domingo, 6 de novembro de 2016

"Não, Game of Thrones Não É Um Triunfo Para Feministas" por ToySoldier

Não, Game of Thrones Não É Um Triunfo Para Feministas

No ano passado, feministas perderam a cabeça com Game of Thrones. Elas declararam o espetáculo como "sexista" porque algumas vezes mulheres eram vítimas de coisas ruins, particularmente estupro. Esqueça que a história é essencialmente uma versão fantástica da Guerra das Rosas entre os Lancaster e os York. Esqueça que ela está ambientada num mundo medieval e portanto mantém as regras e normas sociais que se aplicavam na Europa medieval. Não, feministas esperam que as coisas sejam bem diferentes porque elas querem "se sentir empoderadas".

É claro, feministas ignoram totalmente as montanhas de violência e crueldade cometidas contra homens no espetáculo, incluindo o primeiro episódio em que um garotinho é empurrado de uma janela e fica paraplégico. Feministas não ficaram nem um pouco ultrajadas pelo assassinato de dezenas de crianças que tiveram o azar de serem bastardos de Robert Baratheon. Elas não se preocuparam com a criação de Jon Snow. Elas pareciam regozijar-se na tortura e mutilação de Theon Greyjoy.

A sexta temporada, porém, apresentou uma mudança no tom do espetáculo. Esta temporada passada mostrou mulheres ascendendo ao poder. Tuido bem, não foram as ascensões mais elegantes, igualitárias. Apenas uma das mulheres agiu com honra ou valor. Todos os outros agiram por vingança ou direito adquirido, ou aquilo que as feministas chamam de "empoderamento". Por causa do foco nessas mulheres, agora as feministas apoiam o espetáculo. Elas também agora declaram-no uma "fábula secreta feminista":
Sexta temporada de Game of Thrones tem tido mais frenesi entre feministas que o apoio à corrida eleitoral de Hillary Clinton. Certamente, mulheres de Game of Thrones são feralmente bonitas (com dentes suspeitamente muito bons para tempos pseudo-medievais) e frequentemente estão peladas, mas me acompanhe. Na série, houve uma relativa escassez de prostitutas decorativas, uma série de momentos edificantes e personagens femininos mais fortes e diferenciadas do que você poderia brandir uma espada de aço valiriano. George RR Martin há muito declarou-se feminista: eis aqui seis razões pelas quais a última temporada da adaptação de seus livros pela HBO faz jus a esta declaração.


A série sempre teve personagens femininas fortes, matizadas. Isto estava óbvio desde o primeiro episódio. Parece, porém, que as feministas não repararam nisso porque estavam focadas demais nas putas de Tyrion Lannister. Sim, tem um monte de mulher em carne nua nas primeiras temporadas. Também tem um montante gratuito de violência, a maioria contra homens e garotos. Ainda assim apenas uma coisa aborreceu as feministas. As numerosas brutalizações e assassinatos de garotos empalideceram-se em comparação com a visão de Theon tendo sexo com uma prostituta nua.

Ceri Radford, bem como muitas feministas, parece esquecer que enquanto estas cenas aconteciam nós víamos personagens como Cersei, Margaery e Olenna fazendo esquemas e tramas numa estrutura social que geralmente as manteve fora do poder direto. Acusar os escritores do espetáculo de sexismo contra mulheres seria semelhante a acusar a NBA de ser racista contra os negros.

Radford tenta recapitular as reclamações feministas sobre GoT ser um lixo completo em razão da misoginia alegando que ele é de fato uma obra feminista. Você pode prever que seus argumentos serão fracos quando ela começa com um dos "testes" feministas mais falhos disponíveis:


Você quer dizer o rígido teste no qual filmes como Homens de Preto falham enquanto filmes como Transformers e séries de TV como Sex in the City passam?

Vamos ler a defesa por Radford de seu inútil "teste":
O teste definitivo para sexismo em tela pergunta se há pelo menos duas mulheres que conversam uma com a outra sobre alguma coisa que não seja homem. Hum, fácil. Uma das melhores cenas de GoT até aqui está no sétimo episódipo da temporada, onde Cersei Lannister (Lena Headey) instiga Olenna Tyrell (Diana Rigg) a se unirem contra os assustadores fundamentalistas que parecem terem sido marcados com biscoitos Wagon Wheel, e Olenna olhou nela e perguntou se ela era a pior pessoa que já havia encontrado.

Você tem um trabalho a fazer: encontrar uma cena onde Olenna e Cersei falam uma com a outra, e ainda assim você escolhe uma cena que tecnicamente falha no teste porque elas estão falando de um homem, o High Sparrow, ao longo de toda a discussão. Você tem quatro temporadas valiosas de conversações para escolher e ainda pega essa?
Em qualquer drama normal, um desses personagens seria um grande favor: Cersei, malevolente, magnética e estranhamente simpática; e Olenna, robusta e hilária.

É curioso que Radford, assim como muitas outras feministas, ache Cersei simpática. Eu notei isso anteriormente nos comentários após o espetáculo. Eu suspeito que seja assim porque Cersei é a personagem mais feminista do espetáculo e da série. Suas motivações são desejo por poder, derrubar (overturning) o sistema para que ela possa ascender, declarando o sistema "errado" porque ela é quem deveria mandar, e um enorme senso de direito adquirido para posições de poder que ela jamais mereceu.

O fato de Cersei fazer sexo com seu irmão, ordenar a morte de crianças, brutalmente assassinar qualquer um que atravesse seu caminho, e causou a morte de um de seus filhos - isso não importa. Tudo que importa é que ela fez o seu caminho.

Feminista pra caramba.

2 - Mulheres são guerreiras, e não meras princesas esperando ser salvas

O cavaleiro em armadura brilhante da temporada seis é sem dúvida Brienne de Tarth (Gwendoline Christie), cuja entrada com brandir de espada para resgatar Sansa (Sophie Turner) na abertura é o fio-condutor do feminismo de GoT. Mais interessantemente, ela não se encaixa bem na fantasia usual de uma bela esguia mal-colocada em uma roupa de couro (pense em Xena a Princesa Guerreira, Tomb Raider e, admitamos, Daenerys).

A maioria das mulheres no espetáculo está esperando para ser salva. Um punhado de mulheres age diferente, e mesmo assim isto deve-se primariamente pela natureza das circunstâncias. É digno de nota que a mesma coisa aplique-se aos personagens masculinos. Tommen é um bom exemplo de um personagem inútil e fraco. Isto é primariamente devido a ele ser o mais jovem e portanto inútil no grande esquema do reino.

A questão não é se há mulheres guerreiras. A questão é se tais personagens são interessantes. Brienne é interessante por causa de como ela lida com sua situação. Ela é montada como homem, então a maioria dos homens não quer muita coisa com ela. Ela se apaixona por um homem que gosta de outros homens e depois por um homem desprezado pela maioria dos outros homens. Ela presta sua lealdade a uma mulher que foi assassinada, e ainda cumpre seu dever, ao ponto de pôr em perigo o homem que agora ama.

Este é um personagem interessante. O fato de ela manejar uma espada e vestir armadura não tem importância.

Claro, isso não seria um artigo feminista se não tivesse uma imediata contradição de um ponto anterior. Vós vimos Radford argumentando que mulheres podem ser guerreiras. Agora ela argumenta:

3 - Mas elas não precisam agir como homens para serem poderosas

Um dos debates do feminismo contemporâneo é até que extensão se espera que mulheres macaqueiem homens - superando o golfe, zombando o PowerPoint do rival - para seguir em frente. Enquanto personagens como Brienne e Arya agem num estilo convencionalmente masculino e até a Daenerys das madeixas prateadas tenha uma contumaz inclinação por crucifixão, esta não não é a única forma de se manipular o poder. Catelyn Stark incorporou uma contundência mais tradicionalmente feminina na primeira temporada, e desta vez, ninguém se aproxima de Margaery, uma personagem com a astúcia de um mercenário e o sorriso da Princesa Diana. Ela usa toda ferramenta disponível para despistar o High Sparrow, incluindo uma greve de sexo. "Poder é poder", como Cersei tão memoravelmente disse uma vez a Lord Baelish (Aidan Gillen). No universo amoral de GoT, poder é qualquer coisa que funcione, e não tem automaticamente um gênero.

Novamente, você tem um trabalho: pegar uma cena em que uma mulher usou força não-física para provar que tem poder, e você pega uma cena em que Cersei usa guardas armados para ameaçar fisicamente Littlefinger.

Quanto ao ponto que ela faz, isto é o que a maioria dos homens faz ao longo de toda a série. Tywin, Tyrion, Littlefinger, Varys, e até Ramsay Bolton, todos eles usam conversas e manipulação para demonstrar seu poder. Ignorar isso e fingir que é algo único de mulheres é risível.

O que piora o ponto de Radford é que este exato comportamento é historicamente método mais comum que mulheres usavam (e ainda usam) para manobrar o poder. Então, isso não é muito feminista.

