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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

GirlWritesWhatSelecta - 12

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In_My_Own_World

Elas desejavam ser tratadas igualmente, queriam ser capazes de votar. Eu acho que você deveria fazer alguma pesquisa sozinho.

Feministas de primeira onda:

  1. Conquistaram o direito para mulheres casadas deterem suas próprias propriedades e renda, e mantê-las separadas do controle de seus maridos. Mantiveram a intitulação legal para mulheres casadas serem financeiramente sustentadas pelos seus maridos. (O que é conhecido de outra forma como "o que é meu é meu, o que é seu é nosso".) Sua intitulação ao sustento deles estendia-se até mesmo aos ônus tributários sobre as propriedades e renda delas mesmas -- propriedade essa que o esposo estava legalmente proibido de relar.

    Então, basicamente, em vez de demandar direitos iguais como administradoras da renda e propriedades maritais, elas demandaram os direitos de pessoas não-casadas sem as responsabilidades, e os direitos de mulheres casadas sem as correspondentes responsabilidades. Homens ainda eram responsáveis como provedores solo da família, incluindo a esposa, mas agora tinham que fazer isso sem ter acesso à renda e propriedades de suas esposas.

    Houve homens mandados para a prisão no Reino Unido por evasão de tributos porque eram incapazes de pagar os impostos devidos sobre propriedades/renda de suas esposas mais abastadas. Uma suffragette, Dra. Elizabeth Wilks, até mesmo recusou-se (como era seu direito previsto em lei) a fornecer ao seu marido a documentação necessária para que ele pudesse calcular os impostos, e dado que ele era um professor de escola e responsável por pagar tudo o mais, ele não teria sido capaz de pagar os impostos de qualquer forma. Enquanto ele estava na prisão, ela instou que as outras suffragettes fizessem o mesmo que ela fez. Ele foi liberado da prisão sob fundamentação humanitária em razão de sua saúde debilitada, e morreu poucos meses depois.

  2. Obtiveram a custódia maternal por default de filhos jovens após o divórcio ou separação. Anteriormente, a suposição era de custódia paternal dado que o pai era o único com o ônus da responsabilidade financeira pelo cuidado das crianças.

    É claro, foi apenas a custódia que foi modificada - a responsabilidade financeira ainda caía 100% para o pai manter o lar de seus filhos menores. Dado que sua ex era cabeça do lar, ele agora era forçado a continuar sustentando-a mesmo que ela fosse a culpada pelo fim do casamento.

    Então, novamente, fomos de homens tendo direitos superiores e maiores responsabilidades, para homens tendo direitos inferiores e ainda tendo maior responsabilidade.

    Hilariantemente, em 1910, após estas duas inovações legais estarem em efeito no estado de NY por quase quarenta anos, uma advogada suffragette (sim, antes de mulheres serem permitidas obter uma educação e a coisa toda...) escreveu na Times que a lei ainda discriminava contra mulheres em matéria de crianças. Como a lei o fazia? A única área da lei naquele tempo que não considerava mães como iguais em guarda e custódia era nas provisões concedendo ao pai controle sobre a renda e propriedades dos filhos menores. Basicamente a lei o colocava como 100% responsável por alimentar, vestir e abrigar as crianças, portanto dava a ele 100% do direito de gerenciar o dinheiro para este fim.

    Uma mulher podia, naquele tempo, ir à corte e demonstrar que seu marido legalmente abandonou sua responsabilidade financeira para com ela e seus filhos, e havia provisões para transferir estes ditos direitos de gerenciar renda/propriedade para ela em tais casos (e nos piores casos o homem poderia acabar na prisão por recusar a sustentar a sua família no melhor de sua capacidade). Mas esta suffragette queria que as próprias leis mudassem de tal forma que as esposas (que não detinham nenhuma responsabilidade financeira para com os filhos e nem para consigo mesmas) tivessem igual controle sobre a renda e propriedades dos filhos.

    Estas mudanças tomaram lugar, todas elas, décadas antes de as mulheres conseguirem o direito ao voto. E, falando de voto...

