quarta-feira, 9 de novembro de 2016

"A Exposição de Hillary Clinton Revela Uma Perturbadora Desigualdade Entre os Sexos" por Hannah Wallen

A Exposição de Hillary Clinton Revela Uma Perturbadora Desigualdade Entre os Sexos



Em 2014 um escândalo sexual expôs o conluio antiético entre a mídia jornalística dos [video] games e as conexões com a indústria dos games, junto com a corrupção dentro de ambos, a mídia e a indústria, incluindo censura, competições de cartas marcadas, e invasão por facções políticas inclinadas a forçar sua perspectiva nos consumidores dessa indústria.

A revolta resultante por parte dos consumidores, conhecida pelo nome da hashtag do twitter que foi seu primeiro eixo não-censurado de comunicação (#Gamergate), foi para muitos indivíduos que de outra forma estavam sem interesse na política o primeiro vislumbre de um problema que estava se montando na mídia e na política por décadas.

Dois anos após o GamerGate, assistir a como as descargas de informação do Wikileaks se sucederam foi uma verdadeira jornada. Há segmentos do público que claramente não estavam surpresos, apenas contentes de ver tais coisas expostas. Outras ficaram chocadas e consternadas, com a óbvia privação de voto dos apoiadores de Bernie Sanders como resultado. Estes votantes agora sabem que o processo de eleição das primárias de seu partido é uma farsa, com candidato escolhidos pelas elites do partido e manobrados em seus lugares por quaisquer meios necessários. Seu interesse como eleitor importa bem muito menos no processo que os objetivos dos líderes do partido. Republicanos reagiram a uma revelação similar nos hábitos de voto dos legisladores de seu partido pela rejeição de cada um dos internos na primária em favor de um candidato que as elites imploraram para que não fosse escolhido.

Com os despejos do Wikileaks das últimas semanas, nós apendemos que o que foi revelado sobre o processo da eleição primária era só uma parte da história, com os escândalos recém expostos incluindo uma macabra lista de condutas antiéticas, corruptas e, em diversas instâncias, ilegais . A mídia corrupta que estava mancomunada com a campanha de Clinton e com departamento de estado lutou para manter tudo isso longe de explodir na sua cara. A imprensa de inclinação esquerdista perceptivelmente ignorou a história. Mídias sociais como o Twitter tentaram estrangular o debate mediante manipulação artificial das hashtags e suspensão ou banimento-branco[NT1] críticas a Clinton durante a controvérsia. O público ainda conseguiu se arranjar para discutir a informação, apesar disso. Tão rápido quanto o twitter artificialmente removia hashtags relacionadas às controvérsia dos trendings, os usuários criavam outras, compartilhando suas próprias observações juntamente a ligações para canais alternativos de mídia que reportavam a história.

Uma das coisas mais interessantes, porém, tem sido as táticas de distração cuidadosamente cronometradas. Entre republicanos atacando o histórico sexual de Bill Clinton e o campo de Hillary procurando desviar a sua crescente lista de escândalos , a corrida final da eleição começou numa batalha de acusações sexuais.

É ao mesmo tempo fascinante e horripilante ver como estas acusações, vindo de ambos os lados da cerca política, podem ser tão facilmente utilizados para distrair dos assuntos mais pesados que mesmo o mais frágil deles ganha a atenção do establishment midiático no meio de uma forte tropeçada das entregas dos emails de Podesta. A mídia alternativa achou uns buracos muito suspeitos nessas acusações, mesmo assim eles permaneceram no foco dos especialistas e comentaristas. Até as liberações dos emails de Podesta se tornarem uma mancha grande demais para ignorar, coisas como o aparelhamento da campanha de Clinton ser colocada em segundo plano em para as acusações de má conduta sexual, o reporte nisto aparenta seguir o caminho da história "Jackie", da Rolling Stone [NT2].

Então, para o que apoiadores de uma agora abertamente corrupta campanha para uma agora abertamente corrupta política recorrem quando a reputação de seu candidato favorito está tão ruim a ponto de não ser mais alavancada por alegações de má conduta sexual contra seu oponente?


Imagine tentar silenciar uma discussão sobre a corrupção criminal de um político homem alegando que seus críticos estão apontando-o por causa de seu sexo. Uma tentativa estúpida de desvio como essa nunca funcionaria.

