sábado, 29 de outubro de 2016

"Da Masculinidade" por JT

Da Masculinidade


Michael Kimmel tem razão - masculinidades são tóxicas.

Alguns meses atrás, encontrei uma dessas masculinidades. Uma dupla de meninos adolescentes estava conferindo certas garotas. Isto era cultura do estupro.

Nas duas últimas semanas, a Presidente Drew Gilpin-Faust informou os estudantes de Harvard que em resposta a outra dessas masculinidades tóxicas, ela penalizaria membros de sororidades e fraternidades de mesmo sexo em um esforço para destruir tais organizações.

Ontem mesmo eu soube de uma terceira forma dessas masculinidades tóxicas. Era o caso de um veterano desabrigado - sujo, bêbado, malcheiroso, lamentando aos transeuntes e pedindo esmola: novamente, cultura do estupro (essa de verdade).

Masculinidades são tóxicas. Elas são tão tóxicas como vidro quebrados: seus cacos dilaceram.

Nos nossos dias, Centros Femininos, privados de problemas e tendo que criar mais eles mesmos, estão desconstruindo a masculinidade em masculinidades. Porém, nenhum deles sequer define "masculinidades". Eles nem mesmo definem masculinidade, a propósito. Eles desconstroem o que não definiram em subconjuntos que não definiram - a mentalidade feminista é uma ferramenta algébrica assombrosa.

Não existem masculinidades.

Existe a masculinidade, e podemos apenas descrevê-la, não defini-la. Ela é transparente - um ideal esquivo. Eu a vejo em minha mente. Sua face - negra, branca, asiática, todas de uma vez - é bonita. Seu corpo move-se com a graça de um Nureyev ou um Michael Jordan ou um carvoeiro. Sua mente foca com a força de um Newton ou de um pedreiro de construção civil. Seu peito se eleva com o músculo de um bodybuilder, vibra com a ressonância de um Pavarotti, e sussurra com o riso entre prantos de um Robin Williams. Ela revela a perfídia de um Darth Vader através da sabedoria de Luke Skywalker.

Homens conhecem masculinidade - como homens. Eu a amon tanto que meu desejo em emulá-la beira o sensual - e isso é divertido. O desejo por algo e o desejo de ser algo estão próximos. Eu não temo quando os desejos se cruzam.

Eu compito contra as facetas da "uma" masculinidade; e sempre perco. Porém, a perda me faz competir novamente: dar mais duro na academia, cuidar mais do meu corpo comendo corretamente, estudar mais, trabalhar mais, dormir mais, rir, cantar, dançar, brincar com meus filhos e fazer amor com minha esposa.

Porém, quando aquela "uma" é desconstruída, ela não mais se revela como faceta do "bem", mas como cacos despedaçados; e então eu me encontro competindo não com a masculinidade, mas na urgência de desviar dos cacos, com meus companheiros homens.

Reis e rainhas, ambos, construíram o código de cavalheirismo a fim de conseguir homens - geralmente, garotos - para morrer por eles. Depois disso, sociedades usurparam este código - o fizeram sobre mulheres. A construção do cavalheirismo leva inevitavelmente à desconstrução da masculinidade. As facetas desconstruídas da masculinidade tornam-se então armas afiadas - para usar, abusar e portar. Cavalheirismo compele homens a não competir com a forma da masculinidade ideal; em vez disso, os leva a competir entre si. É uma profecia auto-realizável que valida Michael Kimmel. Kimmel está correto mas apenas porque ele vive entre os cacos e, como um cavaleiro estéril ou um fofo unicórnio, empreende-se em correr, a peito nu, para salvar homens da dor que sua própria agência tenta nos infligir.

Como Kimmel e as feministas justificam essa desconstrução? Este é o verdadeiro womansplaining aqui: eles espram que respeitemos masculinidades da forma que respeitamos feminilidades. Feministas estão tão ocupadas feministanalisando pluralidades que se esquecem que homens encontram verdade e conforto na busca por singularidades.

De fato, Raewyn Connell, professora de Kimmel, primeiramente validou a palavra masculinidades. Logo após declarar a existência de masculinidades, ela mudou de sexo - bom pra ela - e então idetificou-se como um caco que machuca mulheres. Ela então descreveu mas nunca realmente definiu, diversas dessas masculinidades baseadas em um caco. Porém, Raewin nunca foi um homem. Ela foi uma mulher trans - eu estou feliz que ela tenha notado que era mulher - e isto implica que ela tinha a estrutura cerebral de uma mulher; ela validou as mesmas velhas pluralidades e estava biologicamente limitada para visualizar a beleza de uma singular masculinidade - entendo. Kimmel não. Mesmo se, de alguma torre de marfim, pudéssemos validar um plural, isto ajudaria nossos filhos a serem homens? Não, isto apenas montaria o CV de Kimmel: quanto mais masculinidades, mais artigos - sim, nós conhecemos esse jogo.

Mas vamos conferir algumas feminilidades que são valorizadas pelas feministas - pela diversão da coisa.

