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terça-feira, 4 de outubro de 2016

"Uma Crítica ao Feminismo" por Laurie A. Couture

Outra história que o Good Men Project não quer que você veja

Nota do Editor:
Eis mais um artigo que o Good Men Project não quer que você leia. Para a história por detrás de como o escrito de Laurie foi censurado, e como outras publicações mainstream têm recusado que ela pudesse fazer mesmo uma moderada critica do feminismo ideológico enquanto nas salas do poder, e em que a mídia mainstream permitirá até mesmo que você se torne informado, por favor veja como a censura da mídia feminista põe a segurança pública em risco por Laurie A. Couture.
Abaixo segue a versão completa e sem censuras do original na forma que Laurie pretendia que tivessem publicado. -- DE

Uma Crítica Autista do Feminismo: Uma Humanitária no Espectro Autista Recusa-se a Ser Silenciada sobre o Lado Ignorado da Justiça Social


Pessoas do espectro autista observa o mundo de uma maneira verdadeiramente única. O que o resto do mundo rotula como "uma desabilidade" é, para aqueles de nós no espectro, uma diversidade criativa neurológica em como nós processamos informação e ajustamos nossas "lentes" ao vermos o mundo: Muitas pessoas do espectro podem "aumentar o zoom" para ver detalhes minúsculos porém cruciais de uma situação. Eu posso também retrair estas lentes e ver o extremo todo de uma situação, conectando grupos de fatos entre disciplinas e campos que parecem não ter relacionamento aparente. Eu posso realizar ambos estes ajustes de lente simultaneamente.

Apesar dos desafios sociais e sensoriais de estar no espectro autista, eu tenho trabalhado como profissional em serviços humanos e como ativista pela justiça social por quase duas décadas. Eu trabalhei com milhares de crianças e famílias machucadas em múltiplos papéis, incluindo conselheira em saúde mental, conselheira em parentelas, assistente social, educadora e mentora. Também sou a orgulhosa mãe de um rapaz de 20 anos que adotei de um sistema de adoções quando ele tinha 11. Como muitos do espectro, eu também aprecio pesquisa, especialmente em psicologia, antropologia, desenvolvimento infantil, neurologia, teoria do apego humano, teoria do aprendizado e efeitos do trauma no cérebro humano. Eu sou capaz de traduzir todas as minhas experiências em trabalhar com pessoas afetadas pela violência, minhas próprias experiências em ajudar a proteger e curar meu filho e os dados extraídos de minha pesquisa multidisciplinar em mosaico do entendimento da humanidade como um todo. Em outras palavras, eu consigo ver os fios de como traumas de infância e quebras de ligação em cada família individual leva à trágica tapeçaria do sofrimento humano global. Violência familiar sempre é um sintoma de trauma e necessidades emocionais e físicas não satisfeitas, geralmente na época de infância dos adultos. Eu acredito que pessoas danificadas precisam de compaixão, cura e orientação, não de punição. Minha paixão é curar o sofrimento humano em sua causa raiz e oferecer às pessoas esperança e compaixão.

Quando mulheres e meninas são vítimas, eu tenho visto que compaixão e feroz ação política de nossa sociedade abunda. Não existe resistência de profissionais ou da mídia em alertar para os sofrimentos e necessidades de mulheres e meninas. Eu sempre tenho esperado que fosse dada uma atenção igualmente apaixonada às necessidades e sofrimentos de meninos e homens. Porém, eu tenho continuamente batido contra uma agressiva barreira quando tento alertar para o sofrimento e necessidades de meninos e homens e como a violência em homens é resultado direto de traumas na infância. A barreira surge repetidamente de feministas que comandam a maior parte dos programas de justiça social e serviços humanos bem como da mídia, que tem viés feminista.

Após anos de tentativas exaustivas de encontrar um fórum para estes assuntos na mídia focada na justiça social, eu acabei desanimada ao ver que se desaprovava a menção a homens como um grupo exceto se fosse para criticar, acusar ou mesmo degradar. É especialmente tabu reconhecer a alta prevalência de violência sexual e doméstica contra homens, o crescente número de mulheres perpetradoras de violência sexual e doméstica, o enquadramento patológico e medicação massiva de meninos nas escolas, o desprezo contra homens na mídia, o fato de 80% dos suicídios serem de homens e meninos e que uma das mais ignoradas violações dos direitos humanos na América é a Mutilação Genital Masculina. Muitas campanhas de justiça social e mídias de viés democrata não permitirão nenhuma discussão séria e contínua destas questões, exceto se para minimizá-las, ignorá-las ou mesmo zombá-las. A recente campanha HeForShe da ONU é um bom exemplo de campanha que omite a atenção para a questão da violência doméstica e sexual contra homens e meninos. A campanha convoca os homens a tomar a declaração de "Compromisso HeForShe": "A questão de gênero não é somente uma causa das mulheres, é uma causa de direitos humanos que requer a minha participação. Eu me comprometo a agir contra todas as formas de violência e discriminação enfrentadas por mulheres e meninas".

Porém, e quanto à violência e discriminação contra homens e meninos? Por que homens e mulheres não são ambos convocados a agir contra todas as formas de violência contra todos?

