domingo, 3 de dezembro de 2017

"Onde os Brutamontes Não Têm Vez" por C. H. Sommers

Onde os Brutamontes Não Têm Vez

Onde os Brutamontes Não Têm vez

Como grupos feministas distorceram o plano de estímulos de Obama para favorecer empregos femininos

Uma "recessão masculina"[N01]. Foi assim que alguns economistas começaram a denominá-la. Dos 5,7 milhões de empregos de empregos que os americanos perderam entre dezembro de 2007 e maio de 2009, quase 80% eram feitos por homens. Mark Perry, economista da Universidade de Michigan, caracteriza a recessão como uma "desaceleração" para as mulheres mas uma "catástrofe" para os homens.

Homens estão suportando o impacto da corrente crise econômica porque eles predominam na manufatura e construção, os setores mais fortemente afetados, que perderam mais de 3 milhões de empregos desde dezembro de 2007. Mulheres, em contraste, são maioria em empregos resistentes a recessão, como educação e saúde, que ganharam 588.000 empregos durante o mesmo período. Resgatar centenas de milhares de operadores de guindastes, soldadores, gerentes de linha de produção, e montadores de máquinas não seria algo fácil. Mas a oposição orquestrada de diversos grupos poderosos de mulheres tornou isso nada menos que impossível. Pense apenas no que aconteceu com os 787 bilhões de dólares do American Recovery and Reinvestment Act de 2009.

Novembro passado, o presidente-eleito Obama abordou a devastação nas indústrias de construção e manufatura propondo um programa ambicioso no estilo do New Deal para reconstruir a infraestrutura da nação. Ele convocou um programa de estímulo de dois anos "pronto para as pás" [N02] a fim de modernizar ruas, pontes, escolas, redes elétricas, transporte público, e represas, e o reforço de setores mais afetados da economia o objetivo da legislação que se tornaria o ato de recuperação.

Grupos de mulheres ficaram chocados. Eletricidade? Represas? Artigos de opinião imediatamente surgiram nos principais jornais com títulos como "Aonde Estão Os Novos Empregos Para As Mulheres?" e "O Plano De Estímulos Dos Machões". Um grupo de "notáveis feministas economistas" circulou uma petição que rapidamente obteve mais de seiscentas assinaturas, convocando o presidente-eleito a acrescentar projetos em saúde, cuidados infantis, educação, e serviços sociais, e para "instituir tutorias" a fim de treinar mulheres para "pelo menos um terço" dos serviços de infraestrutura. Ao mesmo tempo, mais de mil historiadoras feministas assinaram uma carta aberta instando Obama a não favorecer "uma área tão fortemente dominada por homens" como a construção civil: "Precisamos reconstruir não apenas pontes de concreto e aço, mas também pontes humanas". Assim que estes grupos ficaram cientes um do outro, formaram um grupo de ação anti-estímulo chamado WEAVE -- Women's Equality Adds Value to the Economy [N03].

A National Organization for Women (NOW), a Feminist Majority, o Institute for Women's Policy Research, e o National Women's Law Center rapidamente juntaram-se à batalha contra o supostamente sexista resgate dos empregos dos homens. Sob a sugestão de um funcionário para a Presidente da Câmara Nancy Pelosi, a presidente da NOW Kim Gandy discutiu um equivalente feminino para a "terminologia carregada de testosterona" contida no termo "pronto para as pás. ("Pronto para os aventais" foi abordado porém rejeitado.) Christina Romer, a altamente prezada economista que o presidente Obama escolhera para presidir seu Conselho de Assuntos Econômicos, diuria depois em sua entrada no palco político: "O primeiro email que obtive . . . foi de um grupo de mulheres dizendo 'Nós não queremos que este pacote de estímulos crie apenas empregos para homens brutamontes.'"

Não importa que estes brutamontes fossem aqueles que perderam a maioria dos empregos. O plano original do presidente-eleito foi projetado para estancar a hemorragia na construção e manufatura enquanto investia em infra-estrutura física que era indispensável para crescimento econômico de longo prazo. Não foi um pacote desordenado de programas corretos-de-gênero, nem um programa machão -- a ideia inteira do estímulo governamental foi usar o gasto governamental para colocar os fatores ociosos de produção de volta ao trabalho.