4 - Ela confronta a feiúra da violência sexual

Um dos momentos mais fascinantes da série é quando Sansa conta a Lord Baelish, o pior planejador de casamentos do mundo, que tinha gostado de ser violentada pelo Sádico-Mor Ramsay Bolton (Iwan Rheon). Não é esperado que damas falem tais coisas; mas ela ainda sentia a dor, "não em meu tenro coração, eu posso ainda sentir o que ele fez em meu corpo, firme aqui e agora".

Uma cena que tangencia o tópico não é "confrontar a feiúra da violência sexual". Nada acontece como resultado dessa cena. baelish não é punido, Sansa não o evita, e Ramsay não encara seu castigo até um tempo depois.
A transição de Sansa de peão a potência, capaz de articular e desafiar os duplos padrões sexuais de seu tempo, é um percurso bastante agradável. De uma maneira sombria, reconhecidamente, dado que isto é GoT, então em vez de seguir em frente com alguma terapia e uma caminhada de feriado em Lake District, ela teve seu atormentador comido vivo pelos seus próprios cães salivantes.

Sansa é uma potência da mesma forma que Bran Stark é um velocista. Ela ainda é uma princesinha inútil esperando que qualquer outra pessoa a salve. A única diferença é que agora ela nota quão estúpida e inútil isso a torna. Ainda assim ela faz quase nada para resolver situações. A exceção é durante a batalha para retomar Winterfell. Claro, ela falha em dizer a Jon Snow que tem o exército de Littlefinger à sua disposição. Em vez disso, ela deixa que seu "irmão" vá numa batalha sem esperanças na qual ele quase morre (de novo), só para atacar no último momento com as forças de Baelish. Ela teria ajudado se tivesse falado do exército para Jon desde o início.
Ao longo de Essos, Daenerys (Emilia Clarke) obteve a vingança definitiva após sofrer as ameaças de estupro dos khals de Dothraki: incendiando o posto deles e emergindo nua e vitoriosa das chamas. Não é uma opção disponível para a maioria das mulheres passando por um lugara de construção, mas gratificante não obstante.

Em um espetáculo onde a morte masculina é tratada com satisfação casual, apenas feministas precisariam que os homens fossem potenciais estupradores a fim de a cena verdadeiramente satisfazê-las.
5 - E isso nos dá a cena entre Daenerys Targareon e Yara Greyjoy

Você quer dizer a cena em que duas mulheres que aniquilaram em seu caminho para o poder e não têm o menor interesse na vida de mais ninguém falando como elas vão devastar um continente, aniquilando dezenas de milhares de homens e meninos, para tomar o Trono de Ferro? Aquela cena "empoderadora"?
Como não saltar do sofá com uma leve satisfação ao ver a louca dura nascida-do-ferro Yara (Gemma Whelan) conquistando a imperiosa Daenerys, fazendo uma causa comum enquanto filhas de homens terríveis em um mundo onde a maioria das pessoas não quer mulheres no comando.

Mais uma vez, estas não são as melhores mulheres para se escolher. Yara invade e estupra em seu caminho pelas vilas costeiras. Ela tem tão pouca preocupação pelo tormento que seu irmão Theon sofreu que ela o leva em um bordel, zomba dele por não mais ter um pênis, e então lhe diz para matar a si mesmo se não consegue superar os anos de tortura que sofreu.

Daenerys é muito pior. Ela tem compaixão por escravos primariamente via projeção. Ela não tem compaixão por mais nada ou ninguém, nenhum entendimento de como conquistar pessoas, nenhuma preocupação com se os senhores de escravos são gentis ou cruéis com seus escravos, e nenhuma preocupação com o bem-estar do povo livre vivendo nas cidades que conquista.

Dani conquistaria a cidade, libertaria os escravos, atacaria seus antigos senhores, e iria embora. É só em Meereen que isto muda, e somente porque os mestres destruíram todos os seus navios, impedindo que Dani fosse até Westeros. E ainda assim, o que ela faz enquanto está em Meereen? Ela tenta estabilizar a cidade? Sim, mas apenas para impedir os mestres de matá-la. Afora isso, sua intenção é ir embora.

Daenerys revira uma sociedade inteira sem nenhuma intenção de consertá-la. Seu único objetivo é conquistar Westeros e tomar o Trono de Ferro. Então quando ela consegue os navios para partir, ela os pinta com emblemas de dragões e zarpa, deixando seu brinquedinho no comando.

Nenhuma dessas mulheres são do tipo que você iria querer no poder.
Mas por todo o fator de se sentir bem, a sala do Trono de Ferro ainda tem um teto de vidro Vamos parar um momento aqui para lembrar o que Yara estava fazendo em uma distante Meereen em primeiro lugar. Se você fosse uma nascida-do-ferro, você obviamente a teria apoiado como rainha. Ela é testada na batalha, leal o suficiente para ficar com o pobre Theon (Alfie Allen, não é totalmente psicopata, em resumo tudo que um grosseiro amante de algas esperaria. Mas quando veio o tempo, junto a um jactante Euron Greyjoy (Pilou Asbæk), e uma piada de pênis, ele foi pronunciado rei.

Isto é provavelmente porque Euron os convenceu que poderiam conquistar Daenerys e trazê-la e a seus dragões para Westeros, conquistar a terra, e ele sentaria no Trono de Ferro. Ele plaanejava cortejar Dani trazendo-lhe seus navios. Yara rouba seu plano e ela mesma apresenta a Dani, até mesmo sugerindo que ela seja o "marido" de Dani.
Numa via similar, Sansa teve outro momento de sermão feminista quando ela censurou Jon Snow (Kit Harington) por não érguntar sua opinião sobre como derrotar Ramsay Bolton, ainda que ela fosse a única que soubesse qualquer coisa sobre a mente doentia do mais petulante psicopata da TV.

Que importante informação ela deu a Jon? Esta não é uma pergunta retórica. Olhe para a cena e tente achar qualquer coisa que ela tenha dito a Jon que ele já não soubesse. Mesmo a nota sobre Rickon ser um morto andante era algo que Jon já sabia. Ele apenas não queria aceitar.

Sansa tinha uma peça importante de informação: Peter Baelish tinha um exército a postos e só precisava de sua ordem para levar aqueles homens ao campo de batalha. Não é um "teto de vidro"; é Sansa agindo como seu ego petulante e interesse pessoal.
Em tempos sexistas, até mesmo o mais branco dos Jon Snows, o mais puro dos heróis, era sexista. É um sistema de pensamento que captura os melhores homens - e as melhores mulheres. Apesar do vasto ambiente e os dragões e os zumbis de gelo com olhos laser, isso é um tema que traz os Sete Reinos desconfortavelmente próximos de casa.

Radford, como muitas feministas, continua olvidando que esta é uma história fantástica medieval. A história deve funcionar nos confins de tal ambientação. Neste caso, mulheres geralmente não estavam em posições de poder. Elas não eram tratadas como iguais aos homens. Elas não eram usualmente guerreiros e nem era esperado que elas lutassem afinal. Podemos achar isto sexista o quanto quisermos, porém era assim que as coisas aconteciam na Europa medieval. Se quisermos contar uma história nesse ambiente, devemos nos ater a tais regras.

Se Radford quer algo diferente, ela pode ler um outro livro ou ver um outro espetáculo. Feministas não têm que se engajar em coisas populares se não quiserem. Porém, elas não vão ditar aos escritores que histórias eles podem contar ou como contá-las. Eles também não vão cooptar um espetáculo e alegar que ele é sobre suas políticas de gênero quando o dito espetáculo é sobre tudo menos sobre feminismo.

META
Título Original No, Game of Thrones is not a triumph for feminists
Autor Toy Soldier
Link Original http://toysoldier.wordpress.com/2016/06/28/no-game-of-thrones-is-not-a-triumph-for-feminists/
Link Arquivado https://archive.today/TPgZY

sábado, 5 de novembro de 2016

"Não, feministos não podem ter um diálogo útil com ativistas pelos direitos dos homens e meninos" por ToySoldier

Não, feministos não podem ter um diálogo útil com ativistas pelos direitos dos homens e meninos


Não. Não se pode ter um diálogo aberto se apenas um dos lados fala. Este é o problema fundamental em qualquer diálogo entre feministas e ativistas pelos direitos dos homens. Ambos os lados discordam entre si, mas apenas um lado está disposto a ouvir o que o outro diz. Já o outro requer que suas visões sejam aceitas sem questionamentos. Qualquer dissidência, não importa o quão minúscula ou o quão justificada, é tratada como teimosia, mente fechada e sexismo. Isto é particularmente verdadeiro para muitos feministos. Eles tendem a levar mais a sério os ideais e teorias feministas em comparação às mulheres feministas, muitas vezes por uma necessidade de provar que não estão sendo falsos no seu apoio. O resultado é que eles são muito menos propícios que suas contrapartes femininas a aceitar quaisquer posições não-feministas, em especial qualquer posição pelos direitos dos homens.

