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terça-feira, 4 de outubro de 2016

"Uma Crítica ao Feminismo" por Laurie A. Couture

Outra história que o Good Men Project não quer que você veja

Nota do Editor:
Eis mais um artigo que o Good Men Project não quer que você leia. Para a história por detrás de como o escrito de Laurie foi censurado, e como outras publicações mainstream têm recusado que ela pudesse fazer mesmo uma moderada critica do feminismo ideológico enquanto nas salas do poder, e em que a mídia mainstream permitirá até mesmo que você se torne informado, por favor veja como a censura da mídia feminista põe a segurança pública em risco por Laurie A. Couture.
Abaixo segue a versão completa e sem censuras do original na forma que Laurie pretendia que tivessem publicado. -- DE

Uma Crítica Autista do Feminismo: Uma Humanitária no Espectro Autista Recusa-se a Ser Silenciada sobre o Lado Ignorado da Justiça Social


Pessoas do espectro autista observa o mundo de uma maneira verdadeiramente única. O que o resto do mundo rotula como "uma desabilidade" é, para aqueles de nós no espectro, uma diversidade criativa neurológica em como nós processamos informação e ajustamos nossas "lentes" ao vermos o mundo: Muitas pessoas do espectro podem "aumentar o zoom" para ver detalhes minúsculos porém cruciais de uma situação. Eu posso também retrair estas lentes e ver o extremo todo de uma situação, conectando grupos de fatos entre disciplinas e campos que parecem não ter relacionamento aparente. Eu posso realizar ambos estes ajustes de lente simultaneamente.

Apesar dos desafios sociais e sensoriais de estar no espectro autista, eu tenho trabalhado como profissional em serviços humanos e como ativista pela justiça social por quase duas décadas. Eu trabalhei com milhares de crianças e famílias machucadas em múltiplos papéis, incluindo conselheira em saúde mental, conselheira em parentelas, assistente social, educadora e mentora. Também sou a orgulhosa mãe de um rapaz de 20 anos que adotei de um sistema de adoções quando ele tinha 11. Como muitos do espectro, eu também aprecio pesquisa, especialmente em psicologia, antropologia, desenvolvimento infantil, neurologia, teoria do apego humano, teoria do aprendizado e efeitos do trauma no cérebro humano. Eu sou capaz de traduzir todas as minhas experiências em trabalhar com pessoas afetadas pela violência, minhas próprias experiências em ajudar a proteger e curar meu filho e os dados extraídos de minha pesquisa multidisciplinar em mosaico do entendimento da humanidade como um todo. Em outras palavras, eu consigo ver os fios de como traumas de infância e quebras de ligação em cada família individual leva à trágica tapeçaria do sofrimento humano global. Violência familiar sempre é um sintoma de trauma e necessidades emocionais e físicas não satisfeitas, geralmente na época de infância dos adultos. Eu acredito que pessoas danificadas precisam de compaixão, cura e orientação, não de punição. Minha paixão é curar o sofrimento humano em sua causa raiz e oferecer às pessoas esperança e compaixão.

Quando mulheres e meninas são vítimas, eu tenho visto que compaixão e feroz ação política de nossa sociedade abunda. Não existe resistência de profissionais ou da mídia em alertar para os sofrimentos e necessidades de mulheres e meninas. Eu sempre tenho esperado que fosse dada uma atenção igualmente apaixonada às necessidades e sofrimentos de meninos e homens. Porém, eu tenho continuamente batido contra uma agressiva barreira quando tento alertar para o sofrimento e necessidades de meninos e homens e como a violência em homens é resultado direto de traumas na infância. A barreira surge repetidamente de feministas que comandam a maior parte dos programas de justiça social e serviços humanos bem como da mídia, que tem viés feminista.