O presidente-eleito respondeu aos protestos enviando Jason Furman, seu futuro vice-diretor soon-to-be deputy do Conselho Econômico Nacional, junto com seus assessores para um encontro organizado por Kim Gandy e a presidente da Feminist Majority Eleanor Smeal. Gandy descreveu a cena:

Os economistas seniores ouviram atentamente enquanto Gandy e Smeal e outros defensores argumentavam por um pacote de estímulos que aumentaria empregos para enfermeiras, assistentes sociais, professoras e bibliotecárias em nossa frágil "infraestrutura humana" (acharam o slogan livre de testosterona). Furman por acaso mencionou que empregos na "infraestrutura humana" - saúde, educação, e governo - aumentaram mais de meio milhão desde dezembro de 2007?

Poder-se-ia perdoá-lo por não ser argumentativo. Seu chefe no conselho econômico, Lawrence Summers, tornou-se o símbolo nacional das consequências de se ofender as sensibilidades feministas e ser atacado por feministas em sua seleção para o posto mais alto da Casa Branca. Gandy e Smeal notaram seus parceiros engajados e curiosos e estavam satisfeitas por ficarem mais tempo do que o agendado: "Nós saímos sentindo que toda nossa preparação traria frutos na forma de mais inclusão para as necessidades das mulheres, e estávamos certas."

Christina Hoff Sommers é uma estudiosa residente no American Enterprise Institute. Ela é autora de The War Against Boys e editora do The Science on Women and Science, em breve pela editora AEI.


[N01]"Man-cession" no original.
[N02]"Shovel ready" no original.
[N03]"Igualdade para as mulheres adiciona valor à economia". Realmente a criatividade paidégua para acrônimos é espantosa...

META
Título Original No Country for Burly Men
Autor
    1. Sommers
Link Original http://www.weeklystandard.com/no-country-for-burly-men/article/17737
Link Arquivado http://archive.is/A0j1u

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

GirlWritesWhatSelecta - 10

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Uma vez que seu objetivo é derrubar um grupo, vocês jamais terão igualdade.

Você precisa entender, feminismo não é somente um conjunto de objetivos -- é também um conjunto de pressupostos e axiomas sobre o mundo, a sociedade, os homens e as mulheres.

Todas as feministas com quem falei creem que, ao todo, mulheres são desprivilegiadas em relação aos homens.

Quase todas as feministas com quem eu falei descrevem esta desvantagem como "opressão" e a vantagem dos homens como "privilégio".

Feministas que tiveram qualquer espécie de educação feminista (estudos femininos, ou mesmo websites feministas e livros populares etc.) acreditam que a fonte da opressão feminina e do privilégio masculino é o "patriarcado" -- um sistema onde homens detêm a maior parte do poder e mulheres são largamente excluídas dele.

Estas crenças dão forma às suas visões sobre igualdade, e como trazer a igualdade à tona. Elevar e empoderar as mulheres é elevar e empoderar uma classe oprimida. Aumentar a igualdade entre homens e mulheres. Estreitar a disparidade.

Elevar e empoderar homens, mesmo que apenas nas poucas áreas onde elas admitirão que "o patriarcado também fere os homens", é elevar e empoderar uma classe privilegiada. Diminuir a igualdade entre homens e mulheres. Alargar a disparidade.

Como suas visões sobre poder e política sociais são tão simplistas, elas assumem que se homens realmente têm problemas por causa da discriminação, os homens no poder tomariam ação para o benefício coletivo dos homens. De fato, elas realmente parecem acreditar que é isto o que homens no poder têm feito durante séculos ou milênios: privilegiar todos os homens às custas de todas as mulheres.

Se os homens em poder não tomam uma ação, ou se tomam uma ação que fere os homens coletivamente, então não é falha do feminismo, mesmo que as feministas tenham exigido tal ação. Como é que poderia ser? Debaixo do "patriarcado", mulheres têm pouco ou nenhum poder, mesmo no sentido de barganha coletiva.

