segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

"Mulheres Querem Mesmo a Igualdade?" por Nikita Coulombe

Mulheres Querem Mesmo a Igualdade?


Mulheres realmente querem igualdade? Esta é uma questão que eu penso que cada um de nós deve perguntar a nós mesmos. Porque eu francamente não penso que muitos de nós façamos, não a real igualdade de toda forma.

Feministas iriam querer que acreditemos que a vida é muito pior para mulheres que para homens, que somos fracas, e que o "patriarcado" está contra nós, e portanto nós merecemos toda sorte de programas e benefícios apenas para estar num campo nivelado com os homens. Mas o fato pleno é: aqui no Ocidente, estamos muito bem. De muitas formas melhor que os homens. E se nós realmente dermos uma observada na vida dos homens, podemos notar isso.

Muitas de nós não querem [1] pagar metade da conta nos encontros, não queremos trabalhar em serviços sujos e perigosos, não queremos ser alistadas se tiver uma guerra, não queremos ter que provar a uma Corte Judicial que nossos filhos dependem de nós depois do divórcio, e não queremos servir como guarda-costas não-remuneradas ou sermos as primeiras a descer as escadas quando se ouve um barulho estranho... e com sorte para nós, não temos que fazer tais coisas!

Porque homens fazem essas coisas. Voluntariamente. Todo dia. Eles não nos pedem um "obrigado" porque está embutido neles o servir, o doar. E, ainda que isso possa surpreender alguns leitores, homens fazem essas coisas porque eles amam as mulheres. Eles fazem tais coisas para nós tal que nós quem sabe os amemos de volta.

Mulheres devem receber o mesmo pagamento que homens por fazer o mesmo trabalho? Absolutamente. Mas a suposta "disparidade salarial" é cheia de manchetes enganosas e dados infundados. Homens trabalham mais horas que as mulheres, e escolhem especialidades que requerem maior responsabilidade. Por exemplo, mais mulheres estão agora participando das escolas de medicina, mas elas gravitam em torno de áreas como pediatria [2] em vez de cardiologia [3] e neurocirurgia [4], que trazem maiores riscos e responsabilidades, têm mais horas de demanda (veja aqui [5] e aqui [6]) e, por consequência, pagam mais [7].

Instituições estão tentando obter mais mulheres entrando nestes programas intensos e estão confusos sobre por que não conseguem elevar seus números. A razão é: mulheres não querem, portanto não vão! A divisa dos gêneros é na realidade mais pronunciada [8] em nações onde as mulheres têm a maior liberdade para perseguir a profissão que quiserem. Existe uma porcentagem maior de cientistas mulheres na Rússia ou na Turquia que no Canadá ou na Alemanha, por exemplo.

Estudos de longo termo revelam que mulheres preferem trabalhos mais significativos e conectados, que alteiam suas vantagens emocionais mas "conflituam com fazer rios de dinheiro e elevar-se em patamares", como discute a psicóloga Susan Pinker em The Sexual Paradox [9]:
Objetivos intrínsecos como fazer a diferença, ou pertencer a uma comunidade, estão geralmente em oposição direta a objetivos extrínsecos como procurar recompensas financeiras ou prestígio ... mulheres, em média, são motivadas por recompensas intrínsecas no trabalho ... Uma das descobertas foi que a influência das recompensas intrínsecas e autonomia no trabalho aumenta com o grau de educação da mulher ... mulheres mais educadas são também mais interessadas em trabalhar em meio-período, estimulando portanto o fenômeno de não-inclusão de duas formas - mediante sua procura por significado inerente no trabalho, e pelo montante de tempo que elas estão dispostas a comprometer para seus empregos.