  3. Em 1917 um grupo de anarquistas nos EUA peticionou um caso federal contra a conscrição militar, descrevendo-a como servidão involuntária e portanto inconstitucional. A Suprema Corte americana foi inequívoca em sua rejeição ao argumento, asseverando que o alistamento era uma obrigação recíproca devida por todos os cidadãos para o estado em retribuição aos direitos conferidos pelo estado para os cidadãos.

    Entre outras obrigações que os homens tinham para com o estado: leis de socorro público [NT01], brigadas de incêndio [NT02], policial especial (ser alistado para auxiliar a polícia em situações de emergência)...

    Algumas suffragettes (como Sylvia Pankhurst, que abandonou o movimento em razão disso) eram contrárias ao alistamento, mas outras mais ativas (e agora mais famosas) fizeram campanha em favor do alistamento e participaram de empreitadas organizadas para usar de difamação pública a fim de pressionar os homens a alistarem-se. Um de seus pôsteres até mesmo criticava o fato que uma mulher tinha o direito a voto negado não importando o quão grandiosa ela fosse (ela poderia ser médica, ou advogada, ou mãe, ou prefeita), enquanto mesmo homens inaptos para o serviço militar não perdiam o direito de votar.

    Dois anos após a Suprema Corte formalizar o alistamento como parte do preço que todos os cidadãos devem pagar como seu direito como cidadãos, mulheres obtiveram o voto. E nenhuma obrigação para com o estado foi sequer posta sobre elas em retribuição deste direito.

    E antes que alguém aqui diga "mas não eram permitidas mulheres como soldados!", há outras maneiras de servir seu país durante tempos de guerra, e o "trabalho de guerra" mandatório (como costurar uniformes ou montar munições) poderia ter sido algo em um alistamento feminino. Qualquer um argumentando que se mulheres fossem incluídas no alistamento hoje "nós estaríamos mandando mulheres pequenas e vulneráveis as trincheiras" está ignorando o fato que existe um porrilhão de trabalho necessário junto ao serviço militar que não envolve combate ativo ou risco físico sério, então este argumento basicamente resume-se a "como ousamos incomodar as mulheres!".

Então, temos três exemplos de feministas da primeira onda demandando e obtendo direitos dos homens sem as responsabilidades dos homens. Dois deles envolviam situações de soma zero tais como direitos de renda e propriedade, ou direitos de custódia para com as crianças, e em ambos os casos feministas conseguiram arranjar as coisas de tal forma que mulheres ficaram com todos os direitos ao passo que homens ainda eram onerados com todas as responsabilidades.


Notas e Links

[NT01]

No original, hue and cry laws; uma tradução mais livre seria "pega-ladrão". Eram leis antigas do ordenamento inglês.

Não existia uma força organizada e ubíqua de segurança pública naqueles tempos, então a tarefa de deter criminosos acabava caindo nas mãos de pessoas comuns. Por exemplo, se alguém cometesse um roubo, a vítima gritava que estava sendo assaltada, e os cidadãos ao redor eram obrigados a parar o que estivessem fazendo para ajudar a deter o meliante. Se ele fosse capturado com os bens em seu poder, ele era sumariamente condenado (sem direito a defesa), e poderia até ser morto se resistisse à captura.

Saiba mais em: http://www.worldwidewords.org/qa/qa-hue1.htm

[NT02]Bucket brigade. Isso mesmo: ajudar a passar baldes de mão em mão para apagar incêndios.

META
Autor Karen Straughan
Link Original https://www.reddit.com/r/MensRights/comments/6x5s57/_/dmds4ga/
Link Arquivado http://archive.is/T9XAA

sábado, 5 de novembro de 2016

"Feministas Não Entendem de Bolo" por Hannah Wallen

Feministas Não Entendem de Bolo



A maioria das pessoas conhece o ditado "Não é possível ter um bolo e também comê-lo". Este ditado é uma forma de expressas que quando uma escolha possível torna uma condição impossível, não se pode esperar fazer tal escolha ao mesmo tempo que se retém a dita condição. Se você comer o bolo, ele some. Você não pode portanto ainda ter o bolo também.

O que isso tem a ver com o feminismo?