Homens como vítimas e mulheres como agressoras são questões de direitos humanos que têm sérias implicações na segurança pública. É impossível alertar o público se a informação é descartada ou ignorada. Se agências de serviços humanos, campanhas de justiça social e a mídia recusam-se a reconhecer homens como vítimas e mulheres como agressoras, como o público terá ciência da crescente mas quieta pesquisa empírica indicando que meninos e moços na verdade sofrem estupro nas mãos de mulheres e moças igual ou um pouco mais que a situação reversa, ou que mulheres praticam mais abuso infantil e mais violência doméstica contra seus parceiros que homens? Se esta informação alcançar o público, por que as pessoas temeriam? Eu creio que, se o público fosse informado da pesquisa, tanto mulheres quanto homens teriam a ajuda que precisam e meninos e meninas seriam curadas a fim de evitar que passem pelo ciclo da violência. Nós não podemos alcançar a real paz entre os sexos e gêneros ou a verdadeira igualdade a não ser que estejamos dispostos a deixar de encarar a violência sexual e doméstica como crimes de gênero e desenvolver um mútuo entendimento de que a violência doméstica contra qualquer um - seja homem, mulher ou criança - não é aceitável para ninguém.

Um número crescente de jovens estão questionando a teoria feminista. Eles estão tomando ciência e desafiando crendices, afirmações e ações limitantes, segregacionistas e sexistas. Plataformas de mídia social estão explodindo em guerras de hashtags e campanhas de sinais entre feministas e aqueles que rejeitam o feminismo. Infelizmente, essas campanhas parecem gerar mais hostilidade de entendimento mútuo. Será que os meios de comunicação comecem a oferecer um foro de melhor qualidade para os números crescentes de humanitários que se preocupam com o sofrimento, as necessidades e direitos de todos os seres humanos?

Pessoas no espectro autista são tenazes e intensamente preocupadas com justeza. Muitos de nós no espectro temos pouco interesse em apaziguar pessoas ou conformar-se a sistemas simplesmente para encaixarmo-nos, porque a maioria de nós não se encaixa nos grupos ou sistemas neurais típicos. Como uma mulher do espectro autista, bem como uma profissional de saúde mental, uma ativista de direitos humanos e mãe de um filho, eu me recuso a ser silenciada sobre o lado ignorado da justiça social. Eu acredito que é tempo para todos os ativistas, profissionais e cidadãos propensos à justiça questionem a si mesmos como podemos nos tornar campeões dos direitos humanos se estamos desprezando questões realmente sérias de direitos humanos, ignorando o sofrimento humano de metade da população e inadvertidamente impedindo a cura de nossa família humana. É tempo de permitir uma crítica honesta e destemida de qualquer aspecto da teoria feminista que minimiza a violência doméstica e sexual contra homens, minimiza a violência por parte das mulheres e advoga por qualquer outra coisa que não a compaixão e igualdade na cura dessas tragédias.

Bibliografia Recomendadada:
  • Instead of Medicating and Punishing: Healing the Causes of Our Children's Acting-Out Behavior by Parenting and Educating the Way Nature Intended by Laurie A. Couture
  • Coerced Sex Not Uncommon for Young Men, Teenage Boys, Study Finds, American Psychological Association, March 25, 2014 http://www.apa.org/news/press/releases/2014/03/coerced-sex.aspx
  • Male and female recipients of unwanted sexual contact in a college student sample: Prevalence rates, alcohol use, and depression symptoms by Mary E. Larimer, Amy R. Lydum, Britt K. Anderson, Aaron P. Turner, Sex Roles: A Journal of Research, Volume: 40. Issue: 3-4, 1999
  • One in Three U.S. Youths Report Being Victims of Dating Violence, American Psychological Association, July 31, 2013, http://www.apa.org/news/press/releases/2013/07/dating-violence.aspx
  • Male Circumcision: Pain, Trauma and Psychosexual Sequelae, Journal of Health Psychology, Volume 07 Issue 03, May 1, 2002 http://www.cirp.org/library/psych/boyle6/
  • The WHOLE Network: Research Circumcision http://www.thewholenetwork.org/research-circumcision.html
  • The Sexual Victimization of Men in America: New Data Challenge Old Assumptions by Lara Stemple and Ilan H. Meyer, American Journal of Public Health, June 2014
  • High Prevalence of Sexual Victimization Detected Among Men; Similar to Prevalence Found Among Women in Many Cases by Laura Rodriquez and Donald Gatlin, The Williams Institute, April 30, 2014, http://williamsinstitute.law.ucla.edu/press/press-releases/high-prevalence-of-sexual-victimization-detected-among-men-similar-to-prevalence-found-among-women-in-many-cases/
  • Risk Factors for Physical Violence Between Dating Partners: Implications for Gender-Inclusive Prevention and Treatment of Family Violence, chapter in Family Approaches in Domestic Violence: A Practitioners Guide to Gender-Inclusive Research and Treatment, by Rose A. Medeiros and Murray A. Straus, 2006
  • Thirty Years of Denying the Evidence on Gender Symmetry in Partner Violence: Implications for Prevention and Treatment by Murray A. Straus, Partner Abuse, Volume 1, Number 3, 2010
META
Título Original Another story the Good Men Project didn’t want you to see
Autor Laurie A. Couture
Link Original http://www.avoiceformen.com/feminism/another-story-the-good-men-project-didnt-want-you-to-see/
Link Arquivado https://archive.today/QeYfM

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

"Sexo Frágil? Violência e o Movimento Suffragette" - Parte I

Sexo Frágil? Violência e o Movimento Suffragette


Fern Riddell investiga a campanha de terror orquestrada pelo movimento suffragette edwardiano antes da 1a. Guerra Mundial e pergunta por que esta tem sido negligenciada pelos historiadores

Fotografias de algumas suffragettes militantes terroristasm, em especial Kitty Marion (13), 1914. National Portrait Gallery, London


Nas primeiras horas de uma morna manhã de novembro de 1913, um cano de três polegadas estava preparado para explodir mais tarde e destruir os múltiplos painéis e obras ornamentais metálicas que faziam da Glass House "uma das principais atrações do Alexandra's Park em Manchester". Uma massa flamejante de metal retorcido e vidro quebrado foi descoberta e rapidamente atribuído pela imprensa popular à onda de "fúrias suffragettes" sendo realizadas ao longo do país pelo braço militante do movimento pelos direitos das mulheres. Kew Gardens já tinha sofrido dois ataques, em um orquidário e num pavilhão, e a campanha de incêndios criminosos intimidação conduzida pela ala militante do Women's Social and Political Union (WSPU) e suas colaboradoras estava alcançando seu auge.