E homens tomam menos tempo fora do trabalho depois que têm filhos - dando a eles mais experiência no trabalho e portanto maior potencial de ganhos. Em The Myth of Male Power [10], Warren Farrel fala sobre as três opções que uma mulher cogita quando tem um bebê:
  1. Trabalhar em período integral
  2. Ficar em casa em período integral
  3. Combinação dos dois: trabalhar em meio-período

Homens, por outro lado, cogitam estas três opções:
  1. Trabalhar em período integral
  2. Trabalhar em período integral
  3. Trabalhar em período integral [fazer hora extra pode ser mais uma opção!]

Em geral, diz ele, homens aprendem a amar suas famílias ficando distantes do amor de seus familiares, enquanto mulheres amam suas famílias ficando com o amor de seus familiares.

Mulheres falam sobre se vão ou não "dispor-se para casa ou para o trabalho", enquanto homens nunca tiveram a opção de "dispor-se para a casa". Isto dá aos homens uma vantagem financeira mas impede-os de dar e receber amor.

Em The Father and Child Reunion [11] Farrel escreve:
Mulheres fornecem um útero emocional, relacionado ao amor; homens fornecem um útero financeiro, que lhes tira de seu propósito - amar a apoiar a família, a fim de alcançar seu propósito - amar e apoiar a família. Homens amavam a família estando desconectados; mulheres amavam a família estando conectados. Tradicionalmente, o papel da mulher teve a vantagem do amor e a vantagem emocional.

Mais mulheres estariam dispostas a compartilhar suas vantagens de amor ou compartilhas as pressões financeiras de seus maridos?

Esta é uma consideração por vezes ignorada no debate da disparidade de gênero - se fosse aceitável para homens não ter que trabalhar tão intensamente, mulheres poderiam escolher trabalhos que pudessem gerar mais dinheiro. Porém, isto só aconteceria se mulheres desejassem real igualdade, porque homens seriam então valorizados por algo além de suas carteiras, assim como as mulheres o são.

Não obstante, mulheres largamente ainda querem estar com um homem que ganhe mais dinheiro [12] que elas, realimentando o ciclo em que elas ficam mais tempo fora da força de trabalho do que eles a fim de cuidar dos filhos.

Em Why Women Still Can’t Have It All [13], Anne-Marie Slaughter sugeriu que homens não tenham que fazer o tipo de sacrifícios e compromissos que mulheres fazem, que a hipótese que mulheres poderiam ter carreiras mais potentes se homens fossem dispostos a compartilhar a carga parental igualmente "assume que a maioria das mulheres sentir-se-á tão confortável quanto os homens acerca de estar distante de seus filhos, tão longo quanto seu parceiro está em casa com eles".

Em seu livro conseguinte, Unfinished Business [14], ela explica: "mulheres também encaram a responsabilidade muito mais cultural de serem as cuidadoras, e serem perfeitas nisso, que os homens. Mesmo no século XXI, a América parece perplexa sobre qualquer mulher que não pareça colocar o cuidado de seus filhos acima de sua vida profissional".

Mas quem está pressionando quem?

O que aparenta ser um homem escolhendo trabalho em vez de família é mais um homem sacrificando seus anseios de estar com a família em benefício da sua família.

Onde a mulher pode sentir que é egoísta ao passar tempo longe dos filhos, o homem pode sentir o oposto. Desde que lhe é esperado ganhar mais, ele sente que seria egoísta para ele trabalhar menos horas a fim de gastar mais tempo com as crianças porque ele estaria eliminando a segurança financeira de sua família.

O homem médio ganha mais dinheiro que a mulher média, mas o homem médio trabalha mais horas e está disposto a isso porque ele espera ser recompensado com amor quando ele paga as contas.

Enquanto isso, mulheres são recompensadas com amor quando reduzem suas horas ou saem da força de trabalho depois de ter filhos.

Cuidado infantil acessível permitiria mais mulheres permanecer na força de trabalho se decidissem assim, garantindo menos disparidade salarial em razão da experiência no trabalho. Mas há evidência que isto pode nem mesmo ser suficiente ou ser a solução correta. Mesmo na Suécia, um país com alguns dos mais generosos benefícios de licença parental, as mulheres ainda escolhem [15] ficar quatro vezes o tanto de tempo em casa que os homens, e alguns que inicialmente pensaram que queriam a ajuda do pai para cuidar do filho agora se encontram "invejando mais tempo em casa".

