domingo, 25 de setembro de 2016

"As Mulheres Eram Oprimidas no Passado?" - PARTE I

As Mulheres Eram Oprimidas no Passado? Uma Obra-Prima do Masculismo do Patriarca Esquecido do Movimento Moderno pelos Direitos dos Homens


Se qualquer dogma fundamental do feminismo desfruta de aceitação ainda mais difundida que aquele que afirma que mulheres são oprimidas no Ocidente contemporâneo, é o que estabelece que mulheres eram ainda mais oprimidas antes da emergência do feminismo moderno.

De fato, mesmo muitos críticos do feminismo moderno concordam que mulheres foram oprimidas naqueles velhos tempos, insistindo tão somente que hoje em dia este não é mais o caso. Privilégio feminino, na extensão que é reconhecido afinal, é desprezado como um recente e menor efeito colateral do próprio feminismo.

Aqueles que creem nisso - bem como os próprios feministas, seus apologistas e companheiros na grande mídia, bem como os 'ativistas pelos direitos dos homens' e quaisquer outros interessados em 'políticas sexuais' - deveriam por bem ler "The Legal Subjection of Men", primeiro publicado em 1897, e agora disponível em domínio público via internet.

Sua autoria é comumente atribuída a Ernest Belfort Bax, um proeminente britânico socialista e antifeminista do século XX. Porém, o próprio Bax, escrevendo em um prefácio de uma edição posterior, reportou que o trabalho "é em grande parte esforço de um barrister[NT01] irlandês e um LL.D de Dublin", os quais ele não nomeia.

Sua publicação é comumente datada de 1908 - mas parece ser uma "nova adição". Uma versão anterior, publicada pela Twentieth Century Press, parece ter sido publicada em 1897. Sua autoria é atribuída simplesmente a "dois barristers", que presumivelmente procuravam anonimidade para evitar perseguição das feministas.

Referências de página citadas neste review referm-se à edição de 1909 publicada pela New Age Press.

O título do livro é uma alusão ao famoso trabalho de John Stuart Mill, 'The Subjection of Women' (1869), para o qual 'The Legal Subjection of Men' foi aparentemente concebido como uma resposta. Porém, ele difere em um aspecto. Bax e seu coautor focam especificamente na sujeição legal dos homens. Seu foco é portanto sobre a discriminação contra os homens no sistema legal.

Como resultado, o estilo é bastante seco e legalista, e também um tanto repetitivo. Mesmo assim, ele é misericordiosamente sucinto - um panfleto, em vez de livro.

Ele não é completo. Apesar do pano de fundo socialista de Bax, não há discussão alguma da legislação discriminatória de proteção ao emprego (p.ex. o Mines and Collieries Act de 1842, que, apesar de celebrado como proibindo o trabalho infantil, na realidade sancionou o emprego de garotos a partir de dez anos nas minas subterrâneas, enquanto proibia o emprego de mulheres de qualquer idade).

Sua tese é simples - longe de serem oprimidas, "até o mais ínfimo detalhe da lei e administração, civil e criminal, mulheres são iniquamente privilegiadas às custas dos homens" (pvii).

A "inferioridade muscular das mulheres", eles sugerem, "tem um papel, metade de forma inconsciente, na apatia da maioria dos homens nas questões de privilégio feminino" (p61). Mesmo assim, "seria tão justamente razoável supor que porque o Czar da Rússia ... seja menos muscularmente desenvolvido que o aldeão russo médio, que a possibilidade do aldeão russo seja seriamente oprimido pelo Czar ... fosse uma proposição digna de risos" (p61-2).

Na realidade, "o mais bravo e forte homem é fraco como uma criança contra a esmagadora força do estado" e "qualquer mulher pode quando quiser evocar para ela um poder que nenhum homem pode resistir ... o poder total das cortes e da comunidade, com o apoio da imprensa e da opinião pública" (p56-7).

FootNotes:
  • [NT01] Barrister é uma espécie de advogado, recorrente em países de tradição de lei comum (como os EUA, Reino Unido etc.), que trabalha nos níveis mais altos das Cortes Judiciais. Ele não necessariamente mantém contato direto com o cliente, e faz um trabalho de defesa mais técnico.

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