Apesar de ninguém ter sido indiciado no ataque em Alexandra Park, acredita-se que sua perpetradora revelou-se mais tarde em uma autobiografia não publicada. Dedicada à "Liberdade Política, Econômica, Religiosa e Sexual das Mulheres", foi obra de Kitty Marion, musicista de palco e militante suffragette. Sua ira pelo tratamento das mulheres no palco, uma indústria em que era esperado que ela trocasse sexo por papéis de liderança e permitia que proprietários dos halls de música a assaltassem em táxis e hotéis sem resistência, a levou a tornar-se uma bombista, incendiária e ativista pública pelo movimento suffragette. Sua autobiografia é um testemunho de sua importância como uma militante defensora dos direitos das mulheres, e mesmo assim a maioria dos historiadores do movimento pelos direitos das mulheres tem ignorado esta fonte. Apenas recentemente ela tem começado a ser referenciada como narrativa importante, contendo testemunho ocular das operações clandestinas do movimento militante suffragette na Inglaterra edwardiana. Poucas abordagens pessoais das ações dessas suffragettes sobreviveram e suas histórias foram escritas pelos cabeças da WSPU - a família Pankhurst em particular. É o seu legado, e os protetores de tal legado, que tem moldado memórias das ações deste grupo de mulheres determinadas e perigosas, cujos métodos de campanha iam desde quebrar janelas a ataques incendiários, bombas e até tentativas de suicídio.

Então por que os historiadores têm falhado em lidar satisfatoriamente com o assunto da violência suffragette? O trabalho da Irmandade Suffragette de 1926, que coletou e gravou para a posteridade memórias e artefatos das militantes suffragettes, era dominado pelo 'argumento da vidraça quebrada'. Esta singela frase veio a definir a "autêntica militância" e, ao mesmo tempo, marginalizar quaisquer atos que escapassem dessa imagem. Atos de militância são então reduzidos à história de não mais que algumas janelas quebradas, enquanto o foco histórico se desvia para as violações corporais forçadas contra as suffragettes, em especial aquelas aprisionadas por violência política: negação de direitos políticos e, depois, gavagem [NT1]. As ações de mulheres como Kitty Marion são largamente olvidadas.

Enquanto a maioria dos historiadores recusa-se em descrever qualquer suffragette como 'terrorista', a maioria aceitaria que as ações das militantes poderiam ser vistas como uma forma de extremismo político. A imprensa usava a mesma linguagem para descrever as ações dos Republicanos Irlandeses do final do século XIX para os ataques suffragettes suffragettes do início do século XX. Ambos eram referenciados como 'Fúrias', ações que perturbaram e aterrorizaram suas próprias sociedades. Se a sociedade contemporânea julgou as ações das militantes suffragettes como sendo iguais àquelas de grupos como os Republicanos Irlandeses, cuja identidade histórica tornou-se central às discussões sobre terrorismo, por que deveríamos continuar a ignorar ou fazer pouco caso da natureza da violência suffragette? Todos os atos violentos de militância suffragette podem ser vistos como atos de terror. Eles foram especificamente projetados para influenciar o governo e a população a mudar suas opiniões sobre o sufrágio feminino, não pela razão mas por ameaças de violência. Essas ameaças eram então levadas a cabo e iam desde quebra de vidraças até destruição de comunicações (queima de caixas postais, corte de fios de telégrafos e telefones); danos a objetos culturalmente significativos (pinturas em galerias nacionais, estátuas cobertas de graxa, caixas de vidro esmagadas na Casa de Joias da Torre de Londres); e incêndios criminosos nos teatros, casas de parlamentares da Casa dos Comuns e pavilhões esportivos. No lado mais extremo, bombas e dispositivos incendiários foram postos dentro e fora de bancos, igrejas e até da Abadia de Westminster. Todos esses atos foram levados a cabo contra o pano de fundo de mulheres acorrentando-se a si mesmas às paliçadas, lançando-se às portas do Parlamento, recusando-se a pagar impostos e marchando em milhares contra um governo que recusou-se a ouvir suas petições ou tomá-las a sério.

Footnotes:
  • [NT1] Gavagem: alimentação forçada

terça-feira, 27 de setembro de 2016

"Homens precisam mudar" por El Ratel

Homens precisam mudar - o resto de nós está bem!


Esta peça é inspirada em um artigo (não é uma resposta completa ao mesmo) publicado no New York Times em 4 de abril de 2016. Ela é escrita por Andrew Reiner e é intitulada "Ensinando homens a serem emocionalmente honestos". Você pode encontrar o artigo original aqui:

http://www.nytimes.com/2016/04/10/education/edlife/teaching-men-to-be-emotionally-honest.html?_r=1

Então, este artigo me trouxe sentimentos misturados. Ele parece ser escrito por um homem doutrinado pelo feminismo que começou a ver rachaduras no muro feminista, e fez algumas observações interessantes, apesar de ele geralmente prender-se à narrativa. Eu irei lhes dar alguns pensamentos aqui:

O artigo basicamente faz um caso contra os homens emocionalmente mutilados nas nossas sociedades, descrevendo como somos ensinados desde a tenra idade a engolir nossos sentimentos e quão mau isto é para todos. Ele baseia-se em Michael Kimmel e explica a toxicidade do "Bro Code" na qual nossos homens jovens estão se desenvolvendo.

