sábado, 6 de maio de 2017

A Verdadeira Feminista [Karen Straughan]

A Verdadeira Feminista

A Verdadeira Feminista

Disclaimer: este é um trecho de uma discussão na Internet, em que Karen Straughan responde, de maneira contundente, uma feminista de reddit que alega que "as que fazem coisas ruins não são feministas de verdade". Eu tomei a liberdade de reformatar para melhor leitura.

Então você está dizendo que você, uma comentaristas usando um nome-de-usuário em um fórum na Internet, é a verdadeira feminista, e as feministas realmente responsáveis por modificar as leis, escrever a teoria acadêmica, lecionar nos cursos, influenciando as políticas públicas, e as fundações feministas massivas bem-financiadas com milhares e milhares de membros, todos eles autodeclarados feministas ... eles não são "feministas de verdade".

Isso não é apenas uma falácia do escocês. É um auto-engano delirante.

Preste atenção numa coisa: se você quer autodenominar-se feminista, eu não ligo a mínima. Eu tenho investigado o feminismo por mais de nove anos agora, pessoas como você costumavam me irritar, porque na minha cabeça tudo que vocês faziam era prover escudo e balastro para as poderosas políticas e acadêmicas feministas que você alega serem imbecis. E, acredite em mim, elas são imbecis. Se você soubesse metade do que sei sobre as coisas que estão debaixo da propaganda do feminismo, talvez você parasse de se definir assim.

Mas eu quero que você saiba. Eu não ligo.

  • Você não é a diretora da Feminist Majority Foundation e editora Ms. Magazine, Katherine Spillar, que disse acerca da violência doméstica: "Bem, é só um termo limpinho para espancar a esposa", e segue em acrescentar isto aqui acerca de homens vítimas de violência afetiva: "nós sabemos que não se trata de meninas espancando meninos, mas meninos espancando meninas".
  • Você não é Jan Reimer, ex prefeita de Edmonton (Canadá) e por muito tempo cabeça da Rede de Abrigos para Mulheres de Alberta, que há alguns poucos anos recusara-se a aparecer num programa de TV discutindo sobre homens vítimas de violência doméstica, porque para ela o mero comparecimento e discussão daria legitimidade à ideia da existência desses homens.
  • Você não é Mary P. Koss, que descreveu homens vítimas de mulheres estupradoras como não sendo vítimas de estupro porque eles eram "ambivalentes acerca de seus desejos sexuais" (se você não entendeu o que essa frase quer dizer, ela quer dizer que eles na verdade estavam querendo), e então quis retirá-los da definição de estupro na pesquisa do CDC porque é inapropriado cogitar o que aconteceu a eles como sendo estupro.
  • Você não é a National Organization for Women (NOW) e suas fundações legais associadas, que pressionaram a fim de substituir a lei federal neutra Family Violence Prevention and Services Act de 1984 pela pornograficamente enviesada por gênero Violence Against Women Act de 1994. A promulgação dessa lei eliminou de homens vítimas os serviços de apoio e assistência legal em mais de sessenta passagens, somente em razão de serem homens.
  • Você não é capítulo da Flórida da NOW, que com sucesso pressionou a fim de que obter do Governador Rick Scott o veto não de uma, mas de duas leis de reforma das alimônias nos últimos dez anos, bulas que passaram em ambas as casas legislativas com esmagador apoio bipartidário, e era apoiada por mais de 70% do eleitorado.
  • Você não é o grupo feminista em Maryland que convenceu cada mulher membro da Casa dos Representantes de ambos os lados da coxia a sair do recinto quando um projeto de lei veio à votação, acarretando que o quórum não pode ser alcançado e o projeto de lei morreu, naquele momento e naquele lugar.
  • Você não é as feministas do Canadá agitando a fim de eliminar o assalto sexual das cortes criminais comuns para dentro de cortes quasi-criminais de equidade onde o ônus da prova seria diminuído, o réu seria compelido a testemunhar, a descoberta poderia tomar ambas as direções, e os réus não teriam o privilégio legal de um defensor público.
  • Você não é a Professora Elizabeth Sheehy, que escreveu um livro advogando que mulheres não apenas têm o direito legal de matar seus maridos sem medo de processo criminal se elas fizerem uma alegação de abuso, mas que elas têm a responsabilidade moral de assassinar seus maridos.
  • Você não é as advogadas e juristas feministas que modificaram com sucesso as leis de estupro a fim de que o histórico de uma mulher sobre realizar múltiplas alegações mentirosas de estupro possa ser excluído das evidências no julgamento porque isto "é parte de seu histórico sexual".
  • Você não é as feministas que agitou a mídia com a falsa alegação que colocar seu pênis na boca de uma mulher chapada "não é crime" em Oklahoma, porque o promotor foi um incompetente e acusou o réu sob um artigo inapropriado (sodomia forçada) e a corte superior recusou-se a expandir a definição de tal estatuto além de seu escopo pretendido, quando já existia um estatuto perfeitamente adequado (assalto sexual). Você não é as feministas idiotas mentindo para o público e potencialmente colocando as mulheres de Oklahoma em perigo ao informar a potenciais bandidos que existe uma maneira "legal" de violentá-las.
  • E você não é nenhuma das centenas ou milhares de estudiosas, escritoras, pensadoras, pesquisadoras, professoras e filósofas feministas que construíram e propagaram o corpo de estúpidas teorias sob as quais todas essas atrocidades são embasadas.

Não. Você é a feminista de verdade. Uma pessoinha aleatória da internet.


META
Título Original NONE
Autor Karen Straughan
Link Original https://np.reddit.com/r/videos/comments/68v91b/woman_who_lied_about_being_sexually_assaulted/dh23pwo/?st=j2auiy45&sh=e9d0fd5f
Link Arquivado http://archive.is/kf3y2

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