Quando ativistas pelos direitos dos homens advogam por reformas legais, feministas tentam contra-atacar culpando o "Patriarcado" pelas leis más e alegando que tais reformas deveriam originar-se do movimento feminista. Os obstáculos que os homens encaram, nos é dito, são todos em razão dos papéis de gênero, e feministas estão lutando para eliminá-los, então deveríamos parar nosso próprio ativismo e permitir que nosso movimento seja absorvido para o delas.

A resposta a isso é negativa, e a razão é o histórico acadêmico e de influência do feminismo. Como nossa razão para rejeitar o movimento, antifeministas e ativistas dos direitos dos homens e meninos têm ambos citado pesquisas feministas deliberadamente viciadas, o movimento de lobby que as usa, e as leis e políticas discriminatórias anti-homem que elas estão acostumadas a promover.

A história do feminismo é uma de 'generizar' falsamente questões de direitos humanos. Elas então advogam como se somente a experiência das mulheres sobre tais assuntos fosse importante, e somente mulheres merecessem alívio das condições que causaram tais questões, enquanto somente homens devem carregar a culpabilidade por elas. Este tem sido o raciocínio que feministas usam para advogar "reformas" que criam benefícios para seu movimento e para algumas mulheres às expensas de obrigação e sacrifícios masculinos e de homens de família.

A teoria feminista da cultura do estupro é baseada no trabalho de mulheres como Susan Brownmiller, que em 1987 juntou-se a diversos de seus comparsas num movimento para mentir ao Congresso americano sobre a abrangência, prevalência e demografia de gênero da violência doméstica como parte de um esforço de décadas rumo a uma lei discriminatória de violência familiar. Contribuindo para este esforço estava Gloria Steinem, um ícone do movimento, cuja promoção do método de pesquisas fraudulento de Mary P. Koss (via publicação) pavimentou o caminho para que se tornasse a agenda padrão na pesquisa de violência sexual. Ms. Magazine patrocinou uma pesquisa usando o método de Koss e publicou os resultados em 1987. Os resultados das pesquisas publicadas por Koss figuraram proeminentemente em esforços para substituir o Family Violence Services and Protection Act de 1984 (o qual era neutro quanto ao gênero) com uma nova versão discriminatória: o Violence Against Women Act, assinado em 1994. Essa nova lei levou a terríveis abusos e estragos tanto nas Cortes Criminais quanto nas de Família.

Quando confrontadas com esta e outras críticas da influência legal anti-homem da segunda onda, feministas modernas fazem sempre o mesmo argumento: "Estas não são feministas de verdade!". Ignorando o fato que as críticas estão falando sobre as mães da teoria que elas referenciam quando nos falam por que creem que as questões dos homens e meninos são na realidade questões feministas, elas apontam para a definição de feminismo no dicionário como o Único e Verdadeiro Feminismo e insistem que aqueles excessos ao feminismo moderno devem ser as feministas radicais, portanto não são representativas. Isto, elas parecem crer, isenta o feminismo da responsabilidade de sua história de influência totalmente anti-homem no sistema legal.

Só tem um problema com isso.

As suffragettes não eram nada melhores que a segunda onda.

Para começo de conversa, a história do sufrágio ocidental não foi dividida tão fortemente dividida o quanto as pessoas aprendem na escola. Quando as suffragettes do Reino Unido começaram a agitar, apenas um quarto dos homens no Reino Unido podia votar, e este número só foi alcançado após décadas de esforços reformistas. Durante muito desse tempo, padrões econômicos tais como detenção de propriedades, nível de renda auferida, e taxas de votação foram usadas para limitar o ato de votar aos membros mais abastados da sociedade ... e apesar de poucas delas atingirem tais padrões, mulheres não foram originalmente impedidas de votar. Nos EUA, classe e pano-de-fundo étnico eram ambos barreiras que mantiveram muitos homens longe do exercício do direito ao voto.

Alpem disso, essas provocadoras violentas não estavam nessa de igualdade para todos. Elas não advogavam para que mulheres enfrentassem as mesmas responsabilidades dos homens, e de fato tiveram que reassegurar a mulheres que se opunham às suas atividades que o sufrágio feminino não resultaria em mulheres sendo sujeitas ao alistamento para guerra, a exemplo dos homens. Isto, apesar do envolvimento suffragette nas Campanhas da Pluma Branca com o intuito de humilhar homens, meninos e até veteranos para alistarem-se durante o período de guerra. Também entre as suffragettes existia um significativo contingente de racistas, cuja retórica incluía oposição à cidadania para minorias e objeção à possibilidade de homens das minorias poderem ajudar a eleger legisladores cujas decisões afetassem mulheres brancas não votantes.