O autor deseja que homens chorem mais, expressem mais suas tristezas, suas frustrações, porque ele considera isto um traço de personalidade desejável para todas as pessoas, inclusive homens. Ele nota como homens estão perdendo para mulheres e,m educação, mas ele culpa este "código masculino" que compele todo garoto a ser mais bruto que o cara do lado, a fim de sentir-se validado por seus pares. Ele também nota que não existem recursos focados para os homens nos câmpi, mas ele vagamente acusa deste fato "homens e mulheres igualmente", que desafiem e protestem pela necessidade de tais recursos. Ele não acusa o feminismo, o principal detrator das questões dos homens no colégio.

Para sumarizar, o artigo diz que homens necessitam mudar. "É para seu próprio bem e para o bem da sociedade", nos diz o autor. Vamos compartilhar alguns pensamentos sobre isso:

1 - O autor diz que homens devem ser mais emotivos. Se é este o caso, então isto deve significar que mulheres já são "emotivas o bastante". Segue logicamente que homens precisam ser mais como as mulheres. Isto só prova que ele considera mulheres como sendo o default em termos de emoções, e que homens precisam parecer mais com elas. "Ser emocionalmente honesto", como Hannah Wallen disse há algum tempo, na verdade quer dizer "ser mais feminino". O autor sente que emocionalidade, aquela emocionalidade aberta e descontrolada mediante choro (em particular) é um trato de personalidade bom e desejável para todo mundo. Se ele tivesse lido um pouco de Tom Golden, por exemplo, ou mesmo se ele prestasse mais atenção aos homens ao seu redor, ele saberia que homens são profundamente emocionais, mas apenas expressam isso à sua maneira. Homens tendem a expressas seus sentimentos indiretamente e mediante ação. Eles não se encontram usualmente apenas para falar sobre seus sentimentos e chorar nos ombros uns dos outros. Eles geralmente se encontram para jogar futebol, pescar, ou apenas jogar uns videogames, e enquanto fazem isso, começam eventualmente a falar. Ao mesmo tempo, eles estão interligando; mediante cooperação e amigável competição agonística. É assim que homens geralmente se relacionam entre si. Você não vai ouvir seus mais profundos pensamentos se forçá-los a olhar em seus olhos e perguntar diretamente. O autor parece acreditar que homens ficam vexados de terem emoções; que eles sejam proibidos de expressá-las, que constantemente empregam uma máscara. Ele não pode compreender que homens de fato sentem e expressam seus sentimentos, eles apenas fazem isso de uma forma diferente. E isto está bem. Pensar que todo mundo que não reage às situações como você reage é emocionalmente deficiente é apenas uma forma egoísta de pensar.

2 - O autor não põe valor algum no estoicismo - o conceito de controlar e dominar suas emoções, permitindo que direcione-as de uma certa forma, a fim de não ser por elas dominado. Suportar a dor e o medo não significa nada para ele; ele quer que as pessoas chorem e reclamem, Mas ele não nos conta que chorar e reclamar jamais trouxe nada aos homens, nada além de escárnio. E este não é uma coisa de "bro code": mulheres compelem isso com tanta intensidade quanto homens. O autor não compreende que homens são fortemente atraídos por mulheres, em tal extensão que eles farão o que elas quiserem que eles façam, ou o que aparentar ser o que elas querem. Se todas as mulheres repentinamente se atraíssem honestamente por homens emocionais, no dia seguinte teríamos rebanhos de homens chorosos com olhos vermelhos. Mas mulheres não são naturalmente atraídas por homens reclamões chorões. Por isso homens competem entre si a fim de fazer o melhor que podem, de acordo com as regras das mulheres. Seleção sexual funciona na maioria das espécies (a nossa inclusa) mediante competição masculina e seleção feminina. É a natureza. Dizer acintosamente que isso é "coisa de homem" é pura covardia.

3 - O autor também menciona o desempenho inferior dos homens na educação, mas ele culpa as "normas sociais sobre masculinidade". Como vemos, nenhuma menção acerca de ações afirmativas em favor das meninas, nenhuma menção acerca de mudanças no sistema educacional para torná-lo mais adequado a estudantes mulheres. É só uma coisa de homem, e precisamos idar com isso. Não precisamos de ajuda, nós apenas precisamos ser homens e chorar mais (por mais louco que isso possa soar). Apesar de a superfície do artigo aparenta ser a favor dos "homens como vítimas", o autor está colocando a responsabilidade somente nos ombros dos homens. Então na realidade é "homens como vítimas de umas coisinhas que eles mesmos criaram". Nada legal. Ele não leva em conta a óbvia influência do pensamento feminista na educação. Se nós concordamos que homens são seres opressores, malignos e desprezíveis, então por que deveríamos alocar qualquer recursos para sua educação em específico? Por que deveríamos nos preocupar com modelos de atuação para eles, se eles são inerentemente danificados, causas perdidas? Em tal ambiente desolado, de descuido e desprezo, é mais que natural que homens e meninos recorram a versões mais primitivas, básicas, tribais, de ligação em irmandade. É um fenômeno que vai acontecer não importa o que façamos, é assim que somos programados. De quem é a culpa se homens jovens se voltam para o crime, atividade em bando, bebedeira, video games, pick-up artistry [NT1] e cultura de sedução amorosa (atividades listadas no artigo) a fim de encontrar validação de outros homens? É sua própria culpa, porque a masculinidade é tóxica? Ou poderia ser porque lhes foram tirados todos os outros sistemas de validação?