Thomson demonstra o problema inerente com o diálogo entre os dois campos no começo de seu artigo:

Como homens podem ajudar?

Olhando para a questão, sua reação visceral pode ser que devemos estar além do ponto em que esta é uma linha válida de investigação. Deixe que eles notem. Deixe que eles sejam aliados. Ou melhor, um quinta-coluna [NT1]. Faça o que pessoas de senso comum já dizem. De toda forma, se um homem quer ser desperto, ele pode fazer o trabalho sujo. Temos internet para isso.

Como alguém pode ter um diálogo aberto se a sua posição é de que ele não tenha que explicar as próprias visões? Como isso funciona? Por que alguém interessado na sua ideologia deveria fazer o "serviço sujo" de se educar sobre as suas visões? Estas são suas visões. Quem melhor para explicá-las que você?

Como de praxe entre feministos, Thomson oferece a típica contenção feminista:
Tende a ser concordado, porém, que a melhor direção na qual homens feministas podem dirigir suas energias é para si mesmos e para outros homens. Eles podem localizar e neutralizar sua própria misoginia, advogar por mudança em seus locais de trabalho, apontar sexismo onde o virem - fazer uma miríade de coisas que mulheres tem que fazer por padrão.

Auto-antipatia não é um bom ponto de se iniciar uma conversação, quanto mais uma conversão. E também não é um bom ponto demandar submissão a esta auto-antipatia. A pessoa já vê como esta atitude impediria qualquer diálogo entre feministos e ativistas pelos direitos dos homens. Aqueles de plano veem homens como inerentemente maligos, enquanto estes não.

Claro, isso piora muito quado lidando com homens. Thomson nota que homens são mais propensos a ouvir outros homens:
E nisto homens têm uma irônica vantagem desfortunada: outris homens são mais propensos a seguir o alerta e exemplo de homens que mulheres, incluindo quando se trata de vulnerabilidade emocional, reformas progressivas do local de trabalho, e por aí vai.

Que horroroso. Deve fazer mais sentido para homens ouvir aqueles que não compartilham de suas experiências do que aqueles que compartilham.

Escavações em homens como esse acima não fomentam diálogo. Apenas colocam pessoas na defensiva. Elas demonstram um vício inerente do falante em direção a qualquer ideia que não conforme sua visão de mundo. Thomson mostra isso em sua resposta a um artigo submetido ao seu website. O artigo continha frases como "lute para acabar com a violência contra as mulheres" e "genuína masculinidade".

Como qualquer pessoa objetiva, Thomson leu o artigo, viu que discordava, e mesmo assim decidiu publicá-lo dado que era um aspecto da posição de algum homem sobre a masculinidade.

Na realidade ele fez o oposto:

Huh, pensei, um ativista pelos direitos dos homens.

Por um momento eu fiquei orgulhoso. Homer foi [um site] projetado para atingir homens assim. A submissão, porém, tinha uma misoginia calculada, endurecida, então polidamente eu a rejeitei.

E adorei a resposta do autor: "Seu ódio e discurso preconceituoso e sexista são repugnantes".

Tive um segundo de arrependimento. Me arrependi de não ter tentado me ocupar dele. Se eu tivesse apenas abordado, o que poderia ter acontecido?

Além de um argumento comprido? Nada.

O fato de a reação imediata de Thompson ter sido rejeitar o artigo, o que a julgar pelo sei tom provavelmente foi feito em um tom sarcástico e nada polido, é que é o problema. Eu não concordo com as visões de Thomson, mesmo assim é importante permitir que ele expresse-as como elas são e então discuti-las. Ao recusar-se a publicar o artigo e então declará-lo sexista, ainda que ninguém além de Thomnpson e do autor saberem o conteúdo do artigo, Thomson cria uma atmosfera de desconfiança.

Por um lado, ele dá mais munição para o viés de confirmação das outras feministas ao implicar que ativistas pelos direitos dos homens aportam alguma "misoginia calculada, endurecida". Por outro lado, ele dá mais munição às suposições dos ativistas dos direitos dos homens de que feministas simplesmente odeiam homens e são incapazes de lidar com críticas. Nenhum diálogo pode surgir desse tipo de disposição mental.

A recente liberação do documentário A Pílula Vermelha causou o desejo por diálogo em Thomson:

A Pílula Vermelha vende a si mesmo como uma incursão intrépida porém imparcial de uma autoproclamada feminista, Cassie Jaye, no mundo do ativismo pelos direitos dos homens, onde homens lutam por trazer atenção às formas que a sociedade desprivilegia homens - mais que as mulheres, de acordo com o que eles dizem.

O apelo é que talvez - talvez - exista alguma base comum aqui, ou apenas desentendimentos que poderiam ser resolvidos, se apenas ouvíssemos um ao outro.

Apesar de protestos contra as filmagens terem encontrtado oposição de algumas feministas, a idea que o diálogo que o filme habilita é útil é difícil de ser defendida.

Thompson nunca justifica esta alegação, e novamente, alegações como essa interrompem qualquer diálogo logo de cara. Novamente é uma admissão que Thomson não está disposto a desafiar suas próprias visões sobre sociedade e questões dos homens. É irônico porque é precisamente a mesma situação que a diretora do filme, Cassie Jaye, se encontrou. Enquanto ela entrevistava ativistas pelos direitos dos homens, ela dobrava a aposta em suas posições feministas. Críticas às posições profundamente enraizadas de uma pessoa podem ter esse efeito. Isto não quer dizer, porém, que elas não devam ser desafiadas.

Igualmente, não quer dizer que as visões de alguém são as únicas que devem ser consideradas. Thomson rejeita completamente a visão que David Williams, fundador do Men’s Rights Melbourne, apresenta. Williams argumenta que a sociedade abriga uma negatividade injusta contra os homens. Thomson repudia isso sem a menor consideração, afirmando mais sobre o movimento pelos direitos dos homens:
As crenças dos ADH procedem da ideia que a sociedade agora percebe os homens meramente como pessoas que usam, subjugam e abusam das mulheres, e que este é um erro das feministas. ADHs não contam que, entre feministas, novas escolas de pensamento estão selecionando masculinidades e experiências masculinas à taxa de nós.

Não, não estão. Espaços masculinos voltados ao feminismo meramente revendem as mesmas teorias feministas de uma maneira autoproclamada "amigável aos homens". Eles não examinam se a teoria em si é enviesada ou sem valor. Em vez disso, aplicam-na aos problemas dos homens sem examinar a natureza dos problemas em seusn próprios méritos. Como Thomson demonstra:
É aí que entra um site como Homer. Ele pode ser capaz de chegar aos homens de formas que mulheres geralmente não podem (ou não deveriam ter que). Para isso funcionar, ele requer que tais homens devotados a "genuínas" masculinidades encontrem um lugar na conversação, implicando que precisamos evitar tanto a alienação deles quanto a validação das suas crenças retrógradas.

Quem decide que crenças são "retrógradas"? Quem decide que masculinidade é "genuína"? Como ter uma conversação genuína com alguém quando sua atitude em direção a outrem é esta:
Mesmo homens feministas, porém, deveriam ir apenas até este ponto. ADH fazem alegações que respeitam mulheres, que eles apenas desejam um lugar para homens e meninos em discursos de gênero. Eles têm a responsabilidade de provar isso - mostrar solidariedade quando feministas advogam (como é comum) pela melhoria do bem-estar de homens e meninos. Muito frequentemente o discurso não passa de mero abuso.

Antes que ativistas pelos direitos dos homens virem a esquina para disprovar o espantalho acima, talvez Thomson e outros feministas devam primeiramente provar que feministas engajam-se em qualquer ativismo que realmente melhore o bem-estar de homens e meninos. Corriqueiramente o discurso das feministas não passa de mero abuso, indo de noções a "ensine os homens a não estuprar" até enfiar a ideia que homens vítimas de estupro beneficiam-se e causam seu próprio abuso via "cultura do estupro".

O documentário de Jaye é um exemplo perfeito de como feministas reagem a qualquer discussão sobre questões dos homens. Ao longo d processo de filmagem, feministas opuseram-se ao esforços de Jaye. No filme, ela mostra feministas menosprezando a violência doméstica contra homens. Isto acontece de impulso. Jaye não induz ninguém a dizer coisas ou atacar esforços para ajudar homens atacados. Feministas fazem isso por si só.

São estas as pessoas com quem os ativistas dos direitos dos homens devem ter um diálogo aberto? Pessoas que os veem como estupradores, racistas, homofóbicos, misóginos que mentem sobre os problemas dos homens? Por que qualquer ativista dos direitos dos homens iria querer falar com feministas se esta é a atitude que eles terão que enfrentar?

Da mesma forma, por que eles iriam trabalhar com feministas quando este é o objetivo feminista desejado:
Mesmo assim muitas das objeções que os homens têm sobre seu papel na sociedade são abordadas mediante feminismo. Homens como um grupo podem perder poder enquanto mulheres ganham igualdade, mas também ganhamos liberdade - e há poder nisso também.