Dado isto como um exemplo de feminismo, as suffragettes mostravam a mesma combinação embaraçosa de hipocrisia e sexismo que a por vezes negada segunda onda, pelos padrões do argumento do Feminismo Único e Verdadeiro, elas também deveriam ser radfems. Por este padrão, elas não poderiam ser mais representativas do movimento do que Brownmiller, Steinem, e Koss. Claro, isto deixa o feminismo com muito pouca história, especialmente no que se trata de ativismo real. Não existe uma mudança de lei ou política feita a mando de feministas que não foi defendida para as mesmas mulheres que as feministas-de-dicionário excomungariam do movimento; nem as violentas, racistas e ginocêntricas suffragettes nem as sexistas, predatórias (e por vezes racistas) da segunda onda.

Isto deixa as feministas de dicionário, iniciadas no Feminismo Único e Verdadeiro, com uma escolha assaz inaceitável. Eles podem ficar com seu bolo, sua alegação que feminismo é todo ele a defesa pela igualdade, a defesa pela total igualdade, e nada mais que a defesa pela igualdade, mas isto implica que o feminismo é só teoria e retórica, sem impacto no mundo real ... ou elas podem devorar o bolo, e o feminismo pode ter sua história, suas vitórias contaminadas pelas atitudes e preconceitos de suas matriarcas, e sua retórica questionada pelos vícios nas pesquisas sobre as quais ela se baseia, e ser potencialmente contra-atacado por argumentos não-feministas.

Para fazer o primeiro, as discípulas do Feminismo Único e Verdadeiro de dicionário terão que deliberada e desavergonhadamente mentir sobre seu bolo, afirmando a todos que é um fato provado e qualquer um que não acredite apenas não entendeu o feminismo. Ao fazer o último, terão que admitir o óbvio: O bolo é uma mentira, e não é tão fácil descartar críticas das feministas históricas simplesmente negando quem - e o que - eles são.

Não-feministas não são persuadidos por definições de dicionário e negações excessivas da história registrada, e contra-argumentos de parquinho não vão silenciar nossa crítica ao movimento feminista. Ou, como a compilação de Fidelbogen coloca:
META
Título Original Feminists Don't Understand Cake
Autor Hannah Wallen
Link Original http://honeybadgerbrigade.com/2016/09/13/feminists-dont-understand-cake/
Link Arquivado https://archive.today/qJE3g

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

"Sexo Frágil? Violência e o Movimento Suffragette" - Parte I

Sexo Frágil? Violência e o Movimento Suffragette


Fern Riddell investiga a campanha de terror orquestrada pelo movimento suffragette edwardiano antes da 1a. Guerra Mundial e pergunta por que esta tem sido negligenciada pelos historiadores

Fotografias de algumas suffragettes militantes terroristasm, em especial Kitty Marion (13), 1914. National Portrait Gallery, London


Nas primeiras horas de uma morna manhã de novembro de 1913, um cano de três polegadas estava preparado para explodir mais tarde e destruir os múltiplos painéis e obras ornamentais metálicas que faziam da Glass House "uma das principais atrações do Alexandra's Park em Manchester". Uma massa flamejante de metal retorcido e vidro quebrado foi descoberta e rapidamente atribuído pela imprensa popular à onda de "fúrias suffragettes" sendo realizadas ao longo do país pelo braço militante do movimento pelos direitos das mulheres. Kew Gardens já tinha sofrido dois ataques, em um orquidário e num pavilhão, e a campanha de incêndios criminosos intimidação conduzida pela ala militante do Women's Social and Political Union (WSPU) e suas colaboradoras estava alcançando seu auge.