Homens que pedem a feministas para ajudá-los a alcançar mudanças positivas para os homens estão cometendo uma série de descortesias: Eles estão pedindo para que um grupo oprimido os ajude a fazer a já privilegiada posição do grupo ainda melhor. É o equivalente a pedir que trabalhadores fabris que ganham salário mínimo trabalhem de graça a fim de que os executivos milionários possam coletar bônus maiores.

Eles estão exigindo que os defensores dos oprimidos sintam compaixão pelos "probleminhas menores" dos comparativamente abastados e poderosos, e eles estão sequestrando a preocupação pública das mãos das causas feministas, mais nobres. É o equivalente de pessoas ricas reclamando para os destituídos sobre como ter dinheiro é difícil e estressante porque é necessário ficar pensando em qual é a melhor forma de investi-lo.

Eles estão pedindo para as feministas para fazer algo que elas creem que seria difícil e oneroso para as feministas, mas que elas sentem que seria fácil para os homens efetuar. Mulheres têm pouco ou nenhum poder social ou político, afinal de contas. Alavancar este poder para fazer a mudança é difícil, porque elas têm tão pouco. Homens, por outro lado, devem ser capazes de mexer os seus narizes e conseguir que os homens no poder concedam-lhes qualquer capricho. É o equivalente de alguém com um cortador de grama motorizado exigir que outro alguém que só tem um cortador simples corte a grama de ambos.

Você pode ver isto em quase toda reação das feministas nas mídias sociais ao dia internacional do homem, por exemplo "todo dia é dia internacional do homem", dizem elas ao longo de todo o Twitter e Facebook. Assim diz a parlamentar Jess Phillips, "vocês podem ter seu debate do dia internacional do homem no parlamento quando mulheres forem metade das parlamentares", mesmo que o parlamento britânico mantenha debates agendados sobre questões das mulheres a cada mês, e novamente faz um no dia internacional da mulher, enquanto as questões dos homens raramente são levantadas em qualquer hora que seja.

E você precisa notar que estas pressuposições/axiomas não são extremos ou limítrofes. Eles são as visões feministas padrão.


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Autor Karen Straughan
Link Original https://www.reddit.com/r/MensRights/comments/7edsl3/_/dq5h9uz/
Link Arquivado http://archive.is/va413

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

FEMINISMO COMO MOVIMENTO SUPREMACISTA - UMA CONDENAÇÃO DEVASTADORA

FEMINISMO COMO MOVIMENTO SUPREMACISTA - UMA CONDENAÇÃO DEVASTADORA

FEMINISMO COMO MOVIMENTO SUPREMACISTA - UMA CONDENAÇÃO DEVASTADORA

Este foi originalmente uma postagem de /u/strawberryspringg em outra thread [L01]. Eu copiei aqui porque esta é uma das explicações mais fortes da brecha entre feminismo e direitos dos homens que eu já vi.


Eu costumava ser feminista. Eu era o que Karen Straughan chama "feminista de cafeteria". Basicamente alguém que acredita em igualdade de gênero e assume (erroneamente) que o feminismo é um movimento devotado para este fim.

Feministas de cafeteria não tomaram tempo para estudar a literatura e história do movimento feminista. Você geralmente ouvirá elas dizendo coisas como "às mulheres era negado o direito ao voto" sem notar que a maioria dos homens também não podia votar até bem recentemente. De fato, metade dos homens que foram forçados a lutar e morrer na 2GM não podia votar. Homens de classes média e baixa tiveram que conquistar seus direitos de voto com sangue.

Eu comecei a questionar o feminismo quando meu primo foi horrivelmente tratado pelas Cortes de Família. Sua ex era uma psicótica certificada mas obteve custódia total enquanto ele teve que voltar à casa da mãe dele a fim de sustentar o pródigo estilo de vida dela. Ela fez falsas acusações contra ele. Ele foi alienado de sua filha.

Mais tarde aprendi que feministas repetidamente têm lutado contra projetos de de guarda compartilhada. Isto apesar do fato que dúzias de estudos mostrarem que a guarda compartilhada alinha-se aos melhores interesses da criança (e mesmo da mãe!)