4 - Então homens precisam mudar e serem mais emocionais, mas de alguma forma ainda devem lidar com os mais sujos e perigosos da sociedade. Eles precisam mudar e ser mais emocionais, mas de alguma forma precisam ser dominantes a fim de as mulheres sentirem-se atraídas por eles. Eles precisam mudar e deixar suas atitudes atrevidas e paqueradoras direcionadas às mulheres, mais ainda se espera que eles iniciem o contato com os homens. Esta é praticamente uma lei na interação homem-mulher: mulheres dão dicas, mas é o homem que tem que arriscar a cara.

5 - Por que devemos ensinar os homens a ser emocionalmente honestos, se desconsideramos e zombamos seus interesses de qualquer forma? Como um comentador do artigo escrevera: "Homens decidirão não mostrar seus sentimentos assim que notarem como serão tratados por todos". Que bem há em homens chorando publicamente, se eles ainda não terão lugar em abrigos para vítimas de violência doméstica, nenhuma concessão orientada a homens (graças a Deus por Milo e Margaret!), se eles ainda serão esmigalhados nas Varas de Família? É isso que mais me emputece na maior parte desse artigo: ele reclama e demanda e mostra desgosto por comportamento masculino inapropriado, mas faz isso de um lugar seguro, e não sente necessidade alguma que seja de olhar para a figura maior dos homens. Ele reclama das manchas de fuligem nas paredes e quer que alguém as limpe, mas não inquire de onde veio o fogo pra começo de conversa.

FootNotes:
  • [NT1] Pick-up Artist, sigla PUA, refere-se a uma pessoa que aplica técnicas de sedução, bem como a grupos envolvidos com tais práticas.
META
Título Original Men need to change - the rest of us are fine!
Autor El Ratel
Link Original http://honeybadgerbrigade.com/2016/05/15/men-need-to-change-the-rest-of-us-are-fine/
Link Arquivado http://www.archive.today/56Ah4

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

"Modelo Duluth camufla fatos-chave sobre violência doméstica" por Erin Pizzey

Modelo Duluth camufla fatos-chave sobre violência doméstica


Por volta dos anos 80 havia suficentes abrigos e financiamentos para as feministas tornarem sua atenção para o assunto do 'autor do abuso'. Isto as habilitou a abrir um novo fluxo de renda. Este movimento jamais foi ajudar homens a chegarem em um acordo com sua violência. De fato, de acordo com suas ideologias políticas a violência doméstica é definida singularmente como homens espancando suas esposas. Essa violência, alegam as feministas, é uma brutal expressão do poder patriarcal em casa.

A ideologia delas também assevera que homens são impenetráves a qualquer intervenção terapêutica, cortesia de seus profundamente arraigado privilégio patriarcal.

De acordo com este novo modelo elas impossibilitam tudo que não seja tratamento criminal para a alegada violência do homem contra mulher e filhos. Leis que proibiram especificamente qualquer intervenção terapêutica de casais para homens acusados foram aprovadas.

Eu estava ciente de que nos anos 90 pesquisadores estavam estudando reelacionamentos entre pares do mesmo sexo. Lie and Gentlewarrior: Intimate Violence in Lesbian Relationships, Journal of Social Science Research, 15, 41-59. Eles estudaram 1099 lésbicas e descobriram que 52% dos entrevistados foram abusadas por uma parceira ou amante. Disto supus asseguradamente que era prova de que violência doméstica não era nem nunca foi questão de gênero.

Nos últimos dez anos mais e mais e mais estudos acadêmicos publicaram seus achados, os quais provam que a violência doméstica é praticamente idêntica entre homens e mulheres e portanto o Modelo Duluth está morto. Seu único valor remanescente é como fonte de fundos para o movimento feminista. Como o movimento feminista levou quarenta anos para criar um estrangulamento em qualquer informação que saia da academia, ele tornou bastante difícil para as pessoas buscar informação válida para trabalharem à sua maneira entre as resmas de publicações feministas desonestas.

Todas as amostras de pesquisa postas pelas agências de apoio feministas internacionlmente são tentativas grosseiras de esconder a verdade. A motivação0 por detrás destas amostras de pesquisa não é nem mesmo uma tentativa de trazer alento àqueles que sofrem de violência doméstica mas sim manter um fluxo de alegações histéricas que encorajarão o público a continuar doando para seu já obeso império bilionário.

Um exemplo famoso é o mito do Super Bowl americano que naquele dia muitas mulheres serão assaltadas por seus parceiros. O livro de Christina Hoff Summers, "WHO STOLE FEMINISM" expôs o boato do 'Abuso do Bowl'. Mesmo agora na Inglaterra regularmente vemos histórias que durante os principais jogos televisionados as mulheres serão atacadas. Natal e Dia de São Valentim também são dias em que nos é dito que os homens voltar-se-ão a suas esposas e parceiros.