Outra preocupação é como a união de mais papéis tradicionalmente femininos e masculinos em mulheres e homens afetará a identidade de gênero e o sucesso do relacionamento. A questão permanece se ou não mulheres ainda acharão seus parceiros em casa mais atrativos que se eles fossem seus parceiros trabalhando.

Até o presente, parece que esse tipo de homem, por vezes referido como "macho beta", desliga as mulheres, Por exemplo, o psicólogo Lori Gottlieb descobriu que o risco de divórcio é mais baixo quando o marido ganha 60% da renda e a esposa faz 60% do serviço doméstico, e mulheres reportam [16] níveis superiores de satisfação sexual quando há uma divisão mais tradicional de tarefas.

Em outras palavras, iguais oportunidades não necessariamente produzem iguais resultados, e desvios econômicos e mudanças socialmente prescritas nos relacionamentos em direção à "mesmice" não necessariamente resultam em atração sexual e sucesso no relacionamento, coisas essas que não podem ser forçadas.

Ser um homem e um parceiro em casa não é visto como valorosos e não comunicam o comportamento de macho alfa, ao qual muitas mulheres são atraídas [17]. De fato, mesmo quando mulheres se tornam mais financeiramente independentes, elas desejam parceiros mais velhos e mais ricos.

As pilhas foram levantadas, não equalizadas, pelo movimento das mulheres, ao menos para homens. E homens acompanharão qualquer moeda de troca que as mulheres estejam aceitando - significando que eles se adaptarão a qualquer sistema que os recompense.

Crianças assimilam essas mensagens sobre recompensa e valor do amor do pai de formas sutis. Por exemplo, na série de livros Harry Potter, apesar de ambos os pais de Harry, James e Lily, darem sua vida para salvar o filho, apenas a mãe recebe o crédito.

Quando Harry era criança, o mago maligno Lord Voldemort descende ao esconderijo da família por causa de uma profecia em que Harry irá crescer e destruí-lo. James grita para Lily pegar Harry e fugir a fim de que ele possa segurar Voldemort. Ele morre protegendo-os, e então Lily morre protegendo Harry, mas por causa de seu amor, a maldição assassina de Voldemort ricocheteia e o danifica irreparavelmente, deixando Harry com a famosa cicatriz em formato de raio na sua testa.

A mensagem primária é que o amor é mais forte que o ódio. A mensagem secundária é que o amo de uma mãe é mais poderoso que o de um pai, e que a morte da mãe é mais profunda.

Ninguém fala sobre a mensagem secundária porque ela está muito enraizada. O que é surpreendente é que dada a popularidade da série, poucos leitores tomaram a questão do fato que as ações de James e Lily tiveram a mesma consequência e mesmo assim o sacrifício dela foi mais valioso. Esta é mais uma de muitas instâncias em que o propósito do homem é visto como secundário à conexão mãe-filho.

A mensagem que homens ainda estão assimilando é que eles devem prover financeiramente para permanecer relevantes. Em algum nível, meninos sabem que um homem com pouco potencial de ganhos é menos propenso a encontrar uma parceira desejável e é mais propenso a acabar divorciado; eles sabem que uma significativa porção de seu valor e desejabilidade está diretamente atrelada a seus potenciais ganhos (veja aqui [19] e aqui [20])

Meninos também captam o estigma contra pais caseiros - uma pesquisa recente [21] da Pew Research revelou que 51% das pessoas diz que crianças estão em melhor situação se suas mães ficam em casa enquanto apenas 8% sente o mesmo sobre os pais.

Este é provavelmente o porquê de mulheres comporem a maioria dos graduados universitários, e mesmo assim homens são ainda maioria [22] nos campos de Ciência&Tecnologia.