Após anos de tentativas exaustivas de encontrar um fórum para estes assuntos na mídia focada na justiça social, eu acabei desanimada ao ver que se desaprovava a menção a homens como um grupo exceto se fosse para criticar, acusar ou mesmo degradar. É especialmente tabu reconhecer a alta prevalência de violência sexual e doméstica contra homens, o crescente número de mulheres perpetradoras de violência sexual e doméstica, o enquadramento patológico e medicação massiva de meninos nas escolas, o desprezo contra homens na mídia, o fato de 80% dos suicídios serem de homens e meninos e que uma das mais ignoradas violações dos direitos humanos na América é a Mutilação Genital Masculina. Muitas campanhas de justiça social e mídias de viés democrata não permitirão nenhuma discussão séria e contínua destas questões, exceto se para minimizá-las, ignorá-las ou mesmo zombá-las. A recente campanha HeForShe da ONU é um bom exemplo de campanha que omite a atenção para a questão da violência doméstica e sexual contra homens e meninos. A campanha convoca os homens a tomar a declaração de "Compromisso HeForShe": "A questão de gênero não é somente uma causa das mulheres, é uma causa de direitos humanos que requer a minha participação. Eu me comprometo a agir contra todas as formas de violência e discriminação enfrentadas por mulheres e meninas".

Porém, e quanto à violência e discriminação contra homens e meninos? Por que homens e mulheres não são ambos convocados a agir contra todas as formas de violência contra todos?

Homens como vítimas e mulheres como agressoras são questões de direitos humanos que têm sérias implicações na segurança pública. É impossível alertar o público se a informação é descartada ou ignorada. Se agências de serviços humanos, campanhas de justiça social e a mídia recusam-se a reconhecer homens como vítimas e mulheres como agressoras, como o público terá ciência da crescente mas quieta pesquisa empírica indicando que meninos e moços na verdade sofrem estupro nas mãos de mulheres e moças igual ou um pouco mais que a situação reversa, ou que mulheres praticam mais abuso infantil e mais violência doméstica contra seus parceiros que homens? Se esta informação alcançar o público, por que as pessoas temeriam? Eu creio que, se o público fosse informado da pesquisa, tanto mulheres quanto homens teriam a ajuda que precisam e meninos e meninas seriam curadas a fim de evitar que passem pelo ciclo da violência. Nós não podemos alcançar a real paz entre os sexos e gêneros ou a verdadeira igualdade a não ser que estejamos dispostos a deixar de encarar a violência sexual e doméstica como crimes de gênero e desenvolver um mútuo entendimento de que a violência doméstica contra qualquer um - seja homem, mulher ou criança - não é aceitável para ninguém.

Um número crescente de jovens estão questionando a teoria feminista. Eles estão tomando ciência e desafiando crendices, afirmações e ações limitantes, segregacionistas e sexistas. Plataformas de mídia social estão explodindo em guerras de hashtags e campanhas de sinais entre feministas e aqueles que rejeitam o feminismo. Infelizmente, essas campanhas parecem gerar mais hostilidade de entendimento mútuo. Será que os meios de comunicação comecem a oferecer um foro de melhor qualidade para os números crescentes de humanitários que se preocupam com o sofrimento, as necessidades e direitos de todos os seres humanos?

Pessoas no espectro autista são tenazes e intensamente preocupadas com justeza. Muitos de nós no espectro temos pouco interesse em apaziguar pessoas ou conformar-se a sistemas simplesmente para encaixarmo-nos, porque a maioria de nós não se encaixa nos grupos ou sistemas neurais típicos. Como uma mulher do espectro autista, bem como uma profissional de saúde mental, uma ativista de direitos humanos e mãe de um filho, eu me recuso a ser silenciada sobre o lado ignorado da justiça social. Eu acredito que é tempo para todos os ativistas, profissionais e cidadãos propensos à justiça questionem a si mesmos como podemos nos tornar campeões dos direitos humanos se estamos desprezando questões realmente sérias de direitos humanos, ignorando o sofrimento humano de metade da população e inadvertidamente impedindo a cura de nossa família humana. É tempo de permitir uma crítica honesta e destemida de qualquer aspecto da teoria feminista que minimiza a violência doméstica e sexual contra homens, minimiza a violência por parte das mulheres e advoga por qualquer outra coisa que não a compaixão e igualdade na cura dessas tragédias.