O real Projeto de Intervenção do Abuso Doméstico é uma tentativa tosca de forçar os homens em, como Thomaz me explicou, "...uma classe em que você é doutrinado a acreditar que todos os homens são predadores e você deveria se envergonhar pelo simples fato de ter nascido". Muitos homens são comandados a estes cursos sem haver evidência alguma de violência dos seus parceiros contra eles. Eles estão ali por causa de acusações falsas de seus parceiros contra eles mas têm que concordar que são violentos porque se não o fizerem então não serão possibilitados a completar o curso. Se eles falham no curso então serão banidos de ver seus filhos ou então só terão permissão mediante supervisão. Nestes cursos homens também devem confessar que são culpados de "usar seu privilégio de homem".

A parte mais sinistra do Modelo Duluth para mim é o uso de técnicas de lavagem cerebral que vi pessoalmente nos dias dos "programas de reeducação" da China comunista. Rússia também tinha o mesmo tipo de programas, mas direcionados a ambos os sexos. Aqui, homens têm que ser reeducados para abandonar sua masculinidade porque ela traz consigo os males de nascer com um cromossomo Y que dirige ao estupro, violência e destruição.

Ao longo de todo o mundo ocidental governos têm recebido entusiasticamente este programa e rejeitado todas as outras tentativas de permitir que homens paricipem de programas terapêuticos que sejam primariamente voltados para ajdar homens a entender e chegar em um consenso em casos (na maior parte das vezes) de parentela abusivos e tóxicos. Estes programas não demonizam homens e não aderem ao mantra feminista de que todos os homens são violentos.

O Modelo Duluth tem programas para mulheres que são violentas; elas são enviadas a um programa similar, mas nestes programas elas são ensinadas a "como não permitir que o controle dos homens sobre elas as faça reagir inapropriadamente". Homens ainda são recriminados como sendo iniciadores de violência.

Na Inglaterra nosso governo deu aval a programas para homens perpetradores para uma organização chamada "Respect", um grupo administrado por feministas ideologicamente enviesadas. Não estou surpresa que o "Respect" tenha recusado a dar aval a outros programas que não fossem o Modelo Duluth.

A fim de duplicar suas arrecadações os funcionários feministas (tanto homens quanto mulheres) falam acerca deste modelo como um "projeto baseado na comunidade". Parte do projeto é que para as mulheres, que em muitos casos são tão violentas quanto os homens que denunciam, são oferecidos "funcionários de segurança da comunidade". Estes funcionários são designados para manter as vítimas em segurança. A mulher é sempre a "vítima" neste modelo e ela tem seu segurança para informar-lhe o progresso ou falta de progresso de seu parceiro.

Ela também está numa posição poderosa porque ela pode dizer se decide ter seu parceiro de volta, não importando se ele está tendo sucesso em controlar sua violência ou não. A qualquer momento ela pode falar ao seu segurança que ele não está se controlando e ele ou será encarcerado ou removido da casa e impedido de ver seus filhos até que recomece o programa.

Eu creio que o Modelo Duluth é antiético já que vem de uma ideia agora largamente desacreditada que somente os homens são violentos em relacionamentos íntimos. Eu creio também que ele seja provavelmente ilegal.

Esse é um programa projetado por pessoas que são abertamente hostis aos homens. Qualquer homem ameaçado por este programa não tem representação legal oferecida a ele. Ele é culpado desde o nascimento e a ideiade seu gênero ter o direito humano de "um julgamento justo" jamais é considerada. Este programa é pernicioso a homens e mulheres porque não permite às mulheres o direito de tomar responsabilidade por seu próprio comportamento, o que em termos traz impacto aos filhos que são deixados nas mãos de uma mãe abusiva. Esse programa não reconhece que o lugar mais seguro para crianças é com seu próprio pai biológico e longe de uma mãe abusiva e de outros perigos que as crianças vierem a enfrentar em face a parceiros ou amantes dessa mãe.

É chegada a hora que devemos erguer a voz e pôr um fim a este modelo perigoso e brutal. É uma desgraça internacional que estas pessoas, sedentas por financiamento, tenham forjado o abuso contra homens por todos esses anos. É óbvio que eu concordo que muitos dos homens nestes programas são de fato abusadores, mas envergonhá-los, ameaçá-los [NT1] e recusar a olhar as circunstâncias que os levaram a seu comportamento abusivo não tem lugar em uma sociedade civilizada.

"Perpetrator programmes for partner violence: Are they based on ideology or evidence?" <http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.2044-8333.2011.02029.x/abstract>, Louise Dixon, John Archer and Nicola Graham-Kevan.

FootNotes:
  • [NT1] Definitivamente, não existe uma tradução muito boa para "to bully"...
META
Título Original Duluth Model buries key facts on domestic violence
Autor Erin Pizzey
Link Original http://honest-ribbon.org/mega-featured/duluth-model-buries-key-facts-on-domestic-violence/
Link Arquivado https://archive.today/kMSgt

domingo, 18 de setembro de 2016

"A Irônica Ironia da Irônica Misandria" por Jim Muldoon

A Irônica Ironia da Irônica Misandria


Paul Elam, recentemente na Manstream Media, falou sobre até onde vão as feministas a fim de silenciar homens falando de seus próprios problemas. "Misandria Irônica", isto é, Misandria Aprovada pelo Feminismo(R), é uma dessas táticas.

Esta "misandria irônica" é realmente apenas repugnância em um patético falso disfarce. É quase como uma garota do primário falar mentiras flagrantes, mas alegar imunidade a punições porque estava com os dedos cruzados nas costas. Misandria é odiosa por definição, mas quando a intolerância é apontada pelo que ela é, surge do nada a palavra "ironia" para dar-lhe uma veste respeitável.

No Slate, Amanda Hess começa a ironia numa peça intitulada "The rise of the ironic man-hater".