Nem as anteriores táticas baseadas no sexo que foram usadas pela campanha e pelos apoiadores de Hillary. Candidatos homens não levam a sério citar seu sexo como razão de considerarem-nos qualificados para o ofício. Eles não saem impunes com alegações de estarem representando todo o seu gênero. Apenas candidatas mulheres têm o privilégio de substituir esforços reais de campanha com tais insultos à inteligência do eleitorado. Que vexaminoso deveria ser para uma mulher quando isto realmente funciona!

Será que tantos são apanhados nesse chamado de trombeta de "primeira mulher presidente" que vão ignorar tudo o mais acerca de seu candidato?

Nós estamos falando sobre uma secretária de estado que sabida e deliberadamente envolveu-se numa egrégia violação de protocolos de segurança nacional , vendeu cargos comissionados a seus benfeitores de campanha e fundação, e fez negócios de armas com governos sob a mesma espécie de arranjo financeiro. Hillary Clinton é tão corrupta que a exposição das comunicações dela e de seus associados revelou tantos escândalos que teria espaço para uma lista dos cem mais.

O que significaria se ela fosse capaz de usar narrativas de mulher vítima e a cartada vaginal para desviar as coisas do seu caminho ao longo da eleição? Como uma mulher isenta de responsabilidade por suas ações pode ser capaz de explorar o ofício da Presidência dos Estados Unidos?

A tolerância dos americanos traduzir-se-á numa Madame Presidente vendendo posições de autoridade para os benfeitores financeiros da sua fundação? Ela escaparia de vender a nação a interesses estrangeiros que a estão financiando hoje? Istro incluiria também aqueles que estão financiando o ISIS?

Como uma candidata que não pode ser tomada por responsável por agir imprudentemente com a segurança nacional como Secretária de Estado pode ser confiada para proteger-nos como Comandante Suprema das Armadas?

Durante uma entrevista com a Vogue, no comecinho deste ano, Hillary Clinton foi perguntada se os EUA estão prontos para uma mulher na presidência. Esta foi uma questão suave, preparada para dar-lhe a oportunidade de inferir que qualquer um que não votasse nela deve estar nutrindo atitudes e crenças sexistas ultrapassadas, e é exatamente isso que ela fez.

Fazendo isso, ela inadvertidamente deu ao público uma dica de como ela, sua campanha e as respostas de seus contribuidores a seus mais recentes escândalos deixam claro: a resposta é não.

Permitir a qualquer um que esteja acima de críticas manejar esse montante de autoridade é extremamente perigoso. Isto deixa o país incapaz de demandar qualquer grau de integridade e responsabilidade de nossa liderança ... que seja improvável, talvez mesmo incapaz de verificar esse poder com a decisão de removê-la de sua posição acaso ela abuse de tal. Nós já temos um problema sério o bastante com isso simplesmente em razão da lealdade partidária. Não podemos nos dar ao luxo de piorar. Se ser uma mulher significa estar acima de críticas, então não estamos prontos para uma mulher deter um ofício com comando e influência associado à Presidência dos Estados Unidos. Nós jamais estaremos prontos para uma mulher na Casa Branca enquanto a cartada vaginal ainda for tratada como um passe livre de culpas.

FootNotes:
  • NT1: No original, shadowban, uma forma de banimento em que a pessoa ainda tem sua conta ativa e funcional na rede social, porém suas postagens não ficam visíveis ou destacadas para seus seguidores.
  • NT2: resumindo muito, mas muito mesmo (isso merecerá uma pesquisa!): uma acusação de estupro coletivo contra uma república de estudantes nos EUA ganhou as páginas da revista Rolling Stone; isto obrigou a dita fraternidade a fechar. Depois, descobriram-se muitos furos e desencontros no caso, o que fez a revista retratar-se. "Jackie" é o nome da garota. O nome da reportagem é "A rape on campus".
META
Título Original Hillary Clinton’s exposure reveals a disturbing inequality between the sexes
Autor Hannah Wallen
Link Original http://honeybadgerbrigade.com/2016/11/05/hillarys-campaign-shows-its-not-time-to-put-a-woman-in-the-white-house/
Link Arquivado http://archive.is/kS5sH

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