Não somente feministas lutaram contra a guarda compartilhada, elas lutaram contra real igualdade de gênero em cada passo de seu caminho. E isto vai desde o tempo da primeira onda [L02].

Confira este link [L03], ele sumariza muito bem a história. Se algo é visto como colocando iguais responsabilidades sobre os homens ou mesmo ajudando homens e meninos, elas se opõem. Elas veem tudo como umm jogo de soma zero. Isto não é "igualdade". De fato isso lembra, mais de perto, um movimento supremacista. Seu comportamento subitamente passa a fazer sentido quando você considera que as feministas veem homens como seus "inimigos de classe" e "opressores". Por que você iria querer ajudar seus opressores? A ideia como um todo é claramente senil, porque como Warren Farrel notou, não de pode ferir um gênero sem ferir o outro. Após cem anos de feminismo, mulheres estão mais infelizes do que nunca.

A questão do estupro é um exemplo perfeito disso. Três estudos separados [L04] no Canadá revelaram que a maioria dos homens estupradores foram sexualmente abusados por mulheres quando eram crianças. Uma abordagem holística da igualdade de gênero reconheceria o papel que estas mulheres (especialmente as mães) desempenham na criação de homens (e mulheres) violentos. Em vez disso, feministas retratam o comportamento masculino como ocorrendo em um vácuo sem referência ao sexo oposto.

A hipocrisia é infinita. Estudos mostram que homens são tratados muito mais severamente pelo sistema de justiça criminal. Eles recebem em média sentenças 60% mais longas. Porém, em vez de tentar remediar esta injustiça, feministas lutaram no Reino Unido, e obtiveram sucesso, para que as mulheres fossem tratadas com ainda mais leniência. Algumas feministas querem eliminar completamente as prisões! Não estou dizendo que a resposta é tratar mulheres mais severamente em qualquer caso - talvez a resposta seja tratar homens com mais compaixão - ou talvez algo intermediário. Mas é claro que feministas não tem nenhum interesse em igualdade nesta ou em qualquer outra questão.

As estatísticas [L05] são alarmantes. Enquanto feministas choramingam sobre problemas do tipo "A Princesa e a Ervilha" como "manspreading" e "mansplaining", elas ignoram ou menosprezam a mutilação genital masculina (centenas de bebês meninos morrem desta prática todo ano), meninos sofrendo mais violência nas mãos de seus pais, meninos indo mal na escola em razão dos modelos educacionais ginocêntricos, homens vítimas de violência doméstica e abuso sexual, falta de direitos reprodutivos masculinos, falsas acusações que podem arruinar e de fato arruínam a vida dos homens, homens e meninos forçados a lutar e morrer em guerras, homens não tendo direito ao voto sem ter que alistar-se para o serviço militar, a epidemia de suicídio masculino, a disparidade de gênero nas sentenças judiciais, a disparidade de gênero entre os sem-teto, a disparidade de gênero em mortes laborais, homens recebendo menos assistência e auxílio-saúde mesmo que eles paguem mais taxas, homens trabalhando por mais horas, homens morrendo mais cedo etc. etc.

Está abundantemente claro até aqui que o feministo não entendeu nada certo. Homens não querem oprimir mulheres, eles querem protegê-las, e sim, isto tem causado sexismo paternalista e até mesmo "opressão" algumas vezes, mas o homem médio nunca esteve melhor que a mulher média.

Quando feministas falam de problemas dos homens elas dizem "o patriarcado atinge os homens também". Porém é uma piada doentia que vivamos em um "patriarcado" que privilegia homens. Se o que as feministas alegam fosse verdade então o movimento pelos direitos dos hoemns receberia farto suporte do estado. Em vez disso são as próprias feministas que fazem todas as regras.