"Misandria" - literalmente, ódio por homens - é uma acusação que tem sido lançada contra feminista desde a alvorada do movimento das mulheres: ao empoderar mulheres, argumentam os críticos, feministas de fato estão oprimindo os homens.
Então, para os duros de pensamento: mulheres estão tentando libertar-se da opressão dos homens. Os homens, vendo igualdade como segundo melhor, estão sendo apenas bebês chorões e alegado "misandria" onde obviamente não há. As alegações de misandria são, portanto, mais um exemplo de misoginia.

Agora que ela estabeleceu que feministas de fato não odeiam (isto já é ironia), Hess nos dá alguns exemplos da comédia.

Agora, feministas estão ironicamente adotando o rótulo de odiadoras de homem: a misândrica irônica dá um gole de uma caneca com os dizeres "MALE TEARS", gelam seus bolos com a frase "MORTE AOS HOMENS", e afixa pinos de coraçõezinhos escritos "MISANDRIA" na lapela.
Hess argumenta que sua ardente compreensão deste último modismo é apenas para mostrar o quão ridículo é acusar uma feminista de misandria.

Sarah Begley, da Time, porém está preocupada que esta misandria irônica pode ... espere por essa ... dar uma má reputação ao feminismo. Irônico ou o quê? Para impedir o dano à marca registrada, ela insiste que tudo é apenas brincadeira. De fato, insiste até demais.

Quando feministas brincam que são misândricas, elas estão riscando a noção popular errônea que elas são odiadoras de homens. Elas usam isso para satirizar as mulheres que dizem que não são feministas porque amam homens. É uma piada interna.
Ao longo do texto, Begley continua com essas asserções, porque, óbvio, feministas não odeiam, correto? Afinal é tudo acerca de igualdade, não é?

Errado, diz Diana Evans ao Gawker. Ela começa seu texto com o que ela quer prosseguir:

Aviso: Odeio homens. Não leia se você gosta de homens.
Esta é mais uma rodada do estratagema dos dedos cruzados. Ela declarou seu ódio, e deu seu alerta, logo toda sua responsabilidade simplesmente evapora. Evans concorda com Beagley até certo ponto. Beagley diz:

O que feministas de fato odeiam é o patriarcado - a teia de instituições que sistematicamente oprime as mulheres.
Mas Evans então aponta:

Nós podemos odiar o patriarcado, mas ele não teve que ser mantido por alguém?
Com esta lógica, Evans argumenta que está justificada em seu ódio aos homens. Novamente voltamos ao playground - "Ele que começou".

Surpreendentemente, Begley faz algo meio que um ponto válido.

Mas inerente à palavra "misandria" é o ódio. E inerente às frases como "banir os homens" e "lágrimas de homem" são a crueldade e violência. Se um homem vestisse uma camisa escrito "misógino", mesmo que ele fosse um franco feminista, vestindo-a ironicamente, isso não seria engraçado. Seria equivocado.
"Equivocado" é apenas leve ironia. O que é verdade é que toda feminista mencionada até aqui estaria berrando loucamente, apontando isso como irrefutável evidência de um patriarcado e de misoginia institucionalizada.

Evan responde ao ponto de Begley:

Um ponto interessante. Mas Begley falha em notar que homens vinham vestindo camisetas misóginas uma vez que eram homens que vestiam camisetas. Simplificando, cada camiseta que um homem veste é misógina, esteja ela arrojadamente estampada com tal texto ou não.
Parece que respirar também é misógino. Mas Evans está perdendo o ponto de cultivar homens como aliados?

Mulheres perdem aliados ao alienar tais homens que não estão na brincadeirinha? Talvez. Vale a pena perder tais homens? Provavelmente.
Podemos apenas especular se quando ela diz "talvez, provavelmente" está sendo apenas irônica. Não creio que ela de fato quer qualquer um de nós em seu time;

Mas, no caso de você estar preocupado, homens não precisam deixar a ação misândrica. Para o Salon, Haley Krischer nos mostra que os homens, ou ao menos alguns deles, podem pegar seus pompons misândricos irônicos e torcer da arquibancada.

Homens entendem isso. Isto inclui meu marido, que, quando lhe disse que estava escrevendo esta história, disse "é, homens são imbecis". Isto não faz dele um odiador de homens, isto apenas faz dele um homem que entende os problemas que homens podem causar.
Talvez, se dissermos "Homens são imbecis" bem alto, e realmente, realmente, realmente mesmo querer dizer isto, Krischer poderia persuadir Evans a reduzir seu ódio só um pouquinho.

Está vendo! Já estou por dentro do programa de ironia.

Claro, para Krischer, misandria pode ser divertido porque não é bem o equivalente masculino da misoginia. Isto é porque odiar mulheres é muito, mas muito pior que odiar os homens.

Mas a verdade é que feministas como um todo, não obstante o que tem sido perpetuado, não odeiam ou desejam o tormento dos homens. Isto não quer dizer que não exista violência masculina. Isto também não significa que violência masculina é de alguma forma equivalente à feminina. Não existe nada semelhante a ameaças de estupro, desculpa.
Krischer está sendo irônica, ou ela pensa seriamente que homens não podem ser estuprados? Ou ameaçados de estupro? Ou, o que pode preocupar seu marido, homens sendo estuprados não contam de verdade.

E eu não quis dizer "contam como estupro". Eu quis dizer simplesmente "contam" como em "quem se importa?".