Se o objetivo do feminismo é desempoderar homens e ativistas dos direitos dos homens acreditam que homens já estão desempoderados, por que ativistas dos direitos dos homens seguiriam esse plano dado que ele apenas os desempoderaria ainda mais, em sua visão?

Isto é o que acontece quando uma pessoa não está realmente interessada em um diálogo e apenas quer que os outros calem-se e ouçam-no falar. Thomson admite isso em sua conclusão.
Quando se trata de abrir uma conversa difícil, porém, alguém sempre tem que começar. Eu estou tentando - e gostaria de convidar homens que se identificam como feministas - e ADHs também - a juntar-se, respeitosamente.

Não, Thomson não está tentando, nem quer que ativistas dos direitos dos homens juntem-se, respeitosamente ou não. O que ele quer é completa concordância, e se ele não puder ter isso, então ele vai querer absolutamente nenhuma crítica ao feminismo. O que Thomson quer em seu site é o que já ocorre em espaços masculinos inclinados ao feminismo: silenciamento de objeções.

Claro, isso acaba silenciando a maioria dos homens não-feministas, que são ironicamente os homens que feministas alegam querer alcançar. Isto também bloqueia qualquer análise crítica sobre as visões feministas sendo vendidas em tais espaços. Nas raras circunstâncias em que as críticas não sejam eliminadas ou severamente moderadas, geralmente elas são silenciadas pelo travamento de comentários ou pelo emprego de numerosos alertas a fim de impedir qualquer um de fuçar furos demais em um modelo já frágil.

Nenhum "diálogo" pode acontecer em tais espaços. Em vez disso, o melhor que se tem são clichês e um monte de elogios mútuos entre feministas. Um diálogo verdadeiramente aberto significaria permitir os artigos "misóginos" e discutir as opiniões presentes neles. Como um grupo, homens podem decidir os méritos de tais ideias, se são válidas ou se são preconceituosas, e se eles abordam os assuntos dos homens coletivamente ou se não passa de outra venda ideológica.

Isto não pode acontecer, porém, quando se começa da posição que o feminismo está correto e o ativismo pelos direitos dos homens está errado "porque sim".


FootNotes
  • NT1: Quinta-coluna: no artigo original, turncoat, que pode ser traduzido por 'vira-casaca, renegado, infiltrado, traidor'.
META
Título Original No, feminist men can’t have a useful dialogue with men’s rights activists
Autor ToySoldier
Link Original https://toysoldier.wordpress.com/2016/11/02/no-feminist-men-cant-have-a-useful-dialogue-with-mens-rights-activists/
Link Arquivado http://archive.today/RXJdq

"Feministas Não Entendem de Bolo" por Hannah Wallen

Feministas Não Entendem de Bolo



A maioria das pessoas conhece o ditado "Não é possível ter um bolo e também comê-lo". Este ditado é uma forma de expressas que quando uma escolha possível torna uma condição impossível, não se pode esperar fazer tal escolha ao mesmo tempo que se retém a dita condição. Se você comer o bolo, ele some. Você não pode portanto ainda ter o bolo também.

O que isso tem a ver com o feminismo?

Quando ativistas pelos direitos dos homens advogam por reformas legais, feministas tentam contra-atacar culpando o "Patriarcado" pelas leis más e alegando que tais reformas deveriam originar-se do movimento feminista. Os obstáculos que os homens encaram, nos é dito, são todos em razão dos papéis de gênero, e feministas estão lutando para eliminá-los, então deveríamos parar nosso próprio ativismo e permitir que nosso movimento seja absorvido para o delas.

A resposta a isso é negativa, e a razão é o histórico acadêmico e de influência do feminismo. Como nossa razão para rejeitar o movimento, antifeministas e ativistas dos direitos dos homens e meninos têm ambos citado pesquisas feministas deliberadamente viciadas, o movimento de lobby que as usa, e as leis e políticas discriminatórias anti-homem que elas estão acostumadas a promover.

A história do feminismo é uma de 'generizar' falsamente questões de direitos humanos. Elas então advogam como se somente a experiência das mulheres sobre tais assuntos fosse importante, e somente mulheres merecessem alívio das condições que causaram tais questões, enquanto somente homens devem carregar a culpabilidade por elas. Este tem sido o raciocínio que feministas usam para advogar "reformas" que criam benefícios para seu movimento e para algumas mulheres às expensas de obrigação e sacrifícios masculinos e de homens de família.

A teoria feminista da cultura do estupro é baseada no trabalho de mulheres como Susan Brownmiller, que em 1987 juntou-se a diversos de seus comparsas num movimento para mentir ao Congresso americano sobre a abrangência, prevalência e demografia de gênero da violência doméstica como parte de um esforço de décadas rumo a uma lei discriminatória de violência familiar. Contribuindo para este esforço estava Gloria Steinem, um ícone do movimento, cuja promoção do método de pesquisas fraudulento de Mary P. Koss (via publicação) pavimentou o caminho para que se tornasse a agenda padrão na pesquisa de violência sexual. Ms. Magazine patrocinou uma pesquisa usando o método de Koss e publicou os resultados em 1987. Os resultados das pesquisas publicadas por Koss figuraram proeminentemente em esforços para substituir o Family Violence Services and Protection Act de 1984 (o qual era neutro quanto ao gênero) com uma nova versão discriminatória: o Violence Against Women Act, assinado em 1994. Essa nova lei levou a terríveis abusos e estragos tanto nas Cortes Criminais quanto nas de Família.

Quando confrontadas com esta e outras críticas da influência legal anti-homem da segunda onda, feministas modernas fazem sempre o mesmo argumento: "Estas não são feministas de verdade!". Ignorando o fato que as críticas estão falando sobre as mães da teoria que elas referenciam quando nos falam por que creem que as questões dos homens e meninos são na realidade questões feministas, elas apontam para a definição de feminismo no dicionário como o Único e Verdadeiro Feminismo e insistem que aqueles excessos ao feminismo moderno devem ser as feministas radicais, portanto não são representativas. Isto, elas parecem crer, isenta o feminismo da responsabilidade de sua história de influência totalmente anti-homem no sistema legal.

Só tem um problema com isso.

As suffragettes não eram nada melhores que a segunda onda.

Para começo de conversa, a história do sufrágio ocidental não foi dividida tão fortemente dividida o quanto as pessoas aprendem na escola. Quando as suffragettes do Reino Unido começaram a agitar, apenas um quarto dos homens no Reino Unido podia votar, e este número só foi alcançado após décadas de esforços reformistas. Durante muito desse tempo, padrões econômicos tais como detenção de propriedades, nível de renda auferida, e taxas de votação foram usadas para limitar o ato de votar aos membros mais abastados da sociedade ... e apesar de poucas delas atingirem tais padrões, mulheres não foram originalmente impedidas de votar. Nos EUA, classe e pano-de-fundo étnico eram ambos barreiras que mantiveram muitos homens longe do exercício do direito ao voto.

Alpem disso, essas provocadoras violentas não estavam nessa de igualdade para todos. Elas não advogavam para que mulheres enfrentassem as mesmas responsabilidades dos homens, e de fato tiveram que reassegurar a mulheres que se opunham às suas atividades que o sufrágio feminino não resultaria em mulheres sendo sujeitas ao alistamento para guerra, a exemplo dos homens. Isto, apesar do envolvimento suffragette nas Campanhas da Pluma Branca com o intuito de humilhar homens, meninos e até veteranos para alistarem-se durante o período de guerra. Também entre as suffragettes existia um significativo contingente de racistas, cuja retórica incluía oposição à cidadania para minorias e objeção à possibilidade de homens das minorias poderem ajudar a eleger legisladores cujas decisões afetassem mulheres brancas não votantes.

Dado isto como um exemplo de feminismo, as suffragettes mostravam a mesma combinação embaraçosa de hipocrisia e sexismo que a por vezes negada segunda onda, pelos padrões do argumento do Feminismo Único e Verdadeiro, elas também deveriam ser radfems. Por este padrão, elas não poderiam ser mais representativas do movimento do que Brownmiller, Steinem, e Koss. Claro, isto deixa o feminismo com muito pouca história, especialmente no que se trata de ativismo real. Não existe uma mudança de lei ou política feita a mando de feministas que não foi defendida para as mesmas mulheres que as feministas-de-dicionário excomungariam do movimento; nem as violentas, racistas e ginocêntricas suffragettes nem as sexistas, predatórias (e por vezes racistas) da segunda onda.

Isto deixa as feministas de dicionário, iniciadas no Feminismo Único e Verdadeiro, com uma escolha assaz inaceitável. Eles podem ficar com seu bolo, sua alegação que feminismo é todo ele a defesa pela igualdade, a defesa pela total igualdade, e nada mais que a defesa pela igualdade, mas isto implica que o feminismo é só teoria e retórica, sem impacto no mundo real ... ou elas podem devorar o bolo, e o feminismo pode ter sua história, suas vitórias contaminadas pelas atitudes e preconceitos de suas matriarcas, e sua retórica questionada pelos vícios nas pesquisas sobre as quais ela se baseia, e ser potencialmente contra-atacado por argumentos não-feministas.