Um dos principais problemas do feminismo é que fundamentalmemte não compreende como homens operam. Homens no poder não tentam privilegiar seus inimigos de classe e competidores sexuais. Na medida em que existe algum grau de compaixão para as classes média e baixa, ela é majoritariamente reservada para mulheres. Por isso as incontáveis iniciativas estatais para ajudar mulheres mas não homens. Isso é porque homens têm viés extra-grupo para mulheres [L06], ao passo que o mesmo não é verdadeiro em reverso.

Hoje em dia o feminismo revelou-se um movimento supremacista. Ele sempre foi e sempre será enraizado em ressentimento e ódio contra homens, não em um desejo por igualdade. Eles também são autoritários da cabeça aos pés. Eles lutam para censurar pessoas, reverter o direito a um devido processo legal, criminalizam comportamento sexual normal ("consentimento afirmativo" é simplesmente bizarro), eliminam a meritocracia etc.


** Links **

[L01]https://www.reddit.com/r/MensRights/comments/7bopfq/any_exfeminists_here_id_like_to_ask_you_questions/dpjyno5/
[L02]https://www.reddit.com/r/MensRights/comments/6yr51a/was_there_ever_a_good_wave_of_feminism_karen/
[L03]https://www.reddit.com/r/MensRights/comments/g2eme/feminists_tell_you_that_the_solution_to_mens/
[L04]https://canadiancrc.com/The_Invisible_Boy_Report.aspx
[L05]http://www.realsexism.com
[L06]https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15491274

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Autor /u/strawberryspringg
Link Original https://www.reddit.com/r/MensRights/comments/7c6do5/feminism_as_a_supremacist_movement_a_devastating/
Link Arquivado http://archive.is/JrAB3

sábado, 11 de novembro de 2017

GirlWritesWhatSelecta - 9

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Um cara com quem eu estava saindo há um tempo disse isso dessa forma:

"Nós estivemos casados por 14 anos. Eu fui obrigado a sustentá-la por mais 17 anos - mais que nosso tempo de casado, puta que pariu, porque ela nunca trabalhou fora de casa. Por que eu deveria sustentar uma mulher com quem não sou mais casado? Por que ainda sou forçado a 'fazer o meu trabalho'? Não é como se tivesse uma ordem judicial dizendo que ela tivesse que comparecer três vezes por semana, cozinhar, limpar e chupar meu pau".


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Autor Karen Straughan
Link Original https://www.reddit.com/r/MensRights/comments/7b4g3u/_/dpfowjr/
Link Arquivado http://archive.is/cJoWU

GirlWritesWhatSelecta - 8

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Mulheres eram e são tratadas muito mal pela mera tentativa de fazer algo fora da norma social. Então isto é como dizer que uma pessoa recebe a escolha entre morrer e matar alguém é livre para escolher.

Assim como foi com os homens. Assim como foi com todo mundo.

Ainda assim eu penso que mulheres nestas culturas são tratadas pior que os homens.

Eu vou te perguntar uma coisa. Você está alegando que X (o sofrimento das mulheres) é maior que Y (o sofrimento dos homens). Você já mediu Y?

No filme The Rede Pill (no qual eu apareço, diga-se de passagem), Fred Hayward fez uma pergunta.

Como você mede o sofrimento? Como quantifica o sofrimento dos homens e mulheres para que você consiga compará-los? Uma mulher pode sentir que é uma injustiça receber em média 3/4 do ordenado que um homem recebe, mas como você compara isso contra os cinco anos extras de vida que uma mulher tem que o homem não tem? Uma mulher pode perder uma oportunidade de trabalho porque é mulher, mas como você quantifica isso de forma a poder comparar com um homem que perdeu seus direitos de custódia das suas crianças porque é homem?

Eu quero que você observe algumas métricas:

  • Expectativa de vida;
  • Menos poder de gasto versus renda percebida;
  • Probabilidade de morrer por violência;
  • Falta de acesso a cuidados habitacionais e de saúde;
  • Falta de moradia;
  • Risco de invalidez ou morte em razão laboral;
  • Probabilidade de ser vítima de crime;
  • Menor acesso à educação;
  • Acesso a apoios governamentais;
  • Probabilidade de ser detido, acusado, processado e condenado, e extensão da sentença;
  • Probabilidade de ter seus filhos tirados de você por razão nenhuma;
  • Probabilidade de sofrer violência do estado (brutalidade policial).