Bibliografia Recomendadada:
  • Instead of Medicating and Punishing: Healing the Causes of Our Children's Acting-Out Behavior by Parenting and Educating the Way Nature Intended by Laurie A. Couture
  • Coerced Sex Not Uncommon for Young Men, Teenage Boys, Study Finds, American Psychological Association, March 25, 2014 http://www.apa.org/news/press/releases/2014/03/coerced-sex.aspx
  • Male and female recipients of unwanted sexual contact in a college student sample: Prevalence rates, alcohol use, and depression symptoms by Mary E. Larimer, Amy R. Lydum, Britt K. Anderson, Aaron P. Turner, Sex Roles: A Journal of Research, Volume: 40. Issue: 3-4, 1999
  • One in Three U.S. Youths Report Being Victims of Dating Violence, American Psychological Association, July 31, 2013, http://www.apa.org/news/press/releases/2013/07/dating-violence.aspx
  • Male Circumcision: Pain, Trauma and Psychosexual Sequelae, Journal of Health Psychology, Volume 07 Issue 03, May 1, 2002 http://www.cirp.org/library/psych/boyle6/
  • The WHOLE Network: Research Circumcision http://www.thewholenetwork.org/research-circumcision.html
  • The Sexual Victimization of Men in America: New Data Challenge Old Assumptions by Lara Stemple and Ilan H. Meyer, American Journal of Public Health, June 2014
  • High Prevalence of Sexual Victimization Detected Among Men; Similar to Prevalence Found Among Women in Many Cases by Laura Rodriquez and Donald Gatlin, The Williams Institute, April 30, 2014, http://williamsinstitute.law.ucla.edu/press/press-releases/high-prevalence-of-sexual-victimization-detected-among-men-similar-to-prevalence-found-among-women-in-many-cases/
  • Risk Factors for Physical Violence Between Dating Partners: Implications for Gender-Inclusive Prevention and Treatment of Family Violence, chapter in Family Approaches in Domestic Violence: A Practitioners Guide to Gender-Inclusive Research and Treatment, by Rose A. Medeiros and Murray A. Straus, 2006
  • Thirty Years of Denying the Evidence on Gender Symmetry in Partner Violence: Implications for Prevention and Treatment by Murray A. Straus, Partner Abuse, Volume 1, Number 3, 2010
META
Título Original Another story the Good Men Project didn’t want you to see
Autor Laurie A. Couture
Link Original http://www.avoiceformen.com/feminism/another-story-the-good-men-project-didnt-want-you-to-see/
Link Arquivado https://archive.today/QeYfM

terça-feira, 27 de setembro de 2016

"Homens precisam mudar" por El Ratel

Homens precisam mudar - o resto de nós está bem!


Esta peça é inspirada em um artigo (não é uma resposta completa ao mesmo) publicado no New York Times em 4 de abril de 2016. Ela é escrita por Andrew Reiner e é intitulada "Ensinando homens a serem emocionalmente honestos". Você pode encontrar o artigo original aqui:

http://www.nytimes.com/2016/04/10/education/edlife/teaching-men-to-be-emotionally-honest.html?_r=1

Então, este artigo me trouxe sentimentos misturados. Ele parece ser escrito por um homem doutrinado pelo feminismo que começou a ver rachaduras no muro feminista, e fez algumas observações interessantes, apesar de ele geralmente prender-se à narrativa. Eu irei lhes dar alguns pensamentos aqui:

O artigo basicamente faz um caso contra os homens emocionalmente mutilados nas nossas sociedades, descrevendo como somos ensinados desde a tenra idade a engolir nossos sentimentos e quão mau isto é para todos. Ele baseia-se em Michael Kimmel e explica a toxicidade do "Bro Code" na qual nossos homens jovens estão se desenvolvendo.

