem, discutem a ideia racionalmente e gastam algum tempo cogitando entre si se Tom Robinson a estuprou ou se ela foi ou não estuprada afinal.

De fato, enquanto tornou-se tabu sujeito a discussão na academia, voltando aos 1990, o pesquisador herético Eugene Kanin descobriu, enquanto estudava por que mulheres em particular mentiam sobre estupro, que as razões mais comum eram "... servir a três principais funções para os litigantes: prover um álibi, buscar vingança, e obter simpatia e atenção. Falsas alegações de estupro não são consequência de uma aberração ligada a gênero, como frequentemente alegado, mas refletem esforços impulsivos e desesperados de abordar com situações de tensão pessoal e social".

O que, a propósito, é exatamente o que Harper Lee nos mostra em sua obra de 1960, dado que a história deixa absolutamente claro que Mayella Ewell estava mentindo para proteger sua família e acobertar a humilhação pública de ter beijado um homem negro - um homem negro que tinha rejeitado seus avanços e tentou fugir dela.

Avançando para nossos dias, enfurece as pessoas sugerir que falsas alegações acontecem com qualquer frequência significativa, e nos é dito que mesmo que uma mulher não minta, isto não importa pois a maioria dos estupros é acaba não sendo reportada de qualquer modo - o que, como Angry Harry tão eloquentemente explicou, é uma afirmativa desprovida de significado porque não existe ligação entre falsas alegações e alegações que acabam não reportadas.

Além disso, mesmo se falsas alegações de estupro fossem muito raras, o fato é que as consequências de uma são frequentemente piores que um real estupro: um homem falsamente acusado pode ter sua vida arruinada, pode ter sua família destruída, pode ser estuprado na prisão, ou, como no caso de Tom Robinson, pode ultimamente terminar morto, o que continua a acontecer até hoje.

Líderes dos Defensores dos Direitos Humanos perguntam uma questão simples: Nós de fato nos preocupamos apenas com mulheres, ou de fato nos preocupamos com justiça para todos?

Alguns podem chamar isso de "progresso" ou "justiça social", que tratemos todos os homens acusados tão malignamente quanto Tom Robinson foi tratado no clássico livro de Harper Lee, mas eu penso que isto seria abaixar demais o nível. Que tal tratar todos os homens melhor do que Tom Robinson foi tratado?

Eu já disse antes e direi de novo, e não me importo com quem isso possa ofender, porque a verdade é ofensiva. Quando acusados, todos os homens são presumidos Culpados Até Que Se Provem Inocentes. Em outras palavras:

Agora somos todos Tom Robinson.


PostScript: enquanto pesquisando para este artigo, eu descobri uma alegação (na ideologicamente contaminada e nada confiável Wikipédia) que ninguém jamais tentou editar uma tese de doutorado sobre O Sol É Para Todos, o que, se for verdadeiro, não deve surpreender. Enquanto esta é uma das novelas mais aclamadas do século XX, vencendo não apenas popularidade mas um número imenso de prêmios e traduzido em incontáveis línguas, é impossível fazer qualquer coisa mais que uma revisão superficial deste livro sem abordar o fato que seu enredo mais central e dominante é uma mulher que mentiu sobre ser estuprada.

Possivelmente durante os anos 1960 alguém pudesse ter escrito uma tese acadêmica sobre essa obra, mas aparentemente seria cedo demais quando o livro tinha menos de uma década de lançamento. Nos anos 1970, a doutrinação feminista tornou-se padrão na academia, e apesar do fato de erste livro ter sido escrito por uma mulher, e é indisputavelmente uma das maiores novelas dos últimos cem anos, ninguém vai dar a mínima: feministas os rotulariam apologistas do estupro, e qualquer feminista real que tentasse analisar o livro por si mesma provavelmente teria uma pane ideológica tentando falar disso sem desrespeitar seu autor - e desde que o autor é uma mulher, isto seria impensável.


Notas e Links
[1]http://archive.is/PTJs6
[2]O título original do filme é To Kill a Mockingbird (Matar uma Cotovia). A expressão é explicada em uma cena do filme - não vou dar spoiler!
[3]http://www.smithsonianmag.com/arts-culture/harper-lees-novel-achievement-141052/
[4]http://yourbookdon.com/2012/12/30/harper-lees-mockingbird-as-a-novel-of-white-southern-conscience/

META
Título Original To Kill A Mockingbird: All men are Tom Robinson now
Autor Dean Esmay
Link Original https://www.avoiceformen.com/mens-rights/to-kill-a-mockingbird-all-men-are-tom-robinson-now/
Link Arquivado http://archive.today/yHaZv