Em cada uma dessas métricas, negros sofrem mais em média que brancos nos EUA. Você pensaria que estes são indicativos que negros nos EUA estão desprivilegiados em comparação aos brancos, não?

No Ocidente, todas essas métricas aplicam-se mais a homens que a mulheres. Nos países que você está falando, em quase todos eles isto acontece.

Já observou a situação de homens comuns nestas culturas, ou você acha que todos vivem como reis e as mulheres vivem como escravas?

Eu não estou dizendo que homens estão na pior nestas culturas. Como Fred Hayward disse, é difícil quantificar as formas que homens e mulheres sofrem do sexismo. Como você os compara, quando as formas que eles sofrem são diferentes? Você pode dizer "mulheres são mais propensas a isso que homens", mas não pode necessariamente dizer "esta coisa que homens enfrentam é pior que esta outra coisa que mulheres enfrentam".

Tudo que eu sei é que em qualquer cultura onde o estupro de homens é pervasivo e arbitrário, o assassinato de homens é também pervasivo e arbitrário. Quem sofre mais?

Tim Goldich postou um capítulo de seu livro num website. Este foi um dos primeiros artigos que vi que realmente abriu meus olhos para a situação dos homens. No artigo, ele descrevia um artigo de um jornal de grande circulação, chamado "Uma política de estupro"[L01]. O artigo do jornal descrevia um campo de refugiados em uma zona de conflito, onde as mulheres que eram mandadas para coletar lenha para fogueira eram rotineiramente estupradas por milícias quando pegas. Horrível. Era um longo artigo, ao final do qual, de maneira improvisada, o jornalista menciona ter perguntado às mulheres: "se vocês continuam sendo estupradas, por que não mandam os homens buscar lenha?".

As mulheres respondeu: "Quando homens vão, eles são mortos. Quando mulheres vão, elas são apenas estupradas".

E foi isso. Esta foi a única menção sobre o que os homens estavam enfrentando. Nós temos um massivo ponto cego, Karolina, quando se tratam dessas coisas. E se você de alguma forma acha que as coisas são diferentes no terceiro mundo, eu te sugiro olhar um pouco mais fundo. Nós não vemos o sofrimento dos homens aqui - por que deveríamos ver por todo lado? E é sempre bastante conveniente politicamente demonizar os homens de outras culturas. A única coisa mais eficaz que "eles virão maltratar nossas mulheres" é "eles são tão malignos que maltratam suas próprias mulheres".

Isto significa que eu pense que homens se dão mais mal em tais culturas? Não necessariamente. Isto depende da cultura e de como medimos o "se dar mal". Em certas coisas eles se dão mais mal, e em algumas outras não. Mas até que olhe honestamente para a situação real de Y, você não tem nenhuma afirmação racional para argumentar que X > Y.


Links

[L01]http://archive.is/EEpFk (A notícia original no NYTimes)

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Autor Karen Straughan
Link Original https://www.reddit.com/r/MensRights/comments/67jzr5/_/dgx2fbl/
Link Arquivado http://archive.is/Hcww1

domingo, 8 de outubro de 2017

GirlWritesWhatSelecta - 7

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Quem quiser uma cerimônia na igreja pode ter seu desejo negado.

Quem quer uma cerimônia em igreja quando a igreja não quer deve ter seu desejo negado. A não ser que esta linguagem seja parte da bula, sabe-se lá como você vai saber se não haverá igrejas levadas diante de tribunais de direitos humanos por discriminação.

Não tem como. A discussão não houve. A esquerda parece indisposta a discutir para começo de conversa, xingando qualquer um que mencione o assunto de intolerante.

E não, o negócio dos pronomes não é uma questão fundamentalmente diferente.

Se o lobby LGBT estivesse tranquilo quanto o "cada um no seu quadrado" isso não seria problema. Mas eles estão preparados para arrastar pessoas às cortes em razão de declinarem-se a fazer bolos de casamento, ou de ser videógrafo de casamento, ou de sediar o casamento em sua propriedade mesmo que tal propriedade sejam também as suas próprias casas.