Para fazer o primeiro, as discípulas do Feminismo Único e Verdadeiro de dicionário terão que deliberada e desavergonhadamente mentir sobre seu bolo, afirmando a todos que é um fato provado e qualquer um que não acredite apenas não entendeu o feminismo. Ao fazer o último, terão que admitir o óbvio: O bolo é uma mentira, e não é tão fácil descartar críticas das feministas históricas simplesmente negando quem - e o que - eles são.

Não-feministas não são persuadidos por definições de dicionário e negações excessivas da história registrada, e contra-argumentos de parquinho não vão silenciar nossa crítica ao movimento feminista. Ou, como a compilação de Fidelbogen coloca:
META
Título Original Feminists Don't Understand Cake
Autor Hannah Wallen
Link Original http://honeybadgerbrigade.com/2016/09/13/feminists-dont-understand-cake/
Link Arquivado https://archive.today/qJE3g

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

"A Terra Está Movendo-se Para Mim" por Bryan Scandrett

A Terra Está Movendo-se Para Mim [NT1]



Este artigo desenvolveu-se de um comentário que eu quase escrevi para essa peça de Emma Clarke Gratton. Inspirada por preocupações maternas aos seus filhos, ela inconscientemente começa o processo de estrangular uma das grandes. Tolamente agarrando-se nas falésias do preconceito feminista, ela imagina que Paul Elam nada de bom tenha a dizer porque, choque, horror, ora mas como ousa!, ele critica mulheres.

Ela é realmente uma mãe preocupada? Ela realmente ama seus filhos? Ou está simplesmente apavorada pelo pensamento do que ela bem sabe que o ginocentrismo vai fazer contra eles? Ela está temerosa da dor que o suicídio egoísta deles causará nela?

Eu, o sórdido ADHM, estou sendo muito duro com uma mãe? Ou eu sei muito bem como a mente de uma mulher funciona?

Este é o poder bruto e nu da narrativa alternativa, a palavra mágica da história sendo trançada pelos ADHM. Todos agora devem escolher em que lado da história crer.

Opa! Está bem aqui, o chão movediço debaixo de seus pés. Feministas em um processo de sufocar uma das grandes e gordas, no espaço público! Ela quer ferir homens por sua masculinidade mas sabe que vai ferir seus filhos e portanto a si mesma. E mesmo assim, ela não é completamente capaz de lidar com a narrativa humana original de que somos realmente os mesmos. Que somos um. Homens e mulheres são pessoas.

Ainda vomitando as mentiras do feminismo partidário que A Pílula Vermelha foi financiada por ADHMs, quando não foi, e quando os contribuintes via Kickstarter não tenham controle editorial algum que seja. É uma questão de nota histórica que defensores da liberdade de expressão obtiveram esse Kickstarter em cima da linha quando ADHMs tiveram pouco comprometimento com isso.

Ela quer juntar-se em uma discussão ética mas não quer lançar fora as mentiras ginocêntricas a fim de colocar a Ética, e os seus filhos, acima do gênero. Ser vítima é uma posição por demais cômoda que coloca seus sentimentinhos acima de seus filhos.

"Tecnicamente não é censura - o Palace tem todo direito de locar seus cinemas a quem quer que eles desejem, e tomar uma decisão comercial que eles não queiram decepcionar muitos patronos é válido".

A ginástica necessária para ignorar as feministas censuradoras formando brigadas no Palace a fim de forçar a decisão de arrancar, com as mesmas mentiras que Emma usa, é impressionante.

Pontuação: 1%.

Tem mais.

"Eu não concorda com a forma que os grupos de direitos dos homens usam questões sobre a saúde mental masculina como desculpas para sua agenda anti-mulher".

Seguida imediatamente por

"Certamente a saúde mental masculina é uma preocupação imensa neste país. Eu tenho dois filhos jovens, e as estatísticas de suicídio masculino são aterrorizantes: homens têm o triplo de possibilidade de cometer suicídio que mulheres. A taxa de suicídio é a maior dos últimos dez anos, com uma pessoa dando cabo de sua vida a cada três horas. Casos de suicídio matam mais que câncer de mama, câncer de pele e acidentes de carro, todas essas causas que recebem grandes montantes de financiamento e campanhas de conscientização".

Tenha em seu coração, queridinha, que quando o filho de uma mãe comete suicídio, ele não é lamentado por muitos. Isso, se tiver alguém que lamente.

A maior parte das pessoas pode apenas pesar pela dor da mãe, e irá entender a morte de seu filho como um ato de egoísmo.

"Ah, se ele soubesse a dor que ele causaria à mãe, ele não teria sido tão egoísta".

Compaixão para homens é inadmissível em nossa cultura, não importa quão avassaladora o bastante sua dor foi para que ele desse cabo de sua vida, aquela dor não vai contar muito mais que uma unha quebrada de uma mulher.

A ira dos ADHM contra esse sistema desalmado de valores, para não mencionar a determinação ginocêntrica de fazer valer um silenciamento absolutamente fascista sobre o assunto, é aquilo que você se refere como sendo 'anti-mulher'.

Dado que você está protestando o silenciamento do filme, você não está no ponto de negar que o feminismo está silenciando a discussão masculina, está? Afinal, estamos discutindo o silenciamento feminista de um documentário que discute o silenciamento feminista da discussão masculina.

Sim, Emma, estamos irritados com mulheres silenciando a discussão de mortes evitáveis de uns quarenta homens por semana na Austrália. Mais de dois mil por ano.

Um resultado de vinte mil por década. Um perverso moedor de carne sem botãozinho de desligar.

E você quer reclamar que é o machismo australiano que não quer que falemos disso.

Você é estúpida demais para contar o quão estúpida mesmo é esta posição, não é?

Não odiamos estas vadiazinhas estúpidas e coniventes pelo que elas têm entre as pernas, mas porque são estúpidas e coniventes.

Mas quem se importa? Certo? Estes garotos, seus filhos, não são mulheres, são? E tecnicamente não é censura, é?

Ou é só mais uma estúpida conivência?

Sua cachorra.

Agora sente-se direitinho, rosto para frente, pare de resmungar e preste atenção.

Eu não te odeio. Isto não é ódio à mulher.

Eu estou te alertando. Estou te responsabilizando pela sua conduta como adulto responsável, uma mulher forte e independente como aquelas das quais eu supostamente deveria ter medo. Deixe-me te contar quão próxima você está da Pílula Vermelha, te contando sobre a estereotípica face australiana - olhos secos e sem emotividades.

Ele é o homem que você tem aviltado, vituperado por milênios para que servisse a seus propósitos, para que fosse descartável e ao seu dispor, para que colocasse as mulheres e crianças em primeiro lugar em todos os casos.

Mesmo quando isso machuca.

Mesmo quando isso custa-lhe a própria vida.

Você sempre tem exigido que ele permanecesse em pé no convés escorregadio e no prédio em chamas enquanto você ia para um lugar seguro primeiro. Você exige que ele não chore mas dirija-se altiva e orgulhosamente para a morte, como um "homem de verdade", sem uma mísera lágrima pelo seu doloroso destino.

Ele é o homem para quem você deu penas brancas [NT2] nos tempos de guerra. E agora você intima que ele recite o 'juramento da fita branca' de nunca ferir uma mulher. Enquanto você maquina e enttão ignora sua dor, seguida de censura e opróbrio pela sua tolerância à dor.

E quando ele quer falar de seu apuro, vocês feministas o silenciam. A cada maldito minuto. E mesmo assim, você continua, orguilhosamente, feminista. E mãe dos menos meninos que esta insanidade aniquilará.

A masculinidade deles nunca foi pela saúde deles.

Apenas a sua.

Ele é seu filho.

A Escolha de Sofia do mundo real é esta.

Ela vai queimar e marcar a ferro seu próprio filho cmo porco misógino estuprador?

Ou ela vai pôr à espada seu ávido, egoísta, ginocêntrico ego pela verdade e torna-se a mãe que deveria?

Isto deveria ser uma mulher disposta a comnpartilhar os sacrifícios da parentalidade como parceira integral com o pai de seus filhos, pelo genuíno benefício destes filhos.

A verdade é que a igualdade é um retrocesso para muitas mulheres. Ruim demais. Trsite demais. Uma dura sina

ADHM, aqui para ficar.

Estamos aqui, amamos cerveja, acostume-se a isso.

A verdadeira igualdade só acontecerá quando mulheres descerem de seu pedestal e homens descerem de seu cavalinho branco.

Continue a engolir, Emma, eu sei que a Pílula Vermelha dói e é amarga. E picante.

É uma demanda longa e difícil engasgar-se e ela não volta.