E é aqui que a real ironia dá as caras. O Politicamente Correto, liderado por feministas, tem tirado o humor do humor há décadas. A pancadaria foi-se. Piadas de irlandês, de judeu, míseras piadas de escocês ou qualquer outra raça ou nacionalidade não são "sarcasmo irônico", mas discursos de ódio. Mas agora as gatinhas azedas querem pintar os rostos e colocar um grande nariz vermelho "palhaços rancorosos" em voga.

Clemintine Ford, para o Daily Life, leva a indiferença por homens de Krischer para um outro nível. Ela também segue a Sagrada Bobagem da misandria irônica. Para Ford, porém, sua misandria irônica é reservada a uma raça especial de homens: os ADH/MRA.

Desculpa, Honey Badgers. Vocês simplesmente sumiram numa lufada de ironia.

Como é algo irônico, e os bastardos merecem isso, ela pode odiar à vontade. Eu amo o cheiro de ironia pela manhã. Cheira como uma zona livre de consequências.

Humor é uma ferramenta vital para feministas, a fim de que não percamos completamente nossa sanidade quando lidando com os irracionais e factualmente incorretos balidos de pessoas que, entre outras coisas, argumentam que estatísticas de violência sexual têm sido fabricadas por agências governamentais fomentadas pelo feminismo a fim de oprimir a natureza sexual dos homens.
Agora, estatísticas de violência sexual têm sido fabricadas? Com muita certeza sim. ADHs concordariam com esta esta afirmação até aqui. As representações têm sido manufaturadas, fabricadas e coletadas do nada por décadas, Isto é feito por agências governamentais fomentadas pelo feminismo? Acertou! ADHs ainda estão no jogo.

Mas não pergunte a nós com nossos balidos. Pergunte ao Dr. Murray Strauss (ele não é um ADH), que conta como o feminismo corrompeu a pesquisa em violência doméstica (link abaixo). As representações sobre violência sexual estão tão corruptas quanto.

Então, aquela partezinha do final, "... oprimir a natureza sexual do homem". Esta é a parte irônica? Me parece que esta é a parte misândrica. Existe uma implicação para mim que homens (não apenas "alguns" homens, mas "homem" exatamente como "o macho da espécie" ou "aquele com pênis") só podem alcançar prazer sexual quando mulheres são abusadas. Cada homem. Todos eles. Cada. Simples. Exemplar.

Sim, marido da Krischer. Você também.

E isto é algo que Ford alega que os ADHs estão exigindo como algum tipo de direto. Não neste site. A posição da A Voice for Men sobre violência tem sido clara desde o início. (Confira as declarações de missão e as outras políticas no nosso site.) Eu ouvi todos os palestrantes na recente Conferência Internacional de Assuntos dos Homens (encontre os links no site principal do A Voice For Men). Nenhum fez tal tipo de afirmação.

A alegação de Ford me parece odiosa.

Eu teria dito que os números duvidosos são para justificar a mim mesmo um Frenético Fundo Feminista, mas isto não é nem um pouco engraçado. Afinal há muitas agências feministas que recebem financiamento governamental como resultado direto de tais números, e elas nada fazem para prevenir a violência sexual. Elas apenas usam o dinheiro para "educar" - leia-se espalhar propaganda - e obter mais estatísticas. O que também não é nada divertido.

Mas o pior ainda está por vir. Após a explosão de Sagrada Bobagem que não sou capaz de interpretar, quanto mais sumarizar, ela nos lança uma peça de bile misândrica travestida de entretenimento leve:

Ou, como a garotinha de It's A Wonderful Life colocaria, cada vez que um sino toca, um tribunal de família rouba de um homem o seu filho.
Primeiro, vamos olhar para a própria justificativa de por que não tem problemas com este tipo especial de ódio.

Existe uma regra geralmente entendida sobre sensibilidade em comédia, a qual é que piadas devem tentar levantar, não derrubar. Simplificando, é divertido fazer troça de pessoas e instituições que desfrutam de poder e privilégio no mundo porque elas não apenas têm meios de se defenderem como também têm a luxúria de serem recompensadas simplesmente por existir. Por outro lado, não é divertido fazer troça de pessoas nos mais baixos patamares da pirâmide porque isto é como conspirar contra quem é menor que você.
Então quando, exatamente, estes sinos tocam? Ex-juiz da vara da família David Collier (não-ADH) disse em sua aposentadoria que falsas alegações de abuso são "uma das formas de eliminar maridos da vida dos filhos". Esta tática, diz ele, não apenas é usada regularmente, mas sua frequência está aumentando. E isto, claro, é porque a tática tem se mostrado bem-sucedida.

Então, quem é menor que quem? No canto azul temos a mulher, com o apoio da Vara de Família, da polícia, da assistência social e outros braços governamentais. E não vamos esquecer de uma mídia complacente.

No canto vermelho, completamente solitário, está o pai sendo chutado da vida das crianças. E enquanto ele tenta lutar na Vara de Família, seus advogados estão lhe tirando a última gota de sangue.

E Ford, como qualquer feminista empática, inclusiva, consultiva e caridosa faria, para suas risadas apenas o bastante para coletar uma caneca das lágrimas deste homem.

Além da habitual angústia montada, e da torcida disparatada de feministas que eu chamo de Sagrada Bobagem, esta "misandria irônica" é apenas ódio com óculos grandes e uma peruca mal ajustada.

E este disfarce apenas a faz parecer mais feia.








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Título Original The ironical irony of ironic misandry
Autor Jim Muldoon
Link Original http://www.avoiceformen.com/misandry/the-ironical-irony-of-ironic-misandry/
Link Arquivado https://archive.today/GxreB

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