Baseados nas proporções e e diferenças de ganhos, em uma primeira olhada, pode parecer discriminação contra mulheres, mesmo assim ambos os sexos sabem de antemão que a rota da Ciência&Tecnologia mais provavelmente levará a maiores rendas.

Uma razão por que homens e mulheres diferem em escolhas maiores é que eles simplesmente têm preferências diferentes. Por exemplo, homens iriam trabalhar [8] com materiais inorgânicos enquanto homens preferem trabalhar com coisas vivas e mulheres matematicamente dotadas são mais propensas a ter fortes habilidades verbais que homens matematicamente dotados, dando-lhes um leque maior de escolhas de carreira.

Outra razão para homens e mulheres diferir é que mais geralmente homens têm que pagar o seu próprio caminho. A tendência de genitores gastando mais na educação de seus filhos meninos nos anos 1970 não apenas equalizou nos anos 1990 mas reverteu final dos anos 2000; genitores agora gastam 25% mais dinheiro na educação das filhas do que na de seus filhos.

Também, existe uma penitude de disciplinas oferecidas a pessoas de todos os sexos e etnias, mas mais disciplinas - tanto acadêmicas quanto atléticas - são oferecidas exclusivamente a mulheres que a homens. Por exemplo, em scholarships.com - um dos sites mais populares para procurar e inscrever-se nos EUA - disciplinas para mulheres superam o de homens na proporção de quatro para um.

Mulheres têm outras vantagens quando se trata de saúde e bem-estar. No mundo todo mulheres vivem mais [23] que homens. Uma quantidade ligeiramente superior de homens é diagnosticada com câncer de próstata em comparação à de mulheres diagnosticadas com câncer de mama, mesmo assim pesquisa sobre o câncer de mama é mais financiada com subsídios federais em relação ao câncer de próstata na razão de quase dois para um (veja aqui [24] e aqui [25]). Homens morrem a taxas mais altas [26] de praticamente todas as quinze maiores causas de morte; as maiores diferenças estão em doenças do coração, suicídios e injúrias fatais causadas por acidentes não-intencionais. Homens também superam mulheres em trabalhos perigosos. 92% das fatalidades de trabalho [27] na América é mnasculina. Construção é responsável pela maioria dessas mortes, com a maioria dos acidentes ocorrendo de quedas e escorregadas.

Mulheres são mais propensas a terem pensamentos suicidas em relação aos homens, porém suicídio masculino é quatro vezes o total do feminino, representanto 4 em cada 5 nos EUA. De fato meio milhão de suicídios [28] masculinos poderia ser evitado nos últimos quinze anos - por volta do mesmo montante de pessoas que morreram na epidemia de AIDS nos EUA até o presente. E homens perfazem a maioria [29] dos sem-teto, tanto abrigados quanto desabrigados. Isto inclui homens veteranos, que perfazem uma porção considerável da população de rua nos EUA.

Em outras palavras, muitos homens são invisíveis. Quando homens não estão ativamente contribuindo para o sistema, o sistema esquece deles. O "patriarcado", portanto, não se preocupa com os homens também. Como disse o psicólogo Roy Baumeister [30], "O que aparenta ter funcionado melhor para as culturas é colocar os homens uns contra os outros, competindo por respeito e outras recompensas que acabam distribuídas muito desigualmente". Enquanto mulheres são recompensadas por "ser", homens são recompensados por "fazer" - "Homens têm que provar a si mesmos produzindo coisas que a sociedade valoriza ... Esta insegurança social básica da homenidade é estressante para os homens ... mas esta insegurança é útil e produtiva para a cultura, para o sistema".

Mulheres vivem num mundo muito mais amigável, muito menos assassino. Como mulher, quando ando na rua, eu posso sorrir para as pessoas e elas sorriem de volta. Eu posso sorrir para crianças, e ninguém pensará que sou pedófila. Se eu chorar, as pessoas me confortarão. Se eu me sentir discriminada, as pessoas me ajudarão. Se eu for sexualmente atacada, as pessoas acreditarão em mim - exceto se a evidência provar o contrário. Homens não podem dizer o mesmo.