O autor deseja que homens chorem mais, expressem mais suas tristezas, suas frustrações, porque ele considera isto um traço de personalidade desejável para todas as pessoas, inclusive homens. Ele nota como homens estão perdendo para mulheres e,m educação, mas ele culpa este "código masculino" que compele todo garoto a ser mais bruto que o cara do lado, a fim de sentir-se validado por seus pares. Ele também nota que não existem recursos focados para os homens nos câmpi, mas ele vagamente acusa deste fato "homens e mulheres igualmente", que desafiem e protestem pela necessidade de tais recursos. Ele não acusa o feminismo, o principal detrator das questões dos homens no colégio.

Para sumarizar, o artigo diz que homens necessitam mudar. "É para seu próprio bem e para o bem da sociedade", nos diz o autor. Vamos compartilhar alguns pensamentos sobre isso:

1 - O autor diz que homens devem ser mais emotivos. Se é este o caso, então isto deve significar que mulheres já são "emotivas o bastante". Segue logicamente que homens precisam ser mais como as mulheres. Isto só prova que ele considera mulheres como sendo o default em termos de emoções, e que homens precisam parecer mais com elas. "Ser emocionalmente honesto", como Hannah Wallen disse há algum tempo, na verdade quer dizer "ser mais feminino". O autor sente que emocionalidade, aquela emocionalidade aberta e descontrolada mediante choro (em particular) é um trato de personalidade bom e desejável para todo mundo. Se ele tivesse lido um pouco de Tom Golden, por exemplo, ou mesmo se ele prestasse mais atenção aos homens ao seu redor, ele saberia que homens são profundamente emocionais, mas apenas expressam isso à sua maneira. Homens tendem a expressas seus sentimentos indiretamente e mediante ação. Eles não se encontram usualmente apenas para falar sobre seus sentimentos e chorar nos ombros uns dos outros. Eles geralmente se encontram para jogar futebol, pescar, ou apenas jogar uns videogames, e enquanto fazem isso, começam eventualmente a falar. Ao mesmo tempo, eles estão interligando; mediante cooperação e amigável competição agonística. É assim que homens geralmente se relacionam entre si. Você não vai ouvir seus mais profundos pensamentos se forçá-los a olhar em seus olhos e perguntar diretamente. O autor parece acreditar que homens ficam vexados de terem emoções; que eles sejam proibidos de expressá-las, que constantemente empregam uma máscara. Ele não pode compreender que homens de fato sentem e expressam seus sentimentos, eles apenas fazem isso de uma forma diferente. E isto está bem. Pensar que todo mundo que não reage às situações como você reage é emocionalmente deficiente é apenas uma forma egoísta de pensar.

2 - O autor não põe valor algum no estoicismo - o conceito de controlar e dominar suas emoções, permitindo que direcione-as de uma certa forma, a fim de não ser por elas dominado. Suportar a dor e o medo não significa nada para ele; ele quer que as pessoas chorem e reclamem, Mas ele não nos conta que chorar e reclamar jamais trouxe nada aos homens, nada além de escárnio. E este não é uma coisa de "bro code": mulheres compelem isso com tanta intensidade quanto homens. O autor não compreende que homens são fortemente atraídos por mulheres, em tal extensão que eles farão o que elas quiserem que eles façam, ou o que aparentar ser o que elas querem. Se todas as mulheres repentinamente se atraíssem honestamente por homens emocionais, no dia seguinte teríamos rebanhos de homens chorosos com olhos vermelhos. Mas mulheres não são naturalmente atraídas por homens reclamões chorões. Por isso homens competem entre si a fim de fazer o melhor que podem, de acordo com as regras das mulheres. Seleção sexual funciona na maioria das espécies (a nossa inclusa) mediante competição masculina e seleção feminina. É a natureza. Dizer acintosamente que isso é "coisa de homem" é pura covardia.

