domingo, 13 de novembro de 2016

"Estoicismo é uma Virtude Feminina" por Jim Doyle

Estoicismo é uma Virtude Feminina

Estoicismo é uma virtude feminina tanto quanto masculina. É de fato o centro da vida adulta, tanto do homem quanto da mulher. É comum hoje em dia ouvir estoicismo denunciado como uma forma de "masculinidade tóxica". A resposta a isto foi melhor colocada em um comentário do blog (que não consegui achar): "Nós temos saído de uma cultura de dignidade para uma de vitimismo". As denúncias de serenidade estoica diante da adversidade, mesmo que pouco articuladas certas vezes, são um sintoma desta mudança cultural.

Em minha família as mulheres de ambos os lados eram bastante duronas. Eu notei agora que de suas diversas maneiras elas eram todas estoicas. Epíteto diz que o melhor caminho é determinar o que se pode controlar e o que não se pode; mudar o que se pode e aceitar o que não se pode. Em anos recentes tem havido um dito "É o que é", e eu acho que é basicamente a mesma coisa. As mulheres de minha família tinham um ditado "Você pode chorar se quiser, mas apenas vai acabar com dor de estômago e a mesmo maldito problema".

Eis um surpreendente exemplo de estoicismo e provocação e de força para ajudar os outros que isso dá. Nós comumente ouvimos sobre como colocar mulheres em combate será desastroso porque elas irão desabar de medo e precisar de proteção. Claramente isto não é verdadeiro para todas elas (ou mesmo para muitas). Da News Tribune (Tacoma):
Quando era uma garotinha, Mary Dague sonhou que elas iria crescer para exercer superpoderes. Ela os usa no Iraque. É lá onde ela se coloca entre um explosivo e seu time num esquadrão antibombas do Exército. Ela "abraçou a bomba", perdendo ambos os braços a fim de proteger os parceiros da explosão. Agora duplamente amputada, Dague ainda está salvando vidas.

Sua assistência online é chamada "Mary Wonderburns" e isto sumariza toda sua abordagem.
Ela trabalha com um humor negro comum entre veteranos, o que mostra que ela entende as repercussões duradouras das guerras do Iraque e Afeganistão, mas que ela não deixará que a incapacitem. "Eu não poderia deixar que todo este incidente mudasse o que eu era", ela dizia; "Caso contrário, eles venceriam".

Em seu caso o fato de ela confrontar e aceitar a realidade lhes dá credibilidade com aqueles caras.
"Ela desarma veteranos lidando com experiências traumáticas, usando uma combinação de conversa franca sobre sua própria vida, humor negro e uma persona online chamada Mary Wondernubs. Ela traz pessoas da beira do suicídio e aflitas com esposas de soldados fora de combate. Eu não poderia estar aqui se Mary não tivesse me atendido ao telefone", diz um veterano em lágrimas num vídeo recente que a Kleenex produziu para a divulgação do Dague. "Eu não estaria aqui".

Provavelmente sua própria experiência de dor e cura é o que a orienta quão difícil pode ser a superação para alguém com o mesmo tipo de dor.
Dague também aparece proeminentemente em um livro de fotografias chamado "Always Loyal", que foi distribuído no mês passado pelo artista Michael Stokes. Ele mostra em sua maioria imagens desnudas de amputados de guerras em poses atordoantes. Muitos são homens musculosos. Stokes mostra Dague como uma versão da estátua sem braços, a Vênus de Milo. Ela também aparece em outras imagens como um anjo. Stokes em entrevistas a chamou de herói várias e várias vezes. E, no último verão, Kleenex liberou um vídeo de dois minutos focado em um veterano cuja esposa Dague salvou quando ela pediu por um soldado pensando em suicídio. Dague dialogou com o estranho. Ela queria contar-lhe que ela sobreviveu ao Iraque, ao câncer de mama e ao divórcio. Ele podia prosseguir. "Eu deixei uma mensagem", ela disse. "Eu lhe expliquei quem eu era, pelo que passei. Eu disse 'cara, não desista; por favor não desista; nós podemos superar isso. Algumas horas depois ele começou a me escrever. Ele começou com 'Ah, me deixa em paz'. Eu disse 'De jeito nenhum'. A conversa ajudou o veterano a superar sua crise e eventualmente reconectar-se com a família.

Quando alguém sofre imensa dor e a canaliza para esse tipo de cura, tudo o que se pode fazer é se recolher e aplaudir, e esperar que se seja capaz de encontrar a mesma força sob as mesmas circunstâncias. Qualquer um que imagine que isto glorifica a guerra que causou tais injúrias está deliberadamente desviando-se do ponto. Não existem exemplos não-militares disso, mas eu não me lembro de ninguém que tenha enfrentado tamanha adversidade. Estoicismo é uma virtude feminina. Existe um monte de mulheres e homens que poderiam entrar em contato com esse tipo de feminilidade.

META
Título Original Stoicism is a feminine virtue
Autor Jim Doyle
Link Original
http://honeybadgerbrigade.com/2015/12/15/stoicism-is-a-feminine-virtue/
Link Arquivado https://archive.today/wshfI

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