O negócio dos pronomes não é uma questão fundamentalmente diferente. É perfeitamente análoga a esta situação.

Uma bula é proposta. Proponentes asseguram ao povo "não se preocupem, ninguém lhes forçará a usar pronomes, ninguém lhes forçará a casar dois machos em sua igreja, ninguém lhes forçará a fazer um bolo para um casório gay, ninguém os forçará a tirar fotos num casório gay ... Fala sério, a bula nem fala dessas coisas".

E então, não ficou sabendo? Assim que a bula é aprovada, todas essas coisas acabam acontecendo. Porque a bula não esclarece nenhuma dessas coisas. Pessoas acabam enfrentando batalhas judiciais longas e caras para proteger seus direitos religiosos. Mesmo em casos que eventualmente vencem, elas acabam gastando uma tonelada de dinheiro e por vezes perdem seus meios de subsistência.


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Autor Karen Straughan
Link Original https://reddit.com/r/MensRights/comments/731chy/_/dnn2orb
Link Arquivado http://archive.is/R7tC2

GirlWritesWhatSelecta - 6

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Desculpe-me, mas é por isso que este movimento não pode avançar! É porque está sendo estrangulado por reacionários e regressistas que querem nos levar de volta aos anos 1950. Não é assim que vocês dirigem um movimento e deveríamos discutir isso.

Bearing trouxe diversas preocupações válidas acerca das potenciais implicações do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Austrália, particularmente sobre liberdade de expressão e religião.

Estas preocupações não foram abordadas em termos do que acontece a alguém que publicamente diz que discorda do casamento gay, igrejas que desejam abster-se de realizar cerimônias gays, negócios que não desejam participar de celebrações gays por questões religiosas etc.

Estes são os pontos onde os direitos constitucionais das pessoas entram em conflito.

Quais direitos devemos priorizar? O direito de um casal gay ter sua cerimônia em uma igreja específica? Ou o direito de aquela igreja em particular declinar de presidir uma união que viola suas crenças religiosas? O casal gay deveria ser forçado a ir a uma igreja diferente que esteja disposta a casá-los? Ou a igreja que eles demandam deveria ser forçada a casá-los?

Quando a Bula C-16 foi proposta no Canadá, a qual instanciaria identidade de gênero e expressão de gênero como categorias protegidas pelos nossos atos de direitos humanos, Jordan Peterson pronunciou-se e alertou a todos que passar a bula da forma que estava seria controle de expressão. Isto não meramente proibiria certos dizeres, mas forçaria as pessoas a engajar em certas expressões -- ela instanciaria um requerimento legal para que as pessoas usassem os pronomes preferidos de qualquer um que alegasse que não se identificam como cisgêneros.

Proponentes da bula disseram "oh, isso já é delírio paranoico! Isso nunca vai acontecer! Tira esse chapéu de papel-alumínio! Não tem sequer nada na bula que menciona pronomes! Pare de ser um preconceituoso transfóbico!". Um ministro conservador sugeriu que a linguagem da bula fosse expandida a fim de incluir uma cláusula garantindo que ela não coagiria legalmente pessoas a usar certas palavras ou discursos. Isto foi, obviamente, recusado, porque é claro que tal cláusula seria completamente desnecessário. A bula nada dizia sobre pronomes ou discurso forçado.

Poucos meses após a bula ter sido aprovada, o CUPE (o maior sindicato do Canadá) soltou um vídeo com a participação de um advogado "não-binário", que estava ensinando as pessoas sobre como elas deveriam usar os pronomes preferidos. A primeiríssima razão de sua lista foi "está na lei". Ele foi citar a Bula C-16 como instanciando em lei uma obrigação de usar os pronomes prediletos das pessoas.

Debaixo das condições descritas no vídeo de Bearing, eu votaria contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo - ainda que eu apoie totalmente.


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Autor Karen Straughan
Link Original https://reddit.com/r/MensRights/comments/731chy/_/dnmzyeu
Link Arquivado http://archive.is/cgxnF

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