Você está no limiar de verdadeiramente ver seus filhos pela primeira vez. Você está no limiar de ver o mundo pelos olhos dos homens. Vai dar tudo certo, porém; eles são lindos.

Este sentimento apavorante que vai te confundir, é a comum, ordinária compaixão.

Fato é que você jamais teve compaixão pelos homens antes.

Tudo bem. Pode chorar.

FootNotes
  • NT1: Certamente uma referência à frase apocrifamente atribuída a Galileu, E pur si muove - "Ainda assim, ela se move"; trata-se da acusação que Galileu ainda defendia o heliocentrismo apesar de ser obrigado a retratar-se
  • NT2: A Campanha da Pluma Branca, resumindo muito, foi uma campanha de humilhação feita pelas suffragettes inglesas, coagindo os homens à guerra. Você pode ver mais neste link: http://br.avoiceformen.com/recomendados/pankhurst-a-pluma-branca-e-a-traicao-dahistoria/
META
Título Original The Earth Is Moving For Me
Autor Bryan Scandrett
Link Original http://www.avoiceformen.com/mens-rights/the-earth-is-moving-for-me/
Link Arquivado https://archive.today/5vVkW

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

"Cinco Razões Por Que Nenhum Homem Deveria Casar" por Janet Bloomfield

Cinco Razões Por Que Nenhum Homem Deveria Casar e Uma Razão para Ele Precisar

Eu escrevo isso enquanto mulher satisfatoriamente casada por quinze anos. Nos conhecemos no doutorado e nenhum de nós dois tinha qualquer entendimento real dos riscos que um casamento legal envolve, então nos casamos. Não teve nada de festa grande e chique também. Nos casamos em um parque, só com amigos e familiares próximos presentes e então fomos a uma pizzaria. Comprei meu vestido no dia anterior. Para nós, o importante foi firmar um compromisso vitalício e jurar amor um ao outro até a morte nos apartar.

Se eu soubesse naquela época o que sei hoje, provavelmente teria feito uma escolha diferente.

Ser legalmente casada é como ter uma arma carregada na minha mão. Eu posso escolher puxar ou não o gatilho, mas em última análise sua vida está em minhas mãos, e isto não é justo. Ninguém deveria ter o direito de destruir outra pessoa, mas o casamento legal dá à mulher exatamente tal poder. 70% dos homens jovens nos EUA não estão casados, e quanto aos 30% restantes que foram em frente e puseram o anel? Boa sorte! Eis cinco razões pelas quais nenhum homem deveria casar, e mais uma razão para que ele precise.

I - Você vai perder o respeito do mundo


Há muito tempo, casar-se e estabelecer-se num canto e ter filhos e empenhar uma hipoteca era a própria definição de masculinidade. Todas essas coisas te faziam adulto, digno de respeito e admiração. Em 2015, estas coisas fazem de você um otário. Papai Sabe Tudo foi substituído pela imagem de pais como desastrados, desleixados, idiotas, que dormiriam num lixão se não fosse a megera víbora controladora e condescendente com quem ele casou-se.

II - Sua vida sexual vai morrer


De acordo com Dr. Helen Smith, que escreveu Men On Strike: Why Men Are Boycotting Marriage, Fatherhood and the American Dream, homens casados têm mais sexo, em média, que solteiros, mas os homens tendo mais sexo, e sexo mais satisfatório, são homens que coabitam mas não estão casados com suas parceiras. Mulheres não casadas sabem que sexo é parte do trato, e recusar regularmente arrisca todo o relacionamento. Mulheres casadas entendem que podem usar sexo como arma, pois os custos do divórcio são absurdamente elevados.

III - Você perderá seu espaço


Na maior parte dos casamentos, mulheres tratam a casa e todos os seus cômodos como se dela fossem. Você pode ter seu santuário ou um armário para manter suas coisas dentro, mas pode ter certeza que qualquer espaço que você tenha não irá ser na seção principal da casa. Foram-se os escritórios, os covis, as salas de estúdio, as salas de bilhar com barzinho. Espaços projetados para o conforto do homem têm se movido para fora dos lares familiares, refletindo uma nova realidade social na qual homens não são considerados centrais à família.

IV - Divórcio vai te levar à ruína financeira


Casar-se legalmente é como apostar metade dos seus patrimônios que ela não vai te trair. Não importa o quanto ela contribuiu ou deixou de contribuir com o casamento, metade de suas coisas é dela. Isto funciona ao contrário também, acaso acontecer de ela ser mais rica que você, mas em geral homens ganham mais que mulheres, portanto a realidade é que ela vai tomar suas coisas. Se você não é casado, ela não tem nenhum crédito sobre seus ativos, nem você sobre os dela. Este fato por si só faz da rejeição do casamento o movimento financeiro mais esperto que um homem pode fazer.

V - Você vai perder sua família


Se você tem filhos, ela vai tomá-los também. Mulheres obtêm custódia das crianças 80% das vezes, e você terá sorte se vê-las alguns fins de semana no mês. Você terá que pagar a ela pelo privilégio de ver suas próprias crianças, também, mas não terá nenhum direito legal de assegurar que o dinheiro está sendo gasto no cuidado de seus filhos. Se ela gasta dinheiro no salão de beleza, é problema dela. Se você se recusar a pagá-la, vai preso. Ah, os filhos nem tem que ser seus. Você pode e vai ser levado a financiar filhos que ela teve de outro homem.

Então, por que diabos alguém se casaria? Isto só se aplica a homens que querem filhos. Se você não casa-se legalmente com a mãe de seus filhos, aqueles filhos legalmente pertencem a ela. Você não tem nenhum direito legal de ser pai presumido de seus filhos, e é virtualmente impossível para um pai não casado obter acesso a seus filhos caso a mãe não concorde.

Considerando tudo, casamento é uma merda de negócio para homens. Quando me casei, eu não tinha ideia que estava pedindo a meu esposo para tomar estes riscos. Ele não sabia também. Nós temos filhos, então estou feliz de termos casado, mas é completamente deprimente saber que a principal função do meu casamento é impedir-me de ser um completo monstro para ele fugindo com seus filhos. Obviamente eu jamais faria isso, mas a realidade é a realidade. Gloria Steinem disse certa feita que o total instinto da mulher em jogar apostando é satisfeito pelo casamento, mas a verdade é que homens é que têm mais a perder quando casam-se legalmente.

Homens deveriam pensar com bastante cuidado antes de dizer "Eu aceito". Isto pode facilmente transformar-se em um "Estou ferrado".
META
Título Original 5 Reasons No Man Should Marry And 1 Reason He Might
Autor Janet Bloomfield
Link Original http://thoughtcatalog.com/janet-bloomfield/2015/04/5-reasons-no-man-should-marry-and-1-reason-he-might/
Link Arquivado http://archive.today/Ficb5

sábado, 29 de outubro de 2016

"Existe Algo de Bom nos Homens?" - Parte XV

Conclusão


Para sumarizar meus pontos principais: Alguns homens sortudos estão no topo da sociedade e desfrutam das melhores recompensas da cultura. Outros, menos afortunados, têm suas vidas trucidadas por ela. Cultura usa tanto homens quanto mulheres, mas a maior parte das culturas os usa de maneiras um tanto diferentes. A maioria das culturas vê o indivíduo homem como sendo mais descartável que indivíduos mulheres, e esta diferença é provavelmente baseada na natureza, em cuja competição reprodutiva alguns homens são os grandes fracassados e outros homens são os maiores vencedores. Portanto ela usa homens para os muitos serviços arriscados que tem.

Homens vão a extremos mais que mulheres, e isto se encaixa bem na cultura usando-os para tentar um monte de coisas diferentes, recompensando os vencedores e esmigalhando os fracassados.

Cultura não é sobre homens contra mulheres. No panorama geral, progresso cultural emerge de grupos de homens trabalhando com ou contra outros homens. Enquanto mulheres se concentram nas relações mais próximas que habilitam a espécie a sobreviver, homens criaram a rede maior de relacionamentos superficiais, menos necessária à sobrevivência mas eventualmente habilitando a cultura a florescer. A criação gradual de riqueza, conhecimento e poder na esfera dos homens foi a fonte da desigualdade de gêneros. Homens criaram grandes redes sociais que compõem a sociedade, e homens ainda são os principais responsáveis por isso, mesmo que agora nós vemos que mulheres podem atuar perfeitamente bem nestes grandes sistemas.

O que parece ter funcionado melhor para culturas é colocar os homens uns contra os outros, competindo por respeito e outras recompensas que acabam sendo distribuídos muito desigualmente. Homens têm que provar a si mesmos produzindo coisas que a sociedade valoriza. Eles têm que superar outros rivais e inimigos em competições culturais, o que provavelmente explica por que eles não são tão amáveis quanto as mulheres.

A essência de como a cultura usa os homens depende de uma insegurança social básica. Esta insegurança é de fato social, existencial e biológica. Embutido no papel dos homens etá o perigo de não ser bom o bastante para ser aceito e mesmo o perigo de não ser capaz de agir bem o bastante para criar descendência.