3 - O autor também menciona o desempenho inferior dos homens na educação, mas ele culpa as "normas sociais sobre masculinidade". Como vemos, nenhuma menção acerca de ações afirmativas em favor das meninas, nenhuma menção acerca de mudanças no sistema educacional para torná-lo mais adequado a estudantes mulheres. É só uma coisa de homem, e precisamos idar com isso. Não precisamos de ajuda, nós apenas precisamos ser homens e chorar mais (por mais louco que isso possa soar). Apesar de a superfície do artigo aparenta ser a favor dos "homens como vítimas", o autor está colocando a responsabilidade somente nos ombros dos homens. Então na realidade é "homens como vítimas de umas coisinhas que eles mesmos criaram". Nada legal. Ele não leva em conta a óbvia influência do pensamento feminista na educação. Se nós concordamos que homens são seres opressores, malignos e desprezíveis, então por que deveríamos alocar qualquer recursos para sua educação em específico? Por que deveríamos nos preocupar com modelos de atuação para eles, se eles são inerentemente danificados, causas perdidas? Em tal ambiente desolado, de descuido e desprezo, é mais que natural que homens e meninos recorram a versões mais primitivas, básicas, tribais, de ligação em irmandade. É um fenômeno que vai acontecer não importa o que façamos, é assim que somos programados. De quem é a culpa se homens jovens se voltam para o crime, atividade em bando, bebedeira, video games, pick-up artistry [NT1] e cultura de sedução amorosa (atividades listadas no artigo) a fim de encontrar validação de outros homens? É sua própria culpa, porque a masculinidade é tóxica? Ou poderia ser porque lhes foram tirados todos os outros sistemas de validação?

4 - Então homens precisam mudar e serem mais emocionais, mas de alguma forma ainda devem lidar com os mais sujos e perigosos da sociedade. Eles precisam mudar e ser mais emocionais, mas de alguma forma precisam ser dominantes a fim de as mulheres sentirem-se atraídas por eles. Eles precisam mudar e deixar suas atitudes atrevidas e paqueradoras direcionadas às mulheres, mais ainda se espera que eles iniciem o contato com os homens. Esta é praticamente uma lei na interação homem-mulher: mulheres dão dicas, mas é o homem que tem que arriscar a cara.

5 - Por que devemos ensinar os homens a ser emocionalmente honestos, se desconsideramos e zombamos seus interesses de qualquer forma? Como um comentador do artigo escrevera: "Homens decidirão não mostrar seus sentimentos assim que notarem como serão tratados por todos". Que bem há em homens chorando publicamente, se eles ainda não terão lugar em abrigos para vítimas de violência doméstica, nenhuma concessão orientada a homens (graças a Deus por Milo e Margaret!), se eles ainda serão esmigalhados nas Varas de Família? É isso que mais me emputece na maior parte desse artigo: ele reclama e demanda e mostra desgosto por comportamento masculino inapropriado, mas faz isso de um lugar seguro, e não sente necessidade alguma que seja de olhar para a figura maior dos homens. Ele reclama das manchas de fuligem nas paredes e quer que alguém as limpe, mas não inquire de onde veio o fogo pra começo de conversa.

FootNotes:
  • [NT1] Pick-up Artist, sigla PUA, refere-se a uma pessoa que aplica técnicas de sedução, bem como a grupos envolvidos com tais práticas.
META
Título Original Men need to change - the rest of us are fine!
Autor El Ratel
Link Original http://honeybadgerbrigade.com/2016/05/15/men-need-to-change-the-rest-of-us-are-fine/
Link Arquivado http://www.archive.today/56Ah4

domingo, 18 de setembro de 2016

"A Irônica Ironia da Irônica Misandria" por Jim Muldoon

A Irônica Ironia da Irônica Misandria


Paul Elam, recentemente na Manstream Media, falou sobre até onde vão as feministas a fim de silenciar homens falando de seus próprios problemas. "Misandria Irônica", isto é, Misandria Aprovada pelo Feminismo(R), é uma dessas táticas.