Ano passado, feministas aclamaram a música de Meghan Trainor "All about that bass" como um novo hino. A letra era uma cruzada pelo feminismo contemporâneo. Esta cantora não estava recuperando Jerusalém - seu soldado é ambicioso - ela estava "trazendo o bundão de volta". Sir Gawain e o Cavaleiro Verde, inebriados por esse banzé, deporiam suas espadas e escudos e genuflectiriam diante do altar de tamanha inspiração divina

Gloria Steinem protestou do altar para informar às mulheres que mulhgeres precisam de homens como peixes precisam de bicicletas. Em contrapartida, homens precisam de mulheres da mesma forma que Beethoven precisava de audição - ele não precisava. Newton inventou o Cálculo, Michelangelo esculpiu Davi, Dostoevsky escreveu "Os Irmãos Karamazov", caminhoneiros dirigem seus carros, e a América colocou homens na lua e os trouxe de volta em segurança - sem mulheres. Gloria Steinem ainda é um peixe. Sua protégé, Andrea Dworkin, aquela capciosa admiradora de homens, ainda é uma baleia. Gloria nada num submundo que seria privado de arte e ciência se não fossem os homens, enquanto ela informa às suas irmãs que há um lugar no inferno para elas se não votarem como ela demanda. (Na realidade, teria sido Madeleine Albright que disse isso - é uma droga eu não lembrar qual disse. Você sabe como é: uma vez que estas feministas começam a ficar velhas elas soam perversamente parecidas.)

Temos também o feminismo da Beyoncé, que, no mesmo lançamento, canta "Se ele me foder gostoso, eu levo aquela bunda até o Red Lobster". Depois ela pega um bastão nomeado "Hot Sauce" para esmagar janelas de carros porque aquela bunda a traiu. Se essa mulher parasse de inventar desculpas para sua irmã por violência doméstica ela poderia ser capaz de fazer as pazes com sua bunda. Eu aprecio o espírito de suas músicas, mas suas contradições informam minha compaixão por meus irmãos negros que estão sofrendo da arrogância de sua desinformação.

Então temos o feminismo do Time Nacional Feminino de Futebol. Elas alegam que geram tanto dinheiro quanto o futebol masculino. O time é inspirador e merecedor de honrarias - o presidente Obama as chamou de fodonas, mas elas não renderam o mesmo dinheiro. Seus argumentos são enganosos, se não hilários.

Se feministas preferem o plural para a feminilidade, quem sou eu para argumentar? - mas masculinidade só há uma.

A forma da masculinidade não machuca ou danifica homens e meninos. Homens veem a uma - nós percebemos com o olho da mente com ambos virtudes e vícios. Bem no outro dia eu peguei meu filho de doze anos para ver um novo filme de super-herói. Ao contrário de Michael Kimmel, meu filme sabe que o filme é tolo - mas meu filho é inteligente. Quando meu filho imagina ter superpoderes, ele sabe que está brincando. Eu não lhe dou sermão sobre sua imaginação desrespeitar mulheres. Eu o guio a respeitar a forma ideal de masculinidade, revelada pelos super-heróis: Newton, Beethoven, Michelangelo e Dostoevsky e os homens que coletam o lixo de nossas casas. Só porque feministas têm peixes e baleias para admirar, não significa que vou me esquivar de admirar as realizações masculinas que construíram a civilização. As realizações positivas da masculinidade empoderam meu filho; as suas negativas lhe afastam do caminho obscuro; e ele deve vê-las ambas como uma só. Nós não desconstruímos homens; nós respeitamos a masculinidade e seu contínjuo fluxo em si mesma entre luz e sombra. O respeito de um homem pelas mulheres deve vir de seu respeito pela masculinidade, não deve precedê-la nem substituí-la. Eu ensino a meu filho a que forma singular da masculinidade é boa, e ele deve aspirá-la e competir contra ela, mas nunca desconstruí-la ou desrespeitar seus companheiros homens.

Somente quando ela é desconstruída as masculinidades tornam-se tóxicas. Se Michael Kimmel quer desconstruí-la e ver um super-herói como tóxico, podemos apenas rir dele. A palavra da rua é que ele agora está convocando uma Guerra Santa: uma cruzada pela ala da Barbie no Toys R Us. na sua batalha sagrada, eu ponho minha aposta na Lady Barbie das Pernas Compridas.

De fato, mais palavras das ruas dizem que os Centros Femininos do país estão agora em conluio para erradicar as masculinidades tóxicas. Eles estão reiniciando um filme clássico. A liderança feminina (eles estão considerando Gilpin-Faust para o papel), enfrentando a carnificina da guerra do país contra os homens - uma carnificina que deixa as mulheres na rua, sujas, bêbadas, malcheirosas, lamentando aos transeuntes e pedindo esmola (esta sim é ficção) - reeditará a famosa frase aterradora modificada para a agenda feminista: "Mas Luke, querida, eu sou sua mãe".

- and Ghostbusters -

Eu também ensinarei meu filho e minha filha que homens e mulheres são fortes, bons, espertos e belos e que o feminismo é um movimento tóxico desde as entranhas. Feministas, preocupadas em serem fodonas, estão se tornando histéricas. (Já notaram que feministas são obcecadas em mulheres fodonas, que levam aquelas bundas ao Red Lobster, trazendo o bundão de volta e sendo atletas fodonas? Qual é a das feministas com o reto?) Em face da guerra sem inimigo definido, armadas até os dentes, elas estão abarrotadas na neurose.

Homens devem continuar a ignorar a palavra "masculinidades": ela é artificial e ridícula. Existe uma masculinidade, e recuperar o coro da Nona Sinfonia é sua satisfação: "E todos os homens se tornarão irmãos debaixo de suas gentis asas". Homens gays e héteros devem continuar a forjar a fraternidade final em respeito à masculinidade. Devemos focar nas suas facetas e nunca nos atrever a defini-la, mas admirar sua singular concepção; não temê-la - aspirá-la a tornarem-se nela e aceitar quando falharem; encorajar os outros homens a escalar novamente; tornar nosso ouvido a uma voz para homens e uma surdez para o feminismo.

Não somos Beethoven; mas, a exemplo de Beethoven, somos homens.
META
Título Original On Masculinity
Autor JT
Link Original http://www.avoiceformen.com/men/on-masculinity/
Link Arquivado https://archive.today/PByR6

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