A insegurança social básica da humanidade é desgastante para os homens, e não é muito surpreendente que tantos homens enlouqueçam ou façam coisas malignas ou heroicas ou morram antes das mulheres. Mas esta insegurança é útil e produtiva para a cultura, para o sistema.

Novamente, eu não estou dizendo que isto é correto, ou justo, ou próprio. Mas isto tem funcionado. As culturas que têm alcançado o sucesso usaram esta fórmula, e esta é uma das razões de elas terem prosperado em vez de suas rivais.


Roy F. Baumeister is Francis Eppes Professor of Social Psychology at Florida State University, in Tallahassee. His email address is baumeister [at] psy.fsu.edu. Further information on his research interests can be found _here .The speech that got Larry Summers out of a job as President of Harvard can be read __here. Steven Pinker has written a critique of the Summers kerfuffle. It can be read ___here.

Copyright © 2007 Roy F. Baumeister. All rights reserved.

"Da Masculinidade" por JT

Da Masculinidade


Michael Kimmel tem razão - masculinidades são tóxicas.

Alguns meses atrás, encontrei uma dessas masculinidades. Uma dupla de meninos adolescentes estava conferindo certas garotas. Isto era cultura do estupro.

Nas duas últimas semanas, a Presidente Drew Gilpin-Faust informou os estudantes de Harvard que em resposta a outra dessas masculinidades tóxicas, ela penalizaria membros de sororidades e fraternidades de mesmo sexo em um esforço para destruir tais organizações.

Ontem mesmo eu soube de uma terceira forma dessas masculinidades tóxicas. Era o caso de um veterano desabrigado - sujo, bêbado, malcheiroso, lamentando aos transeuntes e pedindo esmola: novamente, cultura do estupro (essa de verdade).

Masculinidades são tóxicas. Elas são tão tóxicas como vidro quebrados: seus cacos dilaceram.

Nos nossos dias, Centros Femininos, privados de problemas e tendo que criar mais eles mesmos, estão desconstruindo a masculinidade em masculinidades. Porém, nenhum deles sequer define "masculinidades". Eles nem mesmo definem masculinidade, a propósito. Eles desconstroem o que não definiram em subconjuntos que não definiram - a mentalidade feminista é uma ferramenta algébrica assombrosa.

Não existem masculinidades.

Existe a masculinidade, e podemos apenas descrevê-la, não defini-la. Ela é transparente - um ideal esquivo. Eu a vejo em minha mente. Sua face - negra, branca, asiática, todas de uma vez - é bonita. Seu corpo move-se com a graça de um Nureyev ou um Michael Jordan ou um carvoeiro. Sua mente foca com a força de um Newton ou de um pedreiro de construção civil. Seu peito se eleva com o músculo de um bodybuilder, vibra com a ressonância de um Pavarotti, e sussurra com o riso entre prantos de um Robin Williams. Ela revela a perfídia de um Darth Vader através da sabedoria de Luke Skywalker.

Homens conhecem masculinidade - como homens. Eu a amon tanto que meu desejo em emulá-la beira o sensual - e isso é divertido. O desejo por algo e o desejo de ser algo estão próximos. Eu não temo quando os desejos se cruzam.

Eu compito contra as facetas da "uma" masculinidade; e sempre perco. Porém, a perda me faz competir novamente: dar mais duro na academia, cuidar mais do meu corpo comendo corretamente, estudar mais, trabalhar mais, dormir mais, rir, cantar, dançar, brincar com meus filhos e fazer amor com minha esposa.

Porém, quando aquela "uma" é desconstruída, ela não mais se revela como faceta do "bem", mas como cacos despedaçados; e então eu me encontro competindo não com a masculinidade, mas na urgência de desviar dos cacos, com meus companheiros homens.

Reis e rainhas, ambos, construíram o código de cavalheirismo a fim de conseguir homens - geralmente, garotos - para morrer por eles. Depois disso, sociedades usurparam este código - o fizeram sobre mulheres. A construção do cavalheirismo leva inevitavelmente à desconstrução da masculinidade. As facetas desconstruídas da masculinidade tornam-se então armas afiadas - para usar, abusar e portar. Cavalheirismo compele homens a não competir com a forma da masculinidade ideal; em vez disso, os leva a competir entre si. É uma profecia auto-realizável que valida Michael Kimmel. Kimmel está correto mas apenas porque ele vive entre os cacos e, como um cavaleiro estéril ou um fofo unicórnio, empreende-se em correr, a peito nu, para salvar homens da dor que sua própria agência tenta nos infligir.

Como Kimmel e as feministas justificam essa desconstrução? Este é o verdadeiro womansplaining aqui: eles espram que respeitemos masculinidades da forma que respeitamos feminilidades. Feministas estão tão ocupadas feministanalisando pluralidades que se esquecem que homens encontram verdade e conforto na busca por singularidades.

De fato, Raewyn Connell, professora de Kimmel, primeiramente validou a palavra masculinidades. Logo após declarar a existência de masculinidades, ela mudou de sexo - bom pra ela - e então idetificou-se como um caco que machuca mulheres. Ela então descreveu mas nunca realmente definiu, diversas dessas masculinidades baseadas em um caco. Porém, Raewin nunca foi um homem. Ela foi uma mulher trans - eu estou feliz que ela tenha notado que era mulher - e isto implica que ela tinha a estrutura cerebral de uma mulher; ela validou as mesmas velhas pluralidades e estava biologicamente limitada para visualizar a beleza de uma singular masculinidade - entendo. Kimmel não. Mesmo se, de alguma torre de marfim, pudéssemos validar um plural, isto ajudaria nossos filhos a serem homens? Não, isto apenas montaria o CV de Kimmel: quanto mais masculinidades, mais artigos - sim, nós conhecemos esse jogo.

Mas vamos conferir algumas feminilidades que são valorizadas pelas feministas - pela diversão da coisa.

Ano passado, feministas aclamaram a música de Meghan Trainor "All about that bass" como um novo hino. A letra era uma cruzada pelo feminismo contemporâneo. Esta cantora não estava recuperando Jerusalém - seu soldado é ambicioso - ela estava "trazendo o bundão de volta". Sir Gawain e o Cavaleiro Verde, inebriados por esse banzé, deporiam suas espadas e escudos e genuflectiriam diante do altar de tamanha inspiração divina

Gloria Steinem protestou do altar para informar às mulheres que mulhgeres precisam de homens como peixes precisam de bicicletas. Em contrapartida, homens precisam de mulheres da mesma forma que Beethoven precisava de audição - ele não precisava. Newton inventou o Cálculo, Michelangelo esculpiu Davi, Dostoevsky escreveu "Os Irmãos Karamazov", caminhoneiros dirigem seus carros, e a América colocou homens na lua e os trouxe de volta em segurança - sem mulheres. Gloria Steinem ainda é um peixe. Sua protégé, Andrea Dworkin, aquela capciosa admiradora de homens, ainda é uma baleia. Gloria nada num submundo que seria privado de arte e ciência se não fossem os homens, enquanto ela informa às suas irmãs que há um lugar no inferno para elas se não votarem como ela demanda. (Na realidade, teria sido Madeleine Albright que disse isso - é uma droga eu não lembrar qual disse. Você sabe como é: uma vez que estas feministas começam a ficar velhas elas soam perversamente parecidas.)

Temos também o feminismo da Beyoncé, que, no mesmo lançamento, canta "Se ele me foder gostoso, eu levo aquela bunda até o Red Lobster". Depois ela pega um bastão nomeado "Hot Sauce" para esmagar janelas de carros porque aquela bunda a traiu. Se essa mulher parasse de inventar desculpas para sua irmã por violência doméstica ela poderia ser capaz de fazer as pazes com sua bunda. Eu aprecio o espírito de suas músicas, mas suas contradições informam minha compaixão por meus irmãos negros que estão sofrendo da arrogância de sua desinformação.

Então temos o feminismo do Time Nacional Feminino de Futebol. Elas alegam que geram tanto dinheiro quanto o futebol masculino. O time é inspirador e merecedor de honrarias - o presidente Obama as chamou de fodonas, mas elas não renderam o mesmo dinheiro. Seus argumentos são enganosos, se não hilários.

Se feministas preferem o plural para a feminilidade, quem sou eu para argumentar? - mas masculinidade só há uma.