Esta "misandria irônica" é realmente apenas repugnância em um patético falso disfarce. É quase como uma garota do primário falar mentiras flagrantes, mas alegar imunidade a punições porque estava com os dedos cruzados nas costas. Misandria é odiosa por definição, mas quando a intolerância é apontada pelo que ela é, surge do nada a palavra "ironia" para dar-lhe uma veste respeitável.

No Slate, Amanda Hess começa a ironia numa peça intitulada "The rise of the ironic man-hater".

"Misandria" - literalmente, ódio por homens - é uma acusação que tem sido lançada contra feminista desde a alvorada do movimento das mulheres: ao empoderar mulheres, argumentam os críticos, feministas de fato estão oprimindo os homens.
Então, para os duros de pensamento: mulheres estão tentando libertar-se da opressão dos homens. Os homens, vendo igualdade como segundo melhor, estão sendo apenas bebês chorões e alegado "misandria" onde obviamente não há. As alegações de misandria são, portanto, mais um exemplo de misoginia.

Agora que ela estabeleceu que feministas de fato não odeiam (isto já é ironia), Hess nos dá alguns exemplos da comédia.

Agora, feministas estão ironicamente adotando o rótulo de odiadoras de homem: a misândrica irônica dá um gole de uma caneca com os dizeres "MALE TEARS", gelam seus bolos com a frase "MORTE AOS HOMENS", e afixa pinos de coraçõezinhos escritos "MISANDRIA" na lapela.
Hess argumenta que sua ardente compreensão deste último modismo é apenas para mostrar o quão ridículo é acusar uma feminista de misandria.

Sarah Begley, da Time, porém está preocupada que esta misandria irônica pode ... espere por essa ... dar uma má reputação ao feminismo. Irônico ou o quê? Para impedir o dano à marca registrada, ela insiste que tudo é apenas brincadeira. De fato, insiste até demais.

Quando feministas brincam que são misândricas, elas estão riscando a noção popular errônea que elas são odiadoras de homens. Elas usam isso para satirizar as mulheres que dizem que não são feministas porque amam homens. É uma piada interna.
Ao longo do texto, Begley continua com essas asserções, porque, óbvio, feministas não odeiam, correto? Afinal é tudo acerca de igualdade, não é?

Errado, diz Diana Evans ao Gawker. Ela começa seu texto com o que ela quer prosseguir:

Aviso: Odeio homens. Não leia se você gosta de homens.
Esta é mais uma rodada do estratagema dos dedos cruzados. Ela declarou seu ódio, e deu seu alerta, logo toda sua responsabilidade simplesmente evapora. Evans concorda com Beagley até certo ponto. Beagley diz:

O que feministas de fato odeiam é o patriarcado - a teia de instituições que sistematicamente oprime as mulheres.
Mas Evans então aponta:

Nós podemos odiar o patriarcado, mas ele não teve que ser mantido por alguém?
Com esta lógica, Evans argumenta que está justificada em seu ódio aos homens. Novamente voltamos ao playground - "Ele que começou".

Surpreendentemente, Begley faz algo meio que um ponto válido.

Mas inerente à palavra "misandria" é o ódio. E inerente às frases como "banir os homens" e "lágrimas de homem" são a crueldade e violência. Se um homem vestisse uma camisa escrito "misógino", mesmo que ele fosse um franco feminista, vestindo-a ironicamente, isso não seria engraçado. Seria equivocado.
"Equivocado" é apenas leve ironia. O que é verdade é que toda feminista mencionada até aqui estaria berrando loucamente, apontando isso como irrefutável evidência de um patriarcado e de misoginia institucionalizada.

Evan responde ao ponto de Begley:

Um ponto interessante. Mas Begley falha em notar que homens vinham vestindo camisetas misóginas uma vez que eram homens que vestiam camisetas. Simplificando, cada camiseta que um homem veste é misógina, esteja ela arrojadamente estampada com tal texto ou não.
Parece que respirar também é misógino. Mas Evans está perdendo o ponto de cultivar homens como aliados?