Apesar de ninguém ter sido indiciado no ataque em Alexandra Park, acredita-se que sua perpetradora revelou-se mais tarde em uma autobiografia não publicada. Dedicada à "Liberdade Política, Econômica, Religiosa e Sexual das Mulheres", foi obra de Kitty Marion, musicista de palco e militante suffragette. Sua ira pelo tratamento das mulheres no palco, uma indústria em que era esperado que ela trocasse sexo por papéis de liderança e permitia que proprietários dos halls de música a assaltassem em táxis e hotéis sem resistência, a levou a tornar-se uma bombista, incendiária e ativista pública pelo movimento suffragette. Sua autobiografia é um testemunho de sua importância como uma militante defensora dos direitos das mulheres, e mesmo assim a maioria dos historiadores do movimento pelos direitos das mulheres tem ignorado esta fonte. Apenas recentemente ela tem começado a ser referenciada como narrativa importante, contendo testemunho ocular das operações clandestinas do movimento militante suffragette na Inglaterra edwardiana. Poucas abordagens pessoais das ações dessas suffragettes sobreviveram e suas histórias foram escritas pelos cabeças da WSPU - a família Pankhurst em particular. É o seu legado, e os protetores de tal legado, que tem moldado memórias das ações deste grupo de mulheres determinadas e perigosas, cujos métodos de campanha iam desde quebrar janelas a ataques incendiários, bombas e até tentativas de suicídio.

Então por que os historiadores têm falhado em lidar satisfatoriamente com o assunto da violência suffragette? O trabalho da Irmandade Suffragette de 1926, que coletou e gravou para a posteridade memórias e artefatos das militantes suffragettes, era dominado pelo 'argumento da vidraça quebrada'. Esta singela frase veio a definir a "autêntica militância" e, ao mesmo tempo, marginalizar quaisquer atos que escapassem dessa imagem. Atos de militância são então reduzidos à história de não mais que algumas janelas quebradas, enquanto o foco histórico se desvia para as violações corporais forçadas contra as suffragettes, em especial aquelas aprisionadas por violência política: negação de direitos políticos e, depois, gavagem [NT1]. As ações de mulheres como Kitty Marion são largamente olvidadas.

Enquanto a maioria dos historiadores recusa-se em descrever qualquer suffragette como 'terrorista', a maioria aceitaria que as ações das militantes poderiam ser vistas como uma forma de extremismo político. A imprensa usava a mesma linguagem para descrever as ações dos Republicanos Irlandeses do final do século XIX para os ataques suffragettes suffragettes do início do século XX. Ambos eram referenciados como 'Fúrias', ações que perturbaram e aterrorizaram suas próprias sociedades. Se a sociedade contemporânea julgou as ações das militantes suffragettes como sendo iguais àquelas de grupos como os Republicanos Irlandeses, cuja identidade histórica tornou-se central às discussões sobre terrorismo, por que deveríamos continuar a ignorar ou fazer pouco caso da natureza da violência suffragette? Todos os atos violentos de militância suffragette podem ser vistos como atos de terror. Eles foram especificamente projetados para influenciar o governo e a população a mudar suas opiniões sobre o sufrágio feminino, não pela razão mas por ameaças de violência. Essas ameaças eram então levadas a cabo e iam desde quebra de vidraças até destruição de comunicações (queima de caixas postais, corte de fios de telégrafos e telefones); danos a objetos culturalmente significativos (pinturas em galerias nacionais, estátuas cobertas de graxa, caixas de vidro esmagadas na Casa de Joias da Torre de Londres); e incêndios criminosos nos teatros, casas de parlamentares da Casa dos Comuns e pavilhões esportivos. No lado mais extremo, bombas e dispositivos incendiários foram postos dentro e fora de bancos, igrejas e até da Abadia de Westminster. Todos esses atos foram levados a cabo contra o pano de fundo de mulheres acorrentando-se a si mesmas às paliçadas, lançando-se às portas do Parlamento, recusando-se a pagar impostos e marchando em milhares contra um governo que recusou-se a ouvir suas petições ou tomá-las a sério.

Footnotes:
  • [NT1] Gavagem: alimentação forçada

Masculinidade Tóxica e Feminilidade Tóxica [Karen Straughan]

Transcrição do Meu Discurso na Simon Fraser University Transcrição do Meu Discurso na Simon Fraser University Masculinidade Tó...