A forma da masculinidade não machuca ou danifica homens e meninos. Homens veem a uma - nós percebemos com o olho da mente com ambos virtudes e vícios. Bem no outro dia eu peguei meu filho de doze anos para ver um novo filme de super-herói. Ao contrário de Michael Kimmel, meu filme sabe que o filme é tolo - mas meu filho é inteligente. Quando meu filho imagina ter superpoderes, ele sabe que está brincando. Eu não lhe dou sermão sobre sua imaginação desrespeitar mulheres. Eu o guio a respeitar a forma ideal de masculinidade, revelada pelos super-heróis: Newton, Beethoven, Michelangelo e Dostoevsky e os homens que coletam o lixo de nossas casas. Só porque feministas têm peixes e baleias para admirar, não significa que vou me esquivar de admirar as realizações masculinas que construíram a civilização. As realizações positivas da masculinidade empoderam meu filho; as suas negativas lhe afastam do caminho obscuro; e ele deve vê-las ambas como uma só. Nós não desconstruímos homens; nós respeitamos a masculinidade e seu contínjuo fluxo em si mesma entre luz e sombra. O respeito de um homem pelas mulheres deve vir de seu respeito pela masculinidade, não deve precedê-la nem substituí-la. Eu ensino a meu filho a que forma singular da masculinidade é boa, e ele deve aspirá-la e competir contra ela, mas nunca desconstruí-la ou desrespeitar seus companheiros homens.

Somente quando ela é desconstruída as masculinidades tornam-se tóxicas. Se Michael Kimmel quer desconstruí-la e ver um super-herói como tóxico, podemos apenas rir dele. A palavra da rua é que ele agora está convocando uma Guerra Santa: uma cruzada pela ala da Barbie no Toys R Us. na sua batalha sagrada, eu ponho minha aposta na Lady Barbie das Pernas Compridas.

De fato, mais palavras das ruas dizem que os Centros Femininos do país estão agora em conluio para erradicar as masculinidades tóxicas. Eles estão reiniciando um filme clássico. A liderança feminina (eles estão considerando Gilpin-Faust para o papel), enfrentando a carnificina da guerra do país contra os homens - uma carnificina que deixa as mulheres na rua, sujas, bêbadas, malcheirosas, lamentando aos transeuntes e pedindo esmola (esta sim é ficção) - reeditará a famosa frase aterradora modificada para a agenda feminista: "Mas Luke, querida, eu sou sua mãe".

- and Ghostbusters -

Eu também ensinarei meu filho e minha filha que homens e mulheres são fortes, bons, espertos e belos e que o feminismo é um movimento tóxico desde as entranhas. Feministas, preocupadas em serem fodonas, estão se tornando histéricas. (Já notaram que feministas são obcecadas em mulheres fodonas, que levam aquelas bundas ao Red Lobster, trazendo o bundão de volta e sendo atletas fodonas? Qual é a das feministas com o reto?) Em face da guerra sem inimigo definido, armadas até os dentes, elas estão abarrotadas na neurose.

Homens devem continuar a ignorar a palavra "masculinidades": ela é artificial e ridícula. Existe uma masculinidade, e recuperar o coro da Nona Sinfonia é sua satisfação: "E todos os homens se tornarão irmãos debaixo de suas gentis asas". Homens gays e héteros devem continuar a forjar a fraternidade final em respeito à masculinidade. Devemos focar nas suas facetas e nunca nos atrever a defini-la, mas admirar sua singular concepção; não temê-la - aspirá-la a tornarem-se nela e aceitar quando falharem; encorajar os outros homens a escalar novamente; tornar nosso ouvido a uma voz para homens e uma surdez para o feminismo.

Não somos Beethoven; mas, a exemplo de Beethoven, somos homens.
META
Título Original On Masculinity
Autor JT
Link Original http://www.avoiceformen.com/men/on-masculinity/
Link Arquivado https://archive.today/PByR6

"As Mulheres eram Oprimidas no Passado?" - Parte XIII-XIV

Conclusão


Nos anos desde a publicação de 'The Legal Subjection of Men', a realidade da sujeição legal dos homens tem mudado largamente em detalhes, mas fracamente em extensão.

Bax e seu coautor começam sua discussão observando "John Stuart Mill está morto! Mas à sua eloquente lamúria sobre a sujeição das mulheres jamais será permitida morrer - ela soa a nossos ouvidos todo dia" (p1).

Hoje em dia, o papel de Mill na gênese do feminismo é menosprezado, largamente devido ao seu sexo. Porém, a tese por ele defendida ainda 'soa aos ouvidos' e 'jamais será permitida morrer' hoje, 150 anos depois de ele tê-la escrito e mais de 100 desde que Bax e seu coautor redigiram sua igualmente eloquente mas largamente esquecida réplica.

Enquanto isso, recentemente redescoberto por uma nova geração de intitulados 'Ativistas pelos Direitos dos Homens', Ernest Belfort Bax está desfrutando de uma pequena ressurgência. Uma vez aplaudido como notável socialista britânico, ele agora está vindo a ser reconhecido como o esquecido ancestral do moderno Movimento pelos Direitos dos Homens. Enquanto isso, seu coautor, por bem ou mal, permanece anônimo até os nossos dias.

Referências

  • Bax 1909 "Women's Privileges and 'Rights'", Social Democrat, 13(9) September 1909, pp.385-391)
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"Existe Algo de Bom nos Homens?" - Partes XIII-XIV

Conquistando a Masculinidade


A frase "Seja homem" não é tão comum quanto foi um dia, mas ainda há um certo sentido em que a masculinidade deve ser conquistada. Toda fêmea adulta da espécie humana é uma mulher e é qualificada a ser respeitada como tal, mas muitas culturas obstruem o respeito dos homens até que, e somente se, os garotos provarem tal masculinidade. Obviamente isto é tremendamente útil para a cultura, porque isto pode estabelecer os temos pelos quais machos conquistam respeito como homens, e desta forma pode motivar o homem a fazer coisas que a cultura julgue produtivas.

Alguns escritos sociológicos sobre o papel masculino têm enfatizado que para ser homem, você tem que produzir mais do que consome. Isto é, espera-se de homens que eles, primeiramente, sustentem a si mesmos: se alguém te sustenta, você é menos que homem. Segundo, o homem tem que criar alguma riqueza ou excedentes adicionais tal que ele possa sustentar a outros além de si mesmo. Estes outros além de si podem ser sua esposa e filhos, ou outros que dele dependam, ou seus subordinados, ou mesmo talvez apenas para pagar os impostos para que o governo possa usar. Independente disso, você não é homem a não ser que produza em tal nível.

Novamente, eu não estou dizendo que homens estão na pior em relação às mulheres. Há uma série de problemas e desvantagens que a cultura põe nas mulheres. Meu ponto é apenas que culturas definem os homens como úteis de certas maneiras bem específicas. Exigir que para conquistar respeito o homem produza riqueza e valor que possa apoiar a si mesmo e aos outros é uma dessas formas. Mulheres não enfrentam este particular desafio ou demanda.

Estas demandas também contribuem para vários padrões de comportamento masculinos. Ambição, competição, e esforço pela grandiosidade podem bem estar ligadas a esta exigência de lutar por respeito. Todos os grupos de homens tendem a ser marcados por desafios e outras práticas que lembram a todos que não tem respeito suficiente para esbanjar, porque este alerta motiva cada homem a trabalhar mais duro para conquistar respeito. Isto, incidentalmente, tem provavelmente sido uma fonte majoritária de atrito à medida que mulheres têm se movido para o mercado de trabalho, e organizações tiveram que se redirecionar para políticas em que todos merecem respeito. Homens não as projetaram originalmente para que todos fossem respeitados.

Uma das mais básicas e largamente aceitadas diferenças de gênero é agência VS comunicação. Agência masculina pode ser parcialmente uma adaptação para este tipo de vida social baseada em grupos maiores, onde as pessoas não são necessariamente valorizadas e é necessário lutar pelo respeito. Para ter sucesso na esfera social masculina dos grupos grandes, você precisa de um ego agente e ativo para lutar por seu espaço, porque ele não te é dado e apenas alguns conseguirão. Mesmo o ego masculino, com sua preocupação de provar-se a si mesmo e competir contra os outros, parece provavelmente ser projetado para lidar com sistemas em que haja uma escassez de respeito e você tenha que trabalhar duro para conseguir algum respeito - ou então acabará exposto à humilhação.

Isto É Tudo?


Eu não exauri todas as formas pelas quais a cultura explora os homens. Certamente há outras. O apetite sexual masculino pode ser direcionado para motivar toda sorte de ações e posta para impulsionar um tipo de mercado econômico no qual homens dão outros recursos (como amor, dinheiro, compromisso) em troca de sexo.

Culturas também usam indivíduos homens para propósitos simbólicos mais que homens. Isto pode ser de forma positiva, como no fato que culturas dão funerais mais elaborados e outros memoriais para homens que aparentam incorporar seus valores favoritos. E também pode ser negativo, tal como quando culturas arruínam a carreira de um homem e publicamente o execram, ou mesmo o executam por um simples ato que viole um de seus valores. Desde Martin Luther King até Don Imus, nossa cultura usa os homens como símbolos para expressar seus valores. (Note que nenhum dos dois veio a ser melhor por isso.)

Masculinidade Tóxica e Feminilidade Tóxica [Karen Straughan]

Transcrição do Meu Discurso na Simon Fraser University Transcrição do Meu Discurso na Simon Fraser University Masculinidade Tó...