Mulheres perdem aliados ao alienar tais homens que não estão na brincadeirinha? Talvez. Vale a pena perder tais homens? Provavelmente.
Podemos apenas especular se quando ela diz "talvez, provavelmente" está sendo apenas irônica. Não creio que ela de fato quer qualquer um de nós em seu time;

Mas, no caso de você estar preocupado, homens não precisam deixar a ação misândrica. Para o Salon, Haley Krischer nos mostra que os homens, ou ao menos alguns deles, podem pegar seus pompons misândricos irônicos e torcer da arquibancada.

Homens entendem isso. Isto inclui meu marido, que, quando lhe disse que estava escrevendo esta história, disse "é, homens são imbecis". Isto não faz dele um odiador de homens, isto apenas faz dele um homem que entende os problemas que homens podem causar.
Talvez, se dissermos "Homens são imbecis" bem alto, e realmente, realmente, realmente mesmo querer dizer isto, Krischer poderia persuadir Evans a reduzir seu ódio só um pouquinho.

Está vendo! Já estou por dentro do programa de ironia.

Claro, para Krischer, misandria pode ser divertido porque não é bem o equivalente masculino da misoginia. Isto é porque odiar mulheres é muito, mas muito pior que odiar os homens.

Mas a verdade é que feministas como um todo, não obstante o que tem sido perpetuado, não odeiam ou desejam o tormento dos homens. Isto não quer dizer que não exista violência masculina. Isto também não significa que violência masculina é de alguma forma equivalente à feminina. Não existe nada semelhante a ameaças de estupro, desculpa.
Krischer está sendo irônica, ou ela pensa seriamente que homens não podem ser estuprados? Ou ameaçados de estupro? Ou, o que pode preocupar seu marido, homens sendo estuprados não contam de verdade.

E eu não quis dizer "contam como estupro". Eu quis dizer simplesmente "contam" como em "quem se importa?".

E é aqui que a real ironia dá as caras. O Politicamente Correto, liderado por feministas, tem tirado o humor do humor há décadas. A pancadaria foi-se. Piadas de irlandês, de judeu, míseras piadas de escocês ou qualquer outra raça ou nacionalidade não são "sarcasmo irônico", mas discursos de ódio. Mas agora as gatinhas azedas querem pintar os rostos e colocar um grande nariz vermelho "palhaços rancorosos" em voga.

Clemintine Ford, para o Daily Life, leva a indiferença por homens de Krischer para um outro nível. Ela também segue a Sagrada Bobagem da misandria irônica. Para Ford, porém, sua misandria irônica é reservada a uma raça especial de homens: os ADH/MRA.

Desculpa, Honey Badgers. Vocês simplesmente sumiram numa lufada de ironia.

Como é algo irônico, e os bastardos merecem isso, ela pode odiar à vontade. Eu amo o cheiro de ironia pela manhã. Cheira como uma zona livre de consequências.

Humor é uma ferramenta vital para feministas, a fim de que não percamos completamente nossa sanidade quando lidando com os irracionais e factualmente incorretos balidos de pessoas que, entre outras coisas, argumentam que estatísticas de violência sexual têm sido fabricadas por agências governamentais fomentadas pelo feminismo a fim de oprimir a natureza sexual dos homens.
Agora, estatísticas de violência sexual têm sido fabricadas? Com muita certeza sim. ADHs concordariam com esta esta afirmação até aqui. As representações têm sido manufaturadas, fabricadas e coletadas do nada por décadas, Isto é feito por agências governamentais fomentadas pelo feminismo? Acertou! ADHs ainda estão no jogo.

Mas não pergunte a nós com nossos balidos. Pergunte ao Dr. Murray Strauss (ele não é um ADH), que conta como o feminismo corrompeu a pesquisa em violência doméstica (link abaixo). As representações sobre violência sexual estão tão corruptas quanto.

Então, aquela partezinha do final, "... oprimir a natureza sexual do homem". Esta é a parte irônica? Me parece que esta é a parte misândrica. Existe uma implicação para mim que homens (não apenas "alguns" homens, mas "homem" exatamente como "o macho da espécie" ou "aquele com pênis") só podem alcançar prazer sexual quando mulheres são abusadas. Cada homem. Todos eles. Cada. Simples. Exemplar.

Sim, marido da Krischer. Você também.

E isto é algo que Ford alega que os ADHs estão exigindo como algum tipo de direto. Não neste site. A posição da A Voice for Men sobre violência tem sido clara desde o início. (Confira as declarações de missão e as outras políticas no nosso site.) Eu ouvi todos os palestrantes na recente Conferência Internacional de Assuntos dos Homens (encontre os links no site principal do A Voice For Men). Nenhum fez tal tipo de afirmação.

A alegação de Ford me parece odiosa.

Eu teria dito que os números duvidosos são para justificar a mim mesmo um Frenético Fundo Feminista, mas isto não é nem um pouco engraçado. Afinal há muitas agências feministas que recebem financiamento governamental como resultado direto de tais números, e elas nada fazem para prevenir a violência sexual. Elas apenas usam o dinheiro para "educar" - leia-se espalhar propaganda - e obter mais estatísticas. O que também não é nada divertido.

Mas o pior ainda está por vir. Após a explosão de Sagrada Bobagem que não sou capaz de interpretar, quanto mais sumarizar, ela nos lança uma peça de bile misândrica travestida de entretenimento leve:

Ou, como a garotinha de It's A Wonderful Life colocaria, cada vez que um sino toca, um tribunal de família rouba de um homem o seu filho.
Primeiro, vamos olhar para a própria justificativa de por que não tem problemas com este tipo especial de ódio.

Existe uma regra geralmente entendida sobre sensibilidade em comédia, a qual é que piadas devem tentar levantar, não derrubar. Simplificando, é divertido fazer troça de pessoas e instituições que desfrutam de poder e privilégio no mundo porque elas não apenas têm meios de se defenderem como também têm a luxúria de serem recompensadas simplesmente por existir. Por outro lado, não é divertido fazer troça de pessoas nos mais baixos patamares da pirâmide porque isto é como conspirar contra quem é menor que você.
Então quando, exatamente, estes sinos tocam? Ex-juiz da vara da família David Collier (não-ADH) disse em sua aposentadoria que falsas alegações de abuso são "uma das formas de eliminar maridos da vida dos filhos". Esta tática, diz ele, não apenas é usada regularmente, mas sua frequência está aumentando. E isto, claro, é porque a tática tem se mostrado bem-sucedida.

Então, quem é menor que quem? No canto azul temos a mulher, com o apoio da Vara de Família, da polícia, da assistência social e outros braços governamentais. E não vamos esquecer de uma mídia complacente.

No canto vermelho, completamente solitário, está o pai sendo chutado da vida das crianças. E enquanto ele tenta lutar na Vara de Família, seus advogados estão lhe tirando a última gota de sangue.

E Ford, como qualquer feminista empática, inclusiva, consultiva e caridosa faria, para suas risadas apenas o bastante para coletar uma caneca das lágrimas deste homem.

Além da habitual angústia montada, e da torcida disparatada de feministas que eu chamo de Sagrada Bobagem, esta "misandria irônica" é apenas ódio com óculos grandes e uma peruca mal ajustada.

E este disfarce apenas a faz parecer mais feia.








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Título Original The ironical irony of ironic misandry
Autor Jim Muldoon
Link Original http://www.avoiceformen.com/misandry/the-ironical-irony-of-ironic-misandry/
Link Arquivado https://archive.today/GxreB

Masculinidade Tóxica e Feminilidade Tóxica [Karen Straughan]

Transcrição do Meu Discurso na Simon Fraser University Transcrição do Meu Discurso na Simon Fraser University Masculinidade Tó...