Você sabe o que é pior que cantada de rua? Ninguém te acenando. Jamais sentir-se desejável. Sempre ter que tomar a iniciativa sexualmente e acabar rejeitado a maioria das vezes. Um dos privilégios de ser mulher é que não temos que pedir por consentimento afirmativo porque não temos que tomar iniciativa e portanto não somos vistas como responsáveis ou encarregadas por qualquer coisa que acontecer. Com certeza sou menor e mais vulnerável fisicamente, mas a qualquer momento posso acusar qualquer homem de dizer algo sexista ou de tocar-me de maneira inapropriada e ele pdoe perder seu emprego e sua família. Ele é culpado até provado inocente. Mesmo que ele seja inocentado, eu não encararei repercussão alguma.

Ultimamente, se nós realmente quisermos igualdade nós estaríamos nos perguntando com a vida realmente é para eles. Porque enquanto os papéis masculinos estiverem limitados, os femininos também estarão. Se realmente queremos igualdade, deveríamos faalr de iguais responsabilidades juntamente com iguais direitos; nós deveríamos ter conversas honestas acerca das diferenças biológicas e da atração. Até fazermos tais coisas, nós nos encontraremos em um contínuo bloqueio, reclamando de tais coisas triviais como manspreading e nos perguntando por que não podemos ter tudo enquanto erroneamente pensando que homens tenham tudo.


Notas e Links
[1]http://archive.is/aJ0Q8
[2]https://www.aap.org/en-us/about-the-aap/departments-and-divisions/department-of-education/Documents/women_med_demographics.pdf
[3]http://archive.is/axGjh
[4]http://archive.is/c6itM
[5]http://archive.is/BESBj
[6]http://archive.is/qCOlF
[7]http://archive.is/1CIc4
[8](1, 2) http://archive.is/Z0B0K
[9]http://www.amazon.com/gp/product/0743284712/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1789&creative=390957&creativeASIN=0743284712&linkCode=as2&tag=bet0f5-20&linkId=G4FPHTJWX3CBE5XT
[10]http://www.amazon.com/gp/product/B00IDHV5EM/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1789&creative=390957&creativeASIN=B00IDHV5EM&linkCode=as2&tag=bet0f5-20&linkId=WR2B5X2BSWUH65EV
[11]http://www.amazon.com/gp/product/B004YQQSBQ/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1789&creative=390957&creativeASIN=B004YQQSBQ&linkCode=as2&tag=bet0f5-20&linkId=5HH7X5BB3OITMNCC
[12]http://archive.is/VjcxL
[13]http://archive.is/9Nong
[14]http://www.amazon.com/gp/product/0812994566/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1789&creative=390957&creativeASIN=0812994566&linkCode=as2&tag=bet0f5-20&linkId=H2UMGJ5HUHMSVXYQ
[15]http://archive.is/80hup
[16]http://archive.is/i6V2A
[17]http://archive.is/jVdsI
[18]http://archive.is/RQIYe
[19]http://archive.is/FfORH
[20]http://archive.is/7C7Wg
[21]http://archive.is/tLNEg
[22]https://nces.ed.gov/pubs2009/2009081.pdf
[23]http://archive.is/bayne
[24]http://archive.is/LQCdB
[25]http://archive.is/OC5Y0
[26]http://www.cdc.gov/nchs/data/nvsr/nvsr61/nvsr61_04.pdf
[27]http://archive.is/ER5T
[28]http://www.pnas.org/content/112/49/15078.full.pdf
[29]https://www.hudexchange.info/resources/documents/2015-AHAR-Part-1.pdf
[30]http://archive.is/eFRNf

META
Título Original Do Women Really Want Equality?
Autor Nikita Coulombe
Link Original https://www.avoiceformen.com/sexual-politics/do-women-really-want-equality/
Link Arquivado http